SOBRE NÓS :

VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.

MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.

Redirecionamento

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sábado, 12 de dezembro de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE DOMINGO, 13/12, AS 16:00 - DIANTE DO SENHOR DO LIVRO FONTE VIVA - PALESTRANTE: WELLINGTON BALBO


48 - Diante do Senhor

"Por que não entendeis a minha linguagem? Por não poderdes ouvir a minha palavra." - Jesus. (João, 8:43).
A linguagem do Cristo sempre se afigurou a muitos aprendizes indecifrável e estranha.
Fazer todo o bem possível, ainda quando os males sejam crescentes e numerosos.
Emprestar sem exigir retribuição.
Desculpar incessantemente.
Amar os próprios adversários.
Ajudar aos caluniadores e aos maus.
Muita gente escuta a Boa Nova, mas não lhe penetra os ensinamentos.
Isso ocorre a muitos seguidores do Evangelho, porque se utilizam da força mental em outros setores.
Crêem vagamente no socorro celeste, nas horas de amargura, mostrando, porém, absoluto desinteresse ante o estudo e ante a aplicação das leis divinas.
A preocupação da posse lhes absorve a existência.
Reclamam o ouro do solo, o pão do celeiro, o linho usável, o equilíbrio
da carne, o prazer dos sentidos e a consideração social, com tamanha
volúpia que não se recordam da posição de simples usufrutuários do mundo em que se encontram, e nunca refletem na transitoriedade de
todos os patrimônios materiais, cuja função única é a de lhes proporcionar adequado clima ao trabalho na caridade e na luz, para engrandecimento do espírito eterno.
Registram os chamamentos do Cristo, todavia, algemam
furiosamente a atenção aos apelos da vida primária.
Percebem, mas não ouvem.
Informam-se, mas não entendem.
Nesse campo de contradições, temos sempre espeitáveis
personalidades humanas e, por vezes, admiráveis amigos.
Conservam no coração enormes potenciais de bondade, contudo, a mente deles vive empenhada no jogo das formas perecíveis.
São preciosas estações de serviço aproveitável, com o equipamento, porém, ocupado em atividades mais ou menos inúteis.
Não nos esqueçamos, pois, de que é sempre fácil assinalar a linguagem do Senhor, mas é preciso apresentar-lhe o coração vazio de resíduos da Terra, para receber-lhe, em espírito e verdade, a palavra divina.

Emmanuel
psicografia de Chico Xavier

terça-feira, 21 de julho de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE TERÇA 21/07/2015 - MÚSICA "HOJE" DE RENATO RUSSO - PALESTRANTE: RENILDA CARDEAL




Hoje
Renato Russo

Deixa de lado essa pobreza
De quem insiste em julgar e explicar

Não vou poder calar meu coração
E essa saudade vem mansinha
Querendo me avisar
Acho que a gente é que é feliz

Deixa que falem
Eles não sabem
Não falo pelos outros
Só falo por mim

Ninguém vai me dizer o que senti
Acho que a gente é que é feliz

Queria ter a carta natal do universo
E ver se entendia alguma coisa
O que espero da minha vida
O que quero da minha vida

Bom tempo
Muito tempo
Acho que a gente é que é feliz
Deixa de lado essa tristeza...

terça-feira, 7 de julho de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE TERÇA (07/07) ÀS 20:00 - MÚSICA "MAIS UMA VEZ" DE RENATO RUSSO - PALESTRANTE: AMANDA BURGOS



Mais Uma Vez
Renato Russo

Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o Sol já vem

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança

Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o Sol já vem

Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança

quinta-feira, 2 de julho de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE QUINTA FEIRA (02/07) - JOÃO BATISTA NA VISÃO ESPÍRITA - PALESTRANTE: SUZY MOREAU




JOÃO BATISTA, O PRECURSOR

João Batista nasceu seis meses antes de Jesus. Era filho de Zacarias, sacerdote "da classe de Abias", um dos 24 que serviam no Templo de Jerusalém, e de Isabel, uma das "filhas de Arão". Era parente próximo de Maria de Nazaré.
Certo dia, enquanto Zacarias fazia as oferendas no Templo, foi saudado por Gabriel (Espírito) - o mesmo que anunciou a Maria o nascimento de Jesus - o qual disse que o casal teria um filho, ao qual seria dado o nome de João e que viria "preparar ao Senhor um povo bem disposto".
Zacarias não acreditou no anúncio do Espírito, por duas razões: Isabel era estéril e os dois já estavam avançados em idade. As Escrituras dizem que como castigo, Zacarias ficou mudo até a criança nascer. Mas, convenhamos, foi uma determinação providencial da Espiritualidade, afinal, se ele duvidou da comunicação, por certo que não teria uma atitude conveniente diante do fato.
O nome dele não era João Batista. Ele ficou conhecido como João, o Batista, porque batizava nas águas do Rio Jordão. Interessante notar que os judeus não tinham sobrenome. O menino era chamado "filho de fulano" (ben, em hebraico e bar, em aramaico). Exemplo: Yesua ben José; ou Yesua bar José, ou seja, Jesus filho de José. No caso de João: Yochanan (João) ben Zacarias; ou João bar Zacarias, isto é: João Filho de Zacarias.
Quando seus pais morreram, João passou a viver em um santuário essênio, tendo se iniciado em seus ensinamentos, mas os Manuscritos de Qumrã não se referem a ele. Jesus disse que Ele foi o profeta Elias, em vida anterior ("E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça") ; ("E os seus discípulos o interrogaram, dizendo:
Porque dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas. Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem. Então compreenderam os discípulos que lhes falara de João, o Batista")
João Batista pregava às margens do Rio Jordão, em Betânia, alertando para a vinda próxima do Messias e insistindo no refazimento espiritual, endireitando os caminhos morais e aprimorando os impulsos mentais com humildade e paciência.
seu batismo tinha o significado de um compromisso de mudança interior - reforma íntima, mas esclarecia que batizava com água para o arrependimento, e observava: (" ... vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcatas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito santo, e com fogo").
O batismo do Espírito - o batismo com fogo, que deve-se buscar incessantemente, é o que devemos ministrar aos nossos filhos e entes queridos, através da evangelização, à proporção que eles forem atingindo a idade que lhe permita assimilar os ensinamentos de Jesus em espírito e verdade.
Emmanuel, na resposta à questão 298 do livro O Consolador (FEB), psicografado por Francisco Cândido Xavier, esclarece: "Os espiritistas sinceros, na sagrada missão de paternidade, devem compreender que o batismo, aludido no Evangelho, é o da invocação das bênçãos divinas para quantos a eles se reúnem no instituto santificado da família".

