SOBRE NÓS :
VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.
MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.
Redirecionamento
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quarta-feira, 9 de março de 2016
DOUTRINÁRIA DE HOJE (09/03 - QUARTA-FEIRA - 16:00): "O SUICÍDIO E A LOUCURA" O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - PALESTRANTE: PIEDADE BRASIL
domingo, 6 de março de 2016
DOUTRINÁRIA DE HOJE (06/03 - DOMINGO - 16:00): "BEM AVENTURADOS OS AFLITOS" CAP. V DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - PALESTRANTE: NILSOM ALMEIDA
Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados. Bem-aventurados os famintos e os sequiosos de justiça, pois que serão saciados. - Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, pois que é deles o reino dos céus. (S. MATEUS, cap. V, vv. 5, 6 e 10.)
Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o reino dos céus. - Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. - Ditosos sois, vós que agora chorais, porque rireis. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 20 e 21.)
Mas, ai de vós, ricos que tendes no mundo a vossa consolação. - Ai de vós que estais saciados, porque tereis fome. - Ai de vós que agora rides, porque sereis constrangidos a gemer e a chorar. (S. LUCAS, cap. VI, vv. 24 e 25.)
quinta-feira, 3 de março de 2016
DOUTRINÁRIA DE HOJE (03/03 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "ORDEM ECONÔMICA E ORDEM MORAL" DO LIVRO DOS ESPÍRITOS E O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – PALESTRANTE: CLÁUDIO AMORIM
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE 19/11/2015, QUINTA FEIRA AS 20:00 -Conduta Espírita da Mulher - do Livro Conduta Espírita de André Luiz - Palestrante:Suzy Moreau
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, QUARTA FEIRA, 04/11, AS 16:00 : PIEDADE FILIAL. CAPÍTULO 14 DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. PALESTRANTE: JOÃO MOISÉS
segunda-feira, 8 de junho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE QUARTA FEIRA (10/06) 16:00 - A PORTA ESTREITA - CAP. XVIII DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, MUITOS OS CHAMADOS POUCOS OS ESCOLHIDOS - PALESTRANTE: VERA LÚCIA
CAPÍTULO XVIII - Muitos os chamados, poucos os escolhidos.
A Porta Estreita
3. Entrai pela porta estreita,
porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e
muitos são os que por ela entram. Quão pequena é a porta da vida quão apertado
o caminho que a ela conduz e quão poucos a encontram! (Mateus, 7:13 e 14.)
4. Tendo-lhe alguém feito esta
pergunta: “Senhor, serão poucos os que se salvam?” — Respondeu-lhes Ele:
“Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois vos asseguro que muitos
procurarão transpô-la e não o poderão.” — E quando o pai de família houver entrado
e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater, dizendo: “Senhor,
abre-nos.” — Ele vos responderá: “Não sei donde sois.” — Pôr-vos-eis a dizer:
“Comemos e bebemos na tua presença e nos instruíste nas nossas praças
públicas.” — Ele vos responderá: “Não sei
donde sois; afastai-vos de mim,
todos vós que praticais a iniquidade.”
Então, haverá prantos e ranger de
dentes, quando virdes que Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas estão no
Reino de Deus e que vós outros sois dele expelidos.
Virão muitos do Oriente e do
Ocidente, do Setentrião e do Meio-Dia, que participarão do festim no Reino de
Deus. Então, os que forem últimos serão os primeiros e os que forem primeiros
serão os últimos. (Lucas, 13:23 a 30.)
5. Larga é a porta da perdição,
porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo
caminho do mal. É estreita a da salvação, porque a grandes esforços sobre si
mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más
tendências, coisa a que poucos se resignam. É o complemento da máxima: “Muitos
são os chamados e poucos os escolhidos.”
Tal o estado da humanidade
terrena, porque, sendo a Terra mundo de expiação, nela predomina o mal. Quando
se achar transformada, a estrada do bem será a mais frequentada. Aquelas palavras
devem, pois, entender-se em sentido relativo, e não em sentido absoluto. Se
houvesse de ser esse o estado normal da Humanidade, teria Deus condenado à
perdição a imensa maioria das suas criaturas, suposição inadmissível, desde que
se reconheça que Deus é todo justiça e bondade.
Todavia, de que delitos esta
Humanidade se houvera feito culpada para merecer tão triste sorte, no presente
e no futuro, se toda ela se achasse Muitos os chamados, poucos os escolhidos degredada
na Terra e se a alma não tivesse tido outras existências? Por que tantos
entraves postos diante de seus passos? Por que essa porta tão estreita que só a
muito poucos é dado transpor, se a sorte da alma é determinada para sempre,
logo após a morte? Assim é que, com a unicidade da existência, o homem está
sempre em contradição consigo mesmo e com a Justiça de Deus. Com a
anterioridade da alma e a pluralidade dos mundos, o horizonte se alarga; faz-se
luz sobre os pontos mais obscuros da fé; o presente e o futuro tornam-se
solidários com o passado, e só então se pode compreender toda a profundeza,
toda a verdade e toda a sabedoria das máximas do Cristo.
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quinta-feira, 28 de maio de 2015
UNIDOS SOMOS +, VENHA FAZER PARTE DA CORRENTE DO BEM, CONTRIBUINDO COM O QUE VOCÊ PUDER...
CAMPANHA DA SOPA E DO FARNEL
A Escola da Doutrina Espírita Caminho da Luz,
seguindo os objetivos do Departamento de Assistência e Promoção Social
Espírita, tem como uma das suas ações , atender
mensalmente a 32 famílias !
O Trabalho é
iniciado com o cadastramento das famílias, que segue alguns critérios.
Essas
famílias assistem as Doutrinárias nas Quarta Feiras à tarde, quando suas
crianças são acolhidas por trabalhadores da Casa que as auxiliam com trabalhos
manuais, no final da tarde recebem um copo de 500 ml de sopa, e no final do
mês, cada família recebe um FARNEL (Cesta Básica).
Para que
esse trabalho seja concretizado, precisamos
de pessoas voluntárias e doação dos itens para a confecção da SOPA e do FARNEL.
Itens da SOPA:
- Batata
- Cenoura
- Xuxu
- Abóbora
- Aimpim
- Batata
Doce
- Couve
- Coentro
- Repolho
- Cebolinha
- Repolho
- Cebolinha
- Cebola
- Tomate
- Pimentão
- Carne : Moida/chupa molho
- Carne : Moida/chupa molho
- Feijão
- Massa Sopa
- Caldo de Galinha/
Carne
- Copo
Descartável 500 ml
- Colheres
Plásticas
Itens para o FARNEL:
- Açúcar
- Arroz
- Feijão
- Fubá de
Milho
- Café
- Farinha
- Biscoito
- Leite em Pó
- Leite em Pó
- Óleo
- Sal
- Miojo
- Sardinha
- Sardinha
UNIDOS SOMOS +, VENHA
FAZER PARTE DESSA CORRENTE DO BEM !
