SOBRE NÓS :
VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.
MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.
Redirecionamento
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segunda-feira, 23 de novembro de 2015
sábado, 21 de novembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE AMANHÃ, DOMINGO, 22/11 AS 16:00 - O QUE PROCEDE DO CORAÇÃO DO LIVRO REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO - PALESTRANTE: HELENICE SANTANA
O que Procede do Coração
“Escutai e compreendei bem isso: – Não é o que
entra na boca que macula o homem; O que sai
da boca do homem é que o macula. – O que sai
da boca procede do coração e é o que torna impuro
o homem;” (S. Mateus, Capitulo XV v.11)
O Evangelho Segundo Espiritismo
Capítulo VIII – item 8
Dentre os velhos inimigos a burilar na caminhada
evolutiva, as tendências que assinalam
no nosso estágio de aprendizado
espiritual constituem fortes impulsos da
alma que desviam o ser de seu trajeto natural
na aquisição das virtudes.
Tendências são inclinações, pendores
que determinam algumas características
comportamentais da personalidade. Muitas
delas foram adquiridas em várias etapas
reencarnatórias e sedimentam o sistema
de valores, com o qual a criatura faz
suas escolhas na rotina da existência.
Entre essas inclinações, vamos encontrar
a adoração exterior como sendo hábito
profundamente arraigado na mente determinando
forte vocação para a ritualiza-
ção, o místico e a valorização de tradições
religiosas, através da qual o homem faz
seu encontro com Deus.
Muito natural que nos dias atuais as manifestações
exteriores em relação à divindade
prevaleçam na humanidade terrena,
considerando que o seu trajeto espiritual
se encontra bem mais perto da animalidade
que da angelitude.
Nesse sentido, é interessante analisar
que, mesmo nas fileiras da doutrina da
fé raciocinada, encontra-se a maioria de
seus adeptos engalfinhados em vigorosas
reminiscências que fizeram parte das
movimentações da alma nas vivências
das religiões tradicionais. Atrofiamento do
raciocínio, supervalorização dos valores
institucionais, engessamento de conceitos,
sensação de missionarismo religioso,
atitude de supremacia da verdade, idolatria
a seres “superiores”, submissão de
conveniência a líderes, relação de absolvição
ou penitência com práticas espíritas,
desvalorização de si mesmo em razão da
condição de pecador, condutas puritanas
perante a sociedade e seus costumes,
cultivo de comportamentos moralistas,
confusão entre pureza exterior e renova-
ção íntima, essas são algumas tendências
que se apresentam junto aos nossos celeiros
espirituais, remanescentes de fortes
condicionamentos psíquicos.
Semelhantes caracteres imprimiram um
padrão de práticas e conceitos no movimento
espírita que, de alguma forma, estipulam
referências a serem adotadas pelos
seus seguidores.
Com todo respeito e fraternidade, necessitamos
urgentemente a coragem de avaliar
com sinceridade as influências “éticas”
perniciosas dessas tendências no quadro
de nossas vivências espíritas. São reflexos
inevitáveis do crescimento evolutivo
que ninguém pode negar, mas daí a aceitá-las
sem quaisquer esforços de melhoria,
é conivência e pusilanimidade. Torná-
-las uma referência religiosa pela qual se
deva reconhecer o verdadeiro seguidor do
Espiritismo é uma atitude recheada de ancestralismo
e hipocrisia.
A comunidade espírita, que tantas benfeitorias
tem prestado ao mundo, carece de
uma reavaliação global em sua estrutura
no que tange à noção de comprometimento.
Convém que os líderes mais sensibili-
zados instiguem a formação da cultura da
franqueza com fraternidade e clareza, no
intuito de estabelecer uma oxigenação na
sementeira para obtenção de mais qualidade
nos frutos.
Muitos companheiros, os quais merecem
nossa compreensão, costumam disseminar
a concepção de que tudo deve correr
conforme os acontecimentos, e justificam-
-se com a frase: “se fazendo assim está
dando certo, porque mudar?” Em verdade,
o que deveríamos pensar é: se fazendo
assim estamos colhendo algo, então
quanto não colheríamos se fizéssemos
melhor, se nos abríssemos às renovações
que a hora reclama?!!!
Há uma acomodação lamentável que precisa
ser aferida. A noção espírita de comprometimento
foi acintosamente assaltada
pelas velhas tendências de conseguir
o máximo fazendo o mínimo. É a devoção
exterior, a influência marcante da personalidade
impregnada de religiosismo estéril
querendo tomar conta da cabeça e do
coração daqueles que estão sendo chamados
a novos e mais altaneiros compromissos,
na espiritualização de si mesmos
e da comunidade onde florescem.
Frágil padrão de avaliação da conduta
espírita tem tomado conta dos costumes
entre os idealistas. Enraizou-se o axioma
“espírita faz isto e não faz aquilo” que tenta
enquadrar o valor das ações em esteriótipos
de insustentável bom senso. Estereótipos,
como seria óbvio, que sofrem
as fantasias do “homem velho” habituado
a sempre rechear com facilidades os seus
caminhos em direção ao Pai, a fim de não
ter que se enfrentar e assumir a árdua batalha
contra suas ilusões enfermiças.
É assim que vamos notando uma supervalorização
em coisas, como a não adoção
de alimentação carnívora, a impropriedade
de frequentar certos ambientes sociais,
a fuga da ação política, a análise da vida
dissociada das ciências e conquistas humanas,
a interminável procura do passe
como instrumento de melhoria espiritual
ao longo de anos a fio, não chorar em velórios,
distanciamento da riqueza como se
fosse um mal em si mesma, cenho carregado
como sinônimo de responsabilidade,
silêncio tumular nos ambientes espíritas.
Se fumar, não é espírita; se separar matrimonialmente,
tem a reencarnação fracassada;
Se ingerir alcoólicos, não pode ser
considerado alguém em reforma; se for
homossexual, não pode entrar no centro,
e assim prossegue as idiossincrasias que
são estipuladas umas aqui, outras acolá.
Absolutamente não devemos desprezar
o valor de todas essas questões, quando
bem orientadas para o bom senso e a ló-
gica. Entretanto, nenhuma dessas posturas
é referência segura sobre a qualidade
de nossos sentimentos, o que parte do coração.
O que sai do coração e passa pela
boca é o critério de validação de nossa
realidade espiritual. Por ele se conhece a
verdadeira pureza, a pureza interior que é
determinada pela forma como sentimos a
vida que nos rodeia. E sobre esse assunto
temos condições de avaliar o que se pas-
sa no nosso íntimo, jamais o que “vai” no
coração do outro.
Sem dúvida alguma, a pureza exterior pode
ser um ensaio, um primeiro passo para
o ingresso definitivo da Verdade em nosso
coração. Todavia, amigos de ideal, pensemos
se não estamos passando tempo demais
na confortável zona do desculpismo,
desejosos de facilitar para a consciência
nossa noção sobre o que é “ser espírita”.
A quem muito recebeu, muito será pedido.
Em conclusão, convenhamos que há muitos
companheiros queridos do nosso ide-
ário satisfeitos com o fato de apenas evitarem
o mal, entretanto, estejamos alertas
para a única referência ética que servirá a
cada um de nós no reino da alma liberta
da vida física: fazer todo bem que pudermos
no alcance de nossas forças. Para
isso, somente trabalhando por uma intensa
metamorfose nos reinos do coração de
onde procedem todos os males.
