SOBRE NÓS :
VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.
MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.
Redirecionamento
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quinta-feira, 15 de outubro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE , 15/10 QUINTA FEIRA - CONFIA EM DEUS DO LIVRO: MINUTOS COM CHICO XAVIER - PALESTRANTE: AMANDA BURGOS
sábado, 10 de outubro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE DOMINGO, 11/10 AS 16:00 - PROJETO DE VIDA DO LIVRO: REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO - PALESTRANTE: ADILSON FREITAS
Projeto de Vida
“O amor aos bens terrenos
constitui um dos mais fortes óbices ao vosso adiantamento moral e espiritual.
Pelo apego à posse de tais bens, destruís a vossa faculdade de amar, com as
aplicardes todas às coisas materiais.” Lacordaire – (Constantina, 1863) O
Evangelho Segundo o Espiritismo. Capitulo XVI –item 14 Materialismo é o estado
íntimo que estabelece a rotina mental da esmagadora maioria das mentes no plano
físico, focando os interesses humanos, exclusivamente, naquilo que fere os
cinco sentidos. Posturas e noções culturais se desenvolvem a partir desse
estado levando a criatura a adotar o mundo das sensações corporais como sendo a
única realidade. O materialismo tem como base afetiva o sentimento de segurança
e bem-estar, expresso comumente por vínculos de apego e posse. Os reflexos mais
conhecidos desses vínculos afetivos com a vida material são a dependência e o
medo, respectivamente. Em essência, o interesse central de todo materialista é
tornar a vida uma permanência, manter para sempre o elo com todas as criações
que lhe “pertençam”, sejam coisas ou pessoas. Contudo, a vida é regida pela Lei
da Impermanência. Tudo é transformação e crescimento. Alguma palavras que
asseguram uma linha moral condizente com essa Lei são: maleabilidade,
incerteza, relativização, diversidade, ecletismo, pluralismo, alteridade,
desprendimento, fraternidade amor. A volta do homem à vida corporal tem por
objetivo o seu melhoramento, o engrandecimento de seus conceitos ainda tão
reduzidos pela ótica das ilusões terrenas. Compreender que é um binômio
corpo-alma, que tem um destino, a perfeição, e que a vida na Terra é um aprendizado
são as lições que lhe permitirão romper com os estreitos limites da visão
materialista. Semelhantes conquistas interiores exigem preparo e devotamento a
fim de consolidarem-se como valores morais, capazes de levá-lo a cultivar
projetos enobrecedores com os quais possa, pouco a pouco, renovar seus hábitos
de vida. Muito esforço será pedido para o desenvolvimento dessas qualidades
espirituais no coração humano. Uma semana na Terra é composta por dez mil e
oitenta minutos. Tomando por base noventa minutos como o tempo habitual de uma
atividade espiritual voltada para a aquisição de noções elevadas, e ainda
levando em conta que raramente alguém ultrapassa o limite de duas ou três
reuniões semanais, encontramos um coeficiente de no máximo duzentos e setenta
minutos de preparo para implementação da renovação mental, ou seja, pouco menos
de três por cento do volume de tempo de uma semana inteira. São nesses momentos
que se angaria forças para interromper a rotina mental do homem comum. Por isso
necessitamos tanto das tarefas espíritas para fixar valores, desenvolver novos
hábitos e alimentar a mente de novas forças, tendo em vista a espiritualização
a qual todos devemos buscar em favor da felicidade e da paz. A superação da
rotina materialista exige esforço, mas também metas, ideais, comprometimento. 7
Por isso a melhoria espiritual não pode circunscrever-se a práticas religiosas
ou a momentos de estudos e oração. Imperioso será assumirmos o compromisso de
mudanças e elevação conosco mesmo, senão tais iniciativas podem reduzir-se
facilmente a experiências passageiras de adesão superficial, sem raízes
profundas nas matrizes do sentimento. A reforma íntima solicita fazer de nossas
vidas um projeto. Um projeto de cumplicidade e amor! Projeto de vida é o outro
nome da “religião íntima”, a “religião da atitude”, do comprometimento. Sem
isso, como esperar que a simples freqüência aos serviços do bem, nas fileiras
da caridade e da instrução, sejam suficientes para renovar a nossa
personalidade construída em milênios de repetição no “amor” aos bens terrenos?
E um projeto de mudança espiritual não será tarefa infantil de traçar metas
imediatistas de fácil alcance para causar-nos a sensação de que aprimoramos com
rapidez, mas sim o resultado do esforço pessoal em sacrificar-se por ideais que
motivem o nosso progresso e que, a um só tempo, constituam a segurança contra o
desânimo e a invigilância. Ideais esses que se apresentam sempre à nossa
caminhada como convites da Divina Providência para que possamos sair do “lugar
comum” à maioria das criaturas. Razão pela qual sempre encontraremos obstáculos
e pedregais nas sendas da renovação espiritual. Isso porque aquele que
realmente se eleva não deixa de causar mudança no meio onde estagia, atraindo
para si todas as reações favoráveis e desfavoráveis aos ideais de ascensão.
Isso faz parte de todo processo de espiritualização. Não há como não haver
reações que, por fim, podem, algumas vezes, ser sinais de que nos encontramos
em boa direção. Cumplicidade e comprometimento são as palavras de ordem no
desafio do autoburilamento. Evitemos, assim, confundir a simples adesão a
prática doutrinária ou ainda o acúmulo de cultura espiritual como sendo
iluminação e adiantamento, quando nada mais são que estímulos valorosos para o
crescimento. Lembremos que só terão valor real, na nossa libertação, se deles
soubermos extrair a parte essencial que nos compete interiorizar no
fortalecimento de nosso projeto de vida no bem. Lacordaire é muito lúcido ao
afirmar que destruímos as faculdades de amar quando as reduzimos aos bens
materiais. O cultivo da paixão ao adiantamento espiritual é a solução para
todos os problemas de humanidade terrena, e o único caminho para um mundo
melhor. Quando aprendemos isso, verificamos que a existência, mesmo que salpicada
de problemas e dores, tem luz e vida porque plantamos na intimidade a semente
imperecível do idealismo superior, o qual ninguém pode nos roubar.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, 08/10 AS 20:00 - Caracteres do Milagre - Capitulo XIII DO LIVRO Gênese - PALESTRANTE: ROBSON FERRER
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE DOMINGO DIA 04/10 as 16:00 - Perante Nós Mesmos, Capitulo 18 do Livro: CONDUTA ESPÍRITA - Palestrante:
Capítulo 18
Perante Nós Mesmos
Vigiar as próprias manifestações,
não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica ao autoelogio,
recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.
Toda presunção evidencia o
afastamento do Evangelho.
*
Agir de tal modo a não permitir,
mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no
campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e
periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras
quaisquer tarefas.
A exploração da fé anula os bons
sentimentos.
*
Render culto à amizade e à
gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações,
mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina,
para ser agradável aos outros.
O Espiritismo é caminho
libertador.
*
Recusar várias funções
simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de
prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita,
quase sempre equivale a ausência lamentável.
O afastamento do dever é
deserção.
*
Efetuar compromissos apenas no
limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos,
inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos
às instituições fraternais.
Palavra empenhada, lei no
coração.
*
Libertar-se das cadeias mentais
oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de
qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.
O espírita está informado de que
o acaso não existe.
*
Esquivar-se do uso de armas
homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja
qual for o processo em que se exprimam.
O servidor fiel da Doutrina
possui, na consciência tranquila, a fortaleza inatacável.
*
“Examinai-vos a vós mesmos, se
permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.”