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quarta-feira, 27 de maio de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE 27/05/2015 ÀS 16:00 - O Evangelho Segundo o Espiritismo - CAP. XII - A Vingança - Palestrante: Humberto Vasconcelos -
LEMBRANDO QUE A PARTIR DAS 15:00 TEMOS ATENDIMENTO FRATERNO E PASSE INDIVIDUAL.
TRATAMENTO IRMÃ ARMINDA A PARTIR DAS 14:00.
AGUARDAREMOS POR VOCÊ!
ABRAÇO FRATERNO
LEMBRANDO : HOJE, 27/05/2015, TRATAMENTO IRMÃ ARMINDA A PARTIR 13:30
As doenças que invadem nosso corpo são acúmulos de energias de baixa vibração, que emitimos ou com as quais sintonizamos através da desarmonia para com as Leis Divinas. As dificuldades que vivenciamos são etapas necessárias para semear os atributos divinos no árido solo do coração. Quando a dor e o sofrimento aparecem é porque o equilíbrio precisa ser reconquistado.
O principal objetivo do tratamento espiritual é auxiliar a reencontrar a Harmonia no indivíduo, acabando com a fonte do desequilíbrio.
Hoje colhemos o que foi plantado nesta ou em outras vidas, contudo, o sabor dessa colheita não precisa ser amargo. O veneno da cobra pode ser transformado em soro que cura e e a mesma força que rompe a casca da semente é responsável por estimular o seu crescimento e gerar bons frutos.
A expressão tratamento espiritual é utilizada para abranger um conjunto de ações terapêuticas, de fundamentação religiosa, praticados em centros espíritas, que têm como objetivo um auxílio no tratamento de doenças do corpo ou da mente.
São denominados de espirituais pelo fato de, segundo afirmam aqueles que praticam estes tratamentos, serem realizados - no corpo físico ou no chamado perispírito - por espíritos desencarnados, com o eventual auxílio de um médium.
Tipos de tratamentos Espirituais:
Aplicação de passes : O passe corresponde a uma transmissão de fluidos magnéticos e/ou espirituais de um indivíduo para outro. Nessa atividade, o médium age como o intermediário entre os espíritos e os beneficiados, sendo os espíritos emissores dos fluidos benéficos. Para que as energias benéficas fluam livremente, é necessário que o médium faça seu trabalho em estado de prece.
Fluidoterapia (água fluidificada): Acredita-se que a água pode servir como uma espécie de depósito de fluidos espirituais benéficos que são nela mantidos durante um bom período.
Receituário homeopático: Neste tipo de tratamento há um médium que escreve as receitas após ouvir os problemas dos pacientes que procuram o tratamento. Os medicamentos são informados por espíritos médicos, mas é importante que o médium seja médico homeopata ou o tenha sido em existência anterior, de modo a facilitar o processo.
Tratamento à distância: O tratamento à distância é praticado em muitos centros espiritualistas e destina-se a atender as pessoas que, por alguma impossibilidade de locomoção, não podem comparecer ao centro pessoalmente. Atualmente é também conhecido como tratamento virtual, via internet.
Apometria: Técnica que utiliza impulsos magnéticos e contagem progressiva para se obter o desdobramento anímico das pessoas e levá-las a hospitais do mundo espiritual, onde suas enfermidades possam ser diagnosticadas e tratadas.
Cirurgia espiritual: Atualmente, o termo "cirurgia espiritual" é associado à prática onde uma suposta entidade espiritual, com Passe ou sem incorporação num médium hospedeiro e sem cortes, executa cirurgias buscando a reabilitação do enfermo.
Agora você já sabe o que é tratamento espiritual e seus principais métodos.
Se você tem interesse em iniciar um tratamento espiritual, na Escola da Doutrina Espírita Caminho da Luz, temos:
Passe Individual
Irmã Arminda
Passe de Energização
Tratamento à Distância
terça-feira, 19 de maio de 2015
O ÓDIO - CAP 12 DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - 05 O ÓDIO - TEMA DA DOUTRINÁRIA DE QUARTA FEIRA , 20/05/2015, 16:00 - Palestrante: Alcione Monteiro
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segunda-feira, 11 de maio de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DO DIA 13/05/2015 (QUARTA FEIRA) INGRATIDAO DOS FILHOS E OS LACOS DE FAMÍLIA CAP 14 DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - PALESTRANTE: HELENICE SANTANA
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domingo, 3 de maio de 2015
PROGRAMAÇÃO SEMANAL DAS ATIVIDADES DA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ
* DOMINGO
- Atendimento Fraterno 15:00 às 15:45
- Passe Individual 15:00 às 16:00
- Doutrinária 16:00 às 17:00
* SEGUNDA
FEIRA
- ESDE I 19:30 às 21:00
- Passe de Energização 20:00 às 21:00
- Requalificação dos Participantes das Mediúnicas 20:00 às
21:00
* TERÇA
FEIRA
- Passe de Energização 08:00 às 09:00
- Meditação 20:00 às 21:00
* QUARTA
FEIRA
- Triagem Tratamento Irmã Arminda 15:00 às 17:00
- Atendimento Fraterno 15:00 às 15:45
- Passe Individual 15:00 às 15:45
- Doutrinária 16:00 às 17:00
- II Curso do Estudo e Educação Mediúnica 19:30 às 21:00
- Mediúnica 20:00 às 21 (Atividade Interna)
* QUINTA FEIRA
- Meditação 08:00 às 09:00
- Atendimento Fraterno 19:00 às 19:45
- Passe Individual 19:00 às 19:45
- Doutrinária 20:00 às 21:00
- Triagem Tratamento de Irmã Arminda
* SEXTA
FEIRA
- Atendimento Fraterno 19:00 às 19:45
- Estudo do Evangelho Segundo Espiritismo 20:00 às 21:00
*SÁBADO
- Evangelização Crianças e Adolescentes 09:00 às 10:30
- Mediúnica (15 em 15 dias) 16:30 às 18:00 (Atividade Interna)
- Evangelho do Centro (15 em 15 dias)
*
Observações:
1) ESDE = Estudo Sistemático da Doutrina Espírita
ESDE I = Inicialização na Doutrina, ESDE II = Aprofundamento
na Doutrina;
2) O PASSE DE ENERGIZAÇÃO só acontece de 15 em 15;
3) O TRATAMENTO DE IRMÃ ARMINDA, só acontece na ultima quarta
feira do mês;
4) O primeiro passo para uma pessoa que ingressa no Centro
Espírita é procurar um Atendimento Fraterno, para conhecer como funcionam as
atividades;
sexta-feira, 1 de maio de 2015
PROGRAMAÇÃO DOUTRINÁRIAS MAIO 2015
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Tema da Doutrinária de 30/04/2015, Quinta Feira às 20:00 - A Vontade, Capitulo XX do Livro O Problema do Ser, do Destino e da Dor do Sr. Léon Dennis. Palestrante: Manoel Messias
Terceira
Parte As Potências da Alma
XX A
vontade
O estudo do ser, a que
consagramos a primeira parte desta obra, deixou-nos entrever a poderosa rede de
forças, de energias ocultas em nós. Mostrou-nos que todo o nosso futuro, em seu
desenvolvimento ilimitado, lá está contido no gérmen. As causas da felicidade
não se acham em lugares determinados no espaço; estão em nós, nas profundezas
misteriosas da alma, o que é confirmado por todas as grandes doutrinas. “O
reino dos céus está dentro de vós”, disse o Cristo. O mesmo pensamento está por
outra forma expresso nos Vedas: “Tu trazes em ti um amigo sublime que não
conheces.” A sabedoria persa não é menos afirmativa: “Vós viveis no meio de
armazéns cheios de riquezas e morreis de fome à porta.” (Suffis Ferdousis).
