SOBRE NÓS :

VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.

MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.

Redirecionamento

Mostrando postagens com marcador kardecismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador kardecismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de junho de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE QUARTA-FEIRA (17/06) ÀS 16:00 - A PARÁBOLA DO FESTIM DE NÚPCIAS DO EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO


Parábola da Festa de Núpcias

          E respondendo Jesus, lhes tornou a falar segunda vez em parábolas, dizendo: O Reino dos Céus é semelhante a um rei, que desejando fazer as bodas a seu filho, mandou os seus servos a chamar os convidados para a bodas, mas eles recusaram ir. Enviou de novo outros servos, com este recado aos convidados: Eis aqui tenho preparado o meu banquete, os meus touros e os animais cevados estão já mortos, e tudo está pronto; vinde às bodas. Mas eles desprezaram o convite, e se foram, um para a sua casa de campo,outro para o seu tráfico. Outros porém, lançaram mão dos servos que ele enviara, e depois de os haverem ultrajado, os mataram. Mas o rei, tendo ouvido isto, se irou; e tendo feito marchar seus exércitos, acabou com aqueles homicidas, e pôs fogo à sua cidade. Então disseaos seus servos: As bodas com efeito estão aparelhadas, mas os que foram convidados não foram dignos de se acharem no banquete. Ide pois às saídas das ruas, e a quantos achardes, convidai-os para as bodas. E tenho os seus servos pelas ruas, congregaram todos os que acharam, maus e bons; e ficou cheia de convidados a sala do banquete de bodas. Entrou depois o rei para ver os que estavam à Mesa, e viu ali um homem que não estava vestido com veste nupcial. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? Mas ele emudeceu. Então disse o rei aos seus ministros: Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores: aí haverá choro e ranger de dentes. Porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos. (Mateus, XXII: 1-4)

O incrédulo ri desta parábola, que lhe parece de uma pueril ingenuidade, pois não admite que haja tantas dificuldades para realização de um banquete, e ainda mais quando os convidados chegam a ponto de massacrar os enviados do dono da casa. “As parábolas – diz ele – são naturalmente alegorias, mas não devem passar os limites do possível”.
O mesmo se pode dizer de todas as alegorias, das fábulas mais engenhosas, se não lhes descobrimos o sentido oculto. Jesus se inspirava nas usanças mais comuns da vida, e adaptava as suas parábolas aos costumes e ao caráter do povo a que se dirigia. A maioria delas tinha por fim fazer penetrar nas massas populares a idéia da vida espiritual; e seu sentido só parece incompreensível para os que não se colocam nesse ponto de vista.
            Nesta parábola, por exemplo, Jesus compara o Reino dos Céus, onde tudo é felicidade e alegria, a uma festa nupcial. Os primeiros convidados são os judeus, que Deus havia chamado em primeiro lugar para o conhecimento da sua lei. Os enviados do rei são os profetas, que convidaram os judeus a seguir o caminho da verdadeira felicidade, mas cujas palavras foram pouco ouvidas, cujas advertências foram desprezadas, e muitos deles foram mesmo massacrados, como os servos da parábola. Os convidados que deixam de comparecer, alegando que tinham de cuidar de seus campos e de seus negócios, representam as pessoas mundanas, que, absorvidas pelas coisas terrenas, mostram-se indiferentes para as coisas celestes.
           Acreditavam os judeus de então que a sua nação devia conquistar a supremacia sobre todas as outras. Pois não havia Deus prometido a Abraão que a sua posterioridade cobriria a Terra inteira? Tomando sempre a forma pelo fundo, eles se julgavam destinados a uma dominação efetiva, no plano material.
            Antes da vinda do Cristo, com exceção dos hebreus, todos os povos eram politeístas e idólatras. Se alguns homens superiores haviam atingido a idéia da unidade divina, essa idéia entretanto permanecia como sistema pessoal, pois em nenhuma parte foi aceita como verdade fundamental, a não ser por alguns iniciados, que ocultavam os seus conhecimentos sob formas misteriosas, impenetráveis à compreensão do povo. Os judeus foram os primeiros que praticaram publicamente o monoteísmo. Foi a eles que Deus transmitiu a sua lei; primeiro através de Moisés, depois através de Jesus. Desse pequeno foco partiu a luz que devia expandir-se pelo mundo inteiro, triunfar do paganismo e dar a Abraão uma posterioridade espiritual “tão numerosa como as estrelas do firmamento”.
            Mas os judeus, embora repelindo a idolatria, haviam negligenciado a lei moral, para se dedicar à prática mais fácil do culto exterior. O mal chegara ao cúmulo: a nação, dominada pelos romanos, estava esfacelada pelas facções, dividida pelas seitas; a própria incredulidade havia atingido até mesmo o santuário. Foi então que Jesus apareceu, enviado para chamá-los à observação da lei e para abrir-lhes os novos horizontes da vida futura. Primeiros convidados ao banquete da fé universal, eles repeliram, porém, as palavras do celeste Messias, e o sacrificaram. Foi assim que perderam o fruto que deviam colher da sua própria iniciativa.
            Seria injusto, entretanto, acusar o povo inteiro por essa situação. A responsabilidade coube principalmente aos fariseus e aos saduceus, que puseram a nação a perder, os primeiros pelo seu orgulho e fanatismo, e os segundos pela sua incredulidade. São eles, sobretudo, que Jesus compara aos convidados que se negaram a comparecer ao banquete de núpcias, e acrescenta que o rei, vendo isso, mandou convidar a todos os que fossem encontrados nas ruas, bons e maus. Fazia entender assim que a palavra seria pregada a todos os outros povos, pagãos e idólatras, e que estes, aceitando-a, seriam admitidos à festa de núpcias em lugar dos primeiros convidados.