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE DOMINGO, 08/11, PUREZA DO LIVRO: AVE LUZ - PALESTRANTE: ANTONIO PEROBA
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, QUINTA FEIRA, 05/11 AS 20:00 - Nos bastidores de uma Reunião Doutrinária -PALESTRANTE:NILSOM ALMEIDA
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, QUARTA FEIRA, 04/11, AS 16:00 : PIEDADE FILIAL. CAPÍTULO 14 DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. PALESTRANTE: JOÃO MOISÉS
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, 21/10, QUARTA FEIRA, AS 16:00 - MORAL ESTRANHA - Capitulo 23 - Evangelho Segundo o Espiritismo - Palestrante: Estér Ferreira
domingo, 18 de outubro de 2015
terça-feira, 13 de outubro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE 13/10 AS 20:00 - A montanha : Roberto Carlos - PALESTRANTE: SANDRA ALMEIDA
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, 08/10 AS 20:00 - Caracteres do Milagre - Capitulo XIII DO LIVRO Gênese - PALESTRANTE: ROBSON FERRER
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, 07/10 (QUARTA FEIRA) AS 16:00 - PROBLEMAS DO AMOR - CAPÍTULO 91 DO LIVRO: FONTE VIVA - Palestrante: ARACI MARTINS
CAPÍTULO 91
Problemas
do amor
“…que vosso amor cresça cada vez mais no pleno conhecimento e
em todo o discernimento.”
Filipenses, 1:9
Filipenses, 1:9
O amor é a força divina do
Universo.
É imprescindível, porém, muita
vigilância para que não a desviemos na justa aplicação.
Quando um homem se devota, de
maneira absoluta, aos seus cofres perecíveis, essa energia, no coração dele,
denomina-se “avareza”; quando se atormenta, de modo exclusivo, pela defesa do
que possui, julgando-se o centro da vida, no lugar em que se encontra, essa
mesma força converte-se nele em “egoísmo”; quando só vê motivos para louvar o
que representa, o que sente e o que faz, com manifesto desrespeito pelos
valores alheios, o sentimento que predomina em sua órbita chama-se “inveja”.
Paulo, escrevendo à amorosa
comunidade filipense, formula indicação de elevado alcance.
Assegura que “o amor deve
crescer, cada vez mais, no conhecimento e no discernimento, a fim de que o
aprendiz possa aprovar as coisas que são excelentes.”
Instruamo-nos, pois, para
conhecer.
Eduquemo-nos para discernir.
Cultura intelectual e aprimoramento moral são imperativos da vida, possibilitando-nos a manifestação do amor, no império da sublimação que nos aproxima de Deus.
Cultura intelectual e aprimoramento moral são imperativos da vida, possibilitando-nos a manifestação do amor, no império da sublimação que nos aproxima de Deus.
Atendamos ao conselho apostólico
e cresçamos em valores espirituais para a eternidade, porque, muitas vezes, o
nosso amor é simplesmente querer e tão somente com o “querer” é possível
desfigurar, impensadamente, os mais belos quadros da vida.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DO DIA 23/09 - QUARTA FEIRA - DESIGUALDADE DAS RIQUEZAS - CAP 16 - 07 DO EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITÍSMO - Palestrante: Alcione Monteiro
terça-feira, 15 de setembro de 2015
SEMANA COMEMORATIVA 05 ANOS DA ESCOLA - TEMA DA DOUTRINÁRIA MUSICAL DE HOJE, 15/9 : COMO UMA ONDA - MUSICA DE LULU SANTOS, INTERPRETADA POR TIM MAIA - PALESTRANTE : Antônio José
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ, CELEBRANDO 05 ANOS DE TRABALHOS E SERVIÇOS À COMUNIDADE ! VAMOS CELEBRAR...
VIVA O MÊS DE
SETEMBRO,
CELEBRAMOS A PRIMAVERA
E
OS 05 ANOS DE TRABALHOS REALIZADOS PELA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA
LUZ,
A SERVIÇO DO BEM NO PETROMAR - STELLA MARES !
É UM MÊS MUITO ESPECIAL, POIS FOI QUANDO NASCEU E SE IMPLANTOU ESSA
GOTA DE AMOR E ESPERANÇA EM MUITAS ALMAS E CORAÇÕES...
CONTINUAMOS NA CAMINHADA, JUNTE-SE A NÓS!
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, 03/09, PERANTE OS FATOS MOMENTOSOS, CAP.39 DO LIVRO: CONDUTA ESPÍRITA - PALESTRANTE: Camila Góes
Perante os fatos momentosos
Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante
ocorrências que apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos,
catástrofes, epidemias, fenômenos geológicos e outros quaisquer.
Acalmar-se é acalmar os outros.
Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes,
abster-se de sensacionalismo.
A caridade emudece o verbo em desvario.
Guardar atitude ponderada, à face de acontecimentos considerados
escandalosos, justapondo a influência do bem ao assédio do mal.
A palavra cruel aumenta a força do crime.
Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da
existência.
As provações gravitam na esfera da Justiça Divina.
Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por
mais estranhas ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios
Superiores atuando em favor do aprimoramento espiritual.
Deus não erra.
Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam
as esperanças, jamais desistir da construção do bem que lhe cumpre realizar.
Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita.
terça-feira, 28 de julho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA MUSICAL DE HOJE 28/07 AS 20:00 - Canção da América!!!. - Milton Nascimento - Palestrante: Eliane Moraes
quinta-feira, 23 de julho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE - 23/07/2015, AS 20:00 - O FUTURO DO HOMEM, DO LIVRO: O HOMEM DO FUTURO - PALESTRANTE: Antônio José
Nona Parte - O FUTURO DO HOMEM
36
A morte e seu
problema
Fatalidade
biológica, a morte é fenômeno habitual da vida. Na engrenagem molecular,
associam-se e desagregam-se partículas, transformando-se através do impositivo
que as constitui, face à finalidade específica de cada uma. Por efeito, o
mesmo ocorre com o corpo, no que resulta o fenômeno conhecido como morte.
Desinformado
quanto aos mecanismos da forma e da funcionalidade orgânica, desestruturado
psicologicamente, o homem teme a morte, em razão do atavismo representativo do
fim da vida, da consumpção do ser.
Em variadas
culturas primitivas e contemporâneas, para fugir-se à realidade desta
inevitável ocorrência, foram criados cerimoniais e cultos religiosos que
pretendem diminuir o infausto acontecimento, escamoteando-o, ao tempo em que se
adorna o morto de esperança quanto
à sobrevivência.
Em muitas
sociedades do passado, era comum colocar-se entre os dentes dos falecidos uma
moeda de ouro, para recompensar o barqueiro encarregado de conduzi-lo à outra
margem do rio da Vida. Na Grécia, particularmente, este uso se tornou normal,
objetivando compensar a avareza de Caronte, que ameaçava deixar vagando os
não-pagantes, quando da travessia do rio Estige, segundo a sua Mitologia.
Modernamente,
repetindo o embalsamamento em que se notabilizaram os egípcios, nas Casas dos Mortos, busca-se embelezar
os defuntos para que dêem a impressão de vida e bem-estar, assim liberando os
vivos dos temores e das reminiscências amargas. Todavia, por mais se mascare a
verdade, chega o momento em que todos a enfrentam sem escapismo, convidados a
vivenciá-la.
A morte é um
fenômeno ínsito da vida, que não pode ser desconsiderado.
Neuroses e
psicoses graves se estabelecem no indivíduo em razão do medo da morte,
paradoxalmente, nas expressões maníaco-depressivas, levando o paciente a
suicidar-se ante o temor de a aguardar.
Numa análise
psicológica profunda, o homem teme a morte, porque receia a vida. Transfere,
inconscientemente, o pavor da existência física para o da destruição ou
transformação dos implementos que a constituem. Acostumado a evadir-se das
responsabilidades, mediante os mecanismos desculpistas, o inexorável
acontecimento da morte se lhe torna um desafio que gostaria de não defrontar,
por consciência, quiçá, de culpa, passando a detestar esse enfrentamento.