Altamirando Carneiro - Jornal O semeador

terça-feira, 16 de junho de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE QUARTA-FEIRA (17/06) ÀS 16:00 - A PARÁBOLA DO FESTIM DE NÚPCIAS DO EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO


Parábola da Festa de Núpcias

          E respondendo Jesus, lhes tornou a falar segunda vez em parábolas, dizendo: O Reino dos Céus é semelhante a um rei, que desejando fazer as bodas a seu filho, mandou os seus servos a chamar os convidados para a bodas, mas eles recusaram ir. Enviou de novo outros servos, com este recado aos convidados: Eis aqui tenho preparado o meu banquete, os meus touros e os animais cevados estão já mortos, e tudo está pronto; vinde às bodas. Mas eles desprezaram o convite, e se foram, um para a sua casa de campo,outro para o seu tráfico. Outros porém, lançaram mão dos servos que ele enviara, e depois de os haverem ultrajado, os mataram. Mas o rei, tendo ouvido isto, se irou; e tendo feito marchar seus exércitos, acabou com aqueles homicidas, e pôs fogo à sua cidade. Então disseaos seus servos: As bodas com efeito estão aparelhadas, mas os que foram convidados não foram dignos de se acharem no banquete. Ide pois às saídas das ruas, e a quantos achardes, convidai-os para as bodas. E tenho os seus servos pelas ruas, congregaram todos os que acharam, maus e bons; e ficou cheia de convidados a sala do banquete de bodas. Entrou depois o rei para ver os que estavam à Mesa, e viu ali um homem que não estava vestido com veste nupcial. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? Mas ele emudeceu. Então disse o rei aos seus ministros: Atai-o de pés e mãos e lançai-o nas trevas exteriores: aí haverá choro e ranger de dentes. Porque são muitos os chamados e poucos os escolhidos. (Mateus, XXII: 1-4)

O incrédulo ri desta parábola, que lhe parece de uma pueril ingenuidade, pois não admite que haja tantas dificuldades para realização de um banquete, e ainda mais quando os convidados chegam a ponto de massacrar os enviados do dono da casa. “As parábolas – diz ele – são naturalmente alegorias, mas não devem passar os limites do possível”.
O mesmo se pode dizer de todas as alegorias, das fábulas mais engenhosas, se não lhes descobrimos o sentido oculto. Jesus se inspirava nas usanças mais comuns da vida, e adaptava as suas parábolas aos costumes e ao caráter do povo a que se dirigia. A maioria delas tinha por fim fazer penetrar nas massas populares a idéia da vida espiritual; e seu sentido só parece incompreensível para os que não se colocam nesse ponto de vista.
            Nesta parábola, por exemplo, Jesus compara o Reino dos Céus, onde tudo é felicidade e alegria, a uma festa nupcial. Os primeiros convidados são os judeus, que Deus havia chamado em primeiro lugar para o conhecimento da sua lei. Os enviados do rei são os profetas, que convidaram os judeus a seguir o caminho da verdadeira felicidade, mas cujas palavras foram pouco ouvidas, cujas advertências foram desprezadas, e muitos deles foram mesmo massacrados, como os servos da parábola. Os convidados que deixam de comparecer, alegando que tinham de cuidar de seus campos e de seus negócios, representam as pessoas mundanas, que, absorvidas pelas coisas terrenas, mostram-se indiferentes para as coisas celestes.
           Acreditavam os judeus de então que a sua nação devia conquistar a supremacia sobre todas as outras. Pois não havia Deus prometido a Abraão que a sua posterioridade cobriria a Terra inteira? Tomando sempre a forma pelo fundo, eles se julgavam destinados a uma dominação efetiva, no plano material.
            Antes da vinda do Cristo, com exceção dos hebreus, todos os povos eram politeístas e idólatras. Se alguns homens superiores haviam atingido a idéia da unidade divina, essa idéia entretanto permanecia como sistema pessoal, pois em nenhuma parte foi aceita como verdade fundamental, a não ser por alguns iniciados, que ocultavam os seus conhecimentos sob formas misteriosas, impenetráveis à compreensão do povo. Os judeus foram os primeiros que praticaram publicamente o monoteísmo. Foi a eles que Deus transmitiu a sua lei; primeiro através de Moisés, depois através de Jesus. Desse pequeno foco partiu a luz que devia expandir-se pelo mundo inteiro, triunfar do paganismo e dar a Abraão uma posterioridade espiritual “tão numerosa como as estrelas do firmamento”.
            Mas os judeus, embora repelindo a idolatria, haviam negligenciado a lei moral, para se dedicar à prática mais fácil do culto exterior. O mal chegara ao cúmulo: a nação, dominada pelos romanos, estava esfacelada pelas facções, dividida pelas seitas; a própria incredulidade havia atingido até mesmo o santuário. Foi então que Jesus apareceu, enviado para chamá-los à observação da lei e para abrir-lhes os novos horizontes da vida futura. Primeiros convidados ao banquete da fé universal, eles repeliram, porém, as palavras do celeste Messias, e o sacrificaram. Foi assim que perderam o fruto que deviam colher da sua própria iniciativa.
            Seria injusto, entretanto, acusar o povo inteiro por essa situação. A responsabilidade coube principalmente aos fariseus e aos saduceus, que puseram a nação a perder, os primeiros pelo seu orgulho e fanatismo, e os segundos pela sua incredulidade. São eles, sobretudo, que Jesus compara aos convidados que se negaram a comparecer ao banquete de núpcias, e acrescenta que o rei, vendo isso, mandou convidar a todos os que fossem encontrados nas ruas, bons e maus. Fazia entender assim que a palavra seria pregada a todos os outros povos, pagãos e idólatras, e que estes, aceitando-a, seriam admitidos à festa de núpcias em lugar dos primeiros convidados.