Paulo. (2ª epístola aos
coríntios, capítulo 13, versículo 5.)
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
HOJE É O GRANDE DIA, 16/09/2015 - 05 ANOS DE CELEBRAÇÃO DA FUNDAÇÃO DA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ! VENHA CELEBRAR CONOSCO...
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE : OBSESSÃO - LIVRO: VÁRIOS - Palestrante: Paulo de Tarso
Obsessão
Grupo
Espírita Bezerra de Menezes
O que é Obsessão?
A Obsessão é o domínio que alguns Espíritos
adquirem sobre outros, quer encarnados ou desencarnados, provocando-lhes
desequilíbrios psíquicos, emocionais e físicos É uma espécie de constrangimento
moral de um indivíduo sobre outro. Pode ser de encarnado para encarnado,
encarnado para desencarnado, desencarnado para encarnado e desencarnado para
desencarnado. Essa influência negativa e irracional traz para as pessoas
problemas diversos, o que as tornam enfermas da alma, necessitando de cuidados,
como toda doença. Normalmente se faz tratamento das obsessões em centros
espíritas kardecistas sérios.
Se a Obsessão é uma doença da alma,
quais são seus sintomas?
A obsessão apresenta sintomas tais
como: angústia, depressão, perturbação do sono (insônia ou pesadelos), mau
humor, desinteresse pelo estudo ou pelo trabalho, isolamento social,
pensamentos suicidas, desregramento sexual etc. Não se segue daí, que se
conclua que todos os portadores desses sintomas estejam obsediados. Há diversas
outras causas, conhecidas da ciência médica, que podem provocar sintomatologia
semelhante.
E como se pode tratar essa doença
espiritual?
A obsessão, sendo uma doença da alma,
deverá ser curada definitivamente com a melhoria do indivíduo no campo moral e
intelectual. O Espiritismo (doutrina de Allan Kardec) oferece tratamento seguro
para essas doenças, pois trata o problema abordando os dois lados da vida. Se
for um Espírito desencarnado, ele será chamado por meio de evocações
particulares, nas reuniões sérias de intercâmbio espiritual, para uma conversa
e conscientização do mal que está praticando. Do lado do encarnado, se cuidará
de tratar com a evangelização (moralização) e pela fluidoterapia (aplicação de
passes), levando-o ao entendimento do que precisa fazer para libertar-se do
mal.
Como o Espírito recém-desencarnado
recebe um novo envolvimento amoroso de sua esposa, ainda encarnada no mundo
material? Ele não o aceita? Poderá interferir nessa relação? Há um tempo de
espera, para que o cônjuge encarnado possa ter novo relacionamento sem magoar
quem já desencarnou?
Quando o Espírito se desprende da
carne, ele entra em uma outra dimensão de vida que é a vida espiritual. Lá,
terá um nova percepção das coisas, tendo um raciocínio mais livre, mais pleno,
pois não está mais confinado aos limites da matéria. Compreende que viverá
outros aprendizados e que os afetos deixados na vida terrena igualmente terão
também experiências necessárias ao progresso individual e coletivo. Entretanto,
se ele for um Espírito pouco adiantado, permanecerá preso ao seu mundo mental,
vivenciando as situações que vivia quando em vida, principalmente se cultivou
paixões e sentimentos de posse exacerbados.
Poderá com isso sofrer, se seus entes queridos agem com desinteresse afetivo
por ele, se entram em disputa por heranças ou mesmo se seus "amores"
interessam-se por outras pessoas. Poderá interferir na vida das pessoas, muitas
vezes originando processos obsessivos.
Neste caso, deve-se procurar ajuda espiritual numa casa espírita kardecista,
para que o problema seja devidamente equacionado. Claro, essas situações de
perturbações são de exceção. Normalmente o que se observa é a compreensão por
parte de quem partiu. Não há um tempo específico que seja adequado para que se
tenha novo envolvimento amoroso. Vai depender da situação de cada criatura. Nas
relações verdadeiras, sinceras e duradouras, geralmente quando um parte o outro
permanece um bom tempo sem que encontre substituição em seu coração, quando não
opta por permanecer sozinho. Entretanto, nas relações difíceis, que são maioria
esmagadora no planeta, a perda não se constitui em problema. Todas essas coisas
são regidas pelos sentimentos. O tempo, neste caso, é o que menos importa.
Gostaria de saber como se identifica
uma obsessão de encarnado para desencarnado. E como se livrar disso?
Sabe-se que a obsessão é uma espécie de
constrangimento de um Espírito sobre outro e que isso se dá através da lei das
afinidades espirituais (vide pergunta 42). Portanto, as influências ruins podem
partir dos encarnados para os desencarnados também. Geralmente isso acontece
nas situações onde entre os dois indivíduos existe uma relação em
desequilíbrio, tanto de "amor" quanto de "ódio". Pode
parecer estranho que se afirme que relações de amor possam gerar processos
obsessivos, mas o amor desmedido e possessivo entre duas pessoas (mesmo que
seja entre mãe e filho), geram desequilíbrios os mais diversos. Se um deles
desencarna é claro que o sentimento permanece o mesmo, a menos que um deles
venha a se libertar dele através do esclarecimento. Da mesma forma nos casos de
pessoas que desencarnam deixando heranças em que os herdeiros ficam
insatisfeitos e não tinham boa relação de afeto com o desencarnado, gerando
condições fluídicas mórbidas que envolvem os dois planos. A única forma de se
livrar desses problemas é buscando o esclarecimento, procurando uma casa
espírita que tenha experiência nesse tipo de atendimento. O tratamento
espiritual, esclarecendo os envolvidos no processo, aliado à mudança de postura
do indivíduo é a chave para os problemas espirituais de toda ordem.
A depressão pode estar relacionada com
obsessão? Como?
Os processos obsessivos moderados e
graves levam quase sempre a um estado mórbido mental, que favorece enormemente
os estados depressivos, com toda a sintomatologia que esta doença produz.
Entretanto, nem todos os quadros depressivos podem ser atribuídos às
influências espirituais. Existem mecanismos orgânicos, decorrentes de falhas em
sínteses hormonais que explicam cientificamente a depressão. Evidentemente que
mesmo nesses casos, pode haver influenciação espiritual por conta da atitude
mental da criatura, embora não seja esse o agente causador do processo.
Há a possibilidade de ocorrer uma
auto-obsessão, ou seja, de uma pessoa encarnada ser obsediada por ela mesma?
Sim, há essa possibilidade e não é
rara. São pessoas que se encontram numa condição mental doentia,
atormentando-se a si mesmo. Vivem em um mundo de desarmonia interior e buscam
culpar tudo o que há em sua volta, gerando cada vez mais sofrimentos para si
mesma e para quem com ela convive. As causas geralmente residem nos problemas
anímicos do indivíduo, ou seja, nos seus próprios dramas pessoais. São traumas,
remorsos, culpas e situações provindas do seu mundo íntimo e que prejudicam sua
normalidade psicológica. Certamente, por conta de sua atitude mental, entram em
sintonia com ambiente espiritual de igual teor, o que agrava o quadro, embora
não seja esta a causa determinante da enfermidade. Além da evangelização
espírita, costumam-se beneficiar-se enormemente com as psicoterapias, no que
devem ser estimulados.
Uma convulsão poderá ser sintoma de uma
obsessão?
