SOBRE NÓS :
VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.
MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.
Redirecionamento
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA MUSICAL DIA 29/09 TERÇA FEIRA: "Deixa a Vida me Levar" - ZECA PAGODINHO - PALESTRANTE: JOÃO MOISES
sábado, 26 de setembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE DOMINGO, 27/09 AS 16:00 - DIÁLOGO SOBRE ILUSÃO DO LIVRO REFORMA INTIMA SEM MARTÍRIO - PALESTRANTE: Dilson Moura
15. Diálogo Sobre Ilusão
“Rainha entre os homens, como
rainha julguei que penetrasse no reino dos céus! Que desilusão! Que humilhação,
quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito
acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não
terem sangue nobre!” – Uma rainha de França. (Havre, 1863) O Evangelho Segundo
Espiritismo Capítulo 11 – item 8 O que são as ilusões? Definamos ilusão como
sendo aquilo que pensamos, mas que não corresponde à realidade. São percepções
que nos distanciam da verdade. Existem em relação a muitas questões da vida,
tais como metas, cultura, comportamento, pessoas, fatos. A pior das ilusões é a
que temos em relação a nós: a auto ilusão. Qual a causa das ilusões? As ilusões
decorrem das nossas limitações em perceber a natureza dos sentimentos que criam
ou determinam nossos raciocínios. Na matriz das ilusões encontramos carências,
desejos, culpas, traumas, frustrações e todo um conjunto de inclinações e tendências
que formam o subjetivo campo das emoções humanas. Por que a senhora citou que a
auto ilusão é a pior das ilusões? O iludido pensa muito o mundo “negando”
sentí-lo, um mecanismo natural de defesa face às dificuldades que encontra em
lidar com suas emoções. Esconde-se atrás de uma imagem que criou de si mesmo
para resguardar autoridade social ou outro valor qualquer que deseje manter. O
objetivo da reencarna- ção consiste em desiludir-nos sobre nós mesmos através
da criação de uma rela- ção libertadora com o mundo material. Se não buscamos
essa meta então caminhamos para a falência dos planos de ascensão individual.
Conforme a resposta anterior, o iludido esconde-se de quê? De si mesmo. Criando
um “eu ideal” para atenuar o sofrimento que lhe causa angústia de ser o que é a
criatura foge de si e vive em “esconderijos psíquicos”. Mas, por que se esconde
de si mesmo? Devido ao sentimento de inferioridade que ainda assinala a
caminhada da maioria dos habitantes da Terra. Iludimo-nos através de um
mecanismo defensivo contra nossa própria fragilidade que, pouco a pouco, vamos
extinguindo. Negar o que se sente e o que se deseja e o objetivo desse
mecanismo. Uma forma que a mente aprendeu para camuflar o sentimento de
inferioridade da qual o espírito se conscientizou em algum instante de sua
peregrinação evolutiva. Então, iludimo-nos para nos sentirmos um pouco
melhores, seria isso? auto ilusão é aquilo que queremos acreditar sobre nós
mesmos, mas que não corresponde à realidade do que verdadeiramente somos, é a miragem
de nós próprios ou aquilo que imaginamos que somos. Uma vivência psí- quica
resultante da desconexão entre razão e sentimento. É a crença na imagem
idealizada que criamos no campo mental. É aquilo que pensamos que somos e
desejamos que os outros creiam sobre nós. Nós espíritas, temos ilusões?
Responderei com clareza e fraternidade: sim, muitas ilusões. O iludido, quando
ambicioso, atinge sem perceber as raias da usura; Quando dominador, chega aos
cumes da manipulação; quando vaidoso, guinda-se aos pântanos da supremacia
pessoal; quando cruel, atola-se ao lamaçal do crime; quando astuto, atira-se às
vivências da intransigência; quando presunçoso, escala os cumes da arrogância;
e, mesmo quando esclarecido espiritualmente, lança-se aos pícaros do exclusivismo
ostentando qualidades que, muita vez, são adornos frágeis com os quais esnobam
superioridade que supõem possuir. Poderia dizer a nós, espíritas, algo sobre
nossas ilusões? Existe uma tendência à autossuficiência entre os depositários
do conhecimento espírita. Discursam sobre a condição precária em que se
encontram assumindo a condição de almas carentes e necessitadas, todavia,
diametralmente oposto a isso, agem como se fossem “salvadores do mundo” com
todas as respostas para a humanidade. Essa incoerência na conduta é provocada
pela ilusão que criaram do papel do espírita no mundo... O espiritismo é
excelente, nós espíritas, nem tanto... Nossa condição real, para quem deseja
assumir uma posição ideal perante si mesmo, é a de almas que apenas começamos a
sair do primitivismo moral. Alegremo-nos por isso! Essa autossuficiência seria
orgulho? O orgulho promove essa condição, é a mais enraizada manifestação da
ilusão, é a ilusