SOBRE NÓS :

VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.

MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.

Redirecionamento

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domingo, 27 de março de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (27/03 - DOMINGO - 16:00): " PERANTE A MEDIUNIDADE" DO LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - PELO ESPÍRITO DO SR. ANDRÉ LUIZ – PALESTRANTE: ALCYONE MONTEIRO


Reprimir qualquer iniciativa tendente a assinalar a mediunidade, o médium ou os fatos mediúnicos como extraordinários ou místicos.

O intercâmbio mediúnico é acontecimento natural e o médium é um ser humano como qualquer outro.

Certificar-se de que o exercício natural da mediunidade não exime o médium da obrigação de viver profissão honesta na sociedade a que pertence.

Não pode haver assistência digna onde não há dever dignamente cumprido.

Precaver-se contra as petições inadequadas junto à mediunidade.

Os médiuns são companheiros comuns que devem viver normalmente as experiências e as provas que lhes cabem.

Por nenhuma razão elogiar o medianeiro pelos resultados obtidos através dele, lembrando-se que é sempre possível agradecer sem lisonjear.

Para nós, todo o bem puro e nobre procede de Jesus-Cristo, nosso Mestre e Senhor.

Ainda mesmo premido por extensas dificuldades, colocar o exercício da mediunidade acima dos eventos efêmeros e limitados que varrem constantemente os panoramas sociais e religiosos da Terra.

A mediunidade nunca será talento para ser enterrado no solo do comodismo.

Conversar sobre fenômenos mediúnicos e princípios espíritas apenas em ambientes receptivos.

Há terrenos que ainda não estão amanhados para a semeadura.

Prosseguir sem vacilações no consolo e no esclarecimento das almas, esquecendo espinheiros e pedras do vale humano, para conquistar a luz da imortalidade que fulgura nos cimos da vida.

Desenvolver-se alguém mediunicamente, a bem do próximo, é ascender em espiritualidade.

“E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu espírito derramarei sobre toda
carne.” (ATOS, 2:17.)

domingo, 31 de janeiro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (31/01 - DOMINGO - 16:00): "PERANTE NÓS MESMOS" DO LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - PELO ESPÍRITO DO SR. ANDRÉ LUIZ - PALESTRANTE: HIDELMO PASSOS

Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica ao auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.

Toda presunção evidencia o afastamento do Evangelho.


Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.

A exploração da fé anula os bons sentimentos.


Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.

O Espiritismo é caminho libertador.


Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.

O afastamento do dever é deserção.


Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais.

Palavra empenhada, lei no coração.


Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.

O espírita está informado de que o acaso não existe.


Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam. O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranqüila, a fortaleza inatacável.

“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.”
Paulo. (II CORÍNTIOS, 13:5.)

domingo, 24 de janeiro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (24/01 - DOMINGO - 16:00): "NA OBRA ASSISTENCIAL" DO LIVRO CONDUTA ESPÍRITA - PELO ESPÍRITO DO SR. ANDRÉ LUIZ - PALESTRANTE: LEANDRO BRESSY

Pelo menos uma vez por semana, cumprir o dever de dedicarse à assistência, em favor dos irmãos menos felizes, visitando e distribuindo auxílios a enfermos e lares menos aquinhoados.

Quem ajuda hoje, amanhã será ajudado.



Prestar serviço espiritual e material nas casas assistenciais de internação coletiva, sem perceber remunerações e sem criar constrangimento às pessoas auxiliadas.

Só impõe restrições ao bem quem se acomoda com o mal.

*

Na casa assistencial de caráter espírita, alimentar a simplicidade doutrinária, desistindo da exibição de quaisquer objetos, construções ou medidas que expressem o supérfluo ou luxo.

O conforto excessivo humilha as criaturas menos afortunadas.

*

Viver em familiaridade respeitosa com todos, desde o servo menor até o dirigente mais responsável e categorizado, nos lares e escolas, hospitais e postos de socorro fraterno.

A humildade assegura a visita contínua dos Emissários do Senhor.

*

Jamais reter, inutilmente, excessos no guarda-roupa e na despensa, objetos sem uso e reservas financeiras que podem estar em movimento nos serviços assistenciais. 

Não há bens produtivos em regime de estagnação.