Todos os grandes ensinamentos concordam neste ponto: É na vida íntima, no
desabrochar de nossas potências, de nossas faculdades, de nossas virtudes, que
está o manancial das felicidades futuras. Olhemos atentamente para o fundo de
nós mesmos, fechemos nosso entendimento às coisas externas e, depois de
havermos habituado nossos sentidos psíquicos à escuridade e ao silêncio,
veremos surgir luzes inesperadas, ouviremos vozes fortificantes e consoladoras.
Mas, há poucos homens que saibam ler em si, que saibam explorar as jazidas que
encerram tesouros inestimáveis. Gastamos a vida em coisas banais, improfícuas;
percorremos o caminho da existência sem nada saber de nós mesmos, das riquezas
psíquicas, cuja valorização nos proporcionaria gozos inumeráveis. Há em toda
alma humana dois centros ou, melhor, duas esferas de ação e expressão. Uma
delas, a exterior, manifesta a personalidade, o “eu”, com suas paixões, suas
fraquezas, sua mobilidade, sua insuficiência. Enquanto ela for a reguladora de
nosso proceder, teremos a vida inferior, semeada de provações e males. A outra,
interna, profunda, imutável, é, ao mesmo tempo, a sede da consciência, a fonte
da vida espiritual, o templo de Deus em nós. É somente quando esse centro de
ação domina o outro, quando suas impulsões nos dirigem, que se revelam nossas potências
ocultas e que o Espírito se afirma em seu brilho e beleza. É por ele que
estamos em comunhão com “o Pai que habita em nós”, segundo as palavras do
Cristo, com o Pai que é o foco de todo o amor, o princípio de todas as ações.
Por um desses centros perpetuamo-nos em mundos materiais, onde tudo é
inferioridade, incerteza e dor; pelo outro temos entrada nos mundos celestes,
onde tudo é paz, serenidade, grandeza. Somente pela manifestação crescente do
Espírito divino em nós chegaremos a vencer o “eu” egoísta, a associar-nos
plenamente à obra universal e eterna, a criar uma vida feliz e perfeita. Por
que meio poremos em movimento as potências internas e as orientaremos para um
ideal elevado? Pela vontade! Os usos persistentes, tenazes, dessa faculdade soberana permitir-nos-á
modificar a nossa natureza, vencer todos os obstáculos, dominar a matéria, a
doença e a morte. É pela vontade que dirigimos nossos pensamentos para um alvo
determinado. Na maior parte dos homens os pensamentos flutuam sem cessar. Sua
mobilidade constante e sua variedade infinita oferecem limitado acesso às
influências superiores. É preciso saber se concentrar, colocar o pensamento
acorde com o pensamento divino. Então, a alma humana é fecundada pelo Espírito
divino, que a envolve e penetra, tornando-a apta a realizar nobres tarefas,
preparando-a para a vida do espaço, cujos esplendores ela começa fracamente a
entrever desde este mundo. Os Espíritos elevados vêem e ouvem os pensamentos
uns dos outros, com os quais são harmonias penetrantes, ao passo que os nossos
são, as mais das vezes, somente discordâncias e confusão. Aprendamos, pois, a
servir-nos de nossa vontade e, por ela, a unir nossos pensamentos a tudo o que
é grande, à harmonia universal, cujas vibrações enchem o espaço e embalam os
mundos. * A vontade é a maior de todas as potências; é, em sua ação, comparável
ao ímã. A vontade de viver, de desenvolver em nós a vida, atrai-nos novos
recursos vitais; tal é o segredo da lei de evolução. A vontade pode atuar com
intensidade sobre o corpo fluídico, ativar-lhe as vibrações e, dessa forma,
apropriá-lo a um modo cada vez mais elevado de sensações, prepará-lo para mais
alto grau de existência. O princípio de evolução não está na matéria, está na
vontade, cuja ação tanto se estende à ordem invisível das coisas como à ordem
visível e material. Esta é simplesmente a conseqüência daquela. O princípio
superior, o motor da existência, é a vontade. A vontade divina é o supremo
motor da vida universal. O que importa, acima de tudo, é compreender que
podemos realizar tudo no domínio psíquico; nenhuma força permanece estéril
quando se exerce de maneira constante, visando alcançar um desígnio conforme ao
direito e à justiça. É o que se dá com a vontade; ela pode agir tanto no sono
como na vigília, porque a alma valorosa, que para si mesma estabeleceu um
objetivo, procura-o com tenacidade em ambas as fases de sua vida e determina
assim uma corrente poderosa, que mina devagar e silenciosamente todos os
obstáculos. Com a preservação dá-se o mesmo que com a ação. A vontade, a
confiança e o otimismo são outras tantas forças preservadoras, outros tantos
baluartes opostos em nós a toda causa de desassossego, de perturbação, interna
e externa. Bastam, às vezes, por si sós, para desviar o mal; ao passo que o
desânimo, o medo e o mau-humor nos desarmam e nos entregam a ele sem defesa. O
simples fato de olharmos de frente para o que chamamos o mal, o perigo, a dor,
a resolução de os afrontarmos, de os vencermos, diminuem-lhes a importância e o
efeito. Os americanos têm, com o nome de mind cure (cura mental) ou ciência
cristã, aplicado esse método à terapêutica e não se pode negar que os
resultados obtidos são consideráveis. Esse método resume-se na fórmula seguinte:
“O pessimismo enfraquece; o otimismo fortalece.” Consiste na eliminação gradual
do egoísmo, na união completa com a Vontade Suprema, causa das forças
infinitas. Os casos de cura são numerosos e apóiam-se em testemunhos
irrecusáveis. Na ordem física, por exemplo, não se destroem os infusórios,
os infinitamente pequenos, que vivem e se multiplicam em nós; mas se ganham
forças para melhor lhes resistir. Da De resto, foi esse – em todos os tempos e
com formas diversas – o princípio da saúde física e moral. mesma forma, nem
sempre é possível, na ordem moral, afastar as vicissitudes da sorte, mas se
pode adquirir força bastante para suportá-las com alegria, sobrepujá-las com
esforço mental, dominá-las por tal forma que percam todo o aspecto ameaçador,
para se transformarem em auxiliares de nosso progresso e de nosso bem. Em outra
parte demonstramos, apoiando-nos em fatos recentes, o poder da alma sobre o
corpo na sugestão e auto-sugestão.