Para fugir,
mergulha na embriaguez dos sentidos consumidores e das emoções perturbadoras,
abreviando o tempo pelo desgaste das energias mantenedoras do corpo físico.
O homem,
acreditando-se previdente e ambicioso, aplica o tempo na preparação do futuro e
na preservação do presente. Entretanto, poderia e deveria investir parte dele
na reflexão do fenômeno da morte, de modo a considerá-lo natural e aguardá-lo
com tranqüila disposição emocional. Nem o desejando ou, sequer, evitando
driblá-lo.
A educação
que se lhe ministra desde cedo, face ao mesmo atavismo apavorante da morte, é
centrada no prazer. nas delícias do ego, nas vantagens que pode retirar do
corpo, sem a correspondente análise de temporalidade e fragilidade de que se
revestem. Graças a essa inadvertência espocam-lhe os conflitos, as fobias, a
insegurança.
Um momento
diário de análise, em torno da vida física, predispõe a criatura a projetar o
pensamento para mais além do portal de cinza e de lama em que se deteriora a
organização somática.
Tudo, no
mundo físico, é impermanente, e tal impermanência pode ser vista sob duas
formas: a exterior ou grosseira, e a interior ou sutil.
Nada é
sempre igual, embora a aparência que preserva nos períodos de tempo diferentes.
Por isto mesmo, tudo se encontra em incessante alteração no campo das
micropartículas até o instante em que a forma se modifica — fase sutil de
impermanência. Um objeto que se arrebenta e um corpo, vegetal, animal e
humano, que morre, passam pela fase da transição exterior grosseira para uma
outra estrutura, experimentando a morte.
A morte,
todavia, não elimina o continuunz da
consciência, após a disjunção cadavérica.
Se, desde
cedo, cria-se o hábito da meditação a respeito da consciência sobrevivente,
independente do corpo, a morte perde o seu efeito tabu de aniquiladora, odienta destruidora do ideal, do
ser, da vida.
O
tradicional enigma do que acontece após a morte deve ser de interesse relevante
para o homem que, meditando, encontra o caminho para decifrá-lo. Deixar-se
arrastar pelo pavor ou não lhe dar qualquer importância constituem comportamentos
alienantes.
A
curiosidade pelo desconhecido, a tendência de investigar os fenômenos novos
são atrações para a mente perquiridora, que encontra recursos hábeis para os
cometimentos.
A intuição
da vida, o instinto de preservação da existência, as experiências psíquicas do
passado e para-psicológicas do presente atestam que a morte é um veículo de transferência do ser
energético pensante, de uma fase ou estágio vibratório para outro, sem
expressiva alteração estrutural da sua psicologia. Assim, morre-se como se
vive, com os mesmos conteúdos psicológicos que são os alicerces (inconsciência)
do eu racional (consciência.)
Nesta
panorâmica da vida (no corpo) e da morte (do corpo) ressalta um fator decisivo
no comportamento humano: o apego à matéria, com as conseqüentes emoções
perturbadoras e extratos do comportamento contaminados, jacentes na
personalidade.
Sob um ponto
de vista, a manifestação do instinto
de conservação é valiosa, por limitar os tresvarios do homem que,
diante de qualquer vicissitude, apelaria para o suicídio, qual acontece com
certos psicopatas. De certo modo, frenado, inconscientemente, enfrenta os
problemas e supera-os com a ação eficiente do seu esforço dirigido
corretamente.
Por outro
lado, os esclarecimentos religiosos, embora a multiplicidade dos seus enfoques,
demonstrando que a morte é período de transição entre duas fases da vida,
contribuem para demitizar o pavor do aniquilamento.
Definitivamente,
as experiências psíquicas, parapsicológicas e mediúnicas, provocadas ou
naturais, têm trazido importante contribuição para eqüacionar o problema da
morte, dando sentido à existência.
Conscientizando-se,
o homem, da continuidade do ser pensante após as transformações do corpo
através da morte da forma, alteram-se-lhe, totalmente, os conceitos sobre a
vida e a sua conduta no transcurso da experiência orgânica.
De qualquer
forma, reservar espaços mentais para o desapego das coisas, das pessoas e das
posições, analisando a inevitabilidade da morte, que obriga o indivíduo a tudo
deixar, éuma terapia saudável e necessária para um trânsito feliz pelo mundo
objetivo.
37
A
controvertida comunicação dos Espíritos
O anseio
inconsciente pela sobrevivência do ser consciente à morte física abre as
portas da percepção psíquica, facultando o devassar das sombras do além.
Já não
aspira o homem sorver a água do Letes para o esquecimento, porém sondar o que
ocorre na sua outra margem. E é de lá que têm vindo inesgotáveis informações,
notícias, desafios novos, todos demonstrando a indestrutibilidade da vida, a
sua causalidade e seu finalismo inevitável.
Das
civilizações antigas às modernas, desde as culturas mais primitivas até as mais
bem equipadas de conhecimento e tecnologia, as tumbas descerram as suas lajes
para, rompendo o enganoso silêncio e o falso repouso dos falecidos,
apresentarem suas vozes e ações.
Por mais se
dilatem os arquétipos jungianos até
às suas nascentes, estratificadoras, a sobrevivência os precede, porque foram
aqueles que atravessaram a fronteira, que vieram para elucidar a ocorrência
mortuária, falando sobre a imortalidade a que retornaram.
As suas
lições ensejaram o surgimento da fé religiosa, dos cultos — mesmo os mais
extravagantes — de algumas filosofias e se consubstanciaram nos desafios às
modernas ciências parapsicológicas, psicobiofísicas, psicotrônicas. ainda não
superando a Doutrina Espírita, apresentada por Allan Kardec, resultado de
acuradas observações e experimentos de laboratório, provando a sobrevivência do
ser à sua disjunção cadavérica.
É inerente à
estrutura da vida a sua indestrutibilidade, graças à qual somente há
transformações e nunca aniquilamento.
Partindo-se
deste princípio de imanência, a consciência não se extingue por ocasião da
desorganização cerebral. Independente dela, torna-a instrumento pelo qual se
expressa, mas, não indispensável à sua existência.
Os fenômenos
de ectoplasmia, vidência, psicofonia, psicografia e os mais hodiernamente
estudados pela Metaciência. que se utiliza de complexos aparelhos — spiricon,
vidicom — atestam a continuação e independência do Espírito àmorte do corpo.
Examinadas
com cuidado inúmeras hipóteses para explicá-los, a única a resistir a todo
cepticismo, pelos fatos que engloba, é a da imortalidade da alma com a sua
conseqüente comunicabilidade.
Além dos
produzidos pelo psiquismo humano, ressaltam aqueles que têm gênese nos seres de
outras dimensões, que se fazem identificar de forma exaustiva e clara, não
deixando outra alternativa exceto a sua realidade transcendental, de seres
independentes e desencarnados.
Neste
capítulo se enquadram diversas psicopatias, cujas gêneses resultam de
influências espirituais mediante as quais se abre o campo das obsessões,
igualmente conhecidas desde priscas eras com outras denominações. Esta
influência detetéria dos mortos sobre os vivos tem o seu reverso na que se
opera graças à interferência dos anjos,
dos serafins, dos santos, dos guias espirituais e familiares de inegáveis benefïcios para a criatura
humana, inclusive, na área da preservação e recuperação da saúde.
Cunhou-se,
como efeito imediato, o brocardo que assevera que “os mortos conduzem os
vivos”, tal a ingerência que têm aqueles no comportamento destes.
Eliminando-se, porém, o exagero, o intercâmbio psíquico e físico se dá com mais freqüência entre
eles do que supõem os desinformados. E isto constitui bela página do Livro da
Vida, facultando ao ser pensante a compreensão e certeza da sua eternidade, bem
como ensejando atender as excelentes possibilidades de crescimento
desalienante e a perspectiva de plenitude, fora das conturbações e dos
desajustes que ocorrem no processo de seu amadurecimento psicológico e de seu
autodescobrimento.
