SOBRE NÓS :
VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.
MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.
Redirecionamento
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domingo, 20 de dezembro de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Tema da doutrinária de hoje - Quinta-feira (11/06) às 20:00 - Tema: Conduta Espírita do Medium. Livro: Conduta Espírita de André Luiz. Palestrante: Robson Ferrer
Esquivar-se à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada transcendência, reconhecendo-se humilde portador de tarefas comuns, conquanto graves e importantes como as de qualquer outra pessoa.
O seareiro do Cristo é sempre servo, e servo do amor.
No horário disponível entre as obrigações familiares e o trabalho que lhe garante a subsistência, vencer os imprevistos que lhe possam impedir o comparecimento às sessões, tais como visitas inesperadas, fenômenos climatéricos e outros motivos, sustentando lealdade ao próprio dever.
Sem euforia íntima não há exercício mediúnico produtivo. Preparar a própria alma em prece e meditação, antes da atividade mediúnica, evitando, porém, concentrar-se mentalmente para semelhante mister durante as explanações doutrinárias, salvo quando lhe caibam tarefas especiais concomitantes, a fim de que não se prive do ensinamento.
A oração é luz na alma refletindo a Luz Divina. Controlar as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível, respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou quaisquer gestos violentos.
O medianeiro será sempre o responsável direto pela mensagem de que se faz portador.
Silenciar qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele fenômeno.
A espontaneidade é o selo de crédito em nossas comunicações com o Reino do Espírito. Mesmo indiretamente, não retirar proveito material das produções que obtenha.
Não há serviço santificante na mediunidade vinculada a interesses inferiores.
Extinguir obstáculos, preocupações e impressões negativas que se relacionem com o intercâmbio mediúnico, quais sejam, a questão da consciência vigilante ou da inconsciência sonambúlica durante o transe, os temores inúteis e as suscetibilidades doentias, guiando-se pela fé raciocinada e pelo devotamento aos semelhantes.
Quem se propõe avançar no bem, deve olvidar toda causa de perturbação. Ainda quando provenha de círculos bem-intencionados, recusar o tóxico da lisonja. No rastro do orgulho, segue a ruína.
Fugir aos perigos que ameaçam a mediunidade, como sejam a ambição, a ausência de autocrítica, a falta de perseverança no bem e a vaidade com que se julga invulnerável. O medianeiro carrega consigo os maiores inimigos de si próprio.
“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” — Paulo. (I CORÍNTIOS, 12:7.)
quarta-feira, 27 de maio de 2015
LEMBRANDO : HOJE, 27/05/2015, TRATAMENTO IRMÃ ARMINDA A PARTIR 13:30
As doenças que invadem nosso corpo são acúmulos de energias de baixa vibração, que emitimos ou com as quais sintonizamos através da desarmonia para com as Leis Divinas. As dificuldades que vivenciamos são etapas necessárias para semear os atributos divinos no árido solo do coração. Quando a dor e o sofrimento aparecem é porque o equilíbrio precisa ser reconquistado.
O principal objetivo do tratamento espiritual é auxiliar a reencontrar a Harmonia no indivíduo, acabando com a fonte do desequilíbrio.
Hoje colhemos o que foi plantado nesta ou em outras vidas, contudo, o sabor dessa colheita não precisa ser amargo. O veneno da cobra pode ser transformado em soro que cura e e a mesma força que rompe a casca da semente é responsável por estimular o seu crescimento e gerar bons frutos.
A expressão tratamento espiritual é utilizada para abranger um conjunto de ações terapêuticas, de fundamentação religiosa, praticados em centros espíritas, que têm como objetivo um auxílio no tratamento de doenças do corpo ou da mente.
São denominados de espirituais pelo fato de, segundo afirmam aqueles que praticam estes tratamentos, serem realizados - no corpo físico ou no chamado perispírito - por espíritos desencarnados, com o eventual auxílio de um médium.
Tipos de tratamentos Espirituais:
Aplicação de passes : O passe corresponde a uma transmissão de fluidos magnéticos e/ou espirituais de um indivíduo para outro. Nessa atividade, o médium age como o intermediário entre os espíritos e os beneficiados, sendo os espíritos emissores dos fluidos benéficos. Para que as energias benéficas fluam livremente, é necessário que o médium faça seu trabalho em estado de prece.
Fluidoterapia (água fluidificada): Acredita-se que a água pode servir como uma espécie de depósito de fluidos espirituais benéficos que são nela mantidos durante um bom período.
Receituário homeopático: Neste tipo de tratamento há um médium que escreve as receitas após ouvir os problemas dos pacientes que procuram o tratamento. Os medicamentos são informados por espíritos médicos, mas é importante que o médium seja médico homeopata ou o tenha sido em existência anterior, de modo a facilitar o processo.
Tratamento à distância: O tratamento à distância é praticado em muitos centros espiritualistas e destina-se a atender as pessoas que, por alguma impossibilidade de locomoção, não podem comparecer ao centro pessoalmente. Atualmente é também conhecido como tratamento virtual, via internet.
Apometria: Técnica que utiliza impulsos magnéticos e contagem progressiva para se obter o desdobramento anímico das pessoas e levá-las a hospitais do mundo espiritual, onde suas enfermidades possam ser diagnosticadas e tratadas.
Cirurgia espiritual: Atualmente, o termo "cirurgia espiritual" é associado à prática onde uma suposta entidade espiritual, com Passe ou sem incorporação num médium hospedeiro e sem cortes, executa cirurgias buscando a reabilitação do enfermo.
