SOBRE NÓS :

VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.

MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.

Redirecionamento

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sábado, 21 de novembro de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE AMANHÃ, DOMINGO, 22/11 AS 16:00 - O QUE PROCEDE DO CORAÇÃO DO LIVRO REFORMA ÍNTIMA SEM MARTÍRIO - PALESTRANTE: HELENICE SANTANA



O que Procede do Coração

“Escutai e compreendei bem isso: – Não é o que entra na boca que macula o homem; O que sai da boca do homem é que o macula. – O que sai da boca procede do coração e é o que torna impuro o homem;” (S. Mateus, Capitulo XV v.11) O Evangelho Segundo Espiritismo Capítulo VIII – item 8 Dentre os velhos inimigos a burilar na caminhada evolutiva, as tendências que assinalam no nosso estágio de aprendizado espiritual constituem fortes impulsos da alma que desviam o ser de seu trajeto natural na aquisição das virtudes. Tendências são inclinações, pendores que determinam algumas características comportamentais da personalidade. Muitas delas foram adquiridas em várias etapas reencarnatórias e sedimentam o sistema de valores, com o qual a criatura faz suas escolhas na rotina da existência. Entre essas inclinações, vamos encontrar a adoração exterior como sendo hábito profundamente arraigado na mente determinando forte vocação para a ritualiza- ção, o místico e a valorização de tradições religiosas, através da qual o homem faz seu encontro com Deus. Muito natural que nos dias atuais as manifestações exteriores em relação à divindade prevaleçam na humanidade terrena, considerando que o seu trajeto espiritual se encontra bem mais perto da animalidade que da angelitude. Nesse sentido, é interessante analisar que, mesmo nas fileiras da doutrina da fé raciocinada, encontra-se a maioria de seus adeptos engalfinhados em vigorosas reminiscências que fizeram parte das movimentações da alma nas vivências das religiões tradicionais. Atrofiamento do raciocínio, supervalorização dos valores institucionais, engessamento de conceitos, sensação de missionarismo religioso, atitude de supremacia da verdade, idolatria a seres “superiores”, submissão de conveniência a líderes, relação de absolvição ou penitência com práticas espíritas, desvalorização de si mesmo em razão da condição de pecador, condutas puritanas perante a sociedade e seus costumes, cultivo de comportamentos moralistas, confusão entre pureza exterior e renova- ção íntima, essas são algumas tendências que se apresentam junto aos nossos celeiros espirituais, remanescentes de fortes condicionamentos psíquicos. Semelhantes caracteres imprimiram um padrão de práticas e conceitos no movimento espírita que, de alguma forma, estipulam referências a serem adotadas pelos seus seguidores. Com todo respeito e fraternidade, necessitamos urgentemente a coragem de avaliar com sinceridade as influências “éticas” perniciosas dessas tendências no quadro de nossas vivências espíritas. São reflexos inevitáveis do crescimento evolutivo que ninguém pode negar, mas daí a aceitá-las sem quaisquer esforços de melhoria, é conivência e pusilanimidade. Torná- -las uma referência religiosa pela qual se deva reconhecer o verdadeiro seguidor do Espiritismo é uma atitude recheada de ancestralismo e hipocrisia. A comunidade espírita, que tantas benfeitorias tem prestado ao mundo, carece de uma reavaliação global em sua estrutura no que tange à noção de comprometimento. Convém que os líderes mais sensibili- zados instiguem a formação da cultura da franqueza com fraternidade e clareza, no intuito de estabelecer uma oxigenação na sementeira para obtenção de mais qualidade nos frutos. Muitos companheiros, os quais merecem nossa compreensão, costumam disseminar a concepção de que tudo deve correr conforme os acontecimentos, e justificam- -se com a frase: “se fazendo assim está dando certo, porque mudar?” Em verdade, o que deveríamos pensar é: se fazendo assim estamos colhendo algo, então quanto não colheríamos se fizéssemos melhor, se nos abríssemos às renovações que a hora reclama?!!! Há uma acomodação lamentável que precisa ser aferida. A noção espírita de comprometimento foi acintosamente assaltada pelas velhas tendências de conseguir o máximo fazendo o mínimo. É a devoção exterior, a influência marcante da personalidade impregnada de religiosismo estéril querendo tomar conta da cabeça e do coração daqueles que estão sendo chamados a novos e mais altaneiros compromissos, na espiritualização de si mesmos e da comunidade onde florescem. Frágil padrão de avaliação da conduta espírita tem tomado conta dos costumes entre os idealistas. Enraizou-se o axioma “espírita faz isto e não faz aquilo” que tenta enquadrar o valor das ações em esteriótipos de insustentável bom senso. Estereótipos, como seria óbvio, que sofrem as fantasias do “homem velho” habituado a sempre rechear com facilidades os seus caminhos em direção ao Pai, a fim de não ter que se enfrentar e assumir a árdua batalha contra suas ilusões enfermiças. É assim que vamos notando uma supervalorização em coisas, como a não adoção de alimentação carnívora, a impropriedade de frequentar certos ambientes sociais, a fuga da ação política, a análise da vida dissociada das ciências e conquistas humanas, a interminável procura do passe como instrumento de melhoria espiritual ao longo de anos a fio, não chorar em velórios, distanciamento da riqueza como se fosse um mal em si mesma, cenho carregado como sinônimo de responsabilidade, silêncio tumular nos ambientes espíritas. Se fumar, não é espírita; se separar matrimonialmente, tem a reencarnação fracassada; Se ingerir alcoólicos, não pode ser considerado alguém em reforma; se for homossexual, não pode entrar no centro, e assim prossegue as idiossincrasias que são estipuladas umas aqui, outras acolá. Absolutamente não devemos desprezar o valor de todas essas questões, quando bem orientadas para o bom senso e a ló- gica. Entretanto, nenhuma dessas posturas é referência segura sobre a qualidade de nossos sentimentos, o que parte do coração. O que sai do coração e passa pela boca é o critério de validação de nossa realidade espiritual. Por ele se conhece a verdadeira pureza, a pureza interior que é determinada pela forma como sentimos a vida que nos rodeia. E sobre esse assunto temos condições de avaliar o que se pas- sa no nosso íntimo, jamais o que “vai” no coração do outro. Sem dúvida alguma, a pureza exterior pode ser um ensaio, um primeiro passo para o ingresso definitivo da Verdade em nosso coração. Todavia, amigos de ideal, pensemos se não estamos passando tempo demais na confortável zona do desculpismo, desejosos de facilitar para a consciência nossa noção sobre o que é “ser espírita”. A quem muito recebeu, muito será pedido. Em conclusão, convenhamos que há muitos companheiros queridos do nosso ide- ário satisfeitos com o fato de apenas evitarem o mal, entretanto, estejamos alertas para a única referência ética que servirá a cada um de nós no reino da alma liberta da vida física: fazer todo bem que pudermos no alcance de nossas forças. Para isso, somente trabalhando por uma intensa metamorfose nos reinos do coração de onde procedem todos os males.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, 07/10 (QUARTA FEIRA) AS 16:00 - PROBLEMAS DO AMOR - CAPÍTULO 91 DO LIVRO: FONTE VIVA - Palestrante: ARACI MARTINS



CAPÍTULO 91 
Problemas do amor

“…que vosso amor cresça cada vez mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento.”
Filipenses, 1:9
O amor é a força divina do Universo.
É imprescindível, porém, muita vigilância para que não a desviemos na justa aplicação.
Quando um homem se devota, de maneira absoluta, aos seus cofres perecíveis, essa energia, no coração dele, denomina-se “avareza”; quando se atormenta, de modo exclusivo, pela defesa do que possui, julgando-se o centro da vida, no lugar em que se encontra, essa mesma força converte-se nele em “egoísmo”; quando só vê motivos para louvar o que representa, o que sente e o que faz, com manifesto desrespeito pelos valores alheios, o sentimento que predomina em sua órbita chama-se “inveja”.
Paulo, escrevendo à amorosa comunidade filipense, formula indicação de elevado alcance.
Assegura que “o amor deve crescer, cada vez mais, no conhecimento e no discernimento, a fim de que o aprendiz possa aprovar as coisas que são excelentes.”
Instruamo-nos, pois, para conhecer.
Eduquemo-nos para discernir.
Cultura intelectual e aprimoramento moral são imperativos da vida, possibilitando-nos a manifestação do amor, no império da sublimação que nos aproxima de Deus.

Atendamos ao conselho apostólico e cresçamos em valores espirituais para a eternidade, porque, muitas vezes, o nosso amor é simplesmente querer e tão somente com o “querer” é possível desfigurar, impensadamente, os mais belos quadros da vida.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ, CELEBRANDO 05 ANOS DE TRABALHOS E SERVIÇOS À COMUNIDADE ! VAMOS CELEBRAR...

VIVA O MÊS DE SETEMBRO, 

CELEBRAMOS  A PRIMAVERA 


OS 05 ANOS DE TRABALHOS REALIZADOS PELA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ,

A SERVIÇO DO BEM NO PETROMAR - STELLA MARES !

É UM MÊS MUITO ESPECIAL, POIS FOI QUANDO NASCEU E SE IMPLANTOU ESSA GOTA DE AMOR E ESPERANÇA EM MUITAS ALMAS E CORAÇÕES...

CONTINUAMOS NA CAMINHADA, JUNTE-SE A NÓS!




quinta-feira, 3 de setembro de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, 03/09, PERANTE OS FATOS MOMENTOSOS, CAP.39 DO LIVRO: CONDUTA ESPÍRITA - PALESTRANTE: Camila Góes


39

Perante os fatos momentosos


Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante
ocorrências que apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos,
catástrofes, epidemias, fenômenos geológicos e outros quaisquer.
Acalmar-se é acalmar os outros.
Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes,
abster-se de sensacionalismo.
A caridade emudece o verbo em desvario.
Guardar atitude ponderada, à face de acontecimentos considerados
escandalosos, justapondo a influência do bem ao assédio do mal.
A palavra cruel aumenta a força do crime.
Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da
existência.
As provações gravitam na esfera da Justiça Divina.
Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por
mais estranhas ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios
Superiores atuando em favor do aprimoramento espiritual.
Deus não erra.
Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam
as esperanças, jamais desistir da construção do bem que lhe cumpre realizar.
Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE - 23/07/2015, AS 20:00 - O FUTURO DO HOMEM, DO LIVRO: O HOMEM DO FUTURO - PALESTRANTE: Antônio José


Nona Parte - O FUTURO DO HOMEM
36
A morte e seu problema

Fatalidade biológica, a morte é fenômeno habitual da vida. Na engrenagem molecular, associam-se e desagregam-se par­tículas, transformando-se através do impositivo que as cons­titui, face à finalidade específica de cada uma. Por efeito, o mesmo ocorre com o corpo, no que resulta o fenômeno co­nhecido como morte.
Desinformado quanto aos mecanismos da forma e da fun­cionalidade orgânica, desestruturado psicologicamente, o homem teme a morte, em razão do atavismo representativo do fim da vida, da consumpção do ser.
Em variadas culturas primitivas e contemporâneas, para fugir-se à realidade desta inevitável ocorrência, foram cria­dos cerimoniais e cultos religiosos que pretendem diminuir o infausto acontecimento, escamoteando-o, ao tempo em que se adorna o morto de esperança quanto à sobrevivência.
Em muitas sociedades do passado, era comum colocar-se entre os dentes dos falecidos uma moeda de ouro, para re­compensar o barqueiro encarregado de conduzi-lo à outra margem do rio da Vida. Na Grécia, particularmente, este uso se tornou normal, objetivando compensar a avareza de Ca­ronte, que ameaçava deixar vagando os não-pagantes, quan­do da travessia do rio Estige, segundo a sua Mitologia.
Modernamente, repetindo o embalsamamento em que se notabilizaram os egípcios, nas Casas dos Mortos, busca-se embelezar os defuntos para que dêem a impressão de vida e bem-estar, assim liberando os vivos dos temores e das remi­niscências amargas. Todavia, por mais se mascare a verdade, chega o momento em que todos a enfrentam sem escapismo, convidados a vivenciá-la.
A morte é um fenômeno ínsito da vida, que não pode ser desconsiderado.
Neuroses e psicoses graves se estabelecem no indivíduo em razão do medo da morte, paradoxalmente, nas expressões maníaco-depressivas, levando o paciente a suicidar-se ante o temor de a aguardar.
Numa análise psicológica profunda, o homem teme a morte, porque receia a vida. Transfere, inconscientemente, o pavor da existência física para o da destruição ou transforma­ção dos implementos que a constituem. Acostumado a eva­dir-se das responsabilidades, mediante os mecanismos des­culpistas, o inexorável acontecimento da morte se lhe torna um desafio que gostaria de não defrontar, por consciência, quiçá, de culpa, passando a detestar esse enfrentamento.
Para fugir, mergulha na embriaguez dos sentidos consu­midores e das emoções perturbadoras, abreviando o tempo pelo desgaste das energias mantenedoras do corpo físico.
O homem, acreditando-se previdente e ambicioso, aplica o tempo na preparação do futuro e na preservação do presen­te. Entretanto, poderia e deveria investir parte dele na refle­xão do fenômeno da morte, de modo a considerá-lo natural e aguardá-lo com tranqüila disposição emocional. Nem o de­sejando ou, sequer, evitando driblá-lo.
A educação que se lhe ministra desde cedo, face ao mes­mo atavismo apavorante da morte, é centrada no prazer. nas delícias do ego, nas vantagens que pode retirar do corpo, sem a correspondente análise de temporalidade e fragilidade de que se revestem. Graças a essa inadvertência espocam-lhe os conflitos, as fobias, a insegurança.
Um momento diário de análise, em torno da vida física, predispõe a criatura a projetar o pensamento para mais além do portal de cinza e de lama em que se deteriora a organiza­ção somática.
Tudo, no mundo físico, é impermanente, e tal imperma­nência pode ser vista sob duas formas: a exterior ou grossei­ra, e a interior ou sutil.
Nada é sempre igual, embora a aparência que preserva nos períodos de tempo diferentes. Por isto mesmo, tudo se encontra em incessante alteração no campo das micropartí­culas até o instante em que a forma se modifica — fase sutil de impermanência. Um objeto que se arrebenta e um corpo, ve­getal, animal e humano, que morre, passam pela fase da tran­sição exterior grosseira para uma outra estrutura, experimen­tando a morte.
A morte, todavia, não elimina o continuunz da consciên­cia, após a disjunção cadavérica.
Se, desde cedo, cria-se o hábito da meditação a respeito da consciência sobrevivente, independente do corpo, a morte perde o seu efeito tabu de aniquiladora, odienta destruidora do ideal, do ser, da vida.
O tradicional enigma do que acontece após a morte deve ser de interesse relevante para o homem que, meditando, en­contra o caminho para decifrá-lo. Deixar-se arrastar pelo pa­vor ou não lhe dar qualquer importância constituem compor­tamentos alienantes.
A curiosidade pelo desconhecido, a tendência de investi­gar os fenômenos novos são atrações para a mente perquiri­dora, que encontra recursos hábeis para os cometimentos.
A intuição da vida, o instinto de preservação da existên­cia, as experiências psíquicas do passado e para-psicológicas do presente atestam que a morte é um veículo de transferên­cia do ser energético pensante, de uma fase ou estágio vibra­tório para outro, sem expressiva alteração estrutural da sua psicologia. Assim, morre-se como se vive, com os mesmos conteúdos psicológicos que são os alicerces (inconsciência) do eu racional (consciência.)
Nesta panorâmica da vida (no corpo) e da morte (do cor­po) ressalta um fator decisivo no comportamento humano: o apego à matéria, com as conseqüentes emoções perturbado­ras e extratos do comportamento contaminados, jacentes na personalidade.
Sob um ponto de vista, a manifestação do instinto de con­servação é valiosa, por limitar os tresvarios do homem que, diante de qualquer vicissitude, apelaria para o suicídio, qual acontece com certos psicopatas. De certo modo, frenado, in­conscientemente, enfrenta os problemas e supera-os com a ação eficiente do seu esforço dirigido corretamente.
Por outro lado, os esclarecimentos religiosos, embora a multiplicidade dos seus enfoques, demonstrando que a morte é período de transição entre duas fases da vida, contribuem para demitizar o pavor do aniquilamento.
Definitivamente, as experiências psíquicas, parapsicoló­gicas e mediúnicas, provocadas ou naturais, têm trazido im­portante contribuição para eqüacionar o problema da morte, dando sentido à existência.
Conscientizando-se, o homem, da continuidade do ser pensante após as transformações do corpo através da morte da forma, alteram-se-lhe, totalmente, os conceitos sobre a vida e a sua conduta no transcurso da experiência orgânica.
De qualquer forma, reservar espaços mentais para o desa­pego das coisas, das pessoas e das posições, analisando a ine­vitabilidade da morte, que obriga o indivíduo a tudo deixar, éuma terapia saudável e necessária para um trânsito feliz pelo mundo objetivo.


37
A controvertida comunicação dos Espíritos

O anseio inconsciente pela sobrevivência do ser consci­ente à morte física abre as portas da percepção psíquica, fa­cultando o devassar das sombras do além.
Já não aspira o homem sorver a água do Letes para o es­quecimento, porém sondar o que ocorre na sua outra mar­gem. E é de lá que têm vindo inesgotáveis informações, notí­cias, desafios novos, todos demonstrando a indestrutibilida­de da vida, a sua causalidade e seu finalismo inevitável.
Das civilizações antigas às modernas, desde as culturas mais primitivas até as mais bem equipadas de conhecimento e tecnologia, as tumbas descerram as suas lajes para, rom­pendo o enganoso silêncio e o falso repouso dos falecidos, apresentarem suas vozes e ações.
Por mais se dilatem os arquétipos jungianos até às suas nascentes, estratificadoras, a sobrevivência os precede, por­que foram aqueles que atravessaram a fronteira, que vieram para elucidar a ocorrência mortuária, falando sobre a imorta­lidade a que retornaram.
As suas lições ensejaram o surgimento da fé religiosa, dos cultos — mesmo os mais extravagantes — de algumas filosofias e se consubstanciaram nos desafios às modernas ciên­cias parapsicológicas, psicobiofísicas, psicotrônicas. ainda não superando a Doutrina Espírita, apresentada por Allan Kar­dec, resultado de acuradas observações e experimentos de laboratório, provando a sobrevivência do ser à sua disjunção cadavérica.
É inerente à estrutura da vida a sua indestrutibilidade, gra­ças à qual somente há transformações e nunca aniquilamen­to.
Partindo-se deste princípio de imanência, a consciência não se extingue por ocasião da desorganização cerebral. In­dependente dela, torna-a instrumento pelo qual se expressa, mas, não indispensável à sua existência.
Os fenômenos de ectoplasmia, vidência, psicofonia, psi­cografia e os mais hodiernamente estudados pela Metaciên­cia. que se utiliza de complexos aparelhos — spiricon, vidi­com — atestam a continuação e independência do Espírito àmorte do corpo.
Examinadas com cuidado inúmeras hipóteses para expli­cá-los, a única a resistir a todo cepticismo, pelos fatos que engloba, é a da imortalidade da alma com a sua conseqüente comunicabilidade.
Além dos produzidos pelo psiquismo humano, ressaltam aqueles que têm gênese nos seres de outras dimensões, que se fazem identificar de forma exaustiva e clara, não deixando outra alternativa exceto a sua realidade transcendental, de seres independentes e desencarnados.
Neste capítulo se enquadram diversas psicopatias, cujas gêneses resultam de influências espirituais mediante as quais se abre o campo das obsessões, igualmente conhecidas desde priscas eras com outras denominações. Esta influência dete­téria dos mortos sobre os vivos tem o seu reverso na que se opera graças à interferência dos anjos, dos serafins, dos santos, dos guias espirituais e familiares de inegáveis benefïci­os para a criatura humana, inclusive, na área da preservação e recuperação da saúde.
Cunhou-se, como efeito imediato, o brocardo que asseve­ra que “os mortos conduzem os vivos”, tal a ingerência que têm aqueles no comportamento destes. Eliminando-se, po­rém, o exagero, o intercâmbio psíquico e físico se dá com mais freqüência entre eles do que supõem os desinformados. E isto constitui bela página do Livro da Vida, facultando ao ser pensante a compreensão e certeza da sua eternidade, bem como ensejando atender as excelentes possibilidades de cres­cimento desalienante e a perspectiva de plenitude, fora das conturbações e dos desajustes que ocorrem no processo de seu amadurecimento psicológico e de seu autodescobrimen­to.
A transitoriedade assume a sua preponderância apenas enquanto vige a existência corporal de grande significação para estruturar a sobrevivência feliz, delineando as ativida­des futuras a ressurgirem como culpa-castigo, tranqüilida­de-prêmio, que governam e estatuem os destinos humanos.
A consciência, não se aniquilando através da morte, apri­mora-se mediante experiências extrafísicas, que lhe dilatam o campo de aquisição de recursos capazes de elucidar os enig­mas da genialidade e da demência, da lucidez e da idiotia congênitos.
Este inter-relacionamento entre o homem e os Espíritos desenvolve-lhe os sentidos extrafísicos, proporcionando-lhe um desdobramento paranormal, no qual a mediunidade lhe propicia uma vivência real nas duas esferas vibratórias onde a vida se apresenta.
Portador dessa percepção, embora habitualmente embo­tada, agiganta-se-lhe a área de sensibilidade psíquica ao edu­cá-la, como se lhe entorpece e turbam outros campos mentais, se a desconsidera ou se não dá conta da sua existência. O complexo homem é de natureza transcendental, corpo­rificando-se na forma física e dissociando-se através da mor­te, sem surgir de um para outro momento ao acaso ou desin­tegrar-se sob o capricho de uma fatalidade nefasta, destrui­dora.
A Psicologia profunda vai às raízes deste ser resgatando-o do lodo da terra e erguendo-o da lama do sepulcro, para conceder-lhe a dignidade que merece no concerto universal, como parte integrante do mesmo.
A única forma de demonstrar e confirmar a imortalidade da alma é mediante a sua comunicabilidade, o que oferece consolações e esperanças inimagináveis, por outro lado fa­cultando ao ser humano lutar com estoicismo graças à meta que o aguarda à frente, enquanto a consumpção, além de des­naturar a vida, retira-lhe todo o sentido, o significado, em razão da sua brevidade, isto sem nos referirmos aos desenla­ces precoces, aos natimortos...
A vida vem aplicando milhões de anos no seu aperfeiço­amento e complexidades, não se podendo evolar ao capricho da desoxigenação cerebral.
Com esta certeza esmaece o pavor da morte, desarticula-­se a neurose disto advinda, abrindo um leque de perspectivas positivas para o bem-estar durante a existência física, prelú­dio da espiritual para onde se ruma inexoravelmente. Os pla­nos agora já não se limitam nas balizas próximas impediti­vas, antes se dilatam encorajadores, no prosseguimento da evolução.
Deste modo, as controvérsias sobre a sobrevivência vão cedendo lugar à afirmação da vida, especialmente agora, quan­do se desdobram as terapias alternativas na área da saúde, que recorrem às memórias do passado, aos substratos da mente precedente ao corpo, mediante as quais o continuum da consciência não sofre interrupção com a morte orgânica nem sur­ge com o seu renascimento.
A vida predomina, prevalece em toda parte, sempre e vi­toriosa.