*

Converter em socorro ou utilidades, para os menos felizes, relíquias e presentes, jóias e lembranças afetivas de familiares e amigos desencarnados, ciente de que os valores materiais sem proveito, mantidos em nome daqueles que já partiram, representam para eles amargo peso na consciência.

Posse inútil, grilhão mental.

*

Seja qual for o pretexto, nunca permitir que as instituições espíritas venham a depender econômica, moral ou juridicamente de pessoa ou organização meramente política, de modo a evitar que sejam prejudicadas em sua liberdade de ação e em seu caráter impessoal.

A obra espírita cristã não se compadece com qualquer cativeiro.

*
Sempre que os movimentos doutrinários, em particular os de assistência social, envolvam a aceitação de muitos donativos, apresentar periodicamente os quadros estatísticos dos recebimentos e distribuições, como satisfação justa e necessária aos cooperadores.

O desejo de acertar aumenta o crédito de confiança.

*

Organizar a diretoria e o corpo administrativo das instituições assistenciais exclusivamente com aqueles companheiros que se eximam de perceber ordenados, laborando apenas com finalidade
cristã, gratuitamente. 

O trabalho desinteressado sustenta a dignidade e o respeito nas boas obras.

*

“E quanto fizerdes, por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus, o Pai.”

Paulo. (Colossenses, capítulo 3, versículo 17.) 



Fonte: Vieira, Waldo (pelo espírito André Luiz) - Conduta Espírita - Cap 12

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE DOMINGO DIA 04/10 as 16:00 - Perante Nós Mesmos, Capitulo 18 do Livro: CONDUTA ESPÍRITA - Palestrante:


Capítulo 18

Perante Nós Mesmos

Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica ao autoelogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.
Toda presunção evidencia o afastamento do Evangelho.
*
Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.
A exploração da fé anula os bons sentimentos.
*
Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.
O Espiritismo é caminho libertador.
*
Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.
O afastamento do dever é deserção.
*
Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais.
Palavra empenhada, lei no coração.
*
Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.
O espírita está informado de que o acaso não existe.
*
Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.
O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranquila, a fortaleza inatacável.
*
“Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos.”

Paulo. (2ª epístola aos coríntios, capítulo 13, versículo 5.)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Tema da Doutrinária de 03/05/2015, Domingo às 16:00 - No Lar, Capitulo 5 do Livro Conduta Espírita, ditado pelo espírito André Luiz - Palestrante: Virgílio Borba



NO LAR


Começar na intimidade do templo doméstico a exemplificação dos princípios que esposa, com sinceridade e firmeza, uniformizando o próprio procedimento, dentro e fora dele. Fé espírita no clima da família, fonte do Espiritismo no campo social. Calar todo impulso de cólera ou violência, amoldando-se ao Evangelho de modo a estabelecer a harmonia em si mesmo, perante os outros. A humildade constrói para a Vida Eterna. Proporcionar às crianças os fundamentos de uma educação sólida e bem orientada, sem infundir- -lhes medo ou fantasias, começando por dar-lhes nomes simples e naturais, evitando a pompa dos nomes famosos, suscetíveis de lhes criar embaraços futuros. O lar é a escola primeira. Sempre que possível, converter o santuário familiar em dispensário de socorro aos menos felizes, pela aplicação daquilo que seja menos necessário à mantença doméstica. A Seara do Cristo não tem fronteira. Se está sozinho com a sua fé, no recesso do próprio lar, deve o espírita atender fielmente ao testemunho de amor que lhe cabe, lembrando-se de que responderá, em qualquer tempo, pelos princípios que abraça. A ribalta humana situa-nos sempre no papel que devamos desempenhar. Ao menos uma vez por semana, formar o culto do Evangelho com todos aqueles que lhe co-participam da fé, estudando a verdade e irradiando o bem, através de preces e comentários em torno da experiência diária à luz dos postulados espíritas. Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo. Evitar o luxo supérfluo nos aposentos, objetos e costumes, imprimindo em tudo características de naturalidade, desde os hábitos mais singelos até os pormenores arquitetônicos da própria moradia. Não há verdadeiro clima espírita cristão, sem a presença da simplicidade conosco. “Aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família e a recompensar seus pais, porque isto é bom e agradável diante de Deus.” — Paulo. (I TIMÓTEO, 5:4.)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, QUARTA FEIRA, DIA 15/04/2015, AS 16:00 - BONDADE DO LIVRO AVE LUZ POR SHAOLIM - PALESTRANTE: Piedade brasil