            Mas não basta ser convidado; não basta dizer-se cristão, nem tampouco sentar-se à mesa para participar do banquete celeste. E necessário, antes de tudo, e como condição expressa, vestir a túnica nupcial, ou seja, purificar o coração e praticar a lei segundo o espírito, pois essa lei se encontra inteira nestas palavras: Fora da caridade não há salvação. Mas entre todos os que ouvem a palavra divina, quão poucos são os que guardam e a aproveitam! Quão poucos se tornam dignos de entrar no Reino dos Céus! Foi por isso que Jesus disse: Muitos serão os chamados e poucos os escolhidos.

domingo, 14 de junho de 2015

Tema da doutrinária de hoje - Domingo (14/06) às 16:00 - Tema: A Lei de Amor. Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Palestrante: Adalto Carneiro




A Lei de Amor

"O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.


Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes."

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O QUE É EVANGELIZAÇÃO INFANTO JUVENIL EM UM CENTRO ESPÍRITA ? - NOSSA EVANGELIZAÇÃO INFANTIL SE DÁ TODOS OS SÁBADOS DAS 09:00 AS 10:30



[…] educar uma criança e um jovem à luz do Espiritismo

é semear luz pelos caminhos do futuro…

Evangelização Espírita Infantojuvenil é toda a atividade voltada ao estudo da Doutrina Espírita e à vivência do Evangelho de Jesus junto à criança e ao jovem.

Sua ação visa:

– promover a integração do evangelizando consigo mesmo, com o próximo e com Deus;

– proporcionar o estudo da lei natural que rege o Universo e da “natureza, origem e destino dos Espíritos bem como de suas relações com o mundo corporal” (Allan Kardec, O que é o Espiritismo, Preâmbulo); e

– oferecer ao evangelizando a oportunidade de perceber-se como ser integral, crítico, consciente,  participativo, herdeiro de si mesmo, cidadão do Universo, agente de transformação de seu meio, rumo à toda perfeição de que é suscetível. (Cecília Rocha e equipe. Currículo para as Escolas de Evangelização Espírita Infantojuvenil. 4. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011.)

Na Instituição Espírita, a atividade de Evangelização abrange as aulas de evangelização espírita, momento especial de convivência, aprendizado, reflexão, compartilhamento de experiências e construção de vínculos de amizade e de fraternidade entre as crianças e os jovens frequentadores.

A ação evangelizadora envolve, ainda, pais e familiares, convidando-os a participarem de grupos ou reuniões voltados ao estudo de temas relacionados à vida em família, fundamentados à luz da Doutrina Espírita.

A relevância da tarefa é destacada por vários benfeitores espirituais, dentre eles, Guillon Ribeiro2, ao afirmar que “é imperioso se reconheça na evangelização das almas tarefa da mais alta expressão na atualidade da Doutrina Espírita”; e Vianna de Carvalho1, ao sintetizar que:

 […] à Evangelização Espírita Infantojuvenil cabe a indeclinável tarefa educacional de preparar os futuros cidadãos desde cedo, habilitando-os com as sublimes ferramentas do conhecimento e do amor para o desempenho dos compromissos que lhes cumprirá atender, edificando a nova sociedade do amanhã.

 1Vianna de Carvalho (Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 26 de fevereiro de 2007, em Miami, Fla. USA. Fonte: Apostila Entrevista com o Espírito Vianna de Carvalho, FEB, 30 anos da Campanha de Evangelização Espírita Infantojuvenil)

2Guillon Ribeiro (Página recebida em 1963, durante o 1o Curso de Preparação de Evangelizadores — CIPE, realizado pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo, pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

O QUE SÃO REUNIÕES MEDIÚNICAS EM UM CENTRO ESPÍRITA ?