Limitar-nos-emos a lembrar outros exemplos
ainda mais concludentes. Louise Lateau, a estigmatizada de Bois-d'Haine, cujo
caso foi estudado por uma comissão da Academia de Medicina da Bélgica, fazia,
meditando sobre a Paixão do Cristo, correr à vontade o sangue dos seus pés,
mãos e lado esquerdo. A hemorragia durava muitas horas. Pierre Janet
observou casos análogos na Salpêtrière, em Paris. Uma extática apresentava
estigmas nos pés quando lhos metiam num aparelho. Louis Vivé, em suas
crises, a si mesmo dava ordem de sangrar-se em horas determinadas e o fenômeno
produzia-se com exatidão. Encontra-se a mesma ordem de fatos em certos sonhos,
bem como nos fenômenos chamados “noevi” ou sinais de nascença.196 Em todos os
domínios da observação, achamos a prova de que a vontade impressiona a matéria
e pode submetê-la a seus desígnios. Essa lei manifestas-se com mais intensidade
ainda no campo da vida invisível. É em virtude das mesmas regras que os
Espíritos criam as formas e os atributos que nos permitem reconhecê- los nas
sessões de materialização. Pela vontade criadora dos grandes Espíritos e, acima
de tudo, do Espírito divino, uma vida repleta de maravilhas desenvolve-se e se
estende, de degrau em degrau, até ao infinito, nas profundezas do céu, vida
incomparavelmente superior a todas as maravilhas criadas pela arte humana e
tanto mais perfeita quanto mais se aproxima de Deus. Se o homem conhecesse a
extensão dos recursos que nele germinam, talvez ficasse deslumbrado e, em vez
de se julgar fraco e temer o futuro, compreenderia a sua força, sentiria que
ele próprio pode criar esse futuro. Cada alma é um foco de vibrações que a
vontade põe em movimento. Uma sociedade é um agrupamento de vontades que,
quando estão unidas, concentradas num mesmo fito, constituem centro de forças
irresistíveis. As humanidades são focos ainda mais poderosos, que vibram
através da imensidade. Pela educação e exercício da vontade, certos povos
chegam a resultados que parecem prodígios. A energia mental, o vigor de
espírito dos japoneses, seu desprezo pela dor, sua impassibilidade diante da
morte, causaram pasmo aos ocidentais e foram para eles uma espécie de
revelação. O japonês habitua-se desde a infância a dominar suas impressões, a
nada deixar trair dos desgostos, das decepções, dos sentimentos por que passa,
a ficar impenetrável, a não se queixar nunca, a nunca se encolerizar, a receber
sempre com boa cara os reveses. Tal educação retempera os ânimos e assegura a
vitória em todos os terrenos. Na grande tragédia da existência e da História, o
heroísmo representa o papel principal e é a vontade que faz os heróis. Esse
estado de espírito não é privilégio dos japoneses. Os hindus chegam também, com
o emprego do que eles chamam a hatha-yoga, ou exercício da vontade, a suprimir
em si o sentimento da dor física.
Numa conferência feita no Instituto
Psicológico de Paris e que Les Annales des Sciences Psychiques, de novembro de
1906, reproduziram, Annie Besant cita vários casos notáveis devidos a essas
práticas persistentes. Um hindu possuirá bastante poder de vontade para
conservar um braço erguido até se atrofiar. Outro deitar-se-á numa cama eriçada
de pontas de ferro sem sentir nenhuma dor. Encontra-se mesmo esse poder em
pessoas que não praticaram a hatha-yoga. A conferencista cita o caso de um de
seus amigos que, tendo ido à caça do tigre e tendo recebido, por causa da
imperícia de um caçador, uma bala na coxa, recusou submeter-se à ação do
clorofórmio para a extração do projétil, afirmando ao cirurgião que teria
suficiente domínio sobre si mesmo para ficar imóvel e impassível durante a
operação. Esta efetuou-se; o ferido tinha plena consciência de si mesmo e não
fez um só movimento. “O que para outro teria sido uma tortura atroz, nada era
para ele; havia fixado sua consciência na cabeça e nenhuma dor sentira. Sem ser
yogui, possuía o poder de concentrar a vontade, poder que, nas Índias, se
encontra freqüentemente.” Pelo que se acaba de ler, pode-se julgar quão
diferente dos nossos são a educação mental e o objetivo dos asiáticos. Tudo,
neles, tende a desenvolver o homem interior, sua vontade, sua consciência, à
vista dos vastos ciclos de evolução que se lhes abrem, enquanto o europeu
adota, de preferência, como objetivo, os bens imediatos, limitados pelo círculo
da vida presente. Os alvos em que se põe à mira nos dois casos são diferentes;
e essa divergência resulta da concepção essencialmente diferente do papel do
ser no universo. Os asiáticos consideraram por muito tempo, com um espanto
misturado de piedade, nossa agitação febril, nossa preocupação pelas coisas
contingentes e sem futuro, nossa ignorância das coisas estáveis, profundas,
indestrutíveis, que constituem a verdadeira força do homem. Daí o contraste
surpreendente que oferecem as civilizações do Oriente e do Ocidente. A
superioridade pertence evidentemente à que abarca mais vasto horizonte e se
inspira nas verdadeiras leis da alma e de seu futuro. Pode ter parecido
atrasada aos observadores superficiais, enquanto as duas civilizações fizeram
paralelamente sua evolução, sem que entre uma e outra houvesse choques
excessivos. Mas, desde que as necessidades da existência e a pressão crescente
dos povos do Ocidente forçaram os asiáticos a entrar na corrente dos progressos
modernos – tal é o caso dos japoneses –, pode-se ver que as qualidades
eminentes dessa raça, manifestando-se no domínio material, podiam assegurarlhes
igualmente a supremacia. Se esse estado de coisas se acentuar, como é de
recear, se o Japão conseguir arrastar consigo todo o Extremo Oriente, é
possível que mude o eixo da dominação do mundo e passe de uma raça para outra,
principalmente se a Europa persistir em não se interessar pelo que constitui o
mais alto objetivo da vida humana e em contentarse com um ideal inferior e
quase bárbaro. Mesmo restringindo o campo de nossas observações à raça branca,
aí vamos verificar também que as nações de vontade mais firme, mais tenaz, vão
pouco a pouco tomando predomínio sobre as outras. É o que se dá com os povos
anglo-saxônios e germânicos. Estamos vendo o que a Inglaterra tem podido
realizar, através dos tempos, para execução de seu plano de ação. A Alemanha,
com seu espírito de método e continuidade, soube criar e manter uma poderosa
coesão em detrimento de seus vizinhos, não menos bem dotados do que ela, mas
menos resolutos e perseverantes. A América do Norte prepara também para si um
grande lugar no concerto dos povos. A França é, pelo contrário, uma nação de
vontade fraca e volúvel. Os franceses passam de uma idéia a outra com extrema mobilidade
e a esse defeito não são estranhas as vicissitudes de sua História. Seus
primeiros impulsos são admiráveis, vibrantes de entusiasmo.