Bondade
Judas Tadeu, de certo modo, era um homem viajado. Conhecia muitos lugares. Quando rapazinho, de uns quatorze para quinze anos, acompanhou seus tios a uma excursão que se tornou inesquecível para ele. Saíram de Magdala, onde moravam os tios, foram margeando o Rio Jordão até Jericó. Daí a Betânia, Jerusalém, Emaús, Lida, chegando ao fim da linha, que é o porto de Jope, no Grande Mar Mediterrâneo. Tadeu, pelos anos que tinha, não deveria ter o corpo que possuía. Era exagerado no tamanho. O porto, para ele, significava um encanto. Teve a oportunidade de ver embarcações de outros países e pessoas com diferentes costumes, vendendo e comprando objetos que ele nunca sonhara existir. Mulheres de outras terras, de formosura incomparável, vestimentas diferentes e linguagem que ele ignorava. Os estrangeiros mais freqüentes eram os gregos e os romanos. Os tios de Tadeu ficaram em uma estalagem muito sua conhecida, pelo ramo de comércio que exploravam, mas Tadeu parava pouco na pensão, aproveitando o que Jope oferecia de estranho, para se divertir.
Em uma certa hora de distração pelas ruas de Jope, depara com um velho que estava bem posto em roupagem oriental. Pelo seu aspecto, notava-se sua posição como mago. O ancião olha para o rapagão e acena a mão, com suavidade. Tadeu, curioso, aproxima-se do mago e diz:
              Senhor, que queres de mim?
O homem indica uma cabana e pede para segui-lo. O jovem, meio temeroso e assustado entra em uma nave improvisada. O ancião desliza uma cortina como porta e acomoda-se em um coxim de sedas coloridas. O menino assenta-se acanhado, olhando para o senhor. Pergunta o seu nome. O velho, delicado, responde:
            Meu filho, o meu nome é Basílio. Tenho noventa e oito anos e nunca me esqueço do amor de Deus para com as criaturas. Não sei como vais receber-me na posição em que me encontro e, pelo que vou falar-te, diante da pouca idade, que tens. No entanto, é meu dever te revelar algo que a vida guarda para o teu coração.
O menino entendeu mais ou menos, pois freqüentava as sinagogas e ouvia falar muito dos destinos das pessoas e das coisas, de Deus, dos profetas e dos anjos.
Tudo passou rapidamente pela sua cabeça infantil. O homem, sereno, descobre em sua frente um volume que brilhava mais na claridade. Era um cristal muito polido e bonito. Tadeu nunca tinha visto antes uma beleza daquela. O mago fita seus olhos lúcidos em Tadeu, e fala com sabedoria:
            Meu filho, te chamei porque, de longe, vi em volta da tua cabeça uma promessa para o teu futuro, coisa difícil de explicar por palavras. A minha posição me obrigou a te revelar algo de bom para o teu coração, mesmo se isso te custar a própria vida.
Fechando os olhos, pôs as mãos bem devagar por sobre a pedra, fala algumas palavras estranhas e o menino vê, assustado, desenrolar-se a vida de uma pessoa desde o nascimento, em uma estrebaria, até a morte, pendurado no madeiro, em um monte. Depois de assistir a todo o drama, o velho Basílio pondera com tristeza.
             Meu filho, viste tudo? Pois tu és um desses que vai acompanhar esse Mestre. Ele vai te chamar para Seu apostolado. Ele é a luz do mundo que veio nos salvar. Ele é o Cristo anunciado pelos antigos profetas. Podemos chamá-Lo de Pai na ausência de Deus, se é que sentimos a Sua ausência de vez em quando.
O rapaz, movido pelos sentimentos de bondade, chora quase aos soluços, e o velho Basílio acrescenta:
             Chora, meu filho, chora, para que essa advertência não saia da tua mente, e quando encontrares esse personagem divino, acompanha-0 em todos os Seus acertos e sejas portador da Sua voz, para que os homens entendam esse homem. É o homem do amor.
Tornou a cobrir a pedra com delicadeza. Serviu um doce de figo para o menino, pegou sua mão e saiu de novo pela rua, dizendo:
              Queres ouvir um conselho, Tadeu?
              Sim, senhor, quero. Quero ouvir muito do senhor.
            Então não digas nada do que viste e ouviste de mim, porque a vida tem segredos dispensados a poucos e que exigem silêncio aos ouvidos de muitos.
Dá um sorriso e termina:
            Vai, meu filho, vai à procura dos teus, que já devem se encontrar impacientes com a tua demora. Vai, Tadeu.
Por um impulso do coração Tadeu tomou as mãos do reverendo ancião e beijou-as com ternura, dizendo ao mago:
              Deus te pague, meu velho.
E saiu correndo para a estalagem onde estavam os tios. No meio do caminho é que se lembrou de que não havia falado o seu nome ao velho. “E como ele me chamou pelo nome?” Mas logo isso passou, porque as crianças se distraem facilmente. E encontrou-se com os parentes, na porta da casa, já aflitos.
Passam-se os anos... Tadeu nunca se esquecera do velho Basílio, mas como o que ouvira dele era segredo, somente ele próprio desfrutava das lembranças da palavra do mago de Jope. No dia em que encontrou Jesus reconheceu o mesmo personagem da bola de cristal. Acendeu-se em seu coração a maior certeza da imortalidade da vida e do desempenho da missão de Cristo na Terra.