São reuniões privativas, com portas chaveadas, comumente realizadas uma vez na semana, sempre no mesmo dia e horário, em local da Casa Espírita onde sejam possível garantir o silêncio respeitável e a harmonia vibratória, com número reduzido de participantes, previamente indicados para este gênero de atividade espírita.
Os participantes da reunião mediúnica são: dirigente e substituto; médiuns com mediunidade ostensiva (psicofônicos, psicógrafos, videntes, audientes, etc.); médiuns esclarecedores; equipe de apoio (passe, irradiações, prece).
As comunicações dos Espíritos devem ocorrer de forma espontânea, segundo programação determinada pelos mentores espirituais.
A reunião mediúnica apresenta, em geral, as seguintes etapas;
1. Fase preparatória:
– Leitura introdutória de página evangélico-doutrinária, sem comentários.
– Prece de abertura da reunião: clara, objetiva, simples e concisa.
– Leitura e breve comentário de trecho de O Evangelho segundo o Espiritismo, ou estudo de obra espírita, relacionada à mediunidade, por tempo que não exceda 30 minutos.
2. Fase de manifestação dos Espíritos
– Momento mais importante da reunião, caracterizada pela manifestação mediúnica dos Espíritos e pelo esclarecimento de Entidades sofredoras, pelo diálogo. O Tempo destinado a essa fase é de, no máximo, 60 minutos.
– Pode ocorrer, ou não, manifestação de um benfeitor espiritual.
3. Fase de encerramento
– Reserva-se alguns minutos para irradiações ou vibrações mentais, gerais e/ou específicas, concedendo aos médiuns oportunidade para se refazem do transe mediúnico.
– Prece final, semelhante a inicial.
– Avaliação da reunião: momento em que os participantes relatam suas impressões e percepções, oferecendo, assim, subsídios à melhoria contínua do trabalho. Trata-se de uma avaliação restrita ao grupo, evitando-se comentários fora da reunião para pessoas que não fazem parte da equipe.


Fonte: Federação Espírita Brasileira



domingo, 17 de maio de 2015

quarta-feira, 6 de maio de 2015

ATIVIDADE SOCIAL DESENVOLVIDA PELA ESCOLA DA DOUTRINA - ENTREGA DE CESTAS BÁSICAS, FESTEJA O "DIA DAS MÃES" !

A ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ FESTEJOU HOJE O "DIA DAS MÃES", APÓS A DOUTRINÁRIA, NO MOMENTO DA ENTREGA DAS CESTAS BÁSICAS...MUITA AMOROSIDADE...

A DECORAÇÃO...

LANCHE DOADO POR TRABALHADORES E FREQUENTADORES DA CASA...

LEMBRACINHAS....

MAMÃES COM SEUS FILHOTES...
DOUTRINÁRIA...

TRABALHADORES BRINCANDO COM OS FILHOTES ENQUANTO PAIS ASSISTEM A DOUTRINÁRIA...



ENTREGA LEMBRACINHAS...

SERVINDO O LANCHE...

domingo, 12 de abril de 2015

ESCLARECENDO SOBRE O QUE É UMA DOUTRINÁRIA NO CENTRO ESPÍRITA...

SALÃO DOUTRINÁRIO DA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ
“Reunião Doutrinária” em um Centro Espírita são encontros que propagam os ensinamentos de Jesus Cristo, pautado nos princípios cientifico-filosófico-religioso (Doutrina) de Allan Kardec, através de palestras, seminários.
Doutrina é definida como um conjunto de princípios que servem de base a um sistema, que pode ser literário, filosófico, político e religioso.

Doutrina está sempre relacionado à disciplina, a qualquer coisa que seja objeto de ensino, e pode ser propagada de várias maneiras, através de pregações, opinião de pessoas conhecidas, ensinamentos, textos de obras, e até mesmo através da catequese, como uma forma de doutrina do Espiritismo.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

ESCLARECENDO SOBRE A PRÁTICA ESPÍRITA...



Tendo em vista que comumente surgem informações relacionando a Doutrina Espírita com as atividades de jogos de tarô, cartas, quiromancia e outras, a Federação Espírita Brasileira esclarece como se desenvolve a prática espírita:
* Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: “Dai de graça o que de graça recebestes”.
* A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade.
* O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
* O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.
* A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem.
* Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
* O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social.  Reconhece, ainda, que “o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza”.

Fonte: Federação Espírita Brasileira

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O Que é o Passe Espírita?


Para o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra passe apresenta vários significados, entre outros, é o “ato de passar as mãos repetidas vezes por diante ou por cima de pessoa que se pretende magnetizar ou curar pela força mediúnica.”[1]
O Dicionário de Parapsicologia, Metapsíquica e Espiritismo conceitua passes como sendo movimentos com as mãos, feitos pelos médiuns passistas, nos indivíduos com desequilíbrios psicossomáticos ou apenas desejosos de uma ação fluídica benéfica. (…) Os passes espíritas são uma imitação dos passes hipnomagnéticos, com a única diferença de contarem com a assistência, invocada e sabida, dos protetores espirituais.” [2]
O Espiritismo oferece uma visão mais abrangente do assunto que, resumidamente, podemos assinalar assim:
·         Passe é uma transmissão conjunta, ou mista, de fluidos magnéticos – provenientes do encarnado –  e de fluidos espirituais – oriundos dos benfeitores espirituais, não devendo ser considerada uma simples transmissão de energia animal (magnetização).
·         A aplicação do passe tem como finalidade auxiliar a recuperação de desarmonias físicas e psíquicas, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos; equilibrar o funcionamento de células e tecidos lesados; promover a harmonização do funcionamento de estrutura  neurológicas que garantem o estado de lucidez mental e intelectual do indivíduo.
·         O passe é, usualmente, transmitido pelas mãos, mas também pode ser feito pelo olhar, pelo sopro ou, à distância, por intermédio das irradiações mentais.
·         A transmissão e a recepção do passe guarda relação com o poder da vontade de quem doa as energias benéficas e de quem as recebe.
·         A cura verdadeira das doenças está relacionada ao processo de reajuste do Espírito, que pode  extrapolar o limite de tempo de uma reencarnação, sendo o passe apenas um instrumento de auxílio.
·         Para prevenir-se contra enfermidades ou perturbações, não previstas na Lei de Causa e Efeito,  é necessário que a pessoa defina e siga uma programação de melhoria moral, de esclarecimento espiritual.
Para Emmanuel, assim (…) como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais.[3]