38
O modelo organizador biológico

O homem é, deste modo, um conjunto de elementos que se ajustam e interpenetram, a fim de condensar-se em uma estrutura biológica, assim formado pelo Espírito — ser eterno, preexistente e sobrevivente ao corpo somático —, o perispíri­to — também chamado modelo organizador biológico, que é o “princípio intermediário, substância semimaterial que ser­ve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o germe, o perisperma e a casca”(*) — e o corpo — que é o envoltório material.
Estes elementos mantêm um inter-relacionamento profun­do com os respectivos planos do Universo.
O perispírito, também denominado corpo astral, é cons­tituído de vários tipos de fluidos (energia) ou de matéria hi­perfísica, sendo o laço que une o Espírito ao corpo somático.
Multimilenarmente conhecido, atravessou a História sob denominações variadas. Hipócrates, por exemplo, chamava­o Enormon, enquanto Plotino o identificava como Corpo Aé­reo ou Ígneo. Tertuliano o indicava como Corpo Vital da Alma, Orígenes como Aura, quiçá inspirados no apóstolo Paulo que o referia como Corpo Espiritual e Corpo Incorruptível. No Vedanta ele aparece como Mano-ntaya-Kosha e no Budismo Esotérico é designado por Kainarupa. Os egípcios diziam-no Ka e o Zend Avesta aponta-o por Baodhas, a Cabala hebraica por Rouach. É o Eidôlon do Tradicionalismo grego, o mia­go dos latinos, o Khi dos chineses, o Corpo sutil e etéreo de Aristóteles... Confúcio igualmente o identificou, chamando­-o Corpo Aeriforme e Leibnitz qualificou-o de Corpo fluídi­co... As variadas épocas da Humanidade defrontaram-no e por outras denominações ele passou a ser aceito.
De importância máxima no complexo humano, é o mo­derno Modelo organizador biológico, que se encarrega de plasmar no corpo físico as necessidades morais evolutivas, através dos genes e cromossomos, pois que, indestrutível, eteriza-se e se purifica durante os processos reencarnatórios elevados.
Pode-se dizer, que ele é o esboço, o modelo, a forma em que se desenvolve o corpo físico. E na sua intimidade ener­gética que se agregam as células, que se modelam os órgãos, proporcionando-lhes o funcionamento. Nele se expressam as manifestações da vida, durante o corpo físico e depois, por facultar o intercâmbio de natureza espiritual. É o condutor da energia que estabelece a duração da vida física, bem como e responsável pela memória das existências passadas que ar­quiva nas telas sutis do inconsciente atual, facultando lampe­jos ou recordações esporádicas das existências já vividas.
O filósofo escocês Woodsworth estudando-o, disse que éo Mediador plástico “através do qual passa a torrente de ma­téria fluente que destrói e reconstrói incessantemente o orga­nismo vivo.”
Na sua estrutura de energia se localizam os distúrbios nervosos, que se transferem para o campo biológico e que procedem dos compromissos negativos das reencarnações passadas.
Igualmente ele responde pelas doenças congênitas, em razão das distonias morais que conduz de uma para outra vida. Por isso mesmo, trata-se de um organismo vivo e pul­sante, sendo constituído por trilhões de corpos unicelulares rarefeitos, muito sensíveis, que imprimem nas suas intrinca­das peças as atividades morais do Espírito, assinalando-as nos órgãos correspondentes quando das futuras reencarna­ções.
Veículo sutil e organizador, é o encarregado de fixar no organismo os traumas emocionais como as aspirações da be­leza, da arte, da cultura, plasmando nos sentimentos as ten­dências e as possibilidades de realizá-las.
Graças à sua interpenetração nas moléculas que constitu­em o corpo, exterioriza, através deste, os fenômenos emocio­nais — carmas —, positivos ou não, que procedem do passado do indivíduo e se impõem como mecanismos necessários àevolução.
Comandado pelo Espírito mediante automatismos nas fai­xas menos evoluídas da Vida, pode ser dirigido consciente-mente, desde que se encontre liberado dos impositivos dos resgates dolorosos, no processo da aprendizagem compulsó­ria.
Quanto mais o homem se espiritualiza, domando as más inclinações e canalizando as forças para as aspirações de eno­brecimento e sublimação, mais sutis são as suas possibilida­des plasmadoras, dando gênese a corpos sadios, emocional e moralmente, em razão do agente causal estar liberado das aflições e limites purificadores.
O amadurecimento psicológico proporciona ao indivíduo utilizar-se das aquisições morais, mentais e culturais para estimular-lhe os núcleos fomentadores de vida, alterando sem­pre para melhor a própria estrutura física e psíquica pelo irra­diar de energias saudáveis, reconstruindo o organismo e uti­lizando-o com sabedoria para fruir da paz e da alegria de vi­ver.