Agora você já sabe o que é tratamento espiritual e seus principais métodos.
Se você tem interesse em iniciar um tratamento espiritual, na Escola da Doutrina Espírita Caminho da Luz, temos:
Passe Individual
Irmã Arminda
Passe de Energização
Tratamento à Distância
segunda-feira, 25 de maio de 2015
sexta-feira, 22 de maio de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE DOMINGO - 24/05 - AS 16:00 - CONSCIÊNCIA DE SI INTRODUÇÃO DO LIVRO:REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO PELO ESPÍRITO Sra.Ermance Dufaux- Palestrante: Marco Antônio Pinto
INTRODUÇÃO
Consciência
de Si
“Em princípio, o homem que se
exalça, que ergue uma estátua à sua própria virtude, anula, por esse simples
fato, todo mérito real que possa ter. Entretanto, que direi daquele cujo único
valor consiste em parecer o que não é? Admito de boa mente que o Homem que
pratica bem experimenta uma satisfação íntima em seu coração; mas, desde que
tal satisfação se exteriorize, para colher elogios, degenera em amor-próprio.”
François-Nicolas-Madeleine.(Paris, 1863.)
O Evangelho Segundo Espiritismo
Capítulo XVII- ítem 8 Estudioso discípulo do Espiritismo propôs-nos a seguinte Indagação:
que revelações novas teriam os amigos espirituais em favor do aperfeiçoamento
interior nessa hora de tantas na humanidade? Em resposta a seu pedido sincero
de aprender exaremos os textos aqui discorridos. Não constituem novidades, e
sim um enfoque prático para velhas questões morais que absorvem quantos anseiam
pela melhoria de si mesmos.
Nossa proposta é apresentar
algumas “ideias-chave” com fins de meditação e auto aferição, ou ainda para
estudos em grupos que anseiam por buscar respostas sobre as intrigantes questões
da vida interior. Se não entendermos realmente a razão de nossas atitudes, não
reuniremos condições indispensáveis para o serviço renovador de nós próprios.
A capacidade de administrar o
mundo objetivo torna-se cada dia mais precisa e rica de tecnologia para melhor eficácia
nos resultados, todavia, a inabilidade na gerência do mundo íntimo é
comprovada, a todo instante, pelos atestados de descontrole e insatisfação que
o homem tem demonstrado em sua vida pessoal. Homens vencedores edificam pontes
maravilhosas que se tornam cartões postais no mundo inteiro, porém, nem sempre
dominam a arte de construir um singelo fio de atenção que possa estabelecer uma
ponte entre ele e seu próximo, diminuindo a distância que os separa.
Cirurgiões habilidosos transplantam
órgão sensíveis com precisão e controle nos dedos, no entanto, constantemente desequilibra-se
quando pequeno talher escapa das singelas mãos de seu rebento, gerando
perturbação e mal-estar na prole.
Se o cerne da proposta educativa
do Espiritismo é a melhoria espiritual pela reforma íntima, essa, por sua vez, tem,
por objetivo elementar, libertar a consciência dos grilhões do ego para que
possa brilhar com exuberância, sem as sombras que teimam em ofuscar-lhe.
Travamos, ao iniciar a renovação de nós mesmos, uma batalha entre o ego e consciência
do self definitivo e glorioso.
Reforma íntima! Eis o tema
predileto dos adeptos do Espiritismo no vastíssimo repositório dos assuntos
elevados que nos desafiam o entendimento sob a ótica do espírito imortal.
Apesar de sua predileção, constata-se que a assiduidade com a qual é tratada
não lhe tem garantido noções mais dilatadas que permitem o esforço consciente
na transformação da personalidade humana.
Nessa ótica, exageramos alguns
conceitos que merecem ser resgatados no seu melhor entendimento:
# Uma construção gradativa de
valores, a solidificação de qualidades eternas.
# uma proposta de plenitude e não
de derrotismo.
É fazer mais luz para varrer as
sombras. Muitos, porém, acreditam que
luz se faz extinguindo as trevas...
# é a formação do homem de bem.
Não se trata de deslocar vícios e colocar virtudes. É dada muita importância às
imperfeições nos ambientes da Doutrina, quando deveríamos falar mais das virtudes
do homem de bem.
# processo libertador da
consciência. Não se trata de vencer o ego, mas conquistá-lo através do domínio
natural da “voz” divina que ecoa em nossa intimidade.
Reforma íntima não deve ser
entendida apenas como contenção de impulsos inferiores. Muito além disso,
torna-se urgente analisá-la como o
compromisso de trabalhar pelo desenvolvimento dos lídimos valores humanos na
intimidade.
Circunscrevê-la a regimes de
disciplina pela vigência e pela vontade poderá instituir a cultura do martírio
e da tormenta como quesitos indispensáveis ao seu dinamismo.
Contenção é aglutinação de forças
de defesa contra a rotina mental dos reflexos do mal em nós, todavia, somente a
edificação da personalidade cristã, pródigas de qualidades morais nobres,
permitirá a paz interior e o serviço de libertação definitiva para além-muros
da morte corporal. Por essa razão entre os seguidores da mensagem espírita,
urge difundir noções mais lúcidas sobre o nível de comprometimento a que devem
se afeiçoar todos os seus aprendizes. Apenas evitar o mal não basta, imperioso
fazer todo o bem ao nosso alcance. A reforma de profundidade exige devoção
integral aos deveres da espiritualização, onde quer que estejamos, criando condições
para vivências íntimas que assegurem comoções afetivas revitalizadoras e
modificadoras a rumos mais vastos na ação e na reação: é a criação de
condicionamentos novos e elevados.
Assim como o corpo não extirpa
partes adoecidas, mas procura harmonizá-las ao todo, a alma procede seu
crescimento dentro princípio de “reaproveitamento” de todas as experiências
infelizes.
Quem busca o aprimoramento de si
mesmo tem como primeiro desafio o encontro consigo. A ausência de idéias claras
sobre nós próprios constitui pesados ônus a ser superado, o qual tem levado
corações sinceros e bem intencionados a dolorosos conflitos mentais com a
melhora individual, instaurando um doloroso processo de martírio a si mesmo.
Não existe reforma íntima sem
dores, razão pela qual será oportuno discernir quais são as dores do
crescimento e quais são as dores que decorrem de nossa incapacidade de lidar
com as forças ignoradas da vida subjetiva em nós mesmos. A distinção entre
ambas tornará nosso programa de melhoria pessoal um tanto mais eficaz e menos
doloroso.
Fala-se muito do homem velho e
quase nada sobre como consolidar o homem novo. Dominados pelo mau hábito de destacar
suas doenças espirituais, criou-se um sistema neurótico de supervalorização das
imperfeições morais que tem conduzido muitos espíritas à condição de autênticos
“hipocondríacos da alma”.
Conter o mal é parte do processo
transformador, construir o bem é a etapa nova que nos aguarda. Bem além de
controle, educação.
Acima de disciplina com
inclinações, desenvolvimentos de qualidades inatas.
Maturidade pode ser definida pela
capacidade individual de ouvir a consciência em detrimento dos apelos do ego.
Quanto mais fizermos isso, mais
seremos maduros e libertos. A saúde é estar em contato pleno com a consciência
e a doença é a escravidão ao ego. Reformar-se é tomar consciência do “si mesmo”,
da “perfeição latente” a qual nos destinamos. Em outras palavras, estamos
enaltecendo o ato da auto-educação.
Foi o notável Jung que afirmou:
“até onde podemos discernir, o único propósito da existência humana é acender uma
luz na escuridão do mero ser”.
Imperioso que acendamos essa luz,
a luz que promana da autocrítica, sem a qual não nos educaremos.
E como exercer um juízo crítico
honesto sem conhecimento das artimanhas da velha personalidade que geramos?
Senso crítico é, portanto, um dos
pilares essenciais para a formação da autoconsciência, o qual nos permitirá desvendar
as trilhas em direção aos tesouros divinos incrustrados em pleno coração dessa
selva de imperfeições, que trazemos dos egos.
Apresentamos nessa obra alguns
“mapas” para devassarmos essa selva com segurança. Rotas para velhos temas
morais já conhecidos de todos nós, os espíritas, mas que nem sempre conseguimos
trazê-los para a intimidade no atendimento satisfatório do anseio exuberante
que espraia de nossas almas na construção da personalidade nova.
Decerto, como todo mapa, o
caminho para se atingir o destino são variados e pessoais, conforme a ótica e a
escolha de cada qual, e por esse motivo entregamos todas as nossas abordagens
com total despretensão quanto a resultados.
Todavia, como a peregrinação
pelos “vales sombrios” da nossa intimidade é repleta de imprevistos e
“ciladas”, não abdicamos da palavra clara e sincera, acrescendo alguns exemplos
de histórias dolorosas de quantos foram iluminados pela luz da Doutrina
Espírita, sem iluminarem a si próprios com a luz da experiência e da renovação.
Jamais moveu-nos a intenção de
que nossas considerações, aqui exaradas, pudessem constituir um roteiro de
orientação ou uma tese didática sobre o tema com o objetivo de traçar normas de
conduta. Para nós não ultrapassam a condição de sugestões para um diálogo em
grupo ou meditações individuais.
Nossos textos são um “início de
conversa”, um “ponto de partida” para que vós outros na Terra empreendem a
discussão livre e salutar sobre os caminhos da transformação humana, à luz do
Espírito Imortal. Nosso coração estará sempre onde existirem os colóquios
francos e produtivos acerca desse tema.
Sem pessimismo algum, mensurar a
condição pessoal, sem conhecimento pleno das histórias contidas em nossas
“fichas reencarnatórias”, é, quase sempre, proceder a uma análise míope das
condições espirituais autênticas que cercam nosso trajeto nos milênios. Por
isso, palpitam muitas ilusões no terreno da nossa luta reeducativa, na carne ou
fora dela. “Em princípio, o homem que se exalça, que ergue uma estátua à sua própria
virtude, anula, por esse simples fato, todo mérito real que possa ter”.
Nossas reflexões destinam-se a
uma auto-avaliação. Sem uma incursão sincera no mundo de nós próprios, a fim de
aquilatar o que somos e não somos, corremos o severo risco de repetir as
múltiplas histórias que temos acompanhado por aqui, na vida imortal, na qual o
coração bafejado pelas concepções doutrinárias acalenta uma miragem de si para
além de suas reais proporções, tendo que se olhar, sem refúgios, no “espelho da
imortalidade” amargando doloroso processo de desilusão.
Buscamos nossas inspirações em O
Evangelho Segundo Espiritismo – repositório ético para a felicidade humana e incomparável
manancial de inspiração superior – no qual encontramos inexgotável fonte de
instrução e consolo dos Bondosos Guias da Verdade, em favor dos roteiros dos
homens ante suas provas e expiações. Consideremo-lo como sendo um receituário
moral para todas as necessidades humanas na Terra.
Entregamos nossos apontamentos
com alegria aos leitores e amigos, esperançosa de que a celeste misericórdia multiplique
nossas migalhas de amor, saciando a fome da alma com bênçãos de paz e estímulo
na aquisição da consciência de si.
Atenciosamente,
Ermance Dufaux.
Belo Horizonte, 16 de fevereiro
de 2003.
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domingo, 3 de maio de 2015
PASSE DE ENERGIZAÇÃO MAIO - DIAS O4 E 05/05/2015 - 18 E 19/05/2015
LEMBRAMOS A TODOS QUE O TRATAMENTO ESPIRITUAL - PASSE DE ENERGIZAÇÃO, REALIZADO DE QUINZE EM QUINZE DIAS, PELA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO, SERÁ NOS DIAS 04/05( SEGUNDA FEIRA) 20:00 , DIA 05/05 (TERÇA FEIRA) 08:00, 18/05 (SEGUNDA FEIRA) 20:00 E 19/05 (TERÇA FEIRA) 08:00.
IMPORTANTE LEMBRAR A CHEGADA AO CENTRO MEIA HORA ANTES E ALIMENTAÇÃO LEVE DURANTE O DIA DO TRATAMENTO.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE QUARTA FEIRA (29/04) AS 16:00 - "PERDÃO DAS OFENSAS" - CAP. X DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMOS DE ALLAN KARDEC - PALESTRANTE: SUZANA DIAS
O
EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
Cap. X – Bem-Aventurados os Misericordiosos
Cap. X – Bem-Aventurados os Misericordiosos
PERDOAI
PARA QUE DEUS VOS PERDOE
“Se teu irmão pecar contra ti, vai e
corrige-o entre ti e ele somente; se te ouvir, ganhado terás o teu irmão.
Então, chegando-se Pedro a Ele, perguntou: Senhor, quantas vezes poderá pecar
meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes?
Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete
vezes”.
Esta passagem é por demais conhecida entre os
estudiosos do Cristianismo e mostra a necessidade do homem em compreender o
procedimento correto para executá-lo, mesmo em relação as coisas morais.
O valoroso discípulo queria aprender a perdoar.
Pedro reporta-se ao pensamento místico da época, cabalístico, e quer,
ingenuamente confirmar com Jesus se determinada quantidade de atitudes elevadas
atingiria o efeito moral desejado.
Ainda hoje esse pensamento mágico permeia o
comportamento do homem.
Entretanto a teoria do conhecimento mostra que a
aquisição do saber obedece a Leis Naturais.
Nos bancos escolares, primários, as crianças,
depois de dominarem as funções da motricidade, repetindo exaustivamente traços
e figuras geométricas simples, são conduzidas a um novo estágio do aprendizado.
Desenham as letras, entendem-nas, depois as ligam formando palavras e
posteriormente frases. Assimiladas essas fases, a escrita e a leitura se dão
automaticamente, sem esforço intelectivo.
O mesmo método ocorre com os números. As
operações matemáticas são efetuadas mentalmente depois de passarem por esse
processo de assimilação gradativa.
Essa Lei, a Lei do Aprendizado, que atua
perenemente nos processos evolutivos do ser.
Nos reinos anteriores ao hominal, pela forças
das Leis Materiais o princípio inteligente, que “intelectualiza a
matéria”, (2) por bilhões de anos, assimila
comportamentos e funções orgânicas. Forma assim seu veículo
fisiopsicossomático; que tem autonomia.
No reino hominal, portadores da palavra, do
pensamento contínuo, da razão e da vontade, entregues a si mesmos quanto as
necessidades evolutivas, o homem haure intuitivamente os estímulos que lhe
direcionam as tendências e objetivos novos de crescimento.
As primeiras execuções desses estímulos não
atendem ao almejado. A dor comparece como mediadora e reparadora. Indica-lhe o
melhor caminho. Paulatinamente, pela repetição, ao atender a Lei de Amor, ao
produzir para o bem geral, a conquista se dá automatizando a nova aptidão e
virtude.
Incorporada a conquista a mente se libera para
um novo avanço, agora munida dos novos recursos que se manifestarão em forma de
intuição, iniciando-se novo ciclo.
O Cristo ao revelar a todos nós através de Pedro
da necessidade de perdoar infinitamente, além de ensinar o homem a se desligar
das sintonias mentais mórbidas e do misticismo primitivo, faz ver que mesmo
para as aquisições morais o homem se insere na Lei do Aprendizado e sente a
necessidade de iniciativa e atividade de sublimação.
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quarta-feira, 22 de abril de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE AMANHÃ, QUINTA FEIRA, DIA 23/04/2015, AS 20:00 - PLENIFICAÇÃO INTERIOR, do Livro: O HOMEM INTEGRAL pelo Espírito Joanna de Angelis - PALESTRANTE: Dilson Moura
SÉTIMA PARTE
PLENIFICAÇÃO INTERIOR
28
Problemas sexuais
Herança animal predominante em a natureza humana, o instinto de
reprodução da espécie exerce um papel de fundamental importância no
comportamento dos seres. Funcionando por impulsos orgânicos nos irracionais,
expressa-se como manifestação propiciatória à fecundação nos ciclos orgânicos,
periódicos, em ritmos equilibrados de vida.
No homem, face ao uso, que nem sempre obedece à finalidade precípua da
perpetuação das formas, experimenta agressões e desvios que o desnaturam,
tornando-se, o sexo, fator de desditas e problemas da mais variada expressão.