Tadeu pensava muito na Bondade. Achava essa virtude uma segurança para os sofredores. Nos caminhos da verdade, ele já havia encontrado muita gente possuidora desse clima de Deus no coração.
Na igreja dos pescadores, João, irmão de Tiago, filho de Zebedeu, apruma o corpo e a mente para Deus e ora com simplicidade e amor. Judas Tadeu, acompanhando a oração do companheiro, sente, naquela noite, a obrigação de perguntar alguma coisa ao Senhor. Obedecendo à inspiração, indaga:
            Mestre, pelo pouco que faço não cabe a mim tomar o teu precioso tempo com perguntas que podem não ser ideais. Mas ficaria agradecido se pudesses responder-me acerca do que é a Bondade e qual a sua ação benfeitora na Terra.
O Nazareno, tranqüilo, responde com alegria: Judas Tadeu, a Bondade é uma marca de Deus em nossos corações. O homem bom sempre sabe de onde veio a sua Bondade e o que fazer para conservá-la. Essa virtude é uma das cordas do grande instrumento da vida, é uma das cordas do amor. Se queres irradiar uma melodia perfeita da vida que levas, deves afinar todas as cordas sonoras da alma, para que os dedos de Deus toquem em teu favor. A Bondade é, sem dúvida, um princípio da escrita divina em nós, que nos leva à procura de outras da mesma linha. Contudo, o senso de equilíbrio nos leva a disciplinar essa disposição inspirada pela caridade. A Bondade não pode querer suprir as deficiências que somente o trabalho pode fazer, ou a dor que desperta, ou a corrigenda que conscientiza as pessoas. Quem chega ao ponto de conciliar a Bondade com a justiça, faz muitos prodígios na arte de educar as criaturas e, ao invés, como pensas, de afastar as pessoas, elas sentirão, mais tarde, a eficiência de mestre daqueles que andam sempre no fio da balança divina, dando o que devem dar, na hora certa; tirando o que devem tirar, no momento exato.
Houve silêncio no salão. Muitos dos discípulos andavam exagerando nos serviços de assistência. A Bondade, em certos casos, estava virando fanatismo, que logo pode passar a ser conivência com certo tipo de vida contrária à moralidade e avessa à lei do trabalho. Jesus volta a dissertar;
             Nós, meus filhos, temos muitas coisas que poderemos destinar aos outros, sem envernizá-las com mesquinhos interesses. Todavia, mesmo que o desprendimento acompanhe as dádivas, a sabedoria e o amor nos asseguram que deveremos vigiar o que vamos entregar aos nossos semelhantes e a quem vamos dar. A bondade, no lugar certo, é luz que se acende nas trevas, mas onde não chegou a hora, pode ser incentivo para a miséria da alma. Já pensaste em te condoeres dos insetos de todas as espécies que vivem ao léu, nos campos, e levá-los para dentro de casa? Dos animais que, por vezes, estão enfermos? Dos mendigos que encontrais pelas mas e estradas, levá-los para o vosso convívio, dos doentes, ou dos assassinos ou leprosos, ou dos inconscientes às leis do país? Pois essa seria uma Bondade que se tornaria um distúrbio muito grande, de modo a impedir que alcanceis a vossa paz no lar e na consciência. É muito grandioso ser bom, mas é muito melhor saber ser bom pelas linhas da fraternidade e da razão objetiva. Não estou querendo que esmoreçais na aquisição dessa virtude iluminada por excelência, porém que aprendais a dignificar a Deus, pela inteligência que ele vos deu, amparada pelos sentimentos. É bom que não passeis para nenhum dos extremos da sabedoria e do amor, porque nas margens sempre encontrareis desequilíbrios. No centro das correntezas dos rios, as águas são mais puras.
Após ligeira pausa, Jesus prosseguiu:
— Tadeu, se encontraste muita Bondade nos teus caminhos, e estas facilitaram o teu bom desempenho, sê grato aos teus benfeitores, não com palavras, pois nem sempre eles podem ouvir, mas sendo bom na mesma temperatura da Bondade que recebeste. Fica sabendo que toda virtude desordenada é ninho de serpentes para o futuro. Por isso é que meu Pai que está nos céus me enviou a vós, para que fundásseis na Terra um educandário onde podereis, com a ajuda da Boa Nova que vos trago da parte d’Ele, equilibrar as vossas emoções e enobrecer as vossas idéias. Controlar os pensamentos e iluminar a fala. Todas as virtudes que ensinamos já são largamente conhecidas na Terra, pois os profetas e os sábios as espalharam por toda a parte. Mas a Boa Nova de Deus é o educador comum que propicia, com mais amplitude, disciplina para todas as virtudes. Havereis de dar graças a Deus, mesmo que entregueis a vida como semente de luz para esplender nos corações, pelo sangue que derramastes, o interesse maior, de viver, mas de viver bem.
Quero e espero que todos vivais pela Bondade. Não obstante, que essa Bondade não ultrapasse as divisas do seu município, evitando perturbar a capital do coração e o comando da inteligência.

