SOBRE NÓS :
VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.
MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.
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terça-feira, 1 de setembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA MUSICAL DE HOJE 01/09 - Planeta água - GUILHERME ARANTES - Palestrante: BERNARDINO BRITO
terça-feira, 16 de junho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE QUARTA-FEIRA (17/06) ÀS 16:00 - A PARÁBOLA DO FESTIM DE NÚPCIAS DO EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO
Parábola da Festa de Núpcias
E respondendo Jesus, lhes tornou a falar segunda vez em parábolas, dizendo: O Reino dos Céus é semelhante a um rei, que desejando fazer as bodas a seu filho, mandou os seus servos a chamar os convidados para a bodas, mas eles recusaram ir. Enviou de novo outros servos, com este recado aos convidados: Eis aqui tenho preparado o meu banquete, os meus touros e os animais cevados estão já mortos, e tudo está pronto; vinde às bodas. Mas eles desprezaram o convite, e se foram, um para a sua casa de campo,outro para o seu tráfico. Outros porém, lançaram mão dos servos que ele enviara, e depois de os haverem ultrajado, os mataram. Mas o rei, tendo ouvido isto, se irou; e tendo feito marchar seus exércitos, acabou com aqueles homicidas, e pôs fogo à sua cidade. Então disseaos seus servos: As bodas com efeito estão aparelhadas, mas os que foram convidados não foram dignos de se acharem no banquete. Ide pois às saídas das ruas, e a quantos achardes, convidai-os para as bodas. E tenho os seus servos pelas ruas, congregaram todos os que acharam, maus e bons; e ficou cheia de convidados a sala do banquete de bodas. Entrou depois o rei para ver os que estavam à Mesa, e viu ali um homem que não estava vestido com veste nupcial. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? Mas ele emudeceu. Então disse o rei aos seus ministros: Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores: aí haverá choro e ranger de dentes. Porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos. (Mateus, XXII: 1-4)
O incrédulo ri
desta parábola, que lhe parece de uma pueril ingenuidade, pois não admite que
haja tantas dificuldades para realização de um banquete, e ainda mais quando os
convidados chegam a ponto de massacrar os enviados do dono da casa. “As
parábolas – diz ele – são naturalmente alegorias, mas não devem passar os
limites do possível”.
O mesmo se
pode dizer de todas as alegorias, das fábulas mais engenhosas, se não lhes
descobrimos o sentido oculto. Jesus se inspirava nas usanças mais comuns da
vida, e adaptava as suas parábolas aos costumes e ao caráter do povo a que se
dirigia. A maioria delas tinha por fim fazer penetrar nas massas populares a
idéia da vida espiritual; e seu sentido só parece incompreensível para os que não
se colocam nesse ponto de vista.
Nesta parábola, por exemplo, Jesus
compara o Reino dos Céus, onde tudo é felicidade e alegria, a uma festa
nupcial. Os primeiros convidados são os judeus, que Deus havia chamado em
primeiro lugar para o conhecimento da sua lei. Os enviados do rei são os
profetas, que convidaram os judeus a seguir o caminho da verdadeira felicidade,
mas cujas palavras foram pouco ouvidas, cujas advertências foram desprezadas, e
muitos deles foram mesmo massacrados, como os servos da parábola. Os convidados
que deixam de comparecer, alegando que tinham de cuidar de seus campos e de
seus negócios, representam as pessoas mundanas, que, absorvidas pelas coisas
terrenas, mostram-se indiferentes para as coisas celestes.
Acreditavam os judeus de então que a
sua nação devia conquistar a supremacia sobre todas as outras. Pois não havia
Deus prometido a Abraão que a sua posterioridade cobriria a Terra inteira?
Tomando sempre a forma pelo fundo, eles se julgavam destinados a uma dominação
efetiva, no plano material.
Antes da vinda do Cristo, com
exceção dos hebreus, todos os povos eram politeístas e idólatras. Se alguns
homens superiores haviam atingido a idéia da unidade divina, essa idéia
entretanto permanecia como sistema pessoal, pois em nenhuma parte foi aceita
como verdade fundamental, a não ser por alguns iniciados, que ocultavam os seus
conhecimentos sob formas misteriosas, impenetráveis à compreensão do povo. Os
judeus foram os primeiros que praticaram publicamente o monoteísmo. Foi a eles
que Deus transmitiu a sua lei; primeiro através de Moisés, depois através de
Jesus. Desse pequeno foco partiu a luz que devia expandir-se pelo mundo
inteiro, triunfar do paganismo e dar a Abraão uma posterioridade espiritual “tão
numerosa como as estrelas do firmamento”.
Mas os judeus, embora repelindo a
idolatria, haviam negligenciado a lei moral, para se dedicar à prática mais
fácil do culto exterior. O mal chegara ao cúmulo: a nação, dominada pelos
romanos, estava esfacelada pelas facções, dividida pelas seitas; a própria
incredulidade havia atingido até mesmo o santuário. Foi então que Jesus
apareceu, enviado para chamá-los à observação da lei e para abrir-lhes os novos
horizontes da vida futura. Primeiros convidados ao banquete da fé universal,
eles repeliram, porém, as palavras do celeste Messias, e o sacrificaram. Foi
assim que perderam o fruto que deviam colher da sua própria iniciativa.
Seria injusto, entretanto, acusar o
povo inteiro por essa situação. A responsabilidade coube principalmente aos
fariseus e aos saduceus, que puseram a nação a perder, os primeiros pelo seu
orgulho e fanatismo, e os segundos pela sua incredulidade. São eles, sobretudo,
que Jesus compara aos convidados que se negaram a comparecer ao banquete de
núpcias, e acrescenta que o rei, vendo isso, mandou convidar a todos os que
fossem encontrados nas ruas, bons e maus. Fazia entender assim que a palavra
seria pregada a todos os outros povos, pagãos e idólatras, e que estes, aceitando-a,
seriam admitidos à festa de núpcias em lugar dos primeiros convidados.
Mas não basta ser convidado; não
basta dizer-se cristão, nem tampouco sentar-se à mesa para participar do
banquete celeste. E necessário, antes de tudo, e como condição expressa, vestir
a túnica nupcial, ou seja, purificar o coração e praticar a lei segundo o
espírito, pois essa lei se encontra inteira nestas palavras: Fora da caridade
não há salvação. Mas entre todos os que ouvem a palavra divina, quão poucos são
os que guardam e a aproveitam! Quão poucos se tornam dignos de entrar no Reino
dos Céus! Foi por isso que Jesus disse: Muitos serão os chamados e poucos os
escolhidos.
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domingo, 14 de junho de 2015
Tema da doutrinária de hoje - Domingo (14/06) às 16:00 - Tema: A Lei de Amor. Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Palestrante: Adalto Carneiro
A Lei de Amor
"O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto
que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos
elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos;
quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e
depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o
amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em
seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei
de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias
sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor
os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria
da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora
de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos
sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra
do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos
túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas
deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz
o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue
resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía.
Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta,
aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a
criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que
aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os
instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o
progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados
são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados
aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza
futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens
terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que
liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das
alegrias celestes."
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