Mas, se com facilidade empreendem
uma obra, com a mesma facilidade a abandonam, quando o pensamento já a vai
edificando e os materiais se vão reunindo silenciosamente ao seu derredor. Por
isso o mundo apresenta, por toda parte, vestígios meio apagados de sua ação
passageira, de seus esforços depressa interrompidos. Além disso, o pessimismo e
o materialismo, que cada vez mais se alastram entre eles, tendem também a
amesquinhar as qualidades generosas de sua raça. O positivismo e o agnosticismo
trabalham sistematicamente para apagar o que restava de viril na alma francesa;
e os recursos profundos do espírito francês atrofiam-se por falta de uma
educação sólida e de um ideal elevado. Aprendamos, pois, a criar uma “vontade
de potência”, de natureza mais elevada do que a sonhada por Nietzsche.
Fortaleçamos em torno de nós os espíritos e os corações, se não quisermos ver
nossas sociedades votadas à decadência irremediável. * Querer é poder! O poder da
vontade é ilimitado. O homem, consciente de si mesmo, de seus recursos
latentes, sente crescerem suas forças na razão dos esforços. Sabe que tudo o
que de bem e bom desejar há de, mais cedo ou mais tarde, realizar-se
inevitavelmente, ou na atualidade ou na série das suas existências, quando seu
pensamento se puser de acordo com a Lei divina. E é nisso que se verifica a
palavra celeste: “A fé transporta montanhas.” Não é consolador e belo poder
dizer: “Sou uma inteligência e uma vontade livres; a mim mesmo me fiz,
inconscientemente, através das idades; edifiquei lentamente minha
individualidade e liberdade e agora conheço a grandeza e a força que há em mim.
Amparar-me-ei nelas; não deixarei que uma simples dúvida as empane por um
instante sequer e, fazendo uso delas com o auxílio de Deus e de meus irmãos do
espaço, elevar-me-ei acima de todas as dificuldades; vencerei o mal em mim;
desapegar-me-ei de tudo o que me acorrenta às coisas grosseiras para levantar o
vôo para os mundos felizes!” Vejo claramente o caminho que se desenrola e que
tenho de percorrer. Esse caminho atravessa a extensão ilimitada e não tem fim;
mas, para guiar-me na estrada infinita, tenho um guia seguro – a compreensão da
lei de vida, progresso e amor que rege todas as coisas; aprendi a conhecer-me,
a crer em mim e em Deus. Possuo, pois, a chave de toda elevação e, na vida
imensa que tenho diante de mim, conservar-me-ei firme, inabalável na vontade de
enobrecer-me e elevar-me, cada vez mais; atrairei, com o auxílio de minha
inteligência, que é filha de Deus, todas as riquezas morais e participarei de
todas as maravilhas do Cosmo. Minha vontade chama-me: “Para frente, sempre para
frente, cada vez mais conhecimento, mais vida, vida divina!” E com ela
conquistarei a plenitude da existência, construirei para mim uma personalidade
melhor, mais radiosa e amante. Saí para sempre do estado inferior do ser
ignorante, inconsciente de seu valor e poder; afirmo-me na independência e
dignidade de minha consciência e estendo a mão a todos os meus irmãos, dizendo-lhes:
Despertai de vosso pesado sono; rasgai o véu material que vos envolve, aprendei
a conhecer-vos, a conhecer as potências de vossa alma e a utilizá-las. Todas as
vozes da Natureza, todas as vozes do espaço vos bradam: “Levantai-vos e
marchai! Apressai-vos para a conquista de vossos destinos!” A todos vós que
vergais ao peso da vida, que, julgando-vos sós e fracos, vos entregais à
tristeza, ao desespero, ou que aspirais ao nada, venho dizer: “O nada não
existe; a morte é um novo nascimento, um encaminhar para novas tarefas, novos
trabalhos, novas colheitas; a vida é uma comunhão universal e eterna que liga
Deus a todos os seus filhos.”
A vós todos, que vos credes
gastos pelos sofrimentos e decepções, pobres seres aflitos, corações que o
vento áspero das provações secou; Espíritos esmagados, dilacerados pela roda de
ferro da adversidade, venho dizer-vos: “Não há alma que não possa renascer,
fazendo brotar novas florescências. Basta-vos querer para sentirdes o despertar
em vós de forças desconhecidas. Crede em vós, em vosso rejuvenescimento em
novas vidas; crede em vossos destinos imortais. Crede em Deus, Sol dos sóis,
foco imenso, do qual brilha em vós uma centelha, que se pode converter em chama
ardente e generosa! “Sabei que todo homem pode ser bom e feliz; para vir a
sê-lo basta que o queira com energia e constância. A concepção mental do ser,
elaborada na obscuridade das existências dolorosas, preparada pela vagarosa
evolução das idades, expandir-se-á à luz das vidas superiores e todos
conquistarão a magnífica individualidade que lhes está reservada. “Dirigi
incessantemente vosso pensamento para esta verdade: podeis vir a ser o que
quiserdes. E sabei querer ser cada vez maiores e melhores. Tal é a noção do
progresso eterno e o meio de realizá-lo; tal é o segredo da força mental, da
qual emanam todas as forças magnéticas e físicas. Quando tiverdes conquistado
esse domínio sobre vós mesmos, não mais tereis que temer os retardamentos nem
as quedas, nem as doenças, nem a morte; tereis feito de vosso “eu” inferior e
frágil uma alta e poderosa individualidade!”