39
A reencarnação

Destituída de finalidade seria a vida que se diluísse na tumba, como efeito do fenômeno da morte. Diante de todas as transformações que se operam nos campos da realidade objetiva, como das alterações que se processam na área da energia, seria utópico pensar-se que a fatalidade do existir é o aniquilamento. Embora as disjunções moleculares e as mo­dificações na forma, tudo se apresenta em contínuo vir-a-ser, num intérmino desintegrar-se — reintegrando-se —, que ofere­ce, à Vida, um sentido de eternidade, além e antes do tempo, conforme as limitadas dimensões que lhe conferimos.
Nesse sentido, especificamente, o complexo humano apre­senta-se através de faixas de movimentação instável, qual ocorre com o corpo; em mecanismos de sutilização, o peris­pírito; e de aprimoramento, quando se trata do Espírito, este último, aliás, inquestionavelmente imortal.
A aquisição da consciência é o resultado de um processo incessante, através do qual o psiquismo se agiganta desde o sono, na força aglutinadora das moléculas, no mineral; à sensibilidade, no vegetal; ao instinto, no animal; e à inteligên­cia, à razão, no homem. Nesta jornada automática, funcio­nam as inapeláveis Leis da Evolução, em a Natureza, deflu­entes da Criação.
Chegando ao patamar humano, esse psiquismo, de início rudimentarmente pensante, atravessa inúmeras experiências pessoais, que o tornam herdeiro de si mesmo, em um encade­amento de aprendizagens pelo mergulho no corpo e abando­no dele, toda vez que se rompam os liames que retêm a indi­vidualidade.
Este processo de renascimentos, que os gregos denomi­navam de palingenésico, constitui um avançado sistema de crescimento intelecto-moral, fomentador da felicidade.
       Graças a ele, a existência humana se reveste de dignidade e de relevantes objetivos que não podem ser interrompidos. Toda vez que surge um impedimento, que se opera um trans­torno ou sucede uma aparente cessação, a oportunidade res­surge e o recomeço se estabelece, facultando ao aprendiz o crescimento que parecia terminado.
Face a este mecanismo, os fenômenos psicológicos apre­sentam-se em encadeamentos naturais, e elucidam-se inume­ráveis patologias psíquicas e físicas, distúrbios de comporta­mento, diferenças emocionais, intelectuais e variados acon­tecimentos, nas áreas sociológica, econômica, antropológi­ca, ética, etc.
O processamento da aquisição intelectual faz-se ao largo das experiências de aprendizagem, mediante as quais o Eu consciente adiciona conteúdos culturais, ao mesmo tempo que desenvolve as aptidões jacentes, para as diversas categorias da técnica, da arte, da ética, num incessante aprimoramento de valores.
A anterioridade do Espírito ao corpo, brinda-lhe maior soma de conhecimentos do que os apresentados pelos princi­piantes no desiderato físico.
A genialidade de que uns indivíduos são portadores, em detrimento dos limites que se fazem presentes em outros se­res do mesmo gene, demonstra que os psiquismos aí expres­sos diferem em capacidade e lucidez.
Embora herdeiro dos caracteres da raça — aparência, mor­fologia, cabelos, olhos, etc. —, os valores psicológicos, inte­lecto-morais não são transmissíveis pelos genes e cromosso­mos, antes, são atributos da individualidade eterna, que trans­fere de uma para outra existência corporal o somatório das suas conquistas salutares ou perturbadoras.
Não há como negar-se a influência genética na evolução do ser, os impositivos do meio, dos costumes e dos hábitos, entretanto, impende observar que o corpo reproduz o corpo, não a mente, a consciência, que só o Espírito exterioriza.
A introdução do conceito reencarnacionista na Psicolo­gia dá-lhe dimensão invulgar, esclarecimento das dificulda­des na argumentação em torno do Inconsciente, dos arquéti­pos, individual e coletivo, estudando o homem em toda a sua complexidade profunda e, mediante a identificação do seu passado, facultando-lhe o descobrimento e utilização das suas possibilidades, do seu vir-a-ser.
Nos alicerces do Inconsciente profundo encontram-se os extratos das memórias pretéritas, ditando comportamentos atuais, que somente uma análise regressiva consegue detec­tar, eliminando os conteúdos perturbadores, que respondem por várias alienações mentais.
No capítulo dos impulsos e compulsões psicológicas, o passado espiritual exerce uma predominância irrefreável, que leva aos grandes rasgos do devotamento e da abnegação, quan­to à delinqüência, à agressividade, à multiplicidade de perso­nificações parasitárias, mesmo excluindo-se a hipótese das obsessões.
Na imensa panorâmica dos distúrbios mentais, especial­mente nas esquizofrenias, destacam-se as interferências cons­tritoras dos desencarnados que se estribam nas leis da co­brança pessoal, certamente injustificáveis, para desforçar-se dos sofrimentos que lhes foram anteriormente infligidos, em outras existências, pelas vítimas atuais.
Diante das ocorrências do déjà-vu, os remanescentes re­encarnacionistas estabelecem parâmetros sutis de lembran­ças que retornam à consciência atual como lampejos e cli­chês de evocações, ressumando dos conteúdos da inconsci­ência — ou da memória extracerebral, do perispírito — ofere­cendo possibilidades de identificação de pessoas, aconteci­mentos, lugares e narrativas já vividos, já conhecidos, antes experimentados... Desfilam, então, os fenômenos psicológi­cos das simpatias e das antipatias, dos amores alucinantes e dos ódios devoradores, que ressurgem dos arquivos da me­mória anterior ante o estímulo externo de qualquer natureza, que os desencadeiam, tais: um encontro ou reencontro; uma associação de idéias — a atual revelando a passada — uma dis­sensão ou um diálogo; qualquer elemento que constitua pon­te de ligação entre o hoje e o ontem.
Excetuando-se os conflitos que têm sua psicogênese na vida atual, a expressiva maioria deles procede das jornadas infelizes do ser eterno, herdeiro de si mesmo, que transfere as fobias, insatisfações, consciência de culpa, complexos, dramas pessoais, de uma para outra reencarnação através de automatismos psicológicos, responsáveis pelo equilíbrio das Leis que governam a Vida.
Diante de tais acontecimentos, considerando-se os fenô­menos místicos, as ocorrências paranormais. os êxtases natu­rais e os provocados, aos quais a Psicologia organicista dava gêneses patológicas, nasceu, mais ou menos recentemente, a denominada quarta força em Psicologia — sucedendo (ou completando) o Behaviorismo, a Psicanálise e a Psicologia Humanista —, que é a Escola Transpessoal. Entretanto, já no começo do século, Burcke, desejando enquadrar em uma só denominação estes e outros eventos psicológicos, cunhou o conceito de consciência cósmico, a fim de os situar em um só capítulo, tornando-se, de alguma forma, pioneiro, na área da Psicologia Transpessoal, que abrange, entre outras, as per­cepções extra-sensoriais, além da área da consciência.
Nesta conceituação, a morte é fenômeno biológico a trans­ferir o ser de uma para outra realidade, sem consumpção da vida.
O ser humano, diante da visão nova e transpessoal, deixa de ser a massa, apenas celular, para tornar-se um complexo com predominância do princípio eterno. A decisiva contri­buição dos seus pioneiros, entre os quais, Maslow, Assagioli — com a sua Psicossíntese —, Sutich, Wilber, Grof e outros, oferece excelentes recursos para a psicoterapia, liberando a maioria dos pacientes dos seus conflitos e problemas que de­sestruturam a personalidade.
Neste admirável amálgama da integração dos mais im­portantes Insights das Doutrinas psicológicas do Ocidente com as Tradições Esotéricas do Oriente, agiganta-se o Espiritis­mo, pioneiro de uma Psicologia Espiritualista dedicada ao conhecimento do homem integral, na sua valiosa complexi­dade — Espírito, perispírito e matéria — ampliando os hori­zontes da vida orgânica, a se desdobrarem além do túmulo e antes do corpo, com infinitas possibilidades de progresso, no rumo da perfeição.



sexta-feira, 10 de julho de 2015

ALFABETIZAÇÃO PARA ADULTOS - NOVO SERVIÇO OFERECIDO PELA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ



















A ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ VEM CONVOCAR À TODOS PARA A NOVA ATIVIDADE QUE SERÁ DESENVOLVIDO PELO CENTRO:

* ALFABETIZAÇÃO PARA ADULTOS
* TODAS AS QUARTAS FEIRA 
* TURNO VESPERTINO

SE VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE AINDA NÃO É ALFABETIZADO, INDIQUE NOSSO CENTRO.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE : DOENÇAS DA ALMA DO LIVRO: AMOR IMBATÍVEL AMOR - PALESTRANTE: VERA MONTANO . Lembrando que a partira das 19:00 temos, Atendimento Fraterno e Passe Individual...