            Mas não basta ser convidado; não basta dizer-se cristão, nem tampouco sentar-se à mesa para participar do banquete celeste. E necessário, antes de tudo, e como condição expressa, vestir a túnica nupcial, ou seja, purificar o coração e praticar a lei segundo o espírito, pois essa lei se encontra inteira nestas palavras: Fora da caridade não há salvação. Mas entre todos os que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que guardam e a aproveitam! Quão poucos se tornam dignos de entrar no Reino dos Céus! Foi por isso que Jesus disse: Muitos serão os chamados e poucos os escolhidos.

domingo, 14 de junho de 2015

Tema da doutrinária de hoje - Domingo (14/06) às 16:00 - Tema: A Lei de Amor. Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Palestrante: Adalto Carneiro




A Lei de Amor

"O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.


Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes."

quarta-feira, 3 de junho de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DO DIA 04/06 - QUINTA FEIRA - 20:00 -– O LIVRE ARBÍTRIO Capítulo XXII do Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor – Léon Denis – Palestrante: Oscar Bulcão




XXII – O LIVRE ARBÍTRIO
Denis inicia este capítulo colocando a importância da ‘Liberdade’, bem como sua relevância para humanidade. Sem ela, há um freio na busca pela evolução e pelo progresso, pois as limitações tornariam o ser um escravo de suas necessidades.
“A liberdade e a responsabilidade são correlativas ao ser e aumentam com sua elevação; é a responsabilidade do homem que faz sua dignidade e moralidade. Sem ela, não seria ele mais do que um autômato, um joguete das forças ambientes: a noção de moralidade é inseparável da de liberdade.” (p. 477)[12].
“A responsabilidade é estabelecida pelo testemunho da consciência, que nos aprova ou censura segundo a natureza de nossos atos” (P. 477).
É possível deduzir que a consciência exerce o julgamento com base na bagagem moral intuitiva que carrega aquele ser a muito tempo, e que passou por muitas depurações. Mas também é justo dizer que várias alterações destes conceitos, ou até reformas, podem acontecer ao longo de uma vida.
“O livre-arbítrio é, pois, a expansão da personalidade e da consciência. Para sermos livres é necessário querer sê-lo e fazer esforço para vir a sê-lo, libertando-nos da escravidão da ignorância e das paixões baixas, substituindo o império das sensações e dos instintos pelo da razão” (P. 478).
Eis que a vontade se apresenta novamente como ponto fundamental para o progresso do Espírito, sendo o impulso necessário para o início da Reforma Íntima e a consequente mudança para melhor no que tange às aspirações morais.
“Até agora, tanto sob o ponto de vista teológico como determinista, a questão [do livre-arbítrio] tinha ficado quase insolúvel. Nem doutro modo podia ser, pois que cada um daqueles sistemas partia do dado inexato de que o ser humano tem de percorrer uma única existência. A questão muda, porém, inteiramente de aspecto se se alargar o círculo da vida e se se considerar o problema à luz que projeta a doutrina dos renascimentos. Assim, cada ser conquista a própria liberdade no decurso da evolução que tem de perfazer” (p. 481).
A doutrina das vidas sucessivas é, mais uma vez, importante na determinação de paradigmas evolucionários da alma. É possível assumir que as produções teológicas e deterministas partiram de um erro que tornava tudo um processo cego. Passaram a dar demasiada importância à aspectos transitórios e materiais, tratando-os como definitivos e concretos em ambiente limitado. A incapacidade de lidar com a temporalidade de uma existência limitava esforços e capacidades.
Quando o elemento da atemporalidade (várias existências) é claro, o Espírito adquire não só todo o incentivo do Consolador, mas a disposição em aceitar e pensar em termos atemporais, que reduz a relevância dos erros e vidam o progresso. Visão que traz otimismo e esperança em nós mesmos, e também na Providência Divina.
As visões obscuras e viciadas do passado, não resistem a este choque filosófico.