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE QUARTA FEIRA (29/04) AS 16:00 - "PERDÃO DAS OFENSAS" - CAP. X DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMOS DE ALLAN KARDEC - PALESTRANTE: SUZANA DIAS
O
EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. X – Bem-Aventurados os Misericordiosos
Cap. X – Bem-Aventurados os Misericordiosos
PERDOAI
PARA QUE DEUS VOS PERDOE
“Se teu irmão pecar contra ti, vai e
corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir, ganhado terás o teu irmão.
Então, chegando-se Pedro a Ele, perguntou: Senhor, quantas vezes poderá pecar
meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes?
Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete
vezes”.
Esta passagem é por demais conhecida entre os
estudiosos do Cristianismo e mostra a necessidade do homem em compreender o
procedimento correto para executá-lo, mesmo em relação as coisas morais.
O valoroso discípulo queria aprender a perdoar.
Pedro reporta-se ao pensamento místico da época, cabalístico, e quer,
ingenuamente confirmar com Jesus se determinada quantidade de atitudes elevadas
atingiria o efeito moral desejado.
Ainda hoje esse pensamento mágico permeia o
comportamento do homem.
Entretanto a teoria do conhecimento mostra que a
aquisição do saber obedece a Leis Naturais.
Nos bancos escolares, primários, as crianças,
depois de dominarem as funções da motricidade, repetindo exaustivamente traços
e figuras geométricas simples, são conduzidas a um novo estágio do aprendizado.
Desenham as letras, entendem-nas, depois as ligam formando palavras e
posteriormente frases. Assimiladas essas fases, a escrita e a leitura se dão
automaticamente, sem esforço intelectivo.
O mesmo método ocorre com os números. As
operações matemáticas são efetuadas mentalmente depois de passarem por esse
processo de assimilação gradativa.
Essa Lei, a Lei do Aprendizado, que atua
perenemente nos processos evolutivos do ser.
Nos reinos anteriores ao hominal, pela forças
das Leis Materiais o princípio inteligente, que “intelectualiza a
matéria”, (2) por bilhões de anos, assimila
comportamentos e funções orgânicas. Forma assim seu veículo
fisiopsicossomático; que tem autonomia.
No reino hominal, portadores da palavra, do
pensamento contínuo, da razão e da vontade, entregues a si mesmos quanto as
necessidades evolutivas, o homem haure intuitivamente os estímulos que lhe
direcionam as tendências e objetivos novos de crescimento.
As primeiras execuções desses estímulos não
atendem ao almejado. A dor comparece como mediadora e reparadora. Indica-lhe o
melhor caminho. Paulatinamente, pela repetição, ao atender a Lei de Amor, ao
produzir para o bem geral, a conquista se dá automatizando a nova aptidão e
virtude.
Incorporada a conquista a mente se libera para
um novo avanço, agora munida dos novos recursos que se manifestarão em forma de
intuição, iniciando-se novo ciclo.
O Cristo ao revelar a todos nós através de Pedro
da necessidade de perdoar infinitamente, além de ensinar o homem a se desligar
das sintonias mentais mórbidas e do misticismo primitivo, faz ver que mesmo
para as aquisições morais o homem se insere na Lei do Aprendizado e sente a
necessidade de iniciativa e atividade de sublimação.
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quarta-feira, 1 de abril de 2015
TEMA da Doutrinária de hoje 01/04 as 16:00, com o Palestrante Mário Chagas ,"Deixar vir a mim as criancinhas"! Capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo...
JOÃO
O Evangelista, Paris, 1863
18
– Disse o Cristo: “Deixai vir a mim os pequeninos”. Essas palavras, tão
profundas na sua simplicidade, não fazem apenas um apelo às
crianças,mas também às almas que gravitam nos círculos inferiores, onde a
desgraça desconhece a esperança. Jesus chamava a si a infância
intelectual da criatura formada: os fracos,os escravos, os viciosos. Ele
nada podia ensinar à infância física, presa na matéria, sujeita ao jugo
dos instintos, e ainda não integrada na ordem superior da razão e da
vontade, que se exercem em torno dela e em seu benefício. Jesus queria
que os homens se entregassem a ele com a confiança desses pequenos seres
de passos vacilantes, cujo apelo lhe conquistaria o coração das
mulheres, que são todas mães. Assim, ele submetia as almas à sua terna e
misteriosa autoridade. Ele foi à flama que espancou as trevas, o clarim
matinal que tocou a alvorada. Foi o iniciador do Espiritismo, que deve,
por sua vez, chamar a si, não as crianças, mas os homens de
boa-vontade. A ação viril está iniciada; não se trata mais de crer
instintivamente e obedecer de maneira mecânica: é necessário que o homem
siga as leis inteligentes, que lhe revela a sua universalidade.
Meus
bem-amados, eis chegados os tempos em que os erros explicados se
transformarão em verdades. Nós vos ensinaremos o verdadeiro sentido das
parábolas. Nós vos mostraremos a correlação poderosa, que liga o que foi
ao que é. Eu vos digo, em verdade: a manifestação espírita se eleva no
horizonte, e eis aqui o seu enviado, que vai resplandecer como o sol
sobre o cume dos montes.
*
UM ESPÍRITO PROTETOR
Bordeaux, 1863
19
– Deixar vir a mim os pequeninos, pois tenho o alimento que fortifica
os fracos. Deixai vir a mim os tímidos e os débeis, que necessitam de
amparo e consolo. Deixai vir a mim os ignorantes, para que eu os
ilumine. Deixai vir a mim todos os sofredores, a multidão dos aflitos e
dos infelizes, e eu lhes darei o grande remédio para os males da vida,
revelando-lhes o segredo da cura de suas feridas. Qual é, meus amigos,
esse bálsamo poderoso, de tamanha virtude, que se aplica a todas as
chagas do coração e as curas? É o amor, é a caridade! Se tiverdes esse
fogo divino, o que havereis de temer? A todos os instantes de vossa vida
direis: “Meu Pai, que se faça a tua vontade e não a minha! Se te apraz
experimentar-me pela dor e pelas tribulações, bendito seja! Porque é
para o meu bem, eu o sei, que a tua mão pesa sobre mim. Se te agrada,
Senhor, apiedar-te de tua frágil criatura, dar-lhe ao coração as
alegrias puras, bendito seja também! Mas faze que o amor divino não se
amorteça na sua alma, e que incessantemente suba aos teus pés a sua
prece de gratidão”.