Face à sensação de prazer que lhe é inata, a fim de atrair os parceiros
para a comunhão reprodutora, torna-se fonte de tormentos que delineiam o futuro
da criatura.
Considerando-se a força do impulso sexual, no comportamento psicológico
do homem, as disjunções orgânicas, a configuração anatômica e o temperamento
emocional tornam-se de valor preponderante na vida, no inter-relacionamento
pessoal, na atitude existencial de cada qual.
A sua carga compressiva, no entanto, transfere-se de uma para outra
existência corporal, facultando um uso disciplinado, corretor, em injunções
específicas, que por falta de esclarecimento leva o indivíduo a uma ampla gama
de psicopatologias destrutivas na área da personalidade.
Com muita razão, Alice Bailey afirmava, diante dos fenômenos de
alienação mental, que eles podem ser “... de natureza psicológica,
hereditários por contatos coletivos e cármicos”. Introduzia, então, o conceito
cármico, na condição de fator desencadeante das enfermidades a expressar-se nas
manifestações da libido, de relevante importância nos estudos freudianos.
O conceito, em torno do qual o homem
é um animal sexual, peca,
porém, pelo exagero.
Naturalmente, as heranças atávicas impõem-lhe a força do instinto sobre
a razão, levando-o a estados ansiosos como depressivos. Todavia, a necessidade
do amor é-lhe superior. Por falta de uma equilibrada compreensão da
afetividade, deriva para as falazes sensações do desejo, em detrimento das
compensações da emoção.
Mais difícil se apresenta um saudável relacionamento afetivo do que o
intercurso apressado da explosão sexual, no qual o instinto se expressa,
deixando, não poucas vezes, frustração emocional.
Passados os rápidos momentos da comunhão física, e já se manifestam a
insatisfação, o arrependimento, os conflitos perturbadores...
A falta de esclarecimento, no passado, em torno das funções do sexo, os
mistérios e a ignorância com que o vestiram, desnaturaram-no.
A denominada revolução sexual dos
últimos tempos, igualmente, ao demitizá-lo, abriu espaços de promiscuidade para
os excessivos mitos do prazer, com a conseqüente desvalorização da pessoa, que
se tornou objeto, instrumento de troca, indivíduo descartável, fora de qualquer
consideração, respeito ou dignidade.
A sociedade contemporânea sofre, agora. os efeitos da liberação sem
disciplina, através da qual a criatura vive a serviço do sexo, e não este para
o ser inteligente, que o deve conduzir com finalidades definidas e
tranqüilizadoras.
As aberrações se apresentam, neste momento, com cidadania funcional,
levando os seus pacientes a patologias graves que alucinam, matam e os levam a
matar-se.
A consciência deve dirigir a conduta sexual de cada indivíduo, que lhe
assumirá as conseqüências naturais.
Da mesma forma que uma educação castradora é responsável por inúmeros
conflitos, a liberativa em excesso abre comportas para abusos injustificáveis e
de lamentáveis efeitos no psiquismo profundo.
A vida se mantém sob padrões de ordem, onde quer que se manifeste. Não
há, aí, exceção para o comportamento do homem. Por esta razão, o uso indevido
de qualquer função produz distúrbios, desajustes, carências, que somente a educação
do hábito consegue harmonizar.
Afinal, o homem não é apenas um feixe de sensações, mas, também, de
emoções, que pode e deve canalizar para objetivos que o promovam, nos quais
centralize os seus interesses, motivando-o a esforços que serão compensados
pelos resultados benéficos.
Exclusão feita aos portadores de enfermidades mentais a se refletirem na
conduta sexual, o pensamento é portador de insuspeitável influência, no que
tange a uma salutar ou desequilibrada ação genésica.
o mesmo fenômeno ocorre nas
mais diferentes manifestações da vida humana. Mediante o seu cultivo, eles se
exteriorizam no comportamento de forma equivalente.
A vida, portanto, saudável, na área do sexo, decorre da educação mental,
da canalização correta das energias, da ação física pelo trabalho, pelos
desportos, pelas conversações edificantes que proporcionam resistência contra
os derivativos, auxiliando o indivíduo na eleição de atitudes que proporcionam
bem-estar onde quer que se encontre.
As ambições malconduzidas, toda frustração decorrente do querer e não
poder realizar, dão nascimento ao conflito. O conflito, por sua vez, quando não
eqüacionado pela tranqüila aceitação do fato, sobrepondo a identidade real ao
ego dominador e insaciável, termina por gerar neuroses. Estas, sustentadas
pela insatisfação, transmudam-se em paranóia de catastróficos resultados na
personalidade.
Considerado na sua função real e normal, o sexo é santuário da vida, e
não paul de intoxicação e morte.
Estimulado pelo amor, que lhe tem ascendência emocional, propicia as
mais altas expressões da beleza, da harmonia, da realização pessoal; acalma,
encoraja para a vida, tornando-se um dínamo gerador de alegrias.
Os problemas sexuais se enraízam no espírito, que se aturde com o
desregramento que impõe ao corpo, exaurindo as glândulas genésicas e
exteriorizando-se em funções incorretas, que se fazem psicopatologias graves,
a empurrar a sua vítima para os abismos da sombra, da perversidade e do crime.
A liberação das distonias sexuais, mais perturbam o ser, que se
transfere de uma para outra sensação com sede crescente, mergulhando na
promiscuidade, por desrespeito e desprezo a si mesmo e, por extensão, aos
outros. A sua é uma óptica desfocada, pela qual passa a ver o mundo e as demais
pessoas na condição de portadoras dos seus mesmos problemas, só que mascaradas
ou susceptíveis de viverem aquela conduta, quando não deseja impor a sua
postura especial como regra geral para a sociedade.