“O livre-arbítrio, a livre vontade do Espírito exerce-se principalmente na hora das reencarnações. Escolhendo tal família, certo meio social, ele sabe de antemão quais são as provações que o aguardam, mas compreende, igualmente, a necessidade dessas provações para desenvolver suas qualidades, curar seus defeitos, despir seus preconceitos e vícios. Estas provações podem ser também conseqüência de um passado nefasto, que é preciso reparar, e ele aceita-as com resignação e confiança, porque sabe que seus grandes irmãos do Espaço não o abandonarão nas horas difíceis” (p. 482).
Toda essa conjuntura elimina as “fatalidades” ou o “acaso” das vidas e do futuro. O acaso é a desculpa que a ignorância formula.
As concepções e renovações de pensamento e idéias trazidas pela idéia de livre-arbítrio e reencarnação deveriam conduzir até uma revisão das punições e das razões de criminalidade, já que a igualdade legal (humana) pressupõe o nascimento como marco zero e a maioridade legal como aptidão ao entendimento de todos os deveres e direitos.
“Muitas vezes o mau, o criminoso não é, na realidade, mais do que um Espírito novo e ignorante em que a razão não teve tempo de amadurecer. (…) É por isso que as penalidades infligidas deveriam ser estabelecidas de modo que obrigassem o condenado a refletir, a instruir-se, a esclarecer-se, a emendar-se. A sociedade deve corrigir com amor e não com ódio, sem o que se torna criminosa” (p. 483).
Jesus exemplificou melhor do que qualquer um, a capacidade de correção que o amor pode impulsionar.
“O Espírito só está verdadeiramente preparado para a liberdade no dia em que as leis universais, que lhe são externas, se tornarem internas e conscientes pelo próprio fato de sua evolução. No dia em que ele se penetrar da lei e fizer dela a norma de suas ações, terá atingido o ponto moral em que o homem se possui, domina e governa a si mesmo” (p. 483).
Liberdade e moral caminham juntas, mas só o Espírito moralmente elevado e depurado, pode aproveitar integralmente as benesses da liberdade.
“No estado de ignorância, é uma felicidade para ela [alma] estar submetida a uma direção. Mas, quando sábia e perfeita, goza da sua liberdade na luz divina” (p. 484).
Nada mais apropriado de lembrar após essa consideração de Denis, do que o ditado muito utilizado pelo ser humano hoje: ‘A ignorância é uma bênção’. Nada mais ilustrativo de nossa condição moral. Denis encerra o capítulo com uma frase que resume bem a questão do livre-arbítrio e do ser humano em relação a ele.
“O homem é o obreiro de sua libertação” (p. 485).
Encontramos mais esclarecimentos no Livro dos Espíritos (V – LIVRE ARBÍTRIO).
843. O homem tem livre arbítrio nos seus atos?

–Pois se tem a liberdade de pensar, tem a de agir. Sem o livre arbítrio o homem seria uma máquina.
844. O homem goza do livre arbítrio desde o nascimento?
–Ele tem a liberdade de agir, desde que tenha a vontade de o fazer. Nas primeiras fases da vida a liberdade é quase nula; ela se desenvolve e muda de objeto com as faculdades. Estando os pensamentos da criança em relação com as necessidades da sua idade, ela aplica o seu livre arbítrio às coisas que lhe são necessárias.
845. As predisposições instintivas que o homem traz ao nascer não são um obstáculo ao exercício do seu livre arbítrio?
–As predisposições instintivas são as do Espírito antes da encarnação; conforme for ele mais ou menos adiantado, elas podem impeli-lo aatos repreensíveis, no que ele será secundado por Espíritos que simpatizem com essas disposições; mas não há arrastamento irresistível, quando se tem a vontade de resistir. Lembrai-vos de que querer é poder. (Ver item 361).
846. O organismo não influi nos atos da vida? E se influi, não o faz com prejuízo do livre arbítrio?

–O Espírito é certamente influenciado pela matéria, que pode entravar as suas manifestações. Eis porque, nos mundos em que os corpos são menos materiais do que na Terra, as faculdades se desenvolvem com mais liberdade. Mas o instrumento não dá faculdades ao Espírito. De resto, é necessário distinguir neste caso as faculdades morais das faculdades intelectuais. Se um homem tem o instinto do assassínio, é seguramente o seu próprio Espírito que o possui e que lho transmite, mas nunca os seus órgãos. Aquele que aniquila o seu pensamento para se ocupar apenas da matéria faz-se semelhante ao bruto, e ainda pior, porque não pensa mais em se premunir contra o mal. É nisso que ele se torna faltoso, pois assim age pela própria vontade. (Ver item 367 e seguintes, Influência do organismo).



quarta-feira, 27 de maio de 2015

AGRADECIMENTO PARA UMA AÇÃO DE MUITA GENEROSIDADE...



A DIREÇÃO DA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ, JUNTAMENTE COM SEUS TRABALHADORES, VEM DE PÚBLICO AGRADECER AO BLOCO DO SIRILOKO PELA DOAÇÃO DE PARTE DOS ALIMENTOS NÃO PERECÍVEIS, ARRECADADOS NO SEU ARRAIÁ, QUE INTEGRARÃO OS FARNÉIS QUE SERÃO ENTREGUES NO FINAL DESTE MÊS , À APROXIMADAMENTE 30 FAMÍLIAS ATENDIDAS MENSALMENTE PELA ESCOLA!
A PARCERIA COM NORMINHA DO NACCI ESTÁ SENDO DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA PARA ESSE TRABALHO SOCIAL DESENVOLVIDO PELO CENTRO...
DEUS ABENÇOE À TODOS, MUITA PAZ, SAÚDE E BENÇÃO SOBRE VÓS!

A DIREÇÃO

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O QUE SÃO REUNIÕES MEDIÚNICAS EM UM CENTRO ESPÍRITA ?