Referências
HOUAISS, Antônio e Villar, Mauro de Salles. Dicionário Houaiss da Língua Rio de Janeiro: Editora Objetiva. 2009.
PAULA, João Teixeira. Dicionário Parapsicologia, Metapsíquica e Espiritismo. Volume III. São Paulo:Banco Cultural Brasileiro Editora, 1970.
XAVIER, Francisco Cândido.  O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 28ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 2008.
[1] Francisco Cândido Xavier. O Consolador, questão 99, pág. 84.
[2] João Teixeira de Paula. Dicionário  de Parapsicologia, Metapsíquica e Espiritismo, pág. 57.
[3] Antonio Houaiss. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, pág. 1.443.

Fonte: Feeb

quinta-feira, 12 de março de 2015

Fundamentos espíritas para a vivência do sagrado – A organização das atividades de templo do centro espírita


A organização das atividades de templo do centro espírita –

A Cosmovisão Espírita estruturou-se a partir da noção de Deus, Causa Primária Universal, Gênese e Destinação da Criação. Propõe como lei moral primeira a Lei da Adoração. Assim, assegura-se uma progressiva realização do ideal descrito pelo apóstolo Paulo, em mensagem a Allan Kardec, de fazer da vida uma gravitação em torno de Deus. Ou nos permite compreender e aproximar-se de nosso finalismo: tornar-se espírito de 1ª. ordem, executando os desígnios divinos como co-criadores universais, conforme encontra-se exarado em O Livro dos Espíritos. A vida centrada em Deus é também uma revivescência dos ideais evangélicos explicitados nas máximas do Cristo: sede perfeitos como perfeito é o Pai Celestial; eu e o Pai somos um; está escrito: vós sois deuses; Deus deve ser adorado em Espírito e Verdade. O Reino de Deus está em vosso interior.  Assim podemos afirmar que  a finalidade primordial de existência é a aquisição de uma consciência  do Criador e da natureza divina da criatura. Nestes termos compreendemos  o sagrado e sua importância para alcançarmos a plenitude.

- Nas atividades de divulgação espírita a instituição destaca a importância de focarmos nossa vida na realização divina, de buscarmos as experiências do sagrado e de subordinarmos a existência à vontade perfeita  de Deus?

 Os estudos espirituais posteriores à Codificação, como por exemplo, as lições do Instrutor Calderaro, na obra no Mundo Maior, abaixo citado entre aspas, detalharam nossa psique, para efeitos didáticos, em três instâncias: o subconsciente ou “a residência de impulsos automáticos simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados”; o consciente onde “localizamos o domicílio das conquistas atuais” ; o superconsciente  ou “a casa das noções superiores indicando eminências que nos competem atingir”. No primeiro moram o hábito e o automatismo; no segundo residem o esforço e a vontade; no último estão o ideal e a meta superior.  Para que ocorra o desenvolvimento psíquico adequado é necessário que a psique se equilibre “valendo-se das conquistas passadas para orientar os serviços presentes e amparando-se, ao mesmo tempo, na esperança que flui, da fonte superior do idealismo elevado; através desta fonte ela pode captar do plano divino as energias restauradoras assim construindo o futuro edificante. Destes ensinos derivamos a noção de que os anseios religiosos mais avançados, no momento evolutivo atual, são expressões inerentes ao superconsciente, usualmente pouco utilizado e, por este motivo, privamo-nos do mais rico manancial de energias.

Faz parte dos objetivos de sua instituição estimular a tomada de consciência dos ideais mais elevados,  nas práticas exercidas, tornando, cada uma delas, um momento de captação do plano divino de energias restauradoras?

A oração é reconhecida universalmente como a atitude de busca do sagrado ou da comunhão com Deus. Sabemos pelos informes espirituais que através dela podemos pedir, agradecer e louvar.  Sua  potência  e seus  resultados variam  conforme o grau de “expansão íntima da alma para Deus”, assevera Léon Denis. Assim pode variar desde um débil balbuciar de palavras sem convicção, um repetir mecânico de frases decoradas,  ou “uma elevação acima de todas as coisas terrestres, um ardente apelo à potências superiores”. Neste último caso o efeito é de um banho fluídico reconfortante e regenerador e uma percepção ampliada do Invisível, das harmonias celestiais.  Pedir e agradecer constituem um aprendizado pois para que a resposta seja obtida é preciso solicitar o estritamente necessário, realizar seu próprio esforço contributivo para a obtenção, aguardar com fé e paciência. Mais difícil ainda é adentrar no clima do louvor, considerado uma entrega a Deus e Sua vontade Perfeita em estado de alegria genuína, quando a alma independe das circunstâncias, e vive cada vez mais intensamente experiências de bem-aventurança.  O ato de orar, pode, portanto, ser motivo de aprendizagem específica.

Em seus trabalhos espíritas,  há  espaço apropriados  e tempo destinados  à aprendizagem específica do ato de orar a exemplo  de círculos de oração como grupo de desenvolvimento da capacidade de orar?