A
transitoriedade assume a sua preponderância apenas enquanto vige a existência
corporal de grande significação para estruturar a sobrevivência feliz,
delineando as atividades futuras a ressurgirem como culpa-castigo, tranqüilidade-prêmio, que governam e estatuem os
destinos humanos.
A
consciência, não se aniquilando através da morte, aprimora-se mediante
experiências extrafísicas, que lhe dilatam o campo de aquisição de recursos
capazes de elucidar os enigmas da
genialidade e da demência, da lucidez e da idiotia congênitos.
Este
inter-relacionamento entre o homem e os Espíritos desenvolve-lhe os sentidos
extrafísicos, proporcionando-lhe um desdobramento paranormal, no qual a
mediunidade lhe propicia uma vivência real nas duas esferas vibratórias onde a
vida se apresenta.
Portador
dessa percepção, embora habitualmente embotada, agiganta-se-lhe a área de
sensibilidade psíquica ao educá-la, como se lhe entorpece e turbam outros
campos mentais, se a desconsidera ou se não dá conta da sua existência. O
complexo homem é de natureza transcendental, corporificando-se na forma física
e dissociando-se através da morte, sem surgir de um para outro momento ao
acaso ou desintegrar-se sob o capricho de uma fatalidade nefasta, destruidora.
A Psicologia
profunda vai às raízes deste ser resgatando-o do lodo da terra e erguendo-o da lama do sepulcro, para conceder-lhe a dignidade que merece no
concerto universal, como parte integrante do mesmo.
A única
forma de demonstrar e confirmar a imortalidade da alma é mediante a sua
comunicabilidade, o que oferece consolações e esperanças inimagináveis, por
outro lado facultando ao ser humano lutar com estoicismo graças à meta que o
aguarda à frente, enquanto a consumpção, além de desnaturar a vida, retira-lhe
todo o sentido, o significado, em razão da sua brevidade, isto sem nos
referirmos aos desenlaces precoces, aos natimortos...
A vida vem
aplicando milhões de anos no seu aperfeiçoamento e complexidades, não se
podendo evolar ao capricho da desoxigenação cerebral.
Com esta
certeza esmaece o pavor da morte, desarticula-se a neurose disto advinda,
abrindo um leque de perspectivas positivas para o bem-estar durante a
existência física, prelúdio da espiritual para onde se ruma inexoravelmente.
Os planos agora já não se limitam nas balizas próximas impeditivas, antes se
dilatam encorajadores, no prosseguimento da evolução.
Deste modo,
as controvérsias sobre a sobrevivência vão cedendo lugar à afirmação da vida,
especialmente agora, quando se desdobram as terapias alternativas na área da
saúde, que recorrem às memórias do passado, aos substratos da mente precedente
ao corpo, mediante as quais o continuum
da consciência não sofre interrupção com a morte orgânica nem surge com
o seu renascimento.
A vida
predomina, prevalece em toda parte, sempre e vitoriosa.
38
O modelo organizador
biológico
O homem é,
deste modo, um conjunto de elementos que se ajustam e interpenetram, a fim de
condensar-se em uma estrutura biológica, assim formado pelo Espírito — ser
eterno, preexistente e sobrevivente ao corpo somático —, o perispírito —
também chamado modelo organizador
biológico, que é o “princípio intermediário, substância semimaterial que
serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num
fruto, o germe, o perisperma e a casca”(*) — e o corpo — que é o envoltório
material.
Estes
elementos mantêm um inter-relacionamento profundo com os respectivos planos do
Universo.
O
perispírito, também denominado corpo
astral, é constituído de vários tipos de fluidos (energia) ou de
matéria hiperfísica, sendo o laço que
une o Espírito ao corpo somático.
Multimilenarmente
conhecido, atravessou a História sob denominações variadas. Hipócrates, por
exemplo, chamavao Enormon, enquanto
Plotino o identificava como Corpo Aéreo
ou Ígneo. Tertuliano o indicava como Corpo Vital da Alma, Orígenes como Aura, quiçá inspirados no apóstolo Paulo que o referia como Corpo Espiritual e Corpo Incorruptível. No
Vedanta ele aparece como Mano-ntaya-Kosha
e no Budismo Esotérico é designado por Kainarupa. Os egípcios diziam-no Ka e o Zend Avesta aponta-o por Baodhas, a Cabala hebraica por Rouach. É o Eidôlon do
Tradicionalismo grego, o miago dos
latinos, o Khi dos chineses, o Corpo sutil e etéreo de Aristóteles...
Confúcio igualmente o identificou, chamando-o Corpo Aeriforme e Leibnitz qualificou-o de Corpo fluídico... As variadas épocas
da Humanidade defrontaram-no e por outras denominações ele passou a ser aceito.
De
importância máxima no complexo humano, é o moderno Modelo organizador biológico, que se encarrega de plasmar no
corpo físico as necessidades morais evolutivas, através dos genes e
cromossomos, pois que, indestrutível, eteriza-se e se purifica durante os
processos reencarnatórios elevados.
Pode-se
dizer, que ele é o esboço, o modelo, a forma em que se desenvolve o corpo
físico. E na sua intimidade energética que se agregam as células, que se
modelam os órgãos, proporcionando-lhes o funcionamento. Nele se expressam as
manifestações da vida, durante o corpo físico e depois, por facultar o
intercâmbio de natureza espiritual. É o condutor da energia que estabelece a
duração da vida física, bem como e responsável pela memória das existências
passadas que arquiva nas telas sutis do inconsciente
atual, facultando lampejos ou recordações esporádicas das existências
já vividas.
O filósofo
escocês Woodsworth estudando-o, disse que éo Mediador plástico “através do qual passa a torrente de matéria
fluente que destrói e reconstrói incessantemente o organismo vivo.”
Na sua
estrutura de energia se localizam os distúrbios nervosos, que se transferem
para o campo biológico e que procedem dos compromissos negativos das
reencarnações passadas.
Igualmente
ele responde pelas doenças congênitas, em razão das distonias morais que conduz
de uma para outra vida. Por isso mesmo, trata-se de um organismo vivo e pulsante, sendo constituído por trilhões de
corpos unicelulares rarefeitos, muito sensíveis, que imprimem nas suas intrincadas
peças as atividades morais do Espírito, assinalando-as nos órgãos
correspondentes quando das futuras reencarnações.
Veículo
sutil e organizador, é o encarregado de fixar no organismo os traumas
emocionais como as aspirações da beleza, da arte, da cultura, plasmando nos
sentimentos as tendências e as possibilidades de realizá-las.
Graças à sua
interpenetração nas moléculas que constituem o corpo, exterioriza, através
deste, os fenômenos emocionais — carmas —, positivos ou não, que procedem do
passado do indivíduo e se impõem como mecanismos necessários àevolução.
Comandado
pelo Espírito mediante automatismos nas faixas menos evoluídas da Vida, pode
ser dirigido consciente-mente, desde que se encontre liberado dos impositivos
dos resgates dolorosos, no processo da aprendizagem compulsória.
Quanto mais
o homem se espiritualiza, domando as más inclinações e canalizando as forças
para as aspirações de enobrecimento e sublimação, mais sutis são as suas
possibilidades plasmadoras, dando gênese a corpos sadios, emocional e
moralmente, em razão do agente causal estar liberado das aflições e limites
purificadores.
O
amadurecimento psicológico proporciona ao indivíduo utilizar-se das aquisições
morais, mentais e culturais para estimular-lhe os núcleos fomentadores de vida,
alterando sempre para melhor a própria estrutura física e psíquica pelo irradiar
de energias saudáveis, reconstruindo o organismo e utilizando-o com sabedoria
para fruir da paz e da alegria de viver.