São reuniões privativas, com portas chaveadas, comumente realizadas uma vez na semana, sempre no mesmo dia e horário, em local da Casa Espírita onde sejam possível garantir o silêncio respeitável e a harmonia vibratória, com número reduzido de participantes, previamente indicados para este gênero de atividade espírita.
Os participantes da reunião mediúnica são: dirigente e substituto; médiuns com mediunidade ostensiva (psicofônicos, psicógrafos, videntes, audientes, etc.); médiuns esclarecedores; equipe de apoio (passe, irradiações, prece).
As comunicações dos Espíritos devem ocorrer de forma espontânea, segundo programação determinada pelos mentores espirituais.
A reunião mediúnica apresenta, em geral, as seguintes etapas;
1. Fase preparatória:
– Leitura introdutória de página evangélico-doutrinária, sem comentários.
– Prece de abertura da reunião: clara, objetiva, simples e concisa.
– Leitura e breve comentário de trecho de O Evangelho segundo o Espiritismo, ou estudo de obra espírita, relacionada à mediunidade, por tempo que não exceda 30 minutos.
2. Fase de manifestação dos Espíritos
– Momento mais importante da reunião, caracterizada pela manifestação mediúnica dos Espíritos e pelo esclarecimento de Entidades sofredoras, pelo diálogo. O Tempo destinado a essa fase é de, no máximo, 60 minutos.
– Pode ocorrer, ou não, manifestação de um benfeitor espiritual.
3. Fase de encerramento
– Reserva-se alguns minutos para irradiações ou vibrações mentais, gerais e/ou específicas, concedendo aos médiuns oportunidade para se refazem do transe mediúnico.
– Prece final, semelhante a inicial.
– Avaliação da reunião: momento em que os participantes relatam suas impressões e percepções, oferecendo, assim, subsídios à melhoria contínua do trabalho. Trata-se de uma avaliação restrita ao grupo, evitando-se comentários fora da reunião para pessoas que não fazem parte da equipe.


Fonte: Federação Espírita Brasileira



quarta-feira, 29 de abril de 2015

A ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ PARTICIPANDO DA CAMPANHA SALVADOR SOLIDÁRIA, ARRECADA DOAÇÕES....


 
 
 

A Escola da Doutrina Espírita Caminho da Luz, em solidariedade às vítimas das chuvas nas localidades de Barro Branco (San Martin) e Marotinho (Bom Juá), promove, a partir desta quinta-feira (30/04), uma campanha para arrecadação de alimentos não perecíveis, água potável, materiais de higiene pessoal e limpeza, fraldas, colchões, roupas, principalmente para crianças de 0 a 10 anos, assim como artigos de cama, mesa e banho.

As doações podem ser entregues na sede da Escola da Doutrina Espírita Caminho da Luz, localizada na Rua Paulo Freire, nº 18 - Via A - Petromar - Stella Mares – Salvador.
Campanha Salvador Solidária

Quando:

Domingos:               14:30 às 17:00
Segundas - Feira:     19:00 às 21:00
Terças – Feira:         19:30 às 21:00
Quartas – Feira:       14:30 às 17:00
Quintas Feira:          08:00 às 09:00
                              19:00 às 21:00
Sextas – Feira:        19:00 às 21:00

Sábados:                09:00 às 11:00

Onde:                   Escola da Doutrina Espírita Caminho da Luz - Rua Paulo Freire, nº 18 - Via A - Petromar - Stella Mares – Salvador


Montamos um Posto de Coleta na Sede do nosso Centro, para facilitar a entrega dos moradores de Stella Mares, Flamengo, Ipitanga, Pedra do Sal e arredores. Toda arrecadação recebida pela Escola da Doutrina, será entregue no Posto de Coleta do Jornal A Tarde, localizada no Caminho das Árvores.

terça-feira, 17 de março de 2015

VAMOS REFLETIR ! NÃO PODEMOS QUERER MUDAR O MUNDO, SE NÃO BUSCARMOS A NOSSA MUDANÇA...


O verdadeiro homem de bem é aquele que:
a) Pratica a lei de justiça, de amor e de caridade em sua maior pureza.
b) Tem fé em Deus, submetendo-se a sua vontade à Dele.
c) Tem fé no futuro; por isso, coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
d) Sabe que todas as vicissitudes da vida são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.
e) Possuído pelo sentimento de caridade, faz o bem pelo bem, sem esperança de recompensa, e sacrifica o seu interesse pela justiça.
f) É bom para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem exceção de raças ou de crenças.
g) Em todas as circunstancias, a caridade é o seu guia.
h) Não tem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança.
i) É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência.
j) Não se compraz em procurar os defeitos alheios, nem em colocá-los em evidência.
k) Estuda as suas próprias imperfeições e trabalha, sem cessar, em combatê-las.
l) Aproveita sempre as ocasiões para ressaltar as qualidades dos outros, e não as suas.
m) Se Deus lhe deu o poder e a riqueza, olha essas coisas como um depósito do qual deve usar para o bem, e disso não se envaidece porque sabe que Deus, que lhes deu, também poderá retirá-los.

n) Se a ordem social colocou homens sob sua dependência, ele os trata com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa de sua autoridade para erguer-lhes o moral e não para esmagar com o seu orgulho; evita tudo o que poderia tornar a sua posição subalterna mais penosa. (Kardec, 1984, cap. XVII, item 3)








segunda-feira, 16 de março de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DO DIA 18/03/15 (QUARTA FEIRA) "OBREIROS DO SENHOR", CAPÍTULO 20, ITEM 5 DO LIVRO "EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO" - EXPOSITOR: ALVARO PERELLO


Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. XX - Item 5
OBREIROS DO SENHOR
5. Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!” Mas, ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão!
Clamarão: “Graça! graça!” O Senhor, porém, lhes dirá: “Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra.”
Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: “Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no reino dos céus.” – O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.)


quinta-feira, 12 de março de 2015

"SENTIDO DA VIDA, QUAL É O SEU ? REFLETINDO SOBRE O QUE NOS MOTIVA VIVER..." - PALESTRA MUSICADA COM O PROFESSOR GARRIDO


VALE A PENA CONFERIR A PALESTRA MUSICADA DIVERTIDA DO PROFESSOR GARRIDO NO AUDITÓRIO DA LIVRARIA CULTURA DO SALVADOR SHOPPING : "SENTIDO DA VIDA, QUAL É O SEU ? REFLETINDO SOBRE O QUE NOS MOTIVA VIVER..."