Sob conflito psicológico, o portador de problema sexual, ou de outra
natureza, não se aceita, fugindo para outros comportamentos dissimuladores; ou
quando se conscientiza e resolve-se por vivê-lo, assume feição chocante, agressiva, como uma forma de enfrentar
os demais, de maneira antinatural, demonstrando que não o digeriu nem o
assimilou.
Toda exibição oculta um conflito de timidez ou inconformação, de
carência ou incapacidade.
Uma terapia psicológica bem cuidada atenua o problema sexual, cabendo ao
paciente fazer uma tranqüila auto-análise, que lhe faculte viver em harmonia
com a sua realidade interna, nem sempre compatível com a sua manifestação externa.
Não basta satisfazer o sexo — toda fome e sede, de momento, saciadas,
retornam, em ocasião própria — mas, harmonizar-se, emocionalmente, vivendo em
paz de consciência, embora com alguma fome perfeitamente suportável, ao invés
do constante conflito da insatisfação decorrente da imaginação fértil, que
programa prazeres contínuos e elege companhias impossíveis de conseguidas em
qualquer faixa sexual que se estagie.
Ninguém se sente pleno, no mundo, acreditando-se haver logrado tudo
quanto desejava.
A aspiração natural e calma para atingir um próximo patamar, faz-se
estímulo para o progresso do indivíduo e da sociedade.
Os problemas sexuais, por isto mesmo, devem ser enfrentados sem
hipocrisia, nem cinismo, fora de padrões estereotipados por falsa moralidade,
tampouco levados à conta de pequeno significado. São dificuldades e, como tais,
merecem consideração, tempo e ação especializada.
29
Relacionamentos perturbadores
Os indivíduos de temperamento neurótico, tornam-se incapazes de manter
um relacionamento estável. Pela própria constituição psicológica, são
perturbadores de afetividade obsessiva e, porque inseguros, são desconfiados,
ciumentos, por conseqüência depressivos ou capazes de inesperadas irrupções de
agressividade.
Os conflitos de que são portadores os levam a uma atitude
isolacionista, resultado da insatisfação e constante irritabilidade contra
tudo e todos. Crêem não merecer o amor de outrem e, se tal acontece, assumem o
estranho comportamento de acreditar que os outros não lhes merecem a afeição,
podendo traí-los ou abandoná-los na primeira oportunidade. Quando se vinculam,
fazem-se absorventes, castradores, exigindo que os seus afetos vivam em
caráter de exclusividade para eles. São, desse modo, relacionamentos
perturbadores, egocêntricos.
O amor é uma conquista do espírito maduro, psicologicamente
equilibrado; usina de forças para manter os equipamentos emocionais em
funcionamento harmônico. E uma forma de negação
de si mesmo em autodoação plenificadora. Não se escora em suspeitas, nem
exigências infantis; elimina o ciúme e a ambição de posse, proporcionando
inefável bem-estar ao ser amado que, descomprometido com o dever de
retribuição, também ama. Quando, por acaso, não correspondido, não se magoa nem
se irrita, compreendendo que o seu e o objetivo de doar-se, e não de exigir.
Permite a liberdade ao outro, que a si mesmo se faculta, sem carga de ansiedade
ou de compulsão.
Quando estas características estão ausentes, o amor é uma palavra que
veste a memória condicionada da sociedade, em torno dos desejos lúbricos, e não
do real sentimento que ele representa.
Esse relacionamento perturbador faz da outra pessoa um objeto possuído,
por sua vez, igualmente possuidor, gerando a desumanização de ambos.
Ao dizer-se meu amigo, minha esposa, meu filho, meu companheiro,
meu dinheiro, a posse está
presente e a submissão do possuído é manifesta sem resistência, evitando
conflitos no possuidor, não obstante, em conflito aquele que se deixa possuir,
até o momento da indiferença, por saturação, desinteresse, ou da reação, do
rompimento, transformando-se o afeto-posse em animosidade, em ódio.
Necessária uma nova conduta e para isto a psicologia profunda se torna o estudo de uma nova linguagem libertadora.
A palavra é um símbolo que veste a idéia; por sua vez, formulação de
pensamento, que se torna uma memória acumulada e retorna quando se deseja
vesti-lo.
A memória da sociedade adicionou
conceitos sobre o amor e o relacionamento, estabelecendo sinais que os
caracterizam, sem que auscultasse as suas estruturas psicológicas despidas de
símbolos.
O homem deve comprometer-se ao autodescobrimento, para ser feliz,
identificando seus defeitos e suas boas qualidades, sem autopunição, sem
autojulgamento, sem autocondenação.
Pescá-los, no mundo íntimo, e eliminar aqueles que lhe constituem
motivos de conflitos, deve ser-lhe a meta... Não se sentir feliz ou
desventurado, porém empenhar-se por atenuar as manifestações primitivas de
agressividade e posse, desenvolvendo os valores que o equipem de harmonia,
vivendo bem cada momento, sem projetos propiciadores de conflitos em relação ao
futuro ou programas de reparação do passado.
Simplesmente deve renovar-se sempre para melhor, agindo com correção,
sem consciência de culpa, sem autocompaixão, sem ansiedade. Viver o tempo com
dimensão atemporal, em entrega, em confiança, em paz.