Geralmente as convulsões não são
sintomas de obsessão (embora ela possa aparecer associada à enfermidade). As
convulsões propriamente ditas são ocasionadas por falhas na estrutura orgânica
do homem e necessita de tratamento médico especializado. As alterações do
sensório ocasionadas por influências espirituais, não configuram convulsões com
o cortejo clínico estudado pela ciência médica terrena. Portanto, há que se ter
cautela ao lidar com pessoas que tem crises convulsivas e que querem tratar-se
nas casas espíritas. Elas podem ser portadoras de enfermidade epiléptica e
necessitam de avaliação médica. Crises de subjugação possuem algumas
características das crises epilépticas, mas são bem diferentes. Na epilepsia
quase sempre o paciente perde a consciência e desfalece, com movimentos motores
involuntátios. Na crise de subjugação, não! Observa-se brusca mudança de
comportamento e o perturbado pode cair ao chão, porém, não desfalece e
comporta-se como se fosse uma outra pessoa.
Como devemos proceder junto a uma
pessoa que está sob o império da fascinação?
Casos de fascinação são muito comuns
entre encarnados, e mesmo dentro das casas espíritas que endeusam seus médiuns
ou dirigentes. Antes de concluirmos se uma pessoa está sendo vítima da terrível
fascinação, é preciso pesar na balança do bom senso. Levemos o problema ao
exame de sociedades idôneas, que não estejam sob o domínio das nossas idéias,
para opinarem. Se tivermos certeza da obsessão, devemos procurar orientar
aquele que padece. Havendo abertura, temos que ir esclarecendo o enfermo aos
poucos, fazendo-o ver a presença da má influência. O que acontece na maioria
das vezes, é a existência. O espírita é orgulhoso e, geralmente, não aceita que
esteja mal assistido. Nestes casos, o melhor é deixá-lo nas mãos da influência
em que se compraz. Só aprenderá com a dor.
domingo, 23 de agosto de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, 23/08/2015(DOMINGO) AS 16:00 - Nos Bastidores de uma Reunião Doutrinária - Palestrante: Nilson Almeida
quarta-feira, 15 de julho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE 15/07/2015 - OS FALSOS PROFETAS - CAPÍTULO XXI DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITÍSMO - Palestrante: João Moisés
Haverá falsos cristos e falsos profetas
•
Conhece-se a árvore pelo fruto
• Missão dos profetas
• Prodígios dos falsos
profetas
• Não creais em todos os Espíritos
• Instruções dos Espíritos: Os
falsos profetas – Caracteres do verdadeiro profeta – Os falsos profetas da
erraticidade – Jeremias e os falsos profetas
Conhece-se a árvore pelo fruto
1. A árvore que produz maus
frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má; porquanto, cada
árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos nos espinheiros,
nem cachos de uvas nas sarças. O homem de bem tira boas coisas do bom tesouro
do seu coração e o mau tira as más do mau tesouro do seu coração; porquanto, a
boca fala do que está cheio o coração. (Lucas, 6:43 a 45.)
2. Guardai-vos dos falsos
profetas que vêm ter convosco cobertos de peles de ovelha e que por dentro são
lobos rapaces. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. Podem colher-se uvas nos
espinheiros ou figos nas sarças? Assim, toda árvore boa produz bons frutos e
toda árvore má produz maus frutos. Uma árvore boa não pode produzir frutos maus
e uma árvore má não pode produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bons
frutos será cortada e lançada ao fogo. Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos.
(Mateus, 7:15 a 20.)
3. Tende cuidado para que alguém
não vos seduza; porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e
seduzirão a muitos.
Levantar-se-ão muitos falsos
profetas que seduzirão a muitas pessoas; e porque abundará a iniquidade, a
caridade de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim se salvará.
Então, se alguém vos disser: “O Cristo está aqui, ou está ali”, não acrediteis
absolutamente; porquanto falsos cristos e falsos profetas se levantarão e farão
grandes prodígios e coisas de espantar, ao ponto de seduzirem, se fosse
possível, os próprios escolhidos. (Mateus, 24:4, 5, 11 a 13, 23 e 24; Marcos,
13:5, 6, 21 e 22.)
Missão dos profetas
4. Atribui-se comumente aos
profetas o dom de adivinhar o futuro, de sorte que as palavras profecia e
predição se tornaram sinônimas. No sentido evangélico, o vocábulo profeta tem
mais extensa significação. Diz-se de todo enviado de Deus com a missão de
instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida
espiritual. Pode, pois, um homem ser profeta, sem fazer predições. Aquela era a
ideia dos judeus, ao tempo de Jesus. Daí vem que, quando o levaram à presença
do sumo sacerdote Caifás, os escribas e os anciães, reunidos, lhe cuspiram no
rosto, lhe deram socos e bofetadas, dizendo: “Cristo, profetiza para nós e dize
quem foi que te bateu.” Entretanto, deu-se o caso de haver profetas que tiveram
a presciência do futuro, quer por intuição, quer por providencial revelação, a
fim de transmitirem avisos aos homens. Tendo-se realizado os acontecimentos
preditos, o dom de predizer o futuro foi considerado como um dos atributos da
qualidade de profeta.
Prodígios dos falsos profetas
5. “Levantar-se-ão falsos cristos
e falsos profetas, que farão grandes prodígios e coisas de espantar, a ponto de
seduzirem os próprios escolhidos.” Estas palavras dão o verdadeiro sentido do
termo prodígio. Na acepção teológica, os prodígios e os milagres são fenômenos
excepcionais, fora das Leis da Natureza. Sendo estas exclusivamente, obra de
Deus, pode Ele, sem dúvida, derrogá-las, se lhe apraz; o simples bom senso,
porém, diz que não é possível haja Ele dado a seres inferiores e perversos um
poder igual ao seu, nem, ainda menos, o direito de desfazer o que Ele tenha
Haverá falsos cristos e falsos profetas feito. Semelhante princípio não no pode
Jesus ter consagrado. Se, portanto, de acordo com o sentido que se atribui a
essas palavras, o Espírito do mal tem o poder de fazer prodígios tais que os
próprios escolhidos se deixem enganar, o resultado seria que, podendo fazer o
que Deus faz, os prodígios e os milagres não são privilégio exclusivo dos
enviados de Deus e nada provam, pois que nada distingue os milagres dos santos
dos milagres do demônio. Necessário, então, se torna procurar um sentido mais
racional para aquelas palavras. Para o vulgo ignorante, todo fenômeno cuja
causa é desconhecida passa por sobrenatural, maravilhoso e miraculoso; uma vez
encontrada a causa, reconhece-se que o fenômeno, por muito extraordinário que
pareça, mais não é do que aplicação de uma Lei da Natureza. Assim, o círculo
dos fatos sobrenaturais se restringe à medida que o da Ciência se alarga. Em
todos os tempos, homens houve que exploraram, em proveito de suas ambições, de
seus interesses e do seu anseio de dominação, certos conhecimentos que possuíam,
a fim de alcançarem o prestígio de um pseudopoder sobre-humano, ou de uma
pretendida missão divina. São esses os falsos cristos e falsos profetas. A
difusão das luzes lhes aniquila o crédito, donde resulta que o número deles
diminui à proporção que os homens se esclarecem. O fato de operar o que certas
pessoas consideram prodígios não constitui, pois, sinal de uma missão divina,
visto que pode resultar de conhecimento cuja aquisição está ao alcance de
qualquer um, ou de faculdades orgânicas especiais, que o mais indigno não se
acha inibido de possuir, tanto quanto o mais digno. O verdadeiro profeta se
reconhece por mais sérios caracteres e exclusivamente morais. Não creais em
todos os Espíritos 6. Meus bem-amados, não creais em qualquer Espírito;
experimentai se os Espíritos são de Deus, porquanto muitos falsos profetas se
têm levantado no mundo. (João, 1a Epístola, 4:1.)