Se
tiverdes amor, tendes tudo o que mais se pode desejar na Terra, pois
tereis a pérola sublime,que nem as mais diversas circunstâncias, nem os
malefícios dos que vos odeiam e perseguem, poderão jamais arrebatar. Se
tiverdes amor, tereis colocado os vossos tesouro aonde nem a traça nem a
ferrugem os devoram, e vereis desaparecer insensivelmente da vossa alma
tudo o que lhe possa manchar a pureza. Dia a dia sentireis que o fardo
da matéria se torna mais leve. E, como um pássaro que voa nos ares e não
se lembra da terra, subireis incessantemente, subireis sempre, até que a
vossa alma, inebriada, se impregne da verdadeira vida, no seio do
Senhor!
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sexta-feira, 20 de março de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DO DIA 22/03/15 (DOMINGO) "MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO", CAPÍTULO 2 DO LIVRO "EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO" - EXPOSITOR: JOÃO MOISES
A
vida futura. - A realeza de Jesus. - O ponto de vista. - Instruções dos
Espíritos: Uma realeza terrestre.
1.
Pilatos, tendo entrado de novo no palácio e feito vir Jesus à sua presença,
perguntou-lhe: És o rei dos judeus? - Respondeu-lhe Jesus: Meu reino não é
deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, a minha gente houvera combatido
para impedir que eu caísse nas mãos dos judeus; mas, o meu reino ainda não é
aqui.
Disse-lhe
então Pilatos: És, pois, rei? - Jesus lhe respondeu: Tu o dizes; sou rei; não
nasci e não vim a este mundo senão para dar testemunho da verdade. Aquele que
pertence a verdade escuta a minha voz. (S. JOÃO, cap. XVIII, vv. 33, 36 e 37.)
A
vida futura
2.
Por essas palavras, Jesus claramente se refere à vida futura, que ele
apresenta, em todas as circunstâncias, como a meta a que a Humanidade irá ter e
como devendo constituir objeto das maiores preocupações do homem na Terra.
Todas as suas máximas se reportam a esse grande principio. Com efeito, sem a
vida futura, nenhuma razão de ser teria a maior parte dos seus preceitos
morais, donde vem que os que não crêem na vida futura, imaginando que ele
apenas falava na vida presente, não os compreendem, ou os consideram pueris.
Esse
dogma pode, portanto, ser tido como o eixo do ensino do Cristo, pelo que foi
colocado num dos primeiros lugares à frente desta obra. E que ele tem de ser o
ponto de mira de todos os homens; só ele justifica as anomalias da vida terrena
e se mostra de acordo com a justiça de Deus.
3.
Apenas idéias muito imprecisas tinham os judeus acerca da vida futura.
Acreditavam
nos anjos, considerando-os seres privilegiados da Criação; não sabiam, porém,
que os homens podem um dia tomar-se anjos e partilhar da felicidade destes.
Segundo eles, a observância das leis de Deus era recompensada com os bens
terrenos, com a supremacia da nação a que pertenciam, com vitórias sobre os
seus inimigos. As calamidades públicas e as derrotas eram o castigo da
desobediência àquelas leis. Moisés não pudera dizer mais do que isso a um povo
pastor e ignorante, que precisava ser tocado, antes de tudo, pelas coisas deste
mundo. Mais tarde, Jesus lhe revelou que há outro mundo, onde a justiça de Deus
segue o seu curso. E esse o mundo que ele promete aos que cumprem os
mandamentos de Deus e onde os bons acharão sua recompensa. Aí o seu reino; lá é
que ele se encontra na sua glória e para onde voltaria quando deixasse a Terra.
Jesus,
porém, conformando seu ensino com o estado dos homens de sua época, não julgou
conveniente dar-lhes luz completa, percebendo que eles ficariam deslumbrados,
visto que não a compreenderiam. Limitou-se a, de certo modo, apresentar a vida
futura apenas como um principio, como uma lei da Natureza a cuja ação ninguém
pode fugir. Todo cristão, pois, necessariamente crê na vida futura; mas, a
idéia que muitos fazem dela é ainda vaga, incompleta e, por isso mesmo, falsa
em diversos pontos. Para grande número de pessoas, não há, a tal respeito, mais
do que uma crença, balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a
incredulidade.
O
Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em vários outros, o ensino do
Cristo, fazendo-o quando os homens já se mostram maduros bastante para
apreender a verdade. Com o Espiritismo, a vida futura deixa de ser simples
artigo de fé, mera hipótese; torna-se uma realidade material, que os latos
demonstram, porquanto são testemunhas oculares os que a descrevem nas suas
fases todas e em todas as suas peripécias, e de tal sorte que, além de
impossibilitarem qualquer dúvida a esse propósito, facultam à mais vulgar
inteligência a possibilidade de imaginá-la sob seu verdadeiro aspecto, como
toda gente imagina um país cuja pormenorizada descrição leia. Ora, a descrição
da vida futura é tão circunstanciadamente feita, são tão racionais as
condições, ditosas ou infortunadas, da existência dos que lá se encontram,
quais eles próprios pintam, que cada um, aqui, a seu mau grado, reconhece e
declara a si mesmo que não pode ser de outra forma, porquanto, assim sendo,
patente fica a verdadeira justiça de Deus.
A
realeza de Jesus
4.
Que não é deste mundo o reino de Jesus todos compreendem, mas, também na Terra
não terá ele uma realeza? Nem sempre o título de rei implica o exercício do
poder temporal. Dá-se esse título, por unânime consenso, a todo aquele que,
pelo seu gênio, ascende à primeira plana numa ordem de idéias quaisquer, a todo
aquele que domina o seu século e influi sobre o progresso da Humanidade. E
nesse sentido que se costuma dizer: o rei ou príncipe dos filósofos, dos
artistas, dos poetas, dos escritores, etc. Essa realeza, oriunda do mérito
pessoal, consagrada pela posteridade, não revela, muitas vezes, preponderância
bem maior do que a que cinge a coroa real? Imperecível é a primeira, enquanto
esta outra é joguete das vicissitudes; as gerações que se sucedem à primeira
sempre a bendizem, ao passo que, por vezes, amaldiçoam a outra. Esta, a
terrestre, acaba com a vida; a realeza moral se prolonga e mantém o seu poder,
governa, sobretudo, após a morte. Sob esse aspecto não é Jesus mais poderoso
rei do que os potentados da Terra? Razão, pois, lhe assistia para dizer a
Pilatos, conforme disse: "Sou rei, mas o meu reino não é deste
mundo."
O
ponto de vista
5.