 A religião é necessária e indestrutível porque se baseia na própria natureza do ser humano sendo igualmente um reflexo das leis eternas. No momento atual, para tornar-se incitante e salutar deve despojar-se  de suas formas exteriores, de suas expressões míticas e mágicas , de rituais e cultos, de intermediários, fórmulas,  e imagens; a religião verdadeira é um sentimento e no coração humano é que está o melhor templo do Eterno, afirma Léon Denis. Na Cosmovisão Espírita há lugar para uma religiosidade centrada na fé capaz de encarar a razão em todas as épocas da humanidade, portanto, superando as atitudes pré-racionais, ainda comuns, por uma vivência do sentimento que denominamos pós-racional.

Na sua instituição trabalha-se a evolução da fé mágica e mítica centrada em fórmulas exteriores, ainda dominante em nossa cultura, para o estágio pós-racional, do sentimento interior? Em caso afirmativo de que maneira isto ocorre?

 A compreensão de Deus pode ser alcançada observando a sua criação. Pelos efeitos se conhece a causa afirma-se comumente. Esta criação pode ser percebida de várias maneiras, ou melhor, utilizando-se de várias faculdades psíquicas. As percepções  sensorial e intelectual nos ofereceram a ciência e sua descrição do mundo e suas leis. O intelecto frequentemente analisou as causas primárias e construiu uma Cosmologia Filosófica. Entretanto não esgotaram as possibilidades de apreensão do universo e seu princípio criador. A via proposta pela dimensão sagrada ou espiritual  é a contemplação. Assim como a ciência exercita-se através do empirismo sensorial e a filosofia utiliza-se do empirismo racional nas suas validações, a religião como ciência em sentido amplo trabalha com o seu empirismo espiritual através da atitude contemplativa.  Todos os modos empíricos possuem sua  importância e revelam um aspecto da realidade. Ela porém só se completará e atingirá culminâncias do saber se exercitar o uso do “olho da contemplação” para perceber  o que o “olho da carne” da ciência e o olho da mente da filosofia não alcançam.

A contemplação permite enxergar o Cosmos além das formas, dos fenômenos de superfície, das causa mais imediatas indo a essência do seu existir, do seu vir a ser até alcançar sua substância primordial, a grande Lei  e finalmente Deus enquanto realidade Imanente.

Quem melhor e mais escreveu para o Espiritismo sobre esta via de acesso a Deus foi Léon Denis que, em seu livro o Grande Enigma, nos mostra literariamente os efeitos do ato de contemplar o céu estrelado, a montanha, a floresta, o mar. Suas palavras despertam sentimentos elevados ligados ao Belo e uma convicção intensa sobre a ordem cósmica ou Deus.

A atitude contemplativa da criação  é capaz de nos conectar com as mais elevadas expressões de espiritualidade e mesmo proporcionar experiências de integração da consciência  com a natureza em fenômenos que superam a identidade egoica e nos permitem compreender a imanência divina.

Nas suas atividades espíritas há estímulo a contemplação, através de palavras e de eventos?

Há espaço para relatos de experiências pessoais?

Uma outra alternativa para nos tornarmos conscientes  da presença divina consiste no desenvolvimento da capacidade de meditar. Muitas  escolas de meditação existem no mundo, laicas ou religiosas, demonstrando o valor desta atividade. Na Cosmovisão Espírita meditar é o caminho de acesso ao superconsciente,  sendo nele delineado nosso futuro evolutivo  até o desvelamento do reino dos céus presente desde sempre em nós mesmos. É, portanto, um ato de introspecção, atividade bastante recomendada para o conhecimento de si mesmo até a completa desidentificação de todos os veículos de manifestação do espírito quando se consegue perceber-se como essência, imortal, permanente, de natureza divina, partícipe do Criador, sua imagem e semelhança.  Pela meditação desenvolvemos habilidades de ordenação de idéias  tomando uma delas como estruturante, a atenção concentrada, o silêncio mental e entramos em estágios elevados de consciência como o  intuitivo-sintético e o não-dual. Nestas condições torna-se factível a presença de Deus no seu aspecto transcendente.

Você desenvolve atividades de meditação regularmente em caráter individual ou institucional?

Consegue perceber, em caso afirmativo os benefícios, e o estágio de consciência mais elevado?

Uma variante da meditação como método para perceber Deus é a elevação dos sentimentos, sua plena purificação, pois como assevera o Sermão da Montanha o acesso à Divindade depende desta condição.  Sabemos que o sentimento mais estruturante, orgânico é o Amor. Entretanto sua manifestação varia num espectro amplo nas faixas evolutivas humanas  desde o egocentrismo até o mais elevado altruísmo incondicional. Podemos variar desde um amor que coloca o mundo e Deus a nosso serviço até a condição de servir sem exigências e apegos ao mundo e a Deus. Como a arte de amar é um trabalho evolutivo, portanto passível de educabilidade, podemos nos apropriar de métodos de desenvolvimento da amorosidade que incluem a conscientização do estágio de nossos sentimentos e práticas introspectivas de autotransformação  que podem se compartilhadas em grupos de crescimento até nos sentirmos amorosamente unificados em Deus que como afirma João Evangelista é Amor.

Em seus labores espíritas há espaço para observações e reflexões sobre a evolução do Amor em si mesmo?  E há possibilidade de compartilhamento dos seus experimentos?