DÉCIMA PARTE
Capítulo 45
DOENÇAS DA ALMA
O ser psicológico é o perfeito reflexo da sua realidade plena. Sendo Espírito imortal, conduz o seu patrimônio evolutivo — resultado das experiências ancestrais — que se encarrega de modelar os conteúdos delicados da sua personalidade, elaborando processos de harmonia ou desequilíbrio que resultam dos condicionamentos armazenados no psiquismo profundo. Arquiteto da própria vida, em cada realização elabora, conscientemente ou não, os moldes que se lhe constituirão mecanismos hábeis para a movimentação nos novos investimentos. Elaborado pela energia inteligente, que o torna especial no complexo campo das vibrações que se agita no Universo, o direcionamento que resulte da arte e ciência de pensar responderá pela formação das estruturas psicológicas e físicas, psíquicas e orgânicas com as quais se haverá nos empreendimentos futuros. Conforme pensa, constrói os delicados e sutis implementos que se transformarão em força atuante no mundo das formas. Ao mesmo tempo, exterioriza ondas específicas que se imprimem nos painéis mentais, aí insculpindo os processos psíquicos que comandarão as futuras atividades. Em razão disso, quando as elaborações mentais não possuem carga superior de energia, elaborando imagens perniciosas e inferiores, plasmam-se nos refolhos íntimos as estruturas que irão delinear a conduta, ensejando harmonia ou abrindo espaço para a instalação de psicopatologias variadas, que se imprimirão nas engrenagens do conglomerado genético, definidor, de certo modo, graças ao períspirito, da futura estrutura do indivíduo. As enfermidades da alma, portanto, procedem de condutas atuais como de anteriores, a que se permitiu o Espírito, engendrando as emanações morbíficas, que ora se convertem em distúrbio de natureza complexa, e que passam a exigir terapia conveniente quão cuidadosa. O ser jamais se evade de si mesmo, do Eu interior, que sobrevive à decomposição cadavérica e é responsável por todas as ocorrências existenciais, face à sua causalidade e à sua destinação, que tem caráter eterno. Assim sendo, é totalmente decepcionante uma análise do indivíduo somente sob o ponto de vista orgânico, por mais respeitável seja a Escola de pensamento que se atenha a esse estudo. A hereditariedade e os implementos psicossociais, socioeconômicos, os fatores perinatais e outros são insuficientes para abarcar a realidade do ser humano em toda a sua complexidade. A alma transcende as emanações neuronais, possuindo uma realidade que resiste à disjunção cerebral e por essa razão, podendo pensar sem os seus equipamentos supersensíveis, embora esses não consigam elaborar o pensamento sem a sua presença. Felizmente, a antiga presunção organicista vem cedendo lugar a concepções mais compatíveis com a realidade, deixando à margem a imposição acadêmica ancestral, para se firmar no testemunho dos fatos ine- equívocos da experimentação contemporânea. Nessa investigação, séria e nobre, em torno do ser tridimensional: Espírito, períspirito e matéria, se pode encontrar a psicogênese das enfermidades da alma, como também defrontar as patogêneses que assinalam a criatura humana no seu transcurso evolutivo. O ser profundo, autor de todos os acontecimentos em sua volta, é o Espírito, seja qual for o nome que se lhe atribua.
46. MAU HUMOR - Realizando um périplo que se inicia na forma de princípio inteligente, o Espírito cresce insculpindo conquistas e desacertos no âmago da sua realidade, definindo formas, contornos e conteúdos, à medida que avança na esteira multifária da evolução. Cada etapa se assinala por específica realização que se lhe torna patamar de sustentação para novo passo, crescendo, a pouco e pouco, no rumo da auto conquista. O desenvolvimento psicológico ocorre-lhe lentamente, plasmando-se através das experiências que lhe desabrocham as potências adormecidas e que são elementos constitutivos da sua realidade transcendental. De acordo com a iluminação, e o discernimento conseguido, adquire consciência de culpa em decorrência dos atos praticados, transferindo para os novos cometimentos a necessidade de recuperação da tranquilidade perdida, que é o recurso hábil para a saúde integral. O ser essencial é amor, no entanto, no processo de despertamento da sua potencialidade divina, adquire expressões não legítimas, que passam a atormentá-lo, já que fazem parte do processo de maturação através de negatividades, que são o desamor e as máscaras do ego, expressando-se como pseudo-amor. Face a esses mecanismos, com frequência as insatisfações e conflitos dão curso a estados desagradáveis de comportamento, que se podem transformar em enfermidades da alma, ou, em razão de suas raízes profundas no ser, exteriorizam-se como máscaras do ego, como negatividades, decorrentes dos desequilíbrios da conduta anterior. O mau humor, que resulta de distúrbios emocionais profundos ou superficiais, se instala de forma sutil e passa a constituir uma expressão constante no comportamento do indivíduo. Pode apresentar-se com caráter transitório ou tornar-se crônico, convertendo-se em verdadeira doença, que exige tratamento continuado e de longo prazo. Por trazer as matrizes inseridas nos tecidos sutis da realidade espiritual, transfere-se do campo psíquico para a organização somática através da hereditariedade, que responde pela sua fixação profunda, de caráter expiatório. Em casos tão graves, a terapia psiquiátrica é convocada a auxiliar o paciente, que se lhe deve entregar com cuidado, ao mesmo tempo alterando o modo de encarar a vida, o mundo e as pessoas, mediante cujo esforço renovará as paisagens íntimas e elaborará novos painéis que lhe darão cor e beleza existenciais. Caracteriza-se o mau humor pela apatia que o indivíduo sente em relação às ocorrências do dia-a-dia, à dificuldade para divertir-se, aos impedimentos psicológicos de atingir metas superiores, de bem desempenhar a função sexual, negando-se à mesma ou atirando-se desordenadamente na busca de satisfações além do limite, mediante mecanismo de fuga em torno da própria problemática. Torna-se, dessa forma, pessoa solitária, egoísta, amarga... Tais características podem levar a um diagnóstico equivocado de depressão, que se caracteriza por alternâncias de conduta, enquanto que no estado de humor negativo a conduta é qual uma linha reta, desinteressante, sem emoção, permanecendo constante, enquanto que na depressão a mesma desce em fase profunda ou ascende, podendo libertar-se com relativa facilidade. O oposto, o excesso de humor, também expressa disfunção orgânica, revelando-se em traços da personalidade em forma exagerada de otimismo que não tem qualquer justificação de conduta normal, já que se torna uma euforia, responsável pela alteração do senso da realidade. Perde-se, nesse estado, o contorno do que é real e passa-se ao exagero, tornando-se irresponsável em relação aos próprios atos, já que tudo entende como de fácil manejo e definição. Em tal situação, quando irrompe a doença, há uma excitação que conduz o paciente às compras, à agitação, à insônia, com dificuldades de concentração. Certamente que um momento de euforia como outro de mau humor fazem parte do processo de se estar saudável, de comportar-se bem, de encontrar-se em equilíbrio. A permanência num como noutro comportamento é que denota o desajuste, a disfunção, a desarmonia emocional. Diante de uma pessoa mal-humorada, a primeira ideia que ocorre à família ou aos amigos, é a de proporcionar-lhe divertimento, mudança de clima psicológico, levando-a a sorrir, tentando gerar situação agradável ou cômica, que se lhe apresenta perturbadora, insossa, já que não consegue biologica- mente produzir enzimas propiciadoras do bem-estar. O distímico sente-se pior, em tal circunstância, formulando um conceito de culpa perturbador, ao sentir-se responsável por estar preocupando aqueles que o estimam e o cercam, tornando-se lhe o lazer proposto uma experiência ainda mais traumática. Ante o insucesso, familiares e amigos recuam e passam à agressão mediante apodos, denominando o enfermo como preguiçoso, indiferente ao afeto que lhe é direcionado, como se ele pudesse alterar de um para outro momento o estado de enfermidade. Somente a paciência familiar e fraternal, o envolvimento afetivo natural, sem exageros momentâneos nem pseudoterapêuticos, e, concomitantemente a assistência psiquiátrica podem oferecer os resultados que se desejam, e que são logrados com vagar. A consciência de culpa ínsita no Espírito impõe-lhe uma conduta mal- humorada, produzindo organicamente os fenômenos exteriores, que podem ser diluídos mediante uma alteração na conduta do enfermo, que se deve esforçar, certamente com muito sacrifício, a fim de recuperar-se dos equívocos, encetando novos compromissos edificantes, mediante os quais diminuirá a dívida moral, auto liberando-se do fardo esmagador. Por outro lado, a bioenergia constitui valioso recurso terapêutico, por agir nos tecidos sutis do períspirito do enfermo, auxiliando na reconstrução das suas engrenagens específicas, alterando o campo vibratório, que redundará em modificação expressiva na área neuronal. A distimia e a euforia são, portanto, doenças da alma, que necessitam de conveniente estudo e tratamento, por assaltarem um número cada vez maior de pacientes, vitimados por si mesmos e pelos variados fatores exógenos que a todos envolvem na atualidade.