39
A
reencarnação
Destituída
de finalidade seria a vida que se diluísse na tumba, como efeito do fenômeno da
morte. Diante de todas as transformações que se operam nos campos da realidade
objetiva, como das alterações que se processam na área da energia, seria
utópico pensar-se que a fatalidade do existir é o aniquilamento. Embora as
disjunções moleculares e as modificações na forma, tudo se apresenta em
contínuo vir-a-ser, num intérmino desintegrar-se — reintegrando-se —, que oferece,
à Vida, um sentido de eternidade, além e antes do tempo, conforme as limitadas
dimensões que lhe conferimos.
Nesse
sentido, especificamente, o complexo humano apresenta-se através de faixas de
movimentação instável, qual ocorre com o corpo; em mecanismos de sutilização, o
perispírito; e de aprimoramento, quando se trata do Espírito, este último,
aliás, inquestionavelmente imortal.
A aquisição
da consciência é o resultado de um processo incessante, através do qual o psiquismo se agiganta desde o sono, na força aglutinadora das
moléculas, no mineral; à sensibilidade,
no vegetal; ao instinto, no
animal; e à inteligência, à razão, no
homem. Nesta jornada automática, funcionam as inapeláveis Leis da Evolução, em a Natureza , defluentes
da Criação.
Chegando ao
patamar humano, esse psiquismo, de início rudimentarmente pensante, atravessa
inúmeras experiências pessoais, que o tornam herdeiro de si mesmo, em um encadeamento
de aprendizagens pelo mergulho no corpo e abandono dele, toda vez que se
rompam os liames que retêm a individualidade.
Este
processo de renascimentos, que os gregos denominavam de palingenésico,
constitui um avançado sistema de crescimento intelecto-moral, fomentador da
felicidade.
Graças a ele, a existência humana se reveste de dignidade e de
relevantes objetivos que não podem ser interrompidos. Toda vez que surge um
impedimento, que se opera um transtorno ou sucede uma aparente cessação, a
oportunidade ressurge e o recomeço se estabelece, facultando ao aprendiz o
crescimento que parecia terminado.
Face a este
mecanismo, os fenômenos psicológicos apresentam-se em encadeamentos naturais,
e elucidam-se inumeráveis patologias psíquicas e físicas, distúrbios de
comportamento, diferenças emocionais, intelectuais e variados acontecimentos,
nas áreas sociológica, econômica, antropológica, ética, etc.
O
processamento da aquisição intelectual faz-se ao largo das experiências de
aprendizagem, mediante as quais o Eu consciente adiciona conteúdos culturais,
ao mesmo tempo que desenvolve as aptidões jacentes, para as diversas categorias
da técnica, da arte, da ética, num incessante aprimoramento de valores.
A
anterioridade do Espírito ao corpo, brinda-lhe maior soma de conhecimentos do
que os apresentados pelos principiantes no desiderato físico.
A
genialidade de que uns indivíduos são portadores, em detrimento dos limites que
se fazem presentes em outros seres do mesmo gene, demonstra que os psiquismos
aí expressos diferem em capacidade e lucidez.
Embora
herdeiro dos caracteres da raça — aparência, morfologia, cabelos, olhos, etc.
—, os valores psicológicos, intelecto-morais não são transmissíveis pelos
genes e cromossomos, antes, são atributos da individualidade eterna, que transfere
de uma para outra existência corporal o somatório das suas conquistas salutares
ou perturbadoras.
Não há como
negar-se a influência genética na evolução do ser, os impositivos do meio, dos
costumes e dos hábitos, entretanto, impende observar que o corpo reproduz o
corpo, não a mente, a consciência, que só o Espírito exterioriza.
A introdução
do conceito reencarnacionista na Psicologia dá-lhe dimensão invulgar,
esclarecimento das dificuldades na argumentação em torno do Inconsciente, dos
arquétipos, individual e coletivo, estudando o homem em toda a sua
complexidade profunda e, mediante a identificação do seu passado,
facultando-lhe o descobrimento e utilização das suas possibilidades, do seu
vir-a-ser.
Nos
alicerces do Inconsciente profundo encontram-se os extratos das memórias
pretéritas, ditando comportamentos
atuais, que somente uma análise regressiva consegue detectar, eliminando os conteúdos
perturbadores, que respondem por várias alienações mentais.
No capítulo
dos impulsos e compulsões psicológicas, o passado espiritual exerce uma
predominância irrefreável, que leva aos grandes rasgos do devotamento e da
abnegação, quanto à delinqüência, à agressividade, à multiplicidade de personificações
parasitárias, mesmo excluindo-se a hipótese das obsessões.
Na imensa
panorâmica dos distúrbios mentais, especialmente nas esquizofrenias,
destacam-se as interferências constritoras dos desencarnados que se estribam
nas leis da cobrança pessoal, certamente
injustificáveis, para desforçar-se dos sofrimentos que lhes foram anteriormente
infligidos, em outras existências, pelas vítimas atuais.
Diante das
ocorrências do déjà-vu, os
remanescentes reencarnacionistas estabelecem parâmetros sutis de lembranças
que retornam à consciência atual como lampejos e clichês de evocações,
ressumando dos conteúdos da inconsciência — ou da memória extracerebral, do
perispírito — oferecendo possibilidades de identificação de pessoas, acontecimentos,
lugares e narrativas já vividos, já conhecidos, antes experimentados...
Desfilam, então, os fenômenos psicológicos das simpatias e das antipatias,
dos amores alucinantes e dos ódios devoradores, que ressurgem dos arquivos
da memória anterior ante o estímulo externo de qualquer natureza, que os
desencadeiam, tais: um encontro ou reencontro; uma associação de idéias — a
atual revelando a passada — uma dissensão ou um diálogo; qualquer elemento que
constitua ponte de ligação entre o hoje e o ontem.
Excetuando-se
os conflitos que têm sua psicogênese na vida atual, a expressiva maioria deles
procede das jornadas infelizes do ser eterno, herdeiro de si mesmo, que
transfere as fobias, insatisfações, consciência de culpa, complexos, dramas
pessoais, de uma para outra reencarnação através de automatismos psicológicos,
responsáveis pelo equilíbrio das Leis que governam a Vida.
Diante de
tais acontecimentos, considerando-se os fenômenos místicos, as ocorrências
paranormais. os êxtases naturais e os provocados, aos quais a Psicologia
organicista dava gêneses patológicas, nasceu, mais ou menos recentemente, a
denominada quarta força em
Psicologia — sucedendo (ou completando) o Behaviorismo, a Psicanálise e a
Psicologia Humanista —, que é a Escola Transpessoal. Entretanto, já no começo
do século, Burcke, desejando enquadrar em uma só denominação estes e outros
eventos psicológicos, cunhou o conceito de consciência cósmico, a fim de os situar em um só capítulo,
tornando-se, de alguma forma, pioneiro, na área da Psicologia Transpessoal, que
abrange, entre outras, as percepções extra-sensoriais, além da área da
consciência.
Nesta
conceituação, a morte é fenômeno biológico a transferir o ser de uma para
outra realidade, sem consumpção da vida.
O ser
humano, diante da visão nova e transpessoal,
deixa de ser a massa, apenas celular, para tornar-se um complexo com
predominância do princípio eterno. A decisiva contribuição dos seus pioneiros,
entre os quais, Maslow, Assagioli — com a sua Psicossíntese —, Sutich, Wilber,
Grof e outros, oferece excelentes recursos para a psicoterapia, liberando a
maioria dos pacientes dos seus conflitos e problemas que desestruturam a
personalidade.