DIA 16/03 (SEGUNDA FEIRA) ÀS 19:00


PARTICIPAÇÃO DE NAHON CASTRO, SAJA E KAL MASCARENHAS


INGRESSO : PERFUMARIA OU FRALDA GERIÁTRICA PARA SEREM DOADOS AO ABRIGO DE IDOSOS SÃO GABRIEL

quarta-feira, 4 de março de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DO DIA 05/03/15, "UMA PALAVRA INSPIRADORA", PREFÁCIO DO LIVRO "REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO" - EXPOSITOR: Sr. Virgílio Borba

10 – Ermance Dufaux  PREFÁCIO: Uma palavra inspiradora “Por que não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse eu faço”.  Paulo de Tarso (ROMANOS, 7:19) Uma pergunta jamais deverá deixar de ser o centro de nossas cogitações nas vivências espíritas: em que estou melhorando? Ter  noções claras sobre as conquistas interiores, mesmo que pouco expressivas, e valoroso núcleo mental de motivação para a continuidade da empreitada da renovação. Por sua vez, não dar valor aos passos amealhados e permitir a expansão do sentimento de impotência e menosprezo aos esforços que já temos encetado. Como seria justo, os irmãos na carne poderiam indagar: como adquirir então essa noção clara sobre a posição espiritual de cada um, considerando o tamponamento do cérebro físico? A única postura que nos assegurará a mínima certeza de que algo estamos realizando em favor de nossa ascensão espiritual, na carne ou  fora dela, é a continuidade que damos aos projetos de renovação que idealizamos. Os obstáculos serão incessantes até o fim da existência, não nos competindo nutrir expectativas com facilidades, mas sim a coragem e o otimismo indispensáveis para vencer um desafio após o outro. Que a esperança não desfaleça diante desse prognóstico. Nossas conquistas não podem ser edificadas na calmaria. Nossas virtudes não florescerão sem os golpes da dor que dilacera arestas e poda aos espinhos da perfeição. Nossa palavra de ordem é recomeçar – uma palavra inspiradora. Quantas vezes se fizerem necessárias, a nossa grande e única virtude nos áridos campos do aprimoramento íntimo é a capacidade de resistir aos apelos para a queda, jamais desistindo do ideal de libertação que acalentamos, trabalhando mesmo que cansados, servindo mesmo que carentes, estudando mesmo que desmotivados, aprendendo mesmo que sem objetivos definidos. A própria reencarnação é o mecanismo divino do recomeço, da retomada. Justo, portanto, que abracemos amorosamente os compromissos abandonados de outros tempos e aplainemos nossos caminhos tortuosos. Temos o que merecemos e somos aquilo que plasmamos. Em meio ao lodaçal do desânimo nasce o lírio da personalidade tenra que estamos, paulatinamente, cultivando. Sob o peso  cruel da angústia, estamos construindo a condição imunizadora do poder mental. Desde que não desistamos, sempre haverá uma chance para a vitória. Prossigamos sem expectativas de angelitude que não temos como alcançar por agora.Não ser o que gostaríamos é o mais alto preço atributado àquele que optou pelos descaminhos do egoísmo, essa também é a maior tormenta para todos os que almejam a melhoria de si próprio. Nisso resido o drama anterior narrado por Paulo de Tarso: “Por que não faço o que quero, mas o mal que não quero esse eu faço”. Não queremos ser mais quem fomos, mas ainda não somos quem queremos ser. Então quem somos? Isso gera uma etapa definida por profunda inaceitação com tudo na vida. Corpo, profissão, relações, afetos e mesmo os sucessos do caminho são dramaticamente abalados pela diminuição da alegria e do encanto face a essas “provas de ajustamento”. Todavia, a lei estabelece a morte do pecado e não do pecador. Para todos é abundante a misericórdia – lei universal da piedade paternal – que assegura-­nos: o amor cobre multidão de pecados . Apesar desse ditame celeste, a dor ­evolução não tem sido suportada por muitos e agravada por outros, levando -­a a quadros de graves enfermidades morais e desamor a si mesmo. Até mesmo a reforma íntima em muitos casos, devido às más interpretações costumeiras, tem sido um “bordão” de autopunição e martírio penitencial. Nesse torvelinho de conceitos e dramas psicológicos, Ermance Dufaux surge com uma palavra de conforto e discernimento aos nossos corações. Sua iniciativa nessa obra reveste-­se de valorosa inspiração que trará estímulo, pacificação e luz a muitos corações encarcerados nas árduas provas do crescimento íntimo. Analisando seus textos objetivos e lúcidos, podemos antever a utilidade da iniciativa de enviá­-los à Terra. Entretanto, a despeito de sua oferenda, ela própria é a primeira a declinar de seus méritos, solicitando-­nos destacar que estas páginas são frutos de um conjunto de esforços de almas que laboram pela implantação do programa de valores humanos para as sociedades espíritas, cujo responsável é o nosso benfeitor Bezerra de Menezes que cumpre diretrizes superiores do Espírito Verdade.  Ressalte-­se que, os casos aqui narrados vividos no Hospital Esperança , onde mourejamos juntos no serviço do bem, são indicativas preciosas colhidas diretamente de almas que viveram os dramas descritos. Assim expressamos em respeito a todos eles que permitiram de bom grado a narrativa de suas quedas ou experiências em favor do bem alheio. Que a mensagem aqui contida seja uma palavra de recomeço e uma inspiração para a continuidade da luta íntima pela vitória do homem renovado no Cristo de Deus. É lembrado mais uma vez o baluarte da mensagem cristã livre, destacamos que, os percalços não o cercearam em direção aos cimos. Apesar de seus conflitos ele, imbativelmente, declarou: “(...) Tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, e fazeis veredas direitas para os vossos pés (...)”. “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu  tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecidos”. Sejamos fieis e confiantes nos pequenos esforços de ascensão que temos conseguido realizar. Abandonemos a aflição e a ansiedade relativamente ao que gostaríamos de ser, porque somente amando o que somos encontraremos força para prosseguir. O mesmo Paulo de Tarso que declarou na angústia de suas lutas: (...) o mal que não quero esse eu  faço, mais adiante, calejado pelas refregas educativas compreendeu a importância que tinha para os ofícios do bem ao afirmar: “(...) Não sou digno de ser chamado apóstolo (...) mas pela graça de Deus sou o que sou”. 6 Por nossa vez, estejamos convictos de que não somos eleitos especiais para a obra a que nos entregamos, contudo, já nos encontramos dispostos a esquecermos do mal e a construir o bem que pudermos. Existe um melhor recomeço do que este?  Cícero Pereira Belo­ Horizonte ­ MG, 9 de março de 2003