Notava-se um leve perfume no salão, aroma já familiar a todos os presentes. Todos dão graças a Deus pela manifestação de luz naquele ambiente de paz. Judas Tadeu procura sair, lembrando os seus exercícios de Bondade, para ver se algum deles não tomou rumo diferente.

Capítulo 11 do Livro: CONDUTA ESPÍRITA / PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ.



No Templo

Entrar pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões, sem provocar alarido ou perturbações.
O templo é local previamente escolhido para encontro com as Forças Superiores.

Dedicar a melhor atenção aos doutrinadores, sem conversação, bocejo ou tosse bulhenta, para que seja mantido o justo respeito ao lar da oração.
Os atos da criatura revelam-lhe os propósitos.

Evitar aplausos e manifestações outras, as quais, apesar de interpretarem atitudes sinceras, por vezes geram desentendimentos e desequilíbrios vários.
O silêncio favorece a ordem.

Com espontaneidade, privar-se dos primeiros lugares no auditório, reservando-os para visitantes e pessoas fisicamente menos capazes.
O exemplo do bem começa nos gestos pequeninos.

Coibir-se de evocar a presença de determinada entidade, no curso das sessões, aceitando, sem exigência, os ditames da Esfera Superior no que tange ao bem geral.
A harmonia dos pensamentos condiciona a paz e o progresso de todos.

Acostumar-se a não confundir preguiça ou timidez com humildade, abraçando os encargos que lhe couberem, com desassombro e valor.
A disposição de servir, por si só, já simplifica os obstáculos.

Desaprovar a conservação de retratos, quadros, legendas ou quaisquer objetos que possam ser tidos na conta de apetrechos para ritual, tão usados em diversos meios religiosos.Os aparatos exteriores têm cristalizado a fé em todas as civilizações terrenas.
Oferecer a tribuna doutrinária apenas a pessoas conhecidas dos irmãos dirigentes da Casa, para não acumpliciar-se, inadvertidamente, com pregações de princípios estranhos aos postulados espíritas.
Quem se ilumina, recebe a responsabilidade de preservar a luz.

Nas reuniões doutrinárias, jamais angariar donativos por meio de coletas, peditórios ou vendas de tômbolas, à vista dos inconvenientes que apresentam, de vez que tais expedientes podem ser tomados à conta de pagamento por benefícios.
A pureza da prática da Doutrina Espírita deve ser preservada a todo o custo.
 “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”

Jesus. (Mateus, 18:21.)