Neste
admirável amálgama da integração dos mais importantes Insights das Doutrinas psicológicas do Ocidente com as Tradições
Esotéricas do Oriente, agiganta-se o Espiritismo, pioneiro de uma Psicologia
Espiritualista dedicada ao conhecimento do homem integral, na sua valiosa
complexidade — Espírito, perispírito e matéria — ampliando os horizontes da
vida orgânica, a se desdobrarem além do túmulo e antes do corpo, com infinitas
possibilidades de progresso, no rumo da perfeição.
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Stella Maris, BA, Brasil
sexta-feira, 10 de julho de 2015
ALFABETIZAÇÃO PARA ADULTOS - NOVO SERVIÇO OFERECIDO PELA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ
A ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ VEM CONVOCAR À TODOS PARA A NOVA ATIVIDADE QUE SERÁ DESENVOLVIDO PELO CENTRO:
* ALFABETIZAÇÃO PARA ADULTOS
* TODAS AS QUARTAS FEIRA
* TURNO VESPERTINO
SE VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE AINDA NÃO É ALFABETIZADO, INDIQUE NOSSO CENTRO.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE : DOENÇAS DA ALMA DO LIVRO: AMOR IMBATÍVEL AMOR - PALESTRANTE: VERA MONTANO . Lembrando que a partira das 19:00 temos, Atendimento Fraterno e Passe Individual...
DÉCIMA PARTE
Capítulo 45
DOENÇAS DA ALMA
O ser psicológico é o perfeito
reflexo da sua realidade plena. Sendo Espírito imortal, conduz o seu patrimônio
evolutivo — resultado das experiências ancestrais — que se encarrega de modelar
os conteúdos delicados da sua personalidade, elaborando processos de harmonia
ou desequilíbrio que resultam dos condicionamentos armazenados no psiquismo
profundo. Arquiteto da própria vida, em cada realização elabora, conscientemente
ou não, os moldes que se lhe constituirão mecanismos hábeis para a movimentação
nos novos investimentos. Elaborado pela energia inteligente, que o torna
especial no complexo campo das vibrações que se agita no Universo, o
direcionamento que resulte da arte e ciência de pensar responderá pela formação
das estruturas psicológicas e físicas, psíquicas e orgânicas com as quais se
haverá nos empreendimentos futuros. Conforme pensa, constrói os delicados e
sutis implementos que se transformarão em força atuante no mundo das formas. Ao
mesmo tempo, exterioriza ondas específicas que se imprimem nos painéis mentais,
aí insculpindo os processos psíquicos que comandarão as futuras atividades. Em
razão disso, quando as elaborações mentais não possuem carga superior de
energia, elaborando imagens perniciosas e inferiores, plasmam-se nos refolhos
íntimos as estruturas que irão delinear a conduta, ensejando harmonia ou
abrindo espaço para a instalação de psicopatologias variadas, que se imprimirão
nas engrenagens do conglomerado genético, definidor, de certo modo, graças ao períspirito,
da futura estrutura do indivíduo. As enfermidades da alma, portanto, procedem
de condutas atuais como de anteriores, a que se permitiu o Espírito,
engendrando as emanações morbíficas, que ora se convertem em distúrbio de
natureza complexa, e que passam a exigir terapia conveniente quão cuidadosa. O
ser jamais se evade de si mesmo, do Eu interior, que sobrevive à decomposição
cadavérica e é responsável por todas as ocorrências existenciais, face à sua
causalidade e à sua destinação, que tem caráter eterno. Assim sendo, é
totalmente decepcionante uma análise do indivíduo somente sob o ponto de vista
orgânico, por mais respeitável seja a Escola de pensamento que se atenha a esse
estudo. A hereditariedade e os implementos psicossociais, socioeconômicos, os
fatores perinatais e outros são insuficientes para abarcar a realidade do ser
humano em toda a sua complexidade. A alma transcende as emanações neuronais,
possuindo uma realidade que resiste à disjunção cerebral e por essa razão,
podendo pensar sem os seus equipamentos supersensíveis, embora esses não
consigam elaborar o pensamento sem a sua presença. Felizmente, a antiga
presunção organicista vem cedendo lugar a concepções mais compatíveis com a
realidade, deixando à margem a imposição acadêmica ancestral, para se firmar no
testemunho dos fatos ine- equívocos da experimentação contemporânea. Nessa
investigação, séria e nobre, em torno do ser tridimensional: Espírito, períspirito
e matéria, se pode encontrar a psicogênese das enfermidades da alma, como
também defrontar as patogêneses que assinalam a criatura humana no seu
transcurso evolutivo. O ser profundo, autor de todos os acontecimentos em sua
volta, é o Espírito, seja qual for o nome que se lhe atribua.
46. MAU HUMOR - Realizando um
périplo que se inicia na forma de princípio inteligente, o Espírito cresce
insculpindo conquistas e desacertos no âmago da sua realidade, definindo
formas, contornos e conteúdos, à medida que avança na esteira multifária da
evolução. Cada etapa se assinala por específica realização que se lhe torna
patamar de sustentação para novo passo, crescendo, a pouco e pouco, no rumo da auto
conquista. O desenvolvimento psicológico ocorre-lhe lentamente, plasmando-se
através das experiências que lhe desabrocham as potências adormecidas e que são
elementos constitutivos da sua realidade transcendental. De acordo com a
iluminação, e o discernimento conseguido, adquire consciência de culpa em decorrência
dos atos praticados, transferindo para os novos cometimentos a necessidade de
recuperação da tranquilidade perdida, que é o recurso hábil para a saúde
integral. O ser essencial é amor, no entanto, no processo de despertamento da
sua potencialidade divina, adquire expressões não legítimas, que passam a
atormentá-lo, já que fazem parte do processo de maturação através de
negatividades, que são o desamor e as máscaras do ego, expressando-se como
pseudo-amor. Face a esses mecanismos, com frequência as insatisfações e
conflitos dão curso a estados desagradáveis de comportamento, que se podem
transformar em enfermidades da alma, ou, em razão de suas raízes profundas no
ser, exteriorizam-se como máscaras do ego, como negatividades, decorrentes dos
desequilíbrios da conduta anterior. O mau humor, que resulta de distúrbios
emocionais profundos ou superficiais, se instala de forma sutil e passa a
constituir uma expressão constante no comportamento do indivíduo. Pode
apresentar-se com caráter transitório ou tornar-se crônico, convertendo-se em
verdadeira doença, que exige tratamento continuado e de longo prazo. Por trazer
as matrizes inseridas nos tecidos sutis da realidade espiritual, transfere-se
do campo psíquico para a organização somática através da hereditariedade, que
responde pela sua fixação profunda, de caráter expiatório. Em casos tão graves,
a terapia psiquiátrica é convocada a auxiliar o paciente, que se lhe deve
entregar com cuidado, ao mesmo tempo alterando o modo de encarar a vida, o
mundo e as pessoas, mediante cujo esforço renovará as paisagens íntimas e
elaborará novos painéis que lhe darão cor e beleza existenciais. Caracteriza-se
o mau humor pela apatia que o indivíduo sente em relação às ocorrências do dia-a-dia,
à dificuldade para divertir-se, aos impedimentos psicológicos de atingir metas
superiores, de bem desempenhar a função sexual, negando-se à mesma ou
atirando-se desordenadamente na busca de satisfações além do limite, mediante
mecanismo de fuga em torno da própria problemática. Torna-se, dessa forma,
pessoa solitária, egoísta, amarga... Tais características podem levar a um