7. Os fenômenos espíritas, longe
de abonarem os falsos cristos e os falsos profetas, como a algumas pessoas
apraz dizer, golpe mortal desferem neles. Não peçais ao Espiritismo prodígios,
nem milagres, porquanto ele formalmente declara que os não opera. Do mesmo modo
que a Física, Química, a Astronomia, a Geologia revelaram as leis do mundo
material, o Espiritismo revela outras leis desconhecidas, as que regem as
relações do mundo corpóreo com o mundo espiritual, leis que, tanto quanto
aquelas outras da Ciência, são Leis da Natureza. Facultando a explicação de
certa ordem de fenômenos incompreendidos até o presente, ele destrói o que
ainda restava do domínio do maravilhoso. Quem, portanto, se sentisse tentado a
lhe explorar em proveito próprio os fenômenos, fazendo-se passar por messias de
Deus, não conseguiria abusar por muito tempo da credulidade alheia e seria logo
desmascarado. Aliás, como já se tem dito, tais fenômenos, por si sós, nada
provam: a missão se prova por efeitos morais, o que não é dado a qualquer um
produzir. Esse um dos resultados do desenvolvimento da ciência espírita;
pesquisando a causa de certos fenômenos, de sobre muitos mistérios levanta ela
o véu. Só os que preferem a obscuridade à luz, têm interesse em combatê-la; mas
a verdade é como o Sol: dissipa os mais densos nevoeiros. O Espiritismo revela
outra categoria bem mais perigosa de falsos cristos e de falsos profetas, que
se encontram, não entre os homens, mas entre os desencarnados: a dos Espíritos
enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudossábios, que passaram da Terra para
a erraticidade e tomam nomes venerados para, sob a máscara de que se cobrem,
facilitarem a aceitação das mais singulares e absurdas ideias. Antes que se
conhecessem as relações mediúnicas, eles atuavam de maneira menos ostensiva,
pela inspiração, pela mediunidade inconsciente, audiente ou falante. É
considerável o número dos que, em diversas épocas, mas, sobretudo, nestes
últimos tempos, se hão apresentado como alguns dos antigos profetas, como o
Cristo, como Maria, sua mãe, e até como Deus. João adverte contra eles os
homens, dizendo: “Meus bem-amados, não acrediteis em todo Espírito; mas
experimentai se os Espíritos são de Deus, porquanto muitos falsos profetas se
têm levantado no mundo.” O Espiritismo nos faculta os meios de experimentá-los,
apontando os caracteres pelos quais se reconhecem os bons Espíritos, caracteres
sempre morais, nunca materiais.
É à maneira de se distinguirem
dos maus os bons Espíritos que, principalmente, podem aplicar-se estas palavras
de Jesus: “Pelo fruto é que se reconhece a qualidade da árvore; uma árvore 20
Nota de Allan Kardec: Ver, sobre a maneira de se distinguirem os Espíritos: O
livro dos médiuns, 2a Parte, cap. XXIV e seguintes. haverá falsos cristos e
falsos profetas a árvore boa não pode produzir maus frutos, e uma árvore má não
os pode produzir bons.” Julgam-se os Espíritos pela qualidade de suas obras,
como uma árvore pela qualidade dos seus frutos.
Instruções dos Espíritos
Os falsos profetas
8. Se vos disserem: “O Cristo
está aqui”, não vades; ao contrário, tende-vos em guarda, porquanto numerosos
serão os falsos profetas. Não vedes que as folhas da figueira começam a
branquear; não vedes os seus múltiplos rebentos aguardando a época da floração;
e não vos disse o Cristo: “Conhece-se a árvore pelo fruto?” Se, pois, são
amargos os frutos, já sabeis que má é a árvore; se, porém, são doces e saudáveis,
direis: “Nada que seja puro pode provir de fonte má.” É assim, meus irmãos, que
deveis julgar; são as obras que deveis examinar. Se os que se dizem investidos
de poder divino revelam sinais de uma missão de natureza elevada, isto é, se
possuem no mais alto grau as virtudes cristãs e eternas: a caridade, o amor, a
indulgência, a bondade que concilia os corações; se, em apoio das palavras,
apresentam os atos, podereis então dizer: Estes são realmente enviados de Deus.
Desconfiai, porém, das palavras melífluas, desconfiai dos escribas e dos
fariseus que oram nas praças públicas, vestidos de longas túnicas. Desconfiai
dos que pretendem ter o monopólio da verdade! Não, não, o Cristo não está entre
esses, porquanto os que Ele envia para propagar a sua santa doutrina e
regenerar o seu povo serão, acima de tudo, seguindo-lhe o exemplo, brandos e
humildes de coração; os que hajam, com os exemplos e conselhos que
prodigalizem, de salvar a Humanidade, que corre para a perdição e pervaga por
caminhos tortuosos, serão essencialmente modestos e humildes. De tudo o que
revele um átomo de orgulho, fugi, como de uma moléstia contagiosa, que corrompe
tudo em que toca. Lembrai-vos de que cada criatura traz na fronte, mas
principalmente nos atos, o cunho da sua grandeza ou da sua inferioridade. Ide,
portanto, meus filhos bem-amados, caminhai sem tergiversações, sem pensamentos
ocultos, na rota bendita que tomastes. Ide, ide sempre, sem temor; afastai,
cuidadosamente, tudo o que vos possa entravar a marcha para o objetivo eterno.
Viajores, só por pouco tempo mais estareis nas trevas e nas dores da provação,
se abrirdes o vosso coração a essa suave doutrina que vos vem revelar as leis
eternas e satisfazer a todas as aspirações de vossa alma acerca do desconhecido.
Já podeis dar corpo a esses silfos ligeiros que vedes passar nos vossos sonhos
e que, efêmeros, apenas vos encantavam o espírito, sem coisa alguma dizerem ao
vosso coração. Agora, meus amados, a morte desapareceu, dando lugar ao anjo
radioso que conheceis, o anjo do novo encontro e da reunião! Agora, vós que bem
desempenhado haveis a tarefa que o Criador confia às suas criaturas, nada mais
tendes de temer da sua justiça, pois Ele é pai e perdoa sempre aos filhos
transviados que clamam por misericórdia. Continuai, portanto, avançai
incessantemente. Seja vossa divisa a do progresso, do progresso contínuo em
todas as coisas, até que, finalmente, chegueis ao termo feliz da jornada, onde
vos esperam todos os que vos precederam. – Luís. (Bordeaux, 1861.)
Caracteres do verdadeiro profeta
9. Desconfiai dos falsos profetas. É útil em
todos os tempos essa recomendação, mas, sobretudo, nos momentos de transição em
que, como no atual, se elabora uma transformação da Humanidade, porque, então,
uma multidão de ambiciosos e intrigantes se arvoram em reformadores e messias.
É contra esses impostores que se deve estar em guarda, correndo a todo homem
honesto o dever de os desmascarar. Perguntareis, sem dúvida, como
reconhecê-los. Aqui tendes o que os assinala: Somente a um hábil general, capaz
de o dirigir, se confia o comando de um exército. Julgais que Deus seja menos
prudente do que os homens? Ficai certos de que só confia missões importantes
aos que Ele sabe capazes de as cumprir, porquanto as grandes missões são fardos
pesados que esmagariam o homem carente de forças para carregá-los. Em todas as
coisas, o mestre há de sempre saber mais do que o discípulo; para fazer que a
Humanidade avance moralmente e intelectualmente, são precisos homens superiores
em inteligência e em moralidade. Por isso, para essas missões são sempre
escolhidos Espíritos já adiantados, que fizeram suas provas noutras
existências, visto que, se não fossem superiores ao meio em que têm de atuar,
nula lhes resultaria a ação. Isto posto, haveis de concluir que o verdadeiro
missionário de Deus tem de justificar, pela sua superioridade, pelas suas
virtudes, pela grandeza, Haverá falsos cristos e falsos profetas pelo resultado
e pela influência moralizadora de suas obras, a missão de que se diz portador.