47. SUSPEITAS INFUNDADAS - O indivíduo, assinalado por consciência de culpa decorrente dos atos passados, que não soube ou não os quis regularizar quando do périplo carnal, renasce possuído por conflitos que procura ocultar, não conseguindo supera- los no mundo íntimo. Assim sendo, projeta no comportamento suspeitas infundadas em relação às pessoas com quem convive, sempre temendo ser identificado pelos erros, desmascarado e trazido à realidade da reparação. Essa conduta aflige e corrói os valores morais, trabalhando-o de maneira negativa e perturbadora, de tal forma que o torna arredio, agressivo e infeliz, levando-o, não poucas vezes, a situações vexatórias, neuróticas, por encontrar inimigos hipotéticos em toda parte, assim experimentando o fardo da culpa, que o anatematiza e procura manter oculta. Toda vez que se encontra no grupo social, e duas ou mais pessoas dialogam, sorriem ou se tornam austeras, logo lhe surge a ideia infeliz, a suspeita tormentosa, de que se referem à sua pessoa, que comentam negativamente o seu comportamento, ou invejosas, inferiores, comprazem-se em persegui-lo e malsinar as suas horas. Tal conduta patológica torna-se um cruel verdugo para o paciente, que se afasta do meio social, sentindo-se rejeitado, de alguma forma detendo-se em conflito persecutório ou de ambição exagerada de grandeza, através de raciocínios lógicos, tombando num quadro paranoico. Nesse estado torna-se refratário a qualquer ajuda, em se considerando bem, sem apresentar necessidade de alguma espécie, ao que sobrepõe o ego doentio, que se supõe superior. O ser humano é essencialmente sua conduta pregressa. Em cada etapa existencial adquire compromissos que se transformam em asas de libertação ou algemas vigorosas, passando a sofrer as consequências que se transferem de uma para outra existência física, do que lhe decorrem inevitáveis efeitos morais. Ninguém, portanto, no grande périplo da evolução, que possa atravessar o processo de crescimento evadindo-se das responsabilidades estatuídas pelos Supremos Códigos e impressas na Lei natural, vigente em toda parte, que é o amor. Toda e qualquer agressão a essa realidade transforma-se em contingente aflitivo, que atormenta até romper o elo retentor. Por outro lado, todas as conquistas se transformam em mapas de elevação, apontando rumos para o Infinito e a Plenitude. Uma análise, portanto, do ser integral, impõe a visão reencarnacionista, propiciadora dos valores de engrandecimento, estruturando-o, fortalecendo-o. Recupera em uma etapa o que perdeu na anterior, não necessariamente na última experiência, senão naquela que permanece como peso na economia da evolução, aguardando ressarcimento. Está, portanto, no passado do Espírito, próximo ou remoto, a causa de qualquer transtorno psicológico, psíquico e orgânico, por constituir alicerce profundo do inconsciente, no qual se apoiam as novas conquistas e surgem os comportamentos decorrentes. A psicoterapia desempenha um papel relevante ao lado dos portadores de suspeitas infundadas, auxiliando-os no autodescobrimento e na valorização da sua realidade, não das supostas qualidades que não existem, assim como das acusações que supõem lhes são feitas, e totalmente destituídas de funda- mento. Nesse contubérnio de inquietação, mentes desassociadas do corpo, que deambulam no Mundo Causal, utilizam-se do conflito e passam a obsidiar o paciente, enviando-lhe mensagens telepáticas mais infelizes, que se tornam uma forma de auto pensamento, tão frequentes e contínuas se lhes fazem que deem surgimento a processos alienantes muito graves e de consequências imprevisíveis. Eis porque o Evangelho desempenha um papel fundamental como terapêutica em processos de tal envergadura como noutros, auxiliando o paciente a libertar-se das suspeições atordoantes e avassaladoras. Sob tal orientação, o da saúde espiritual surge às possibilidades de praxiterapias valiosas, que se sustentam na ação do bem ao próximo, na caridade para com ele, resultando em caridade para com a pessoa mesma. Lentamente se vão instalando novos raciocínios, visão mais dilatada da realidade que se apresenta e a recuperação do distúrbio fazem-se com segurança, propiciando equilíbrio e bem-estar.
48 SÍNDROME DE PÂNICO - Em 1980 foi estabelecido como sendo uma entidade específica, diferente de outros transtornos de ansiedade, aquele que passou a ser denominado como síndrome de pânico, ou melhor elucidando, como transtorno de pânico, em razão de suas características serem diferentes dos conhecidos distúrbios. A designação tem origem no deus Pan, da Mitologia grega, caracterizado pela sua fealdade e forma grotesca, parte homem, parte cabra, e que se com- prazia em assustar as pessoas que se acercavam do seu habitat, nas montanhas da Arcádia, provocando-lhes o medo. Durante muito tempo, esse distúrbio foi designado indevidamente como ansiedade, síndrome de despersonalização, ansiedade de separação, hipocondria, histeria, depressão atípica, agora fobia, até ser estudado devidamente por Sigmund Freud, ao descrever uma crise típica de pânico em uma jovem nos Alpes Suíços. Anteriormente, durante a guerra franco-austríaca de 1871, o Dr. Marion Da Costa examinou pacientes que voltavam do campo de batalha apresentando terríveis comportamentos psicológicos, com crises de ansiedade, insegurança, medo, diarreia, vertigens e ataques, entre outros sintomas, e que foram denominados como coração irritável, por fim tornando- se conhecido como Síndrome de Da Costa, pela valiosa contribuição que ele ofereceu ao seu estudo e terapia. A síndrome de pânico pode ocorrer de um para outro momento e atinge qualquer indivíduo, particularmente entre os 10 a 40 anos de idade, alcançando, na atualidade, expressivo índice de vítimas, que oscilam entre 1% e 2% da população em geral. Na atualidade apresenta-se com alta incidência, levando grande número de pacientes a aflições inomináveis. Existem fatores que desencadeiam, agravam ou atenuam essa ocorrência e podem ser catalogados como físicos e psicológicos. Já não se pode mais considerar como responsável pelos distúrbios mentais e psicológicos uma causa unívoca, porém, uma série de fatores predisponentes como ambientais, especialmente no de pânico. Entre os primeiros se destacam os da hereditariedade, que se responsabilizam pela fragilidade psíquica e pela ansiedade de separação. Tais fatores genéticos facultam o desencadear da predisposição biológica para a instalação do distúrbio de pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a instalação do pânico, quando se dá qualquer ocorrência direta ou indireta, que se responsabiliza pelo desencadeamento da crise. Acredita-se que a responsabilidade básica esteja no excesso de serotonina sobre o Sistema Nervoso Central, podendo ser controlada a crise mediante aplicação de drogas específicas tais clonazepam, não obstante ainda seja desconhecido o efeito produzido em relação a esse neuro-receptor. O surto ou crise é de efeitos alarmantes, por transmitir uma sensação de morte, gerando pavor e desespero, que não cedem facilmente. A utilização de palavras gentis, os cuidados verbais e emocionais com o paciente não operam o resultado desejado, em razão da disfunção orgânica, que faculta a instalação da ocorrência, embora contribuam para fortalecer no enfermo a esperança de recuperação e poder trabalhar-se o psiquismo de forma positiva, que minora a sucessão dos episódios devastadores. Não raro, o paciente, desestruturado emocionalmente e vitimado pela sucessão das crises, pode desenvolver um estado profundo de agora fobia ou derrapar em alcoolismo, toxicomania, como evasões do problema, que mais o agravam, sem dúvida. É uma doença que se instala com mais frequência na mulher, embora ocorra também no homem, e não se trata de um problema exclusivamente con- temporâneo, resultado do estresse dos dias atuais, em razão de ser conhecida desde a Grécia antiga, havendo sido, isto sim, melhor identificada mais recentemente, podendo ser curada com cuidadoso tratamento psiquiátrico ou psicológico, desde que o paciente se lhe submeta com tranquilidade e sem a pressa que costuma acompanhar alguns processos de recuperação da saúde mental. O distúrbio de pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos gens a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram sem justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais, porém, da divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o portador de distúrbio de pânico não transfere por hereditariedade necessariamente a predisposição aos seus descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor nos familiares com essa disfunção explícita. Indispensável esclarecer que, embora a gravidade da crise, o distúrbio de pânico não leva o paciente à desencarnação, apesar de dar-lhe essa estranha e dolorosa sensação.