Pode-se dizer que, no amor, quando alguém se identifica com a pessoa a
quem supõe amar, esta, apenas, realizando um ato de prolongamento de si mesmo, portanto, amando-se, e não à outra
pessoa. Esta identificação se baseia na memória do prazer e da dor, das
alegrias e dos insucessos, portanto, amando o passado e as suas concessões, e
não a pessoa em si, neste momento, como é. É habitual dizer-se: “— Amo, porque
ela (ou ele) tem compartido da minha vida, das minhas lutas; ajudou-me, sofreu
ao meu lado, etc.”
O sentimento que predomina aí é o de gratidão, e gratidão,
infelizmente, não é amor, é reconhecimento que deve retribuir, compensar,
quando em verdade, o amor é só doação.
Imprescindível, assim, uma nova
linguagem que rompa com o atavismo, com a memória da sociedade, acumulada de símbolos, falsos uns, e
inadequados outros.
Os relacionamentos humanos tornam-se, portanto, perturbadores,
desastrosos, por falta de maturidade psicológica do homem, em razão, também,
dos seus conflitos, das suas obsessões e ansiedades.
Graças ao autoconhecimento ele adquire confiança, e os seus conflitos
cedem lugar ao amor, que se transforma em núcleo gerador de alegria com alta
carga de energia vitalizadora.
O amor, porém, entre duas ou mais pessoas somente será pleno, se elas
estiverem no mesmo nível.
A solução, para os relacionamentos perturbadores, não éa separação, como
supõem muitos.
Rompendo-se com alguém, não pode o indivíduo crer-se livre para um
outro tentame, que lhe resultaria feliz, porqüanto o problema não é a da
relação em si, mas do seu estado íntimo, psicológico. Para tanto, como forma de
equacionamento, só a adoção do amor com toda a sua estrutura renovadora,
saudável, de plenificação, consegue o êxito almejado, porqüanto, para onde ou
para quem o indivíduo se transfira, conduzirá toda a sua memória social, o seu comportamento e
o que é.
Desse modo, transferir-se não resolve problemas. Antes, deve
solucionar-se para trasladar-se, se for o caso, depois.
30
Manutenção de propósitos
O homem é um ser muito complexo. Somatório das suas experiências
passadas tem, no inconsciente, um
completo arquivo da raça, da cultura, das tradições que lhe influem no
comportamento.
Por outro lado, a educação, os hábitos, os fenômenos psicológicos e
fisiológicos estão a alterá-lo a cada momento.
Do acúmulo destes valores resultam-lhe as aspirações, as tendências e
anseios, seus conflitos, ansiedades e realizações.
O inconsciente, como efeito, está sempre a ditar-lhe o que fazer e o que a realizar, inclinando-o numa ou
noutra direção. Todavia, o mecanismo essencial da Vida impulsiona-o para o
progresso, para a evolução, mediante os programas de autoburilamento, de
orientação, de trabalho...
O resultado natural deste processo é uma mente confusa, buscando
claridade; são problemas psicológicos, aguardando solução.
Torna-se-lhe imperiosa a adoção de propósitos para saber o motivo da
confusão mental e entender os problemas, antes que tentar solucioná-los
superficialmente, deixando em aberto novas dificuldades deles decorrentes.
A solução de agora pode satisfazê-lo por momentos, porém se não são
entendidos, eles retornam por outro processo, permanecendo na condição de
conflitos a resolver.
Para que se mantenha o propósito de entendimento de si mesmo e da Vida,
faz-se necessário um percebimento integral
de cada fato, sem julgamento, sem compaixão, sem acusação.
Examiná-lo com imparcialidade, na sua condição de fato que é, com uma
mente inocente, sem passado,
sem futuro, apenas presente, mediante uma honesta compreensão, é a forma
segura de o entender, portanto, de o perceber e digeri-lo convenientemente, sem
dar margem a novos comprometimentos. Sem tal experiência se está tentando
burlar a mente, qual se deseje saber por palavras o que se passa em algum
lugar, sem interesse de ir-se lá, de conhecer-se pessoalmente.
Esta é uma conduta de quem somente busca informação sem interesse pelo
conhecimento real, desde que se nega ao esforço do deslocamento até o lugar em
pauta.
O entendimento de si mesmo, a fim de encontrar as raízes dos problemas,
para extirpá-los, exige uma energia permanente, um propósito perseverante,
mantidos com inteireza moral e psicológica. Em caso contrário, desejam-se
apenas, informações verbais, sem mais profundas conseqüências.
Todos os problemas existentes no homem, dele mesmo procedem, das suas
complexidades, da dominação do seu ego.
Normalmente, em razão do próprio passado, as tentativas de manter os
propósitos de autoconhecimento, sem acumulação de dados especulativos, mas de
real identificação de si mesmo, redundam em insucesso pela falta de
perseverança, pelo desânimo diante das dificuldades do começo da empresa e
pelo desinteresse de libertar-se dos conflitos.
O homem se queixa que o autoconhecimento exige despesa de energia face
ao desgaste que o esforço provoca. Talvez não seja necessária uma luta como a
que se trava em outras atividades. A manutenção dos conflitos produz muito mais
consumpção de forças. Basta uma atitude de desvalorização dos problemas, como
quem deixa cair um fardo simplesmente, ao invés de empenhar-se por atirá-lo
fora.
A manutenção dos propósitos de renovação e de auto-aprimoramento é
resultado de uma aceitação normal e de todo momento, da necessidade de
autodescobrir-se, morrendo para
as constrições e ansiedades, os medos e rotinas do cotidiano. Desta ação
consciente, de que se impregna, o homem se plenifica interiormente, sem
neurose ou outros quaisquer fenômenos psicóticos, perturbadores da
personalidade e da vida.