Tirai também esta outra consequência: se, pelo seu caráter, pelas suas
virtudes, pela sua inteligência, ele se mostra abaixo do papel com que se
apresente, ou da personagem sob cujo nome se coloca, mais não é do que um
histrião de baixo estofo, que nem sequer sabe imitar o modelo que escolheu.
Outra consideração: os
verdadeiros missionários de Deus ignoram-se a si mesmos, em sua maior parte;
desempenham a missão a que foram chamados pela força do gênio que possuem,
secundado pelo poder oculto que os inspira e dirige a seu mau grado, mas sem
desígnio premeditado.
Numa palavra: os verdadeiros
profetas se revelam por seus atos, são adivinhados, ao passo que os falsos
profetas se dão, eles próprios, como enviados de Deus. O primeiro é humilde e
modesto; o segundo, orgulhoso e cheio de si, fala com altivez e, como todos os
mendazes, parece sempre temeroso de que não lhe deem crédito. Alguns desses
impostores têm havido, pretendendo passar por apóstolos do Cristo, outros pelo
próprio Cristo, e, para vergonha da Humanidade, hão encontrado pessoas assaz
crédulas que lhes creem nas torpezas. Entretanto, uma ponderação bem simples
seria bastante a abrir os olhos do mais cego, a de que se o Cristo reencarnasse
na Terra, viria com todo o seu poder e todas as suas virtudes, a menos se
admitisse, o que fora absurdo, que houvesse degenerado. Ora, do mesmo modo que,
se tirardes a Deus um só de seus atributos, já não tereis Deus, se tirardes uma
só de suas virtudes ao Cristo, já não mais o tereis. Possuem todas as suas virtudes
os que se dão como o Cristo? Essa a questão. Observai-os, perscrutai-lhes as
ideias e os atos e reconhecereis que, acima de tudo, lhes faltam as qualidades
distintivas do Cristo: a humildade e a caridade, sobejando-lhes as que o Cristo
não tinha: a cupidez e o orgulho. Notai, ademais, que neste momento há, em
vários países, muitos pretensos Cristos, como há muitos pretensos Elias, muitos
João ou Pedro e que não é absolutamente possível sejam verdadeiros todos. Tende
como certo que são apenas criaturas que exploram a credulidade dos outros e
acham cômodo viver à custa dos que lhes prestam ouvidos. Desconfiai, pois, dos
falsos profetas, máxime numa época de renovação, qual a presente, porque muitos
impostores se dirão enviados de Deus. Eles procuram satisfazer na Terra à sua
vaidade; mas uma terrível justiça os espera, podeis estar certos. – Erasto.
(Paris, 1862.)
Os falsos profetas da
erraticidade
10. Os falsos profetas não se
encontram unicamente entre os encarnados. Há-os também, e em muito maior
número, entre os Espíritos orgulhosos que, aparentando amor e caridade, semeiam
a desunião e retardam a obra de emancipação da Humanidade, lançando-lhe de
través seus sistemas absurdos, depois de terem feito que seus médiuns os
aceitem. E, para melhor fascinarem àqueles a quem desejam iludir, para darem
mais peso às suas teorias, se apropriam sem escrúpulo de nomes que só com muito
respeito os homens pronunciam. São eles que espalham o fermento dos
antagonismos entre os grupos, que os impelem a isolarem-se uns dos outros e a
olharem-se com prevenção. Isso por si só bastaria para os desmascarar, pois,
procedendo assim, são os primeiros a dar o mais formal desmentido às suas
pretensões. Cegos, portanto, são os homens que se deixam cair em tão grosseiro
embuste. Há, porém, muitos outros meios de serem reconhecidos. Espíritos da
categoria em que eles dizem achar-se têm de ser não só muito bons, como também
eminentemente racionais. Pois bem: passai-lhes os sistemas pelo crivo da razão
e do bom senso e vede o que restará. Convinde, pois, comigo, em que, todas as
vezes que um Espírito indica, como remédio aos males da Humanidade ou como meio
de conseguir-se a sua transformação, coisas utópicas e impraticáveis, medidas
pueris e ridículas; quando formula um sistema que as mais rudimentares noções
da Ciência contradizem, não pode ser senão um Espírito ignorante e mentiroso.
Por outro lado, crede que, se nem sempre os indivíduos apreciam a verdade, esta
é apreciada sempre pelo bom senso das massas, constituindo isso mais um
critério. Se dois princípios se contradizem, achareis a medida do valor
intrínseco de ambos, verificando qual dos dois encontra mais ecos e simpatias.
Fora, com efeito, ilógico admitir-se que uma doutrina cujo nú- mero de adeptos
diminua progressivamente seja mais verdadeira do que outra que veja o dos seus
em contínuo aumento. Querendo que a verdade chegue a todos, Deus não a confina
num círculo acanhado: fá-la surgir em diferentes pontos, a fim de que por toda
a parte a luz esteja ao lado das trevas. Repeli sem condescendência todos esses
Espíritos que se apresentam como conselheiros exclusivos, pregando a separação
e o insulamento. São quase sempre Espíritos vaidosos e medíocres, que procuram
impor-se a homens fracos e crédulos, prodigalizando-lhes exagerados louvores, a
fim de Haverá falsos cristos e falsos profetas os fascinar e de tê-los dominados. São,
geralmente, Espíritos sequiosos de poder e que, déspotas públicos ou nos lares,
quando vivos, ainda querem vítimas para tiranizar depois de terem morrido. Em
geral, desconfiai das comunicações que trazem um caráter de misticismo e de
singularidade, ou que prescrevem cerimônias e atos extravagantes. Há sempre,
nesses casos, motivo legítimo de suspeição. Estai certos, igualmente, de que quando
uma verdade tem de ser revelada aos homens, é, por assim dizer, comunicada
instantaneamente a todos os grupos sérios, que dispõem de médiuns também
sérios, e não a tais ou quais, com exclusão dos outros. Nenhum médium é
perfeito, se está obsidiado; e há manifesta obsessão quando um médium só é apto
a receber comunicações de determinado Espírito, por mais alto que este procure
colocar-se. Conseguintemente, todo médium e todo grupo que considerem
privilégio seu receber as comunicações que obtêm e que, por outro lado, se
submetem a práticas que tendem para a superstição, indubitavelmente se acham
presas de uma obsessão bem caracterizada, sobretudo quando o Espírito dominador
se pavoneia com um nome que todos, encarnados e desencarnados, devem honrar e respeitar
e não permitir seja declinado a todo propósito. É incontestável que, submetendo
ao crivo da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos
Espíritos, fácil se torna rejeitar a absurdidade e o erro. Pode um médium ser
fascinado, e iludido um grupo; mas a verificação severa a que procedam os
outros grupos, a ciência adquirida, a alta autoridade moral dos diretores de
grupos, as comunicações que os principais médiuns recebam, com um cunho de
lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, justiçarão rapidamente esses
ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos
mistificadores ou maus. – Erasto, discípulo de Paulo. (Paris, 1862.) (Veja-se,
na Introdução, item II: Controle universal do ensino dos Espíritos. O livro dos
médiuns, 2a Parte, cap. XXIII, Da obsessão.)