A idéia clara e precisa que se faça da vida futura proporciona inabalável fé no
porvir, fé que acarreta enormes conseqüências sobre a moralização dos homens,
porque muda completamente o ponto de vista sob o qual encaram eles a vida
terrena. Para quem se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é
indefinida, a vida corpórea se torna simples passagem, breve estada num pai
ingrato. As vicissitudes e tribulações dessa vida não passam de incidentes que
ele suporta com paciência, por sabê-las de curta duração, devendo seguir-se-lhes
um estado mais ditoso. A morte nada mais restará de aterrador; deixa de ser a
porta que se abre para o nada e torna-se a que dá para a libertação, pela qual
entra o exilado numa mansão de bem-aventurança e de paz. Sabendo temporária e
não definitiva a sua estada no lugar onde se encontra, menos atenção presta às
preocupações da vida, resultando-lhe daí uma calma de espírito que tira àquela
muito do seu amargor.
Pelo
simples fato de duvidar da vida futura, o homem dirige todos os seus pensamentos
para a vida terrestre. Sem nenhuma certeza quanto ao porvir, dá tudo ao
presente. Nenhum bem divisando mais precioso do que os da Terra, torna-se qual
a criança que nada mais vê além de seus brinquedos. E não há o que não faça
para conseguir os únicos bens que se lhe afiguram reais. A perda do menor deles
lhe ocasiona causticante pesar; um engano, uma decepção, uma ambição
insatisfeita, uma injustiça de que seja vítima, o orgulho ou a vaidade feridos
são outros tantos tormentos, que lhe transformam a existência numa perene
angústia, infligindo-se ele, desse modo, a si próprio, verdadeira tortura de
todos os instantes. Colocando o ponto de vista, de onde considera a vida
corpórea, no lugar mesmo em que ele aí se encontra, vastas proporções assume
tudo o que o rodeia. O mal que o atinja, como o bem que toque aos outros,
grande importância adquire aos seus olhos. Aquele que se acha no interior de
uma cidade, tudo lhe parece grande: assim os homens que ocupem as altas
posições, como os monumentos. Suba ele, porém, a uma montanha, e logo bem
pequenos lhe parecerão homens e coisas.
É
o que sucede ao que encara a vida terrestre do ponto de vista da vida futura; a
Humanidade, tanto quanto as estrelas do firmamento, perde-se na imensidade.
Percebe então que grandes e pequenos estão confundidos, como formigas sobre um
montículo de terra; que proletários e potentados são da mesma estatura, e
lamenta que essas criaturas efêmeras a tantas canseiras se entreguem para
conquistar um lugar que tão pouco as elevará e que por tão pouco tempo
conservarão. Daí se segue que a importância dada aos bens terrenos está sempre
em razão inversa da fé na vida futura.
6.
Se toda a gente pensasse dessa maneira, dir-se-ia, tudo na Terra periclitaria,
porquanto ninguém mais se iria ocupar com as coisas terrenas. Não; o homem,
instintivamente, procura o seu bem-estar e, embora certo de que só por pouco
tempo permanecerá no lugar em que se encontra, cuida de estar aí o melhor ou o
menos mal que lhe seja possível. Ninguém há que, dando com um espinho debaixo
de sua mão, não a retire, para se não picar. Ora, o desejo do bem-estar força o
homem a tudo melhorar, impelido que é pelo instinto do progresso e da
conservação, que está nas leis da Natureza. Ele, pois, trabalha por
necessidade, por gosto e por dever, obedecendo, desse modo, aos desígnios da
Providência que, para tal fim, o pôs na Terra. Simplesmente, aquele que se
preocupa com o futuro não liga ao presente mais do que relativa importância e
facilmente se consola dos seus insucessos, pensando no destino que o aguarda.
Deus,
conseguintemente, não condena os gozos terrenos; condena, sim, o abuso desses
gozos em detrimento das coisas da alma. Contra tais abusos é que se premunem os
que a si próprios aplicam estas palavras de Jesus: Meu reino não é deste mundo.
Aquele
que se identifica com a vida futura assemelha-se ao rico que perde sem emoção
uma pequena soma. Aquele cujos pensamentos se concentram na vida terrestre
assemelha-se ao pobre que perde tudo o que possui e se desespera.
7.
O Espiritismo dilata o pensamento e lhe rasga horizontes novos. Em vez dessa
visão, acanhada e mesquinha, que o concentra na vida atual, que faz do instante
que vivemos na Terra único e frágil eixo do porvir eterno, ele, o Espiritismo,
mostra que essa vida não passa de um elo no harmonioso e magnífico conjunto da
obra do Criador. Mostra a solidariedade que conjuga todas as existências de um
mesmo ser, todos os seres de um mesmo mundo e os seres de todos os mundos.
Faculta assim uma base e uma razão de ser à fraternidade universal, enquanto a
doutrina da criação da alma por ocasião do nascimento de cada corpo torna
estranhos uns aos outros todos os seres. Essa solidariedade entre as partes de
um mesmo todo explica o que inexplicável se apresenta, desde que se considere
apenas um ponto. Esse conjunto, ao tempo do Cristo, os homens não o teriam
podido compreender, motivo por que ele reservou para outros tempos o fazê-lo
conhecido.
INSTRUÇÕES
DOS ESPÍRITOS
Uma
realeza terrestre
8.
Quem melhor do que eu pode compreender a verdade destas palavras de Nosso
Senhor: "O meu reino não é deste mundo"? O orgulho me perdeu na
Terra. Quem, pois, compreenderia o nenhum valor dos reinos da Terra, se eu o
não compreendia? Que trouxe eu comigo da minha realeza terrena? Nada,
absolutamente nada. E, como que para tornar mais terrível a lição, ela nem
sequer me acompanhou até o túmulo! Rainha entre os homens, como rainha julguei
que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação, quando, em vez
de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens
que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue
nobre! Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com
tanta avidez se requestam na Terra!
Para
se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a
caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se
vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes,
quantas lágrimas enxugastes.
Oh!
Jesus, tu o disseste, teu reino não é deste mundo, porque é preciso sofrer pira
chegar ao céu, de onde os degraus de um trono a ninguém aproximam. A ele só
conduzem as veredas mais penosas da vida. Procurai-lhe, pois, o caminho, através
das urzes e dos espinhos, não por entre as flores.
Correm
os homens por alcançar os bens terrestres, como se os houvessem de guardar para
sempre. Aqui, porém, todas as ilusões se somem. Cedo se apercebem eles de que
apenas apanharam uma sombra e desprezaram os únicos bens reais e duradouros, os
únicos que lhes aproveitam na morada celeste, os únicos que lhes podem facultar
acesso a esta.
Compadecei-vos
dos que não ganharam o reino dos céus; ajudai-os com as vossas preces,
porquanto a prece aproxima do Altíssimo o homem; é o traço de união entre o céu
e a Terra: não o esqueçais. - Uma Rainha de França. (Havre, 1863.)
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