O sagrado também pode ser focado pela leitura de textos especiais que falam dele, principalmente quando são dissertações de mestres que exemplificaram os seus ensinos. No seio do  movimento espírita  o Novo Testamento, em especial, os textos de Mateus, Marcos, Lucas e João, são a fonte primordial de inspiração. Trata-se de uma prática que vai além da compreensão do conteúdo literário. É preciso utilizá-lo de forma a provocar reflexões progressivamente mais aprofundadas indo além da letra que mata. E realizar introspecções sobre a vivência dos mesmos. Além disso para maior ganho poderemos estar atentos em momentos específicos às inspirações que brotam quando fazemos pausas mentais. Aos poucos as vibrações mentais se elevarão até provocarem devaneios espirituais de alto quilate. Nestas oportunidades podemos contactar com as consciências pioneiras da evolução em  asceses que nos farão sintonizar com elas como se encontram, ou seja sem reduzirem sua expressividade para tornarem-se percebidas por nós.

Você trabalha com os textos sagrados como forma de transcender a consciência normal e buscar Deus?  Em caso afirmativo reúne-se para em comunhão partilhar esta experiência?

Em caso afirmativo já detecta na prática os benefícios supramencionados?

 A literatura sobre espiritualidade  demonstra que a Arte  pode ser consignada como a expressão suprema  da alma humana. Pode ser graça e suavidade simplicidade e potência, ora expressando a profundidade das vivências de um espírito elevado ora apresentando-se como ouropel de formas vazias. Assim a Arte como manifestação do Belo, este último entendido como aproximações sucessivas da Lei de Deus até a apreensão da Harmonia Suprema, é também um caminho para o sagrado. Quando toma como inspiração o Infinito e a Eternidade e os dramas evolutivos do espírito em sua marcha ascensional para Deus  ela se faz desveladora dos segredos do ser e motivadora das experiências de unificação com Deus. Todas as manifestações artísticas, música, dança, teatro, poesia, escultura, pintura, arquitetura,  fotografia, podem  e devem  estar a serviço da elevação para Deus. Para tanto é preciso saber distinguir o que é impulsos do subconsciente que se utilizam da Arte para atiçar as forças psíquicas primitivas  aprisionando-nos mais ainda em nosso passado evolutivo, daquilo que é atração do superconsciente  que nos faz devotos do transcendental.

Em suas práticas espíritas há utilização da Arte? Em caso afirmativo há escolha criteriosa do que eleva e aproxima de Deus?

A convivência com quem já alcançou estados mais elevados de vivência de aproximação com Deus é fator de impulso evolutivo para a realização plena. Nos ambientes espíritas isto pode ocorrer a través de contatos mediúnicos com entidades espirituais ao término de reuniões onde o amor benevolência atendeu sofredores,  em reuniões específicas de exercícios de iluminação espiritual  ou em viagens mentais com treinamento da vontade espiritual para participação em encontros espirituais em atividades do sono, ou ainda em viagens pela imaginação a fatos históricos de alta elevação espiritual como o encontro de Jesus e os quinhentos da Galiléia.

Você pratica algumas destas atividades em sua rotina espírita?