Jeremias e os falsos profetas
11. Eis o que diz o Senhor dos Exércitos: “Não
escuteis as palavras dos profetas que vos profetizam e que vos enganam. Eles
publicam as visões de seus corações e não o que aprenderam da boca do Senhor.”
— Dizem aos que de mim blasfemam: “O Senhor o disse, tereis paz; e a todos os
que andam na corrupção de seus corações: ‘Nenhum mal vos acontecerá.’” — Mas
qual dentre eles assistiu ao conselho de Capítulo XXI Deus? Qual o que o viu e
escutou o que Ele disse? Eu não enviava esses profetas; eles corriam por si
mesmos; Eu absolutamente não lhes falava; eles profetizavam de suas cabeças. Eu
ouvi o que disseram esses profetas que profetizavam a mentira em meu nome,
dizendo: “Sonhei, sonhei.” — Até quando essa imaginação estará no coração dos
que profetizam a mentira e cujas profecias não são senão as seduções do coração
deles? Se, pois, este povo, ou um profeta, ou um sacerdote vos interrogar e
disser: “Qual o fardo do Senhor?” Dir-lhe-eis: “Vós mesmos sois o fardo e Eu
vos lançarei bem longe de mim”, diz o Senhor. (Jeremias, 23:16 a 18, 21, 25, 26
e 33.) É dessa passagem do profeta Jeremias que quero tratar convosco, meus
amigos. Falando pela sua boca, diz Deus: “É a visão do coração deles que os faz
falar.” Essas palavras claramente indicam que, já naquela época, os charlatães
e os exaltados abusavam do dom de profecia e o exploravam. Abusavam, por
conseguinte, da fé simples e quase cega do povo, predizendo, por dinheiro,
coisas boas e agradáveis. Muito generalizada se achava essa espécie de fraude
na nação judia, e fácil é de compreender-se que o pobre povo, em sua
ignorância, nenhuma possibilidade tinha de distinguir os bons dos maus, sendo
sempre mais ou menos ludibriado pelos pseudoprofetas, que não passavam de
impostores ou fanáticos. Nada há de mais significativo do que estas palavras:
“Eu não enviei esses profetas e eles correram por si mesmos; não lhes falei e
eles profetizaram.” Mais adiante, diz: “Eu ouvi esses profetas que profetizavam
a mentira em meu nome, dizendo: “Sonhei, sonhei.” Indicava assim um dos meios
que eles empregavam para explorar a confiança de que eram objeto. A multidão,
sempre crédula, não pensava em lhes contestar a veracidade dos sonhos, ou das
visões; achava isso muito natural e constantemente os convidava a falar. Após
as palavras do profeta, escutai os sábios conselhos do apóstolo João, quando
diz: “Não acrediteis em todo Espírito; experimentai se os Espíritos são de
Deus”, porque, entre os invisíveis, também há os que se comprazem em iludir, se
se lhes depara ocasião. Os iludidos são, está-se a ver, os médiuns que se não
precatam bastante. Aí se encontra, é fora de toda dúvida, um dos maiores
escolhos em que muitos funestamente esbarram, mormente se são novatos no
Espiritismo. É-lhes isso uma prova de que só com muita prudência podem
triunfar. Aprendei, pois, antes de tudo, a distinguir os bons e os maus
Espíritos, para, por vossa vez, não vos tornardes falsos profetas. – Luoz,
Espírito protetor. (Carlsruhe, 1861.)
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domingo, 14 de junho de 2015
Tema da doutrinária de hoje - Domingo (14/06) às 16:00 - Tema: A Lei de Amor. Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Palestrante: Adalto Carneiro
A Lei de Amor
"O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto
que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos
elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos;
quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e
depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o
amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em
seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei
de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias
sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor
os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria
da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora
de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos
sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra
do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos
túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas
deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz
o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue
resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía.
Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta,
aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a
criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que
aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os
instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o
progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados
são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados
aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza
futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens
terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que
liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das
alegrias celestes."
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Tema da doutrinária de hoje - Quinta-feira (11/06) às 20:00 - Tema: Conduta Espírita do Medium. Livro: Conduta Espírita de André Luiz. Palestrante: Robson Ferrer
Esquivar-se à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada transcendência, reconhecendo-se humilde portador de tarefas comuns, conquanto graves e importantes como as de qualquer outra pessoa.
O seareiro do Cristo é sempre servo, e servo do amor.
No horário disponível entre as obrigações familiares e o trabalho que lhe garante a subsistência, vencer os imprevistos que lhe possam impedir o comparecimento às sessões, tais como visitas inesperadas, fenômenos climatéricos e outros motivos, sustentando lealdade ao próprio dever.
Sem euforia íntima não há exercício mediúnico produtivo. Preparar a própria alma em prece e meditação, antes da atividade mediúnica, evitando, porém, concentrar-se mentalmente para semelhante mister durante as explanações doutrinárias, salvo quando lhe caibam tarefas especiais concomitantes, a fim de que não se prive do ensinamento.
A oração é luz na alma refletindo a Luz Divina. Controlar as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível, respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou quaisquer gestos violentos.
O medianeiro será sempre o responsável direto pela mensagem de que se faz portador.
Silenciar qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele fenômeno.
A espontaneidade é o selo de crédito em nossas comunicações com o Reino do Espírito. Mesmo indiretamente, não retirar proveito material das produções que obtenha.
Não há serviço santificante na mediunidade vinculada a interesses inferiores.
Extinguir obstáculos, preocupações e impressões negativas que se relacionem com o intercâmbio mediúnico, quais sejam, a questão da consciência vigilante ou da inconsciência sonambúlica durante o transe, os temores inúteis e as suscetibilidades doentias, guiando-se pela fé raciocinada e pelo devotamento aos semelhantes.
Quem se propõe avançar no bem, deve olvidar toda causa de perturbação. Ainda quando provenha de círculos bem-intencionados, recusar o tóxico da lisonja. No rastro do orgulho, segue a ruína.
Fugir aos perigos que ameaçam a mediunidade, como sejam a ambição, a ausência de autocrítica, a falta de perseverança no bem e a vaidade com que se julga invulnerável. O medianeiro carrega consigo os maiores inimigos de si próprio.
“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” — Paulo. (I CORÍNTIOS, 12:7.)
segunda-feira, 8 de junho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE QUARTA FEIRA (10/06) 16:00 - A PORTA ESTREITA - CAP. XVIII DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, MUITOS OS CHAMADOS POUCOS OS ESCOLHIDOS - PALESTRANTE: VERA LÚCIA
CAPÍTULO XVIII - Muitos os chamados, poucos os escolhidos.
A Porta Estreita
3. Entrai pela porta estreita,
porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e
muitos são os que por ela entram. Quão pequena é a porta da vida quão apertado
o caminho que a ela conduz e quão poucos a encontram! (Mateus, 7:13 e 14.)
4. Tendo-lhe alguém feito esta
pergunta: “Senhor, serão poucos os que se salvam?” — Respondeu-lhes Ele:
“Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois vos asseguro que muitos
procurarão transpô-la e não o poderão.” — E quando o pai de família houver entrado
e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater, dizendo: “Senhor,
abre-nos.” — Ele vos responderá: “Não sei donde sois.” — Pôr-vos-eis a dizer:
“Comemos e bebemos na tua presença e nos instruíste nas nossas praças
públicas.” — Ele vos responderá: “Não sei
donde sois; afastai-vos de mim,
todos vós que praticais a iniquidade.”