diagnóstico equivocado de depressão, que se caracteriza por alternâncias de
conduta, enquanto que no estado de humor negativo a conduta é qual uma linha
reta, desinteressante, sem emoção, permanecendo constante, enquanto que na
depressão a mesma desce em fase profunda ou ascende, podendo libertar-se com
relativa facilidade. O oposto, o excesso de humor, também expressa disfunção
orgânica, revelando-se em traços da personalidade em forma exagerada de
otimismo que não tem qualquer justificação de conduta normal, já que se torna
uma euforia, responsável pela alteração do senso da realidade. Perde-se, nesse
estado, o contorno do que é real e passa-se ao exagero, tornando-se
irresponsável em relação aos próprios atos, já que tudo entende como de fácil
manejo e definição. Em tal situação, quando irrompe a doença, há uma excitação
que conduz o paciente às compras, à agitação, à insônia, com dificuldades de
concentração. Certamente que um momento de euforia como outro de mau humor
fazem parte do processo de se estar saudável, de comportar-se bem, de
encontrar-se em equilíbrio. A permanência num como noutro comportamento é que
denota o desajuste, a disfunção, a desarmonia emocional. Diante de uma pessoa
mal-humorada, a primeira ideia que ocorre à família ou aos amigos, é a de
proporcionar-lhe divertimento, mudança de clima psicológico, levando-a a
sorrir, tentando gerar situação agradável ou cômica, que se lhe apresenta
perturbadora, insossa, já que não consegue biologica- mente produzir enzimas
propiciadoras do bem-estar. O distímico sente-se pior, em tal circunstância,
formulando um conceito de culpa perturbador, ao sentir-se responsável por estar
preocupando aqueles que o estimam e o cercam, tornando-se lhe o lazer proposto
uma experiência ainda mais traumática. Ante o insucesso, familiares e amigos
recuam e passam à agressão mediante apodos, denominando o enfermo como
preguiçoso, indiferente ao afeto que lhe é direcionado, como se ele pudesse
alterar de um para outro momento o estado de enfermidade. Somente a paciência
familiar e fraternal, o envolvimento afetivo natural, sem exageros momentâneos
nem pseudoterapêuticos, e, concomitantemente a assistência psiquiátrica podem
oferecer os resultados que se desejam, e que são logrados com vagar. A
consciência de culpa ínsita no Espírito impõe-lhe uma conduta mal- humorada,
produzindo organicamente os fenômenos exteriores, que podem ser diluídos
mediante uma alteração na conduta do enfermo, que se deve esforçar, certamente
com muito sacrifício, a fim de recuperar-se dos equívocos, encetando novos
compromissos edificantes, mediante os quais diminuirá a dívida moral, auto
liberando-se do fardo esmagador. Por outro lado, a bioenergia constitui valioso
recurso terapêutico, por agir nos tecidos sutis do períspirito do enfermo,
auxiliando na reconstrução das suas engrenagens específicas, alterando o campo
vibratório, que redundará em modificação expressiva na área neuronal. A
distimia e a euforia são, portanto, doenças da alma, que necessitam de
conveniente estudo e tratamento, por assaltarem um número cada vez maior de
pacientes, vitimados por si mesmos e pelos variados fatores exógenos que a
todos envolvem na atualidade.
47. SUSPEITAS INFUNDADAS - O
indivíduo, assinalado por consciência de culpa decorrente dos atos passados,
que não soube ou não os quis regularizar quando do périplo carnal, renasce
possuído por conflitos que procura ocultar, não conseguindo supera- los no
mundo íntimo. Assim sendo, projeta no comportamento suspeitas infundadas em
relação às pessoas com quem convive, sempre temendo ser identificado pelos
erros, desmascarado e trazido à realidade da reparação. Essa conduta aflige e
corrói os valores morais, trabalhando-o de maneira negativa e perturbadora, de
tal forma que o torna arredio, agressivo e infeliz, levando-o, não poucas
vezes, a situações vexatórias, neuróticas, por encontrar inimigos hipotéticos
em toda parte, assim experimentando o fardo da culpa, que o anatematiza e
procura manter oculta. Toda vez que se encontra no grupo social, e duas ou mais
pessoas dialogam, sorriem ou se tornam austeras, logo lhe surge a ideia
infeliz, a suspeita tormentosa, de que se referem à sua pessoa, que comentam
negativamente o seu comportamento, ou invejosas, inferiores, comprazem-se em
persegui-lo e malsinar as suas horas. Tal conduta patológica torna-se um cruel
verdugo para o paciente, que se afasta do meio social, sentindo-se rejeitado,
de alguma forma detendo-se em conflito persecutório ou de ambição exagerada de
grandeza, através de raciocínios lógicos, tombando num quadro paranoico. Nesse
estado torna-se refratário a qualquer ajuda, em se considerando bem, sem
apresentar necessidade de alguma espécie, ao que sobrepõe o ego doentio, que se
supõe superior. O ser humano é essencialmente sua conduta pregressa. Em cada
etapa existencial adquire compromissos que se transformam em asas de libertação
ou algemas vigorosas, passando a sofrer as consequências que se transferem de
uma para outra existência física, do que lhe decorrem inevitáveis efeitos morais.
Ninguém, portanto, no grande périplo da evolução, que possa atravessar o
processo de crescimento evadindo-se das responsabilidades estatuídas pelos
Supremos Códigos e impressas na Lei natural, vigente em toda parte, que é o
amor. Toda e qualquer agressão a essa realidade transforma-se em contingente
aflitivo, que atormenta até romper o elo retentor. Por outro lado, todas as conquistas
se transformam em mapas de elevação, apontando rumos para o Infinito e a
Plenitude. Uma análise, portanto, do ser integral, impõe a visão
reencarnacionista, propiciadora dos valores de engrandecimento, estruturando-o,
fortalecendo-o. Recupera em uma etapa o que perdeu na anterior, não
necessariamente na última experiência, senão naquela que permanece como peso na
economia da evolução, aguardando ressarcimento. Está, portanto, no passado do
Espírito, próximo ou remoto, a causa de qualquer transtorno psicológico,
psíquico e orgânico, por constituir alicerce profundo do inconsciente, no qual
se apoiam as novas conquistas e surgem os comportamentos decorrentes. A
psicoterapia desempenha um papel relevante ao lado dos portadores de suspeitas
infundadas, auxiliando-os no autodescobrimento e na valorização da sua
realidade, não das supostas qualidades que não existem, assim como das
acusações que supõem lhes são feitas, e totalmente destituídas de funda- mento.
Nesse contubérnio de inquietação, mentes desassociadas do corpo, que deambulam
no Mundo Causal, utilizam-se do conflito e passam a obsidiar o paciente,
enviando-lhe mensagens telepáticas mais infelizes, que se tornam uma forma de auto
pensamento, tão frequentes e contínuas se lhes fazem que deem surgimento a
processos alienantes muito graves e de consequências imprevisíveis. Eis porque
o Evangelho desempenha um papel fundamental como terapêutica em processos de
tal envergadura como noutros, auxiliando o paciente a libertar-se das
suspeições atordoantes e avassaladoras. Sob tal orientação, o da saúde
espiritual surge às possibilidades de praxiterapias valiosas, que se sustentam
na ação do bem ao próximo, na caridade para com ele, resultando em caridade
para com a pessoa mesma. Lentamente se vão instalando novos raciocínios, visão
mais dilatada da realidade que se apresenta e a recuperação do distúrbio
fazem-se com segurança, propiciando equilíbrio e bem-estar.