49. SEDE DE VINGANÇA - O comportamento paranoico gera uma gama de aflições perturbadoras de grande densidade, alienando o paciente que perde relativamente o contato com a realidade objetiva. Deambulando pelos dédalos da insensatez, sente-se acuado pelos conflitos, que transfere de responsabilidade, sempre acusando as demais pessoas de o não entenderem e o perseguirem, empurrando-o para o in- sucesso, a infelicidade... Afastando-se do conjunto social elabora mecanismos de desforço como fenômeno de auto-realização, engendrando formas de constatar a superioridade mediante a queda daquele que é considerado seu opositor. Nesse estado de inquietação engendra formas de análise inadequada em torno da conduta alheia, derrapando em maledicências, em exageros de in- formações que não correspondem à realidade, culminando em calúnias, que possam caracterizar imperfeição do seu opositor, situando-o em plano de inferioridade. Dessa forma, quando o outro, o inimigo, experimenta qualquer dessas, tormento ou provação, o enfermo que se lhe opõe experimenta uma alegria íntima muito grande como compensação da inferioridade na qual estagia. Esse tormento faz-se tão cruel que, não raro, o paciente torna-se algoz inclemente daquele que se lhe torna vítima. Na raiz desse como de outros transtornos da personalidade encontram-se o egoísmo exacerbado e o orgulho, que são os cânceres morais encarregados de desorganizar o ser humano, tornando-o revel. A mente, concentrada no conteúdo da mensagem que elabora, termina por influenciar os neurônios que lhe sofrem a indução psíquica e passam a produzir substâncias equivalentes à qualidade de onda, dando curso ao bem-estar ou aos conflitos perturbadores. Quando essa indução é mais demorada e produz agravantes de efeitos danosos, transfere-se de uma para outra existência, imprimindo nos tecidos sutis do perispírito os prejuízos causados, que remanescem como provas ou expiações que assinalam profundamente o ser espiritual. Face a essa razão, são impressas nos componentes genéticos as necessidades de reparação, assinalando o Espírito com os distúrbios a que deu lugar a sua conduta desastrosa. A sede de vingança é lamentável conduta espiritual que termina por afligir aquele que a vitaliza interiormente. Cabe ao indivíduo envidar todos os esforços para vencer esse sentimento inferior, que lhe constitui motivo de demoradas angústias, porqüanto é impossível desfrutar da infelicidade alheia, alegrando-se quando outrem sofre. A aparente alegria, resultado da satisfação por sentir-se vingado, logo se transforma em profunda frustração, por desaparecer-lhe o motivo existencial. A vida tem definidas metas que constituem motivação para a sua experiência. Quando desaparecem, o sentido existencial emurchece, se instalam as distonias, e transtornos especiais tomam lugar na área do equilíbrio. Cabe ao infrator desenvolver a coragem para entender que o problema não procede do exterior, de outra pessoa, porém, dele mesmo, em razão dos seus conflitos, da sua limitada percepção de consciência, em razão do trânsito em faixas primárias do conhecimento. Todavia, resolvendo-se por adquirir a saúde emocional, cumpre-lhe esforçar-se por reverter a situação, domando as más inclinações, dentre as quais se destaca a sede de vingança. Lentamente, porém, com segurança, o amor abre-lhe perspectivas dantes não imaginadas, que se vão ampliando até conseguir a perfeita compreensão da luta que deve travar em seu mundo íntimo, a fim de auto superar-se e encontrar a felicidade. Todo o esforço de educação pessoal em superar as más inclinações constitui terapia valiosa para a saúde integral. Ninguém há que se considere sem necessidade dessa avaliação pessoal e do consequente esforço para consegui-la.