Então, haverá prantos e ranger de
dentes, quando virdes que Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas estão no
Reino de Deus e que vós outros sois dele expelidos.
Virão muitos do Oriente e do
Ocidente, do Setentrião e do Meio-Dia, que participarão do festim no Reino de
Deus. Então, os que forem últimos serão os primeiros e os que forem primeiros
serão os últimos. (Lucas, 13:23 a 30.)
5. Larga é a porta da perdição,
porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo
caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si
mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más
tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos
são os chamados e poucos os escolhidos.”
Tal o estado da humanidade
terrena, porque, sendo a Terra mundo de expiação, nela predomina o mal. Quando
se achar transformada, a estrada do bem será a mais frequentada. Aquelas palavras
devem, pois, entender-se em sentido relativo, e não em sentido absoluto. Se
houvesse de ser esse o estado normal da Humanidade, teria Deus condenado à
perdição a imensa maioria das suas criaturas, suposição inadmissível, desde que
se reconheça que Deus é todo justiça e bondade.
Todavia, de que delitos esta
Humanidade se houvera feito culpada para merecer tão triste sorte, no presente
e no futuro, se toda ela se achasse Muitos os chamados, poucos os escolhidos degredada
na Terra e se a alma não tivesse tido outras existências? Por que tantos
entraves postos diante de seus passos? Por que essa porta tão estreita que só a
muito poucos é dado transpor, se a sorte da alma é determinada para sempre,
logo após a morte? Assim é que, com a unicidade da existência, o homem está
sempre em contradição consigo mesmo e com a Justiça de Deus. Com a
anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga; faz-se
luz sobre os pontos mais obscuros da fé; o presente e o futuro tornam-se
solidários com o passado, e só então se pode compreender toda a profundeza,
toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.
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quinta-feira, 4 de junho de 2015
BENEFÍCIOS DA MEDITAÇÃO - TEMOS A PRATICA DA MEDITAÇÃO NO CENTRO NAS TERÇAS ÁS 20:00 E QUINTAS ÁS 08:00
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terça-feira, 2 de junho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE AMANHÃ , 03/06 (QUARTA FEIRA) 16:00 - A TENTAÇÃO DE JESUS, IV CAP. DO EVANGELHO DOS HUMILDES - Palestrante: Mário Chagas
CAPÍTULO 4 - A TENTAÇÃO DE JESUS
1 Então foi levado Jesus pelo
Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E tendo jejuado quarenta
dias e quarenta noites, depois teve fome. 3 E chegando-se a ele o tentador, lhe
disse: Se és filho de Deus, dize que estas pedras se convertam em pães. 4
Jesus, respondendo-lhe, disse: Escrito está: Não só de pão vive o homem, mas de
toda a palavra que sai da boca de Deus. 5 Então tomando-o o diabo o levou à
cidade santa e o pôs sobre o pináculo do templo. 6 E lhe disse: Se és filho de
Deus, lança-te daqui abaixo. Porque escrito está: Que mandou os seus anjos que
cuidem de ti e eles te tomarão nas palmas, para que não suceda tropeçares em
pedra com teu pé. 7 Jesus lhe disse: Também está escrito: Não tentarás ao
Senhor teu Deus. 8 De novo o subiu o diabo a um monte muito alto; e lhe mostrou
todos os reinos do mundo e a glória deles. 9 E lhe disse: Tudo isto te darei,
se prostrado me adorares. 10 Então lhe disse Jesus: Vai-te Satanás. Porque
escrito está: Ao Senhor teu Deus adorarás e a ele só servirás. 11 Então o
deixou o diabo; e eis que chegaram os anjos e o serviram. Chegara a hora de o
Mestre iniciar a gloriosa tarefa que o trouxera à Terra. Antes, porém, medita
profundamente. E as vantagens materiais que a Terra lhe oferecia, apresentam-se
a seu espírito. Se ele se consagrasse à sua obra espiritual, era a pobrezas as
dificuldades, a humildade, que o aguardavam e, por fim, o martírio. Se usasse
seus dons para fins materiais, de certo teria boa mesa, evitaria as
dificuldades geradas pela incompreensão dos homens e conquistaria cargos
proeminentes no seio de sua nação. Jesus foi forte. Rejeitou tudo o que o mundo
lhe daria e devotou-se ao trabalho espiritual para o qual viera. Conquanto se
possa supor que Mateus exagera ao afirmar que o Mestre jejuou pelo espaço de
quarenta dias e quarenta noites, é fora de dúvida que o jejum favorece muito as
atividades do espírito, principalmente no tocante ao exercício da mediunidade.
Todo médium que nutrir vontade de tirar o máximo proveito de sua mediunidade e
obter os melhores resultados de seus trabalhos mediúnicos, deveria cultivar o
hábito de impor-se períodos de jejum. Certamente, jamais poderemos ombrear com
Jesus, o qual, dada sua perfeição espiritual, sabia sobrepor-se às coisas da
Terra, usando da matéria somente o necessário para manter-se. Um médium que
luta para sua evolução espiritual e deseja estar permanentemente preparado para
o desempenho de seu medianato, precisa saber praticar o jejum material e o
jejum moral. De três maneiras poderemos jejuar: 1ª — Jejum alimentar: Nos dias
de trabalho no Centro, lembrar-se de
preparar seu organismo para a prática da mediunidade. Nesses dias,
abster-se de alimentos pesados, dando preferência a alimentos leves e
alimentando-se moderadamente. E algumas horas antes do início das sessões,
abstenção completa, se possível, de alimentação. Este é um jejum material. 2ª —
Jejum moral: Um médium deve habituar-se a jejuar pelo pensamento, pela palavra
e pelos atos. Por este jejum, que é um jejum puramente moral, o médium evitará
pensamentos anti-cristãos, impuros e excessivamente materiais; não pronunciará
palavras que possam ferir seus semelhantes e não praticará atos contrários aos
ensinamentos de Jesus. A tudo anteporá seus deveres espirituais, evitando passeios
fúteis, festas e divertimentos profanos, todas as vezes em que tiver de
perfazer seus misteres mediúnicos. 3ª — Outro jejum moral: Outro jejum moral
que um médium deverá saber impor-se é o desprendimento das coisas materiais.
Nunca poderá cumprir satisfatoriamente seus deveres mediúnicos, o médium
excessivamente preocupado com os interesses terrenos. A ambição, a ganância, o
muito querer acumular os bens da terra, perturbam o médium, atraindo para junto
dele espíritos inferiores, que interferem maleficamente em seus trabalhos
espirituais. Saber jejuar das coisas terrenas, em benefício de sua mediunidade,
é o primeiro passo que um médium dará para a garantia do bom êxito de sua
tarefa na seara de Jesus. Este trecho, em que Mateus simbolicamente comenta as
tentações sofridas por Jesus, encerra profunda lição para os estudiosos do
Evangelho e, principalmente para os médiuns. Quantos médiuns há que sucumbiram
às tentações, trocando os dons divinos por algumas moedas? Quando as tentações
materiais se apresentarem a um médium, recorde-se ele das tentações sofridas
pelo Mestre e, como Jesus, responda varonilmente: Nem só de pão vive o homem.
As tentações mais comuns que se apresentam aos espíritos que se encarnam na
terra, podem ser agrupadas em três classes: 1ª — A tentação dos gozos
materiais- 2a — A tentação de uma vida fácil, livre de cuidados e de
dificuldades. 3ª — A tentação da riqueza e do poder. Jesus, com sua fortaleza
de alma, nos ensina como reagirmos resolutamente contra essas tentações.