48 SÍNDROME DE PÂNICO - Em 1980
foi estabelecido como sendo uma entidade específica, diferente de outros
transtornos de ansiedade, aquele que passou a ser denominado como síndrome de
pânico, ou melhor elucidando, como transtorno de pânico, em razão de suas
características serem diferentes dos conhecidos distúrbios. A designação tem
origem no deus Pan, da Mitologia grega, caracterizado pela sua fealdade e forma
grotesca, parte homem, parte cabra, e que se com- prazia em assustar as pessoas
que se acercavam do seu habitat, nas montanhas da Arcádia, provocando-lhes o
medo. Durante muito tempo, esse distúrbio foi designado indevidamente como
ansiedade, síndrome de despersonalização, ansiedade de separação, hipocondria,
histeria, depressão atípica, agora fobia, até ser estudado devidamente por
Sigmund Freud, ao descrever uma crise típica de pânico em uma jovem nos Alpes
Suíços. Anteriormente, durante a guerra franco-austríaca de 1871, o Dr. Marion
Da Costa examinou pacientes que voltavam do campo de batalha apresentando
terríveis comportamentos psicológicos, com crises de ansiedade, insegurança,
medo, diarreia, vertigens e ataques, entre outros sintomas, e que foram
denominados como coração irritável, por fim tornando- se conhecido como
Síndrome de Da Costa, pela valiosa contribuição que ele ofereceu ao seu estudo
e terapia. A síndrome de pânico pode ocorrer de um para outro momento e atinge
qualquer indivíduo, particularmente entre os 10 a 40 anos de idade, alcançando,
na atualidade, expressivo índice de vítimas, que oscilam entre 1% e 2% da
população em geral. Na atualidade apresenta-se com alta incidência, levando
grande número de pacientes a aflições inomináveis. Existem fatores que
desencadeiam, agravam ou atenuam essa ocorrência e podem ser catalogados como
físicos e psicológicos. Já não se pode mais considerar como responsável pelos
distúrbios mentais e psicológicos uma causa unívoca, porém, uma série de
fatores predisponentes como ambientais, especialmente no de pânico. Entre os
primeiros se destacam os da hereditariedade, que se responsabilizam pela
fragilidade psíquica e pela ansiedade de separação. Tais fatores genéticos
facultam o desencadear da predisposição biológica para a instalação do
distúrbio de pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de
insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a instalação do pânico,
quando se dá qualquer ocorrência direta ou indireta, que se responsabiliza pelo
desencadeamento da crise. Acredita-se que a responsabilidade básica esteja no
excesso de serotonina sobre o Sistema Nervoso Central, podendo ser controlada a
crise mediante aplicação de drogas específicas tais clonazepam, não obstante
ainda seja desconhecido o efeito produzido em relação a esse neuro-receptor. O
surto ou crise é de efeitos alarmantes, por transmitir uma sensação de morte,
gerando pavor e desespero, que não cedem facilmente. A utilização de palavras
gentis, os cuidados verbais e emocionais com o paciente não operam o resultado
desejado, em razão da disfunção orgânica, que faculta a instalação da
ocorrência, embora contribuam para fortalecer no enfermo a esperança de
recuperação e poder trabalhar-se o psiquismo de forma positiva, que minora a
sucessão dos episódios devastadores. Não raro, o paciente, desestruturado
emocionalmente e vitimado pela sucessão das crises, pode desenvolver um estado
profundo de agora fobia ou derrapar em alcoolismo, toxicomania, como evasões do
problema, que mais o agravam, sem dúvida. É uma doença que se instala com mais frequência
na mulher, embora ocorra também no homem, e não se trata de um problema
exclusivamente con- temporâneo, resultado do estresse dos dias atuais, em razão
de ser conhecida desde a Grécia antiga, havendo sido, isto sim, melhor
identificada mais recentemente, podendo ser curada com cuidadoso tratamento
psiquiátrico ou psicológico, desde que o paciente se lhe submeta com tranquilidade
e sem a pressa que costuma acompanhar alguns processos de recuperação da saúde
mental. O distúrbio de pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as
Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos
gens a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram sem
justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais, porém, da
divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o portador de
distúrbio de pânico não transfere por hereditariedade necessariamente a predisposição
aos seus descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor nos familiares
com essa disfunção explícita. Indispensável esclarecer que, embora a gravidade
da crise, o distúrbio de pânico não leva o paciente à desencarnação, apesar de
dar-lhe essa estranha e dolorosa sensação.
49. SEDE DE VINGANÇA - O
comportamento paranoico gera uma gama de aflições perturbadoras de grande
densidade, alienando o paciente que perde relativamente o contato com a
realidade objetiva. Deambulando pelos dédalos da insensatez, sente-se acuado
pelos conflitos, que transfere de responsabilidade, sempre acusando as demais
pessoas de o não entenderem e o perseguirem, empurrando-o para o in- sucesso, a
infelicidade... Afastando-se do conjunto social elabora mecanismos de desforço
como fenômeno de auto-realização, engendrando formas de constatar a
superioridade mediante a queda daquele que é considerado seu opositor. Nesse
estado de inquietação engendra formas de análise inadequada em torno da conduta
alheia, derrapando em maledicências, em exageros de in- formações que não
correspondem à realidade, culminando em calúnias, que possam caracterizar
imperfeição do seu opositor, situando-o em plano de inferioridade. Dessa forma,
quando o outro, o inimigo, experimenta qualquer dessas, tormento ou provação, o
enfermo que se lhe opõe experimenta uma alegria íntima muito grande como
compensação da inferioridade na qual estagia. Esse tormento faz-se tão cruel
que, não raro, o paciente torna-se algoz inclemente daquele que se lhe torna vítima.
Na raiz desse como de outros transtornos da personalidade encontram-se o
egoísmo exacerbado e o orgulho, que são os cânceres morais encarregados de
desorganizar o ser humano, tornando-o revel. A mente, concentrada no conteúdo
da mensagem que elabora, termina por influenciar os neurônios que lhe sofrem a
indução psíquica e passam a produzir substâncias equivalentes à qualidade de
onda, dando curso ao bem-estar ou aos conflitos perturbadores. Quando essa
indução é mais demorada e produz agravantes de efeitos danosos, transfere-se de
uma para outra existência, imprimindo nos tecidos sutis do perispírito os
prejuízos causados, que remanescem como provas ou expiações que assinalam
profundamente o ser espiritual. Face a essa razão, são impressas nos componentes
genéticos as necessidades de reparação, assinalando o Espírito com os
distúrbios a que deu lugar a sua conduta desastrosa. A sede de vingança é
lamentável conduta espiritual que termina por afligir aquele que a vitaliza
interiormente. Cabe ao indivíduo envidar todos os esforços para vencer esse
sentimento inferior, que lhe constitui motivo de demoradas angústias, porqüanto
é impossível desfrutar da infelicidade alheia, alegrando-se quando outrem
sofre. A aparente alegria, resultado da satisfação por sentir-se vingado, logo
se transforma em profunda frustração, por desaparecer-lhe o motivo existencial.
A vida tem definidas metas que constituem motivação para a sua experiência.
Quando desaparecem, o sentido existencial emurchece, se instalam as distonias, e
transtornos especiais tomam lugar na área do equilíbrio. Cabe ao infrator
desenvolver a coragem para entender que o problema não procede do exterior, de
outra pessoa, porém, dele mesmo, em razão dos seus conflitos, da sua limitada
percepção de consciência, em razão do trânsito em faixas primárias do
conhecimento. Todavia, resolvendo-se por adquirir a saúde emocional, cumpre-lhe
esforçar-se por reverter a situação, domando as más inclinações, dentre as
quais se destaca a sede de vingança. Lentamente, porém, com segurança, o amor
abre-lhe perspectivas dantes não imaginadas, que se vão ampliando até conseguir
a perfeita compreensão da luta que deve travar em seu mundo íntimo, a fim de auto
superar-se e encontrar a felicidade. Todo o esforço de educação pessoal em
superar as más inclinações constitui terapia valiosa para a saúde integral.
Ninguém há que se considere sem necessidade dessa avaliação pessoal e do consequente
esforço para consegui-la.
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Stella Maris, BA, Brasil
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