terça-feira, 3 de março de 2015

Workshop – Em Busca da Plenitude com Divaldo Franco 2015 - DIVALDO FRANCO

Domingo, 03 de maio de 2015 das 08:30 às 13:30 no Centro de Convenções da Bahia INFORMAÇÕES E ORIENTAÇÕES EVENTO: Workshop – Em Busca da Plenitude com Divaldo Franco 2015 PERÍODO: 03/maio/2015 das 8h30 às 13h30 (com intervalos) LOCAL: Centro de Convenções da Bahia Vendas de ingressos será em 19/02, quinta-feira, após o carnaval, a partir das 18h30, no Balcão da Paz, Ed. Lygia Banhos – CECR. Inscreva-se e receba a Obra Plenitude, ditada pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografada por Divaldo Franco LOCAIS DE INSCRIÇÃO: Mansão do Caminho /CECR Rua Jayme Vieira Lima, 104 – Pau da Lima – Tel.(71) 3409-8320 – Setor de Eventos e Reuniões Doutrinárias Federação Espírita do Estado da Bahia – FEEB Rua Coronel JaimeRolemberg, 110 – Boa Vista de Brotas – Tel. (71) 3359-3323 / (71) 3321-4703 Centro Espírita Deus, Luz e Verdade Rua Laura Costa, 198 – Vila Laura – Tel. (71) 3381-8536 – Livraria Centro Espírita Paulo e Estêvão Rua das Ubaranas, 55 – Amaralina – Tel. (71) 3248-8320 – Livraria Fraternidade Espírita Irmã Scheilla Rua Ana Beatriz Mascarenhas,nº 200 – Pituba – Tels. (71) 3354-5457 / (71) 3011-7503 – Livraria Fonte: http://www.mansaodocaminho.com.br/eventos/workshop-em-busca-da-plenitude-com-divaldo-franco/ Veja também:

3º CONGRESSO ESPÍRITA DO DISTRITO FEDERAL

Durante três dias, 17, 18 e 19 de abril de 2015, o tema será levado ao público, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, no 3º Congresso Espírita do Distrito Federal. A Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF) realiza esse encontro com o objetivo de fortalecer a integração e a união dos espíritas do DF e Entorno. Entretanto, a proposta do Congresso abrange uma missão bem maior: sensibilizar a sociedade sobre a força do Evangelho na transformação da humanidade pela vivência da Fraternidade e Paz ensinadas por Jesus. Um Congresso Espírita em Brasília, coração do Brasil, não se configura como um evento apenas. Vai muito além! O tema escolhido busca na sua essência criar momentos que iluminem mais as consciências, que abram mais as mentes e os corações dos participantes, levando-os a um despertar espiritual. Saiba um pouco mais sobre os palestrantes que vão estar no 3º Congresso Espírita do DF: Alberto Almeida: médico homeopata, com formação em Terapia Regressiva a Vivências Passadas, Dinâmica dos Grupos, Psicologia Transpessoal, Terapia Familiar e Dinâmica Energética do Psiquismo. Haroldo Dutra Dias: juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Colaborou, junto a Federação Espírita Brasileira, na elaboração da apostila de Estudo Avançado da Doutrina Espírita, bem como na revista Reformador, na seção Cristianismo Redivivo. Conferencias, palestrante e trabalhador atuante da União Espírita Mineira. Simão Pedro de Lima: Administrador e professor de cursos de graduação e pós-graduação, mestre em Educação e especialista em Gestão Empresarial, História Moderna e Economia Contemporânea. Há mais de vinte anos, Simão Pedro milita na seara espírita. Atualmente, está na coordenação dos Departamentos de Educação Doutrinária e de Orientação para Assuntos da Mediunidade na Casa Espírita que frequenta, a Casa do Caminho, na cidade de Patrocínio (MG). Wagner Gomes da Paixão: atua no Movimento Espírita há quase 30 anos e de sua mediunidade psicográfica, aflorada em 1984, escreveu 16 livros, sendo 13 deles pela União Espírita Mineira, a Federativa de Minas, à qual sempre esteve ligado, que publica a maioria das obras que vem recebendo do Alto, por orientação de Chico Xavier. Neuza Zaponni de Melo: é estudiosa da Doutrina Espírita e atua como escritora, facilitadora de cursos e palestrante. PhD e Master of Science-USA, tendo atuado por mais de quarenta anos nas áreas da Psicologia e da Educação. É aposentada como professora da universidade de Brasília (UnB) e ex-professora da University of Texas (UTEP-USA). Possui múltiplas formações na área terapêutica transpessoal e atua como terapeuta em uma prática clínico-educativa transdisciplinar. Saulo César Ribeiro da Silva: é trabalhador da Federação Espírita do Distrito Federal, coordenador do projeto “O Evangelho Por Emmanuel”, membro da equipe do Núcleo de Estudo e Pesquisa do Evangelho da FEB e da FEDF. As inscrições podem ser feitas no site da Federação Espírita do Distrito Federal – www.fedf.org.br – ou na sua casa espírita. Mais informações: (61) 3344-8237