Fonte : Site da FEEB - Federação Espírita do estado da Bahia

Meditação sobre o Estudo do Espiritismo por Octávio Caúmo Serrano



O praticante espírita vai ao centro, habitualmente, uma vez por semana. Ouve palestra, recebe o passe e se sente satisfeito. Grande parte de nós, saídos do catolicismo, fomos orientados a assistir à missa, pelo menos uma vez por semana. É o que continuamos fazendo como espíritas.
A maioria das casas, no entanto, além das palestras públicas, oferece cursos regulares para o estudo doutrinário ou do Evangelho de Jesus. Os Estudos Sistematizados da Doutrina Espírita – ESDE –, a Escola de Aprendizes do Evangelho, Escola de Educação Mediúnica, Cursos Básicos de Espiritismo, etc. Em outras casas, o estudo não segue nenhum desses padrões conhecidos, mas, sim, a orientação do dirigente que determina a forma e os livros a serem estudados. Outros preferem cursos pela internet. Tudo válido e importante.
O que desejamos demonstrar é que isso é pouco para o bom aproveitamento da encarnação.
Em agosto de 2005, estávamos em Matão, a convite do Jornal O Clarim, participando das comemorações dos 100 anos da sua criação, por Cairbar Schutel. Na porta do hotel, minha esposa e eu conversávamos com uma amiga, quando fomos abordados pelo mestre da oratória espírita, nosso caro Divaldo Pereira Franco, que nos conhecia apenas de nome. Disse o nobre confrade, num gesto de extrema humildade e franqueza: – Caúmo, leio todos os seus escritos; gosto muito e aproveito! Despediu-se e foi atender a uma noite de autógrafos que o esperava no salão do evento.
Apesar de tentar cultivar o equilíbrio do autoconhecimento e estar vacinado contra os elogios triviais, não podemos esconder que uma ponta de vaidade tomou conta de nós. Afinal não era um comentário qualquer.
Ouvimos de Divaldo, certa vez, que ele estuda até hoje, diariamente, durante uns vinte minutos, o Livro dos Espíritos, mesmo depois de mais de seis décadas de serviço cristão e responsável direto pela abertura de quase todos os centros espíritas, nos distantes países por onde passa, já que se dedica, em tempo integral, à divulgação do Espiritismo e à pratica da caridade. Que mais teria ainda o conferencista a aprender com a obra básica, relendo tudo o que já conhece? E que aproveitaria ele de nossos escritos?
No item XIII da Introdução de O Livro dos Espíritos, Kardec diz que “são necessários vários anos para formar um médico de nível médio, três quartos da vida para se formar um cientista, e há quem pretenda adquirir, em algumas horas, a ciência do infinito! Que ninguém, portanto, se iluda: o Estudo do Espiritismo é imenso; abrange as questões da Metafísica e da ordem social; é todo um mundo que se descortina à nossa frente. Deve-se espantar de que isso exija tempo, e muito tempo, para ser aprendido?”
Somos alunos permanentes e, nesse sentido, tudo o que vemos, ouvimos ou lemos, nos periódicos especializados em Doutrina Espírita, pode ser útil para nós, de alguma forma, se tivermos interesse e atenção. Cada vez que relemos uma questão de O Livro dos Espíritos, somos uma pessoa diferente. Após viver um dia, não vamos dormir como acordamos. Estamos acrescentados de algum conhecimento e, muitas vezes, o inusitado pode mudar nossa maneira de entender a vida.
Nesse sentido, admito que uma pessoa cuidadosa, lúcida e plena de conhecimento, como nosso estimado Divaldo, até possa encontrar alguma frase, conotação ou figura de análise, nos nossos escritos, que, porventura, possam lhe agradar. Sabemos que seu comentário foi um gesto de delicadeza mais do que a importância que pudesse ter o nosso trabalho. Mas foi estimulante para que continuássemos com a mesma dedicação. Há que se considerar, porém, que o maior mérito dos escritos e palestras de um divulgador se deve às interferências dos Espíritos que, benevolentes, colocam ideias em nossas mentes e palavras em nossas bocas. Daí não ser incomum dizermos, após um trabalho, que esta ou aquela afirmativa que fizemos foi interessante, já que nunca havíamos pensado no assunto! Foi novo até para nós! Basta estar de coração aberto que a inspiração chega!
Ninguém se arvore pleno conhecedor do Espiritismo, pós-graduado ou doutor honoris causa, porque, neste mundo de provas e expiações, estamos todos no jardim da infância do conhecimento espiritual. Na escada da vida eterna, estamos nos primeiros degraus, segurando-nos para não cair e ter de recomeçar, quase do zero, mais uma vez.
Fizemos um pequeno cálculo, já que nosso esforço diário se concentra na manutenção do corpo: as oito horas de sono, mais as oito de trabalho, para a sobrevivência, e as demais, gastas nas mesas de refeição ou no translado para a escola ou trabalho, deixam pouco tempo para o cultivo dos valores espirituais.
Divaguemos...
Admitamos uma vida adulta de 70 anos, que são 840 meses ou 25 200 dias ou 604 800 horas, numa encarnação. Vamos ao centro, uma vez por semana, onde permanecemos por uma hora, assistindo a uma palestra, nem sempre com a melhor atenção. Isso representa que, nesses 70 anos, fomos à casa espírita, numa conta arredondada, 4 horas por mês que dão 48 horas por ano ou 3 360 horas na encarnação. Como vivemos 604 800 horas e fomos ao centro 3 360, significa que gastamos 0,55% do nosso tempo com as lições para melhorar a alma, que é imortal. Não parece pouco?
Ainda que dobremos esse tempo e consideremos que vamos ao centro mais um dia, para estudo, isso representaria apenas 1,1% do tempo de encarnados.
Diante da TV ou do computador, nas salas de bate-papo e jogos, ficamos, no mínimo, 3 horas por dia. Isso é 22,5 vezes mais do que gastamos para estudar sobre espiritualidade. E falamos do mínimo, mínimo! Muitos ficam duas ou três vezes mais.
Espero não me ter enganado nas contas. Mas, ainda que algo esteja ligeiramente errado, todos estamos de acordo de que é preciso dedicarmo-nos mais ao estudo e à prática da nossa Doutrina, porque a falta de entendimento e o bem que deixamos de fazer poderão nos prejudicar, mais tarde, quando os valores do mundo já não mais tiverem interesse para nós. Como nem sempre é possível fazer tudo no centro, pautemos nossa vida por um comportamento cristão que possa acrescentar algo a esse mínimo mencionado. E os que têm tarefas específicas na Doutrina – palestrantes, professores, médiuns, doutrinadores, passistas – agradeçam a Deus pela dádiva.
Desculpo-me com o confrade Divaldo, por utilizar seu nome, neste breve roteiro, mas o fiz porque sua obra e seu exemplo são estímulos para nós e devem ser copiados pelos que têm compromissos com o Espiritismo e com outras doutrinas, também. A sua declaração de que é estudante permanente dos assuntos da espiritualidade é um estímulo para que façamos  o mesmo.
Aos meus possíveis leitores, rogo a Deus para que os abençoe, e que Jesus possa habitar cada vez mais nos corações de todos!

"SENTIDO DA VIDA, QUAL É O SEU ? REFLETINDO SOBRE O QUE NOS MOTIVA VIVER..." - PALESTRA MUSICADA COM O PROFESSOR GARRIDO


VALE A PENA CONFERIR A PALESTRA MUSICADA DIVERTIDA DO PROFESSOR GARRIDO NO AUDITÓRIO DA LIVRARIA CULTURA DO SALVADOR SHOPPING : "SENTIDO DA VIDA, QUAL É O SEU ? REFLETINDO SOBRE O QUE NOS MOTIVA VIVER..."

DIA 16/03 (SEGUNDA FEIRA) ÀS 19:00


PARTICIPAÇÃO DE NAHON CASTRO, SAJA E KAL MASCARENHAS


INGRESSO : PERFUMARIA OU FRALDA GERIÁTRICA PARA SEREM DOADOS AO ABRIGO DE IDOSOS SÃO GABRIEL