31
Leis cármicas e felicidade
Nas experiências psicológicas de amadurecimento da personalidade, na
busca da plenitude, a incerteza é indispensável, pois que ela fomenta o
crescimento, o progresso, significando insatisfação
pelo já conseguido.
A certeza significaria,
neste sentido, a cessação de motivos e experiências, que são sempre
renovadores, facultando a ampliação dos horizontes do ser e da vida.
Graças à incerteza, que não representa falta de fé, os erros são mais
facilmente reparáveis e os êxitos mais significativos. Ela ajuda na
libertação, pois que a presença do apego, no sentimento, gera a dor, a
angústia. Este último, que funciona como posse algumas vezes, como sensação de
segurança e proteção noutras ocasiões, desperta o medo da perda, da solidão, do
abandono.
A verdadeira solidão — a mente estar livre, descomprometida, observando
sem discutir, sem julgar — é um estado de virtude — nem memória conflitante do
passado, nem desespero pelo futuro não delineado — geradora de energia, de
coragem.
Normalmente, o medo da solidão é o fantasma do estar sozinho, sem
ninguém a quem submeter ou a quem submeter-se.
A insegurança porque se está a sós assusta, como se a presença de outra
pessoa pudesse evitar os fenômenos automáticos de transformação interna do ser
— fisiológica e psicologicamente — impedindo os acontecimentos desagradáveis
ou a morte.
É necessário que o homem aprenda a viver com a sua solidão — ele que é
um cosmo miniaturizado, girando sob a influência de outros sistemas à sua volta
— com o seu silêncio criativo, sem tagarelice, liberando-se da consciência de culpa, que lhe vem do
passado.
Destinado à liberdade plena, encontra-se encurralado pelas lembranças
arquivadas nos painéis do inconsciente — sua memória perispiritual — que lhe
põem algemas em forma de ansiedade, de fobias, de conflitos.
Mesmo quando os fatores da vida se lhe apresentam tranqüilizadores,
evade-se do presente sob suspeitas injustificáveis de que não merece a felicidade, refugiando-se
no possível surgimento de inesperados sofrimentos.
A felicidade relativa é possível e se encontra ao alcance de todos os
indivíduos, desde que haja neles a aceitação dos acontecimentos conforme se
apresentam. Nem exigências de sonhos fantásticos, que não se corporificam em
realidade, tampouco o hábito pessimista de mesclar a luz da alegria com as
sombras densas dos desajustes emocionais.
As heranças do passado espiritual ressumam em manifestações cármicas,
que devem ser enfrentadas naturalmente por fazerem parte da vida, elementos
essenciais que são constitutivos da existência.
Como decorrência de uma vida anterior dissoluta, surgem os conflitos,
as castrações, os tormentos atuais, da mesma forma, como efeito do uso adequado
das funções se apresentam as bênçãos de plenificação.
As leis cármicas, que são o resultado das ações meritórias ou
comprometedoras de cada indivíduo, geram, na economia evolutiva de cada um,
efeitos correspondentes, estabelecendo a ponderabilidade da Divina Justiça,
presente em todos os fenômenos da Natureza e da Criação.
O fatalismo cármico da evolução é a felicidade humana, quando o ser,
depurado e livre, sentir-se perfeitamente integrado na Consciência Cósmica.
A sua marcha, embora as aparências dissonantes de alegria e tristeza,
de saúde e doença, está incursa no processo das conquistas que lhe cumpre
realizar, passo a passo, com dignidade e com iguais condições delegadas aos
seus semelhantes, sem protecionismos vis ou punições cerceadoras Indevidas,
que formaram os arquétipos de privilégio e recusa latentes em muitos.
A resolução para ser feliz rompe as amarras de um carma negativo, face
ao ensejo de conquistar mérito através das ações benéficas e construtivas,
objetivando a si mesmo, o próximo e a sociedade.
Nenhum impedimento na vida à felicidade.
Uma resignação dinâmica ante o infortúnio — a naturalidade para
enfrentar o insucesso negando-se a que interfiram no estado de bem-estar
íntimo, que independe de fatores externos — realiza a primeira fase do estágio
feliz.
O amadurecimento psicológico, a visão correta e otimista da existência
são essenciais para adquirir-se a felicidade possível.
Na sofreguidão da posse, o homem supÕe que o apego às coisas, a
disponibilidade de recursos, a ausência de problemas são os fatores básicos da
felicidade e, para tanto, se empenha com desespero.
Ao desfrutar deles, porém, dá-se conta que não se encontra ditoso,
embora confortado, porque é no seu mundo íntimo, de satisfação e lucidez em
torno das finalidades da vida, que estão os valores da plenitude.
As leis cármicas são a resposta para que alguns indivíduos fruam hoje o
que a outros falta, ao mesmo tempo são a esperança para aqueles que lutam e
anelam, acenando-lhes a Possibilidade próxima de aquisição dos elementos que
felicitam.
Idear a felicidade sem apego e insistir para consegui-la; trabalhar as
aspirações íntimas, harmonizando-as com os limites do equilíbrio; digerir as ocorrências desagradáveis
como parte do processo; manter-se vigilante, sem tensões nem receios e se dará
o amadurecimento psicológico, liberativo dos carmas de insucesso, abrindo
espaço para o auto-encontro, a paz plenificadora.
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Stella Maris, BA, Brasil
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