Divaldo Franco - Diálogo com Obsessor

segunda-feira, 2 de março de 2015

LIVRO DOS ESPÍRITOS - CAPÍTULO III – A Doutrina E Seus Contraditores

III – A Doutrina E Seus Contraditores por Allan Kardec A Doutrina Espírita, como toda novidade, tem seus adeptos e seus contraditores. Tentaremos responder a algumas das objeções destes últimos, examinando o valor das razões em que se apóiam, sem termos, entretanto, a pretensão de convencer a todos, pois há pessoas que acreditam que a luz foi feita somente para elas. Dirigimo-nos às pessoas de boa fé, sem idéias preconcebidas ou posições firmadas mas sinceramente desejosas de se instruírem, e lhes demonstraremos que a maior parte das objeções que fazem à doutrina provêm de uma observação incompleta dos fatos e de um julgamento formado com muita ligeireza e precipitação. Recordaremos inicialmente, em breves palavras, a série progressiva de fenômenos que deram origem a esta doutrina. O primeiro fato observado foi o movimento de objetos; designaram-no vulgarmente com o nome de mesas girantes ou dança das mesas. Esse fenômeno, que parece ter sido observado primeiramente na América, ou melhor, que se teria repetido nesse país, porque a História prova que ele remonta à mais alta Antiguidade, produziu-se acompanhado de circunstâncias estranhas, como ruídos insólitos e golpes desferidos sem uma causa ostensiva, conhecida. Dali, propagou-se rapidamente pela Europa e por outras partes do mundo; a princípio provocou muita incredulidade, mas a multiplicidade das experiências em breve não mais permitiu que se duvidasse da sua realidade. Se esse fenômeno se tivesse restringido ao movimento de objetos materiais, poderia ser explicado por uma causa puramente física. Estamos longe de conhecer todos os agentes ocultos da Natureza e mesmo todas as propriedades dos que já conhecemos; a eletricidade, aliás, multiplica diariamente ao infinito os recursos que oferece ao homem e parece dever iluminar a ciência com uma nova luz. Não haveria, portanto, nada de impossível em que a eletricidade, modificada por certas circunstâncias, ou qualquer outro agente desconhecido, fosse a causa desse movimento. A reunião de muitas pessoas, aumentando o poder de ação, parecia dar apoio a essa teoria porque se poderia considerar essa reunião como uma pilha múltipla, em que a potência corresponde ao número de elementos. O movimento circular nada tinha de extraordinário: pertence à Natureza. Todos os astros se movem circularmente; poderíamos, pois, estar em face de um pequeno reflexo do movimento geral do Universo; ou, melhor dito, uma causa até então desconhecida poderia produzir acidentalmente, nos pequenos objetos e em dadas circunstâncias, uma corrente análoga à que impulsiona os mundos. Mas o movimento não era sempre circular. Freqüentemente era brusco, desordenado, o objeto violentamente sacudido, derrubado, conduzido numa direção qualquer e, contrariamente a todas as leis da estática, suspenso e mantido no espaço. Não obstante, nada havia ainda nesses fatos que não pudesse ser explicado pelo poder de um agente físico invisível. Não vemos a eletricidade derrubar edifícios, arrancar árvores, lançar a distância os corpos mais pesados, atraí-los ou repeli-los? Supondo-se que os ruídos insólitos e os golpes não fossem efeitos comuns da dilatação da madeira ou de qualquer outra causa acidental, poderiam ainda muito bem ser produzidos por acumulação do fluido oculto. A eletricidade não produz os ruídos mais violentos? Até esse momento, como se vê, tudo pode ser considerado no domínio dos fatos puramente físicos e fisiológicos. E sem sair dessa ordem de idéias, ainda haveria matéria para estudos sérios, digna de prender a atenção dos sábios. Por que não aconteceu assim? É penoso dizer, mas o fato se liga a causas que provam, entre mil outras semelhantes, a leviandade do espírito humano. De início, a vulgaridade do objeto principal que serviu de base às primeiras experiências talvez não lhe seja estranha. Que influência não teve uma simples palavra, muitas vezes, sobre coisas mais graves! Sem considerar que o movimento poderia ser transmitido a um objeto qualquer, prevaleceu a idéia da mesa, sem dúvida por ser o objeto mais cômodo e porque todos se sentam mais naturalmente em torno de uma mesa que de qualquer outro móvel. Ora, os homens superiores são às vezes tão pueris que não seria impossível certos espíritos de elite se julgarem diminuídos, se tivessem de ocupar-se daquilo que se convencionaria chamar a dança das mesas. É mesmo provável que, se o fenômeno observado por Galvani o tivesse sido por homens vulgares e caracterizado por um nome burlesco, estivesse ainda relegado ao lado da varinha mágica. Qual o sábio que não se teria julgado diminuído ao ocupar-se da dança das rãs’? Alguns, entretanto, bastante modestos para aceitarem que a Natureza poderia não lhes ter dito a última palavra, quiseram ver para tranqüilidade de consciência. Mas aconteceu que o fenômeno nem sempre correspondeu à sua expectativa, e por não se ter produzido constantemente, à sua vontade e segundo a sua maneira de experimentação, concluíram eles pela negativa. Malgrado, porém, a sua sentença, as mesas, pois que há mesas, continuam a girar, e podemos dizer com Galileu: “Contudo, elas se movem”. Diremos ainda que os fatos se multiplicaram de tal modo que têm hoje direito de cidadania, e que se trata apenas de encontrar para eles uma explicação racional. Pode-se induzir qualquer coisa contra a realidade do fenômeno pelo fato de ele não se produzir sempre de maneira idêntica, segundo a vontade e as exigências do observador? Os fenômenos de eletricidade e de química não estão subordinados a determinadas condições e devemos negá-los porque não se produzem fora delas? Devemos estranhar que o fenômeno do movimento de objetos pelo fluido humano tenha também as suas condições e deixe de se produzir quando o observador, firmado no seu ponto de vista, pretende fazê-lo seguir ao seu capricho ou sujeitá-lo à leis dos fenômenos comuns, sem considerar que, para fatos novos, pode e deve haver novas leis? Ora, para conhecer essas leis, é necessário estudar as circunstâncias em que os fatos se produzem e esse estudo não pode ser feito sem uma observação perseverante, atenta, e por vezes bastante prolongada. Mas, objetam algumas pessoas, há freqüentemente fraudes visíveis. Perguntaremos inicialmente se estão bem certas de que há fraudes e se não tomaram por fraudes efeitos que não conseguiram apreender, mais ou menos como o camponês que tomava um sábio professor de física, fazendo experiências, por um destro escamoteador. E mesmo supondo-se que as fraudes tenham ocorrido algumas vezes, seria isso razão para negar o fato? Deve-se negar a Física porque há prestidigitadores que se enfeitam com o título de físicos? É necessário, ao demais, considerar o caráter das pessoas e o interesse que elas poderiam ter em enganar. Seria tudo, então, simples brincadeira? Pode-se muito bem brincar um instante, mas uma brincadeira indefinidamente prolongada seria tão fastidiosa para o mistificador como para o mistificado. Haveria, além disso, uma mistificação que se propaga de um extremo a outro do mundo e, entre as pessoas mais graves, mais veneráveis e esclarecidas, alguma coisa pelo menos tão extraordinária quanto o próprio fenômeno.

ESPIRITISMO E ESPIRITUALISMO - CAPÍTULO I - LIVRO DOS ESPÍRITOS

I – Espiritismo e Espiritualismo por Allan Kardec, em 1857 Para as coisas novas necessitamos de palavras novas, pois assim o exige a clareza de linguagem, para evitarmos a confusão inerente aos múltiplos sentidos dos próprios vocábulos. As palavras espiritual, espiritualista, espiritualismo têm uma significação bem definida; dar-lhes outra, para aplica-las à Doutrina dos Espíritos, seria multiplicar as causas já tão numerosas da anfibologia. Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo; quem quer que acredite haver em si mesmo alguma coisa além da matéria é espiritualista; mas não se segue dai que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. Em lugar das palavras espiritual e espiritualismo, empregaremos, para designar esta última crença, as palavras espírita e espiritismo, nas quais a forma lembra a origem e o sentido radical e que por isso mesmo têm a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando para espiritualismo a sua significação própria. Diremos, portanto, que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se o quiserem, os espiritistas. Como especialidade O Livro dos Espíritos contém a Doutrina Espírita; como generalidade liga-se ao Espiritualismo, do qual apresenta uma das fases. Essa a razão por que traz sobre o título as palavras: Filosofia Espiritualista. O Livro dos Espíritos por ALLAN KARDEC – tradução de José Herculano Pires