Precavendo-nos contra a tentação dos gozos materiais, lembra-nos de que a
palavra divina, isto é, os mandamentos de Deus, quando bem observados,
constituem gozos puros que enchem o coração de felicidade. Contra o desejo que
frequentemente nos assalta de vivermos uma vida fácil, avisa-nos de que não
devemos tentar a Deus. Os trabalhos, os suores, as amarguras e as desilusões
são oportunidades benditas de redenção e de progresso. Se insistíssemos para
com o Senhor e ele nos concedesse uma vida isenta de cuidados, estacionaríamos
lamentavelmente. Chegaria o dia em que o tédio se apossaria de nós e
suplicaríamos ao Altíssimo que semeasse nosso caminho de pedras e de tropeços
para que, por meio de rudes trabalhos, pudéssemos progredir. Se a ambição do
mando, o orgulho do poder e a glória da riqueza ofuscarem nosso espírito
tenhamos em mente a lição de Jesus em suas tentações. Acima de tudo, veneremos
a Deus, nosso Pai, e o sirvamos lealmente. As coisas do mundo são efêmeras,
duram muito pouco e costumam precipitar em séculos de sofrimentos expiatórios
quem as adora excessivamente. Diabo ou Satanás; é a designação que se aplica à
coletividade dos espíritos ignorantes que se comprazem no mal. Inspiram aos
homens pensamentos malévolos e os secundam em todas as ações más. Para
repeli-los devemos cultivar bons pensamentos, viver uma vida pura e
fortificarmo-nos com orações diárias. Um dia essa coletividade desaparecerá do
ambiente terreno, porque todos os espíritos que a integram, se evangelizarão. E
depois de evangelizados farão parte da coletividade do Espírito Santo.
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domingo, 31 de maio de 2015
sexta-feira, 29 de maio de 2015
SEMINÁRIO - ANSIEDADE, ESTRESSE E EVOLUÇÃO ESPIRITUAL - 07/06/2015
ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ
Rua Paulo Freire, nº 18 - Via A
Petromar - Stella Mares – Salvador
(Referência: Rua da Feira de sábado, entre Academia e a Casa
da Feijoada, casa rosa)
As doações dos alimentos, como ingresso, serão para a
Campanha do Farnel, os itens seguintes:
- Açúcar
- Arroz
- Feijão
- Fubá de Milho
- Café
- Farinha
- Biscoito
- Leite em Pó
- Óleo
- Sal
- Miojo
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, 28/05 AS 20:00 - A VONTADE DO LIVRO: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR - LEON DENIS - Palestrante: Danilo Cruz
Vontade e Evolução
Autor: Léon Denis. Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor
Querer é poder! O poder da vontade é ilimitado. O homem, consciente de si mesmo, de seus recursos latentes, sente crescerem suas forças na razão dos esforços. Sabe que tudo o que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se inevitavelmente, ou na atualidade ou na série das suas existências, quando seu pensamento se puser de acordo com a Lei divina. E é nisso que se verifica a palavra celeste: "A fé transporta montanhas."
Não é consolador e belo poder dizer: "Sou uma inteligência e uma vontade livres; a mim mesmo me fiz, inconscientemente, através das idades; edifiquei lentamente minha individualidade e liberdade e agora conheço a grandeza e a força que há em mim. Amparar-me-ei nelas; não deixarei que uma simples dúvida as empane por um instante sequer e, fazendo uso delas com o auxílio de Deus e de meus irmãos do espaço, elevar-me-ei acima de todas as dificuldades; vencerei o mal em mim; desapegar-me- ei de tudo o que me acorrenta às coisas grosseiras para levantar o vôo para os mundos felizes!"
Vejo claramente o caminho que se desenrola e que tenho de percorrer. Esse caminho atravessa a extensão ilimitada e não tem fim; mas, para guiar-me na estrada infinita, tenho um guia seguro, a compreensão da lei de vida, progresso e amor que rege todas as coisas; aprendi a conhecer-me, a crer em mim e em Deus. Possuo, pois, a chave de toda elevação e, na vida imensa que tenho diante de mim, conservar-me-ei firme, inabalável na vontade de enobrecer-me e elevar-me, cada vez mais; atrairei, com o auxílio de minha inteligência, que é filha de Deus, todas as riquezas morais e participarei de todas as maravilhas do Cosmo.
Minha vontade chama-me: "Para frente, sempre para frente, cada vez mais conhecimento, mais vida, vida divina!" E com ela conquistarei a plenitude da existência, construirei para mim uma personalidade melhor, mais radiosa e amante. Saí para sempre do estado inferior do ser ignorante, inconsciente de seu valor e poder; afirmo-me na independência e dignidade de minha consciência e estendo a mão a todos os meus irmãos, dizendo- lhes:
Despertai de vosso pesado sono; rasgai o véu material que vos envolve, aprendei a conhecer-vos, a conhecer as potências de vossa alma e a utilizá-las. Todas as vozes da Natureza, todas as vozes do espaço vos bradam: "Levantai-vos e marchai! Apressai-vos para a conquista de vossos destinos!"
A todos vós que vergais ao peso da vida, que, julgando-vos sós e fracos, vos entregais à tristeza, ao desespero, ou que aspirais ao nada, venho dizer: "O nada não existe; a morte é um novo nascimento, um encaminhar para novas tarefas, novos trabalhos, novas colheitas; a vida é uma comunhão universal e eterna que liga Deus a todos os seus filhos."
A vós todos, que vos credes gastos pelos sofrimentos e decepções, pobres seres aflitos, corações que o vento áspero das provações secou; Espíritos esmagados, dilacerados pela roda de ferro da adversidade, venho dizer-vos:
Não há alma que não possa renascer, fazendo brotar novas florescências. Basta-vos querer para sentirdes o despertar em vós de forças desconhecidas. Crede em vós, em vosso rejuvenescimento em novas vidas; crede em vossos destinos imortais. Crede em Deus, Sol dos sóis, foco imenso, do qual brilha em vós uma centelha, que se pode converter em chama ardente e generosa!
Sabei que todo homem pode ser bom e feliz; para vir a sê-lo basta que o queira com energia e constância. A concepção mental do ser, elaborada na obscuridade das existências dolorosas, preparada pela vagarosa evolução das idades, expandir-se-á à luz das vidas superiores e todos conquistarão a magnífica individualidade que lhes está reservada.
Dirigi incessantemente vosso pensamento para esta verdade: podeis vir a ser o que quiserdes. E sabei querer ser cada vez maiores e melhores. Tal é a noção do progresso eterno e o meio de realizá-lo; tal é o segredo da força mental, da qual emanam todas as forças magnéticas e físicas. Quando tiverdes conquistado esse domínio sobre vós mesmos, não mais tereis que temer os retardamentos nem as quedas, nem as doenças, nem a morte; tereis feito de vosso eu inferior e frágil uma alta e poderosa individualidade!
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Stella Maris, BA, Brasil
quarta-feira, 27 de maio de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE 27/05/2015 ÀS 16:00 - O Evangelho Segundo o Espiritismo - CAP. XII - A Vingança - Palestrante: Humberto Vasconcelos -
LEMBRANDO QUE A PARTIR DAS 15:00 TEMOS ATENDIMENTO FRATERNO E PASSE INDIVIDUAL.
TRATAMENTO IRMÃ ARMINDA A PARTIR DAS 14:00.
AGUARDAREMOS POR VOCÊ!
ABRAÇO FRATERNO
segunda-feira, 25 de maio de 2015
sábado, 23 de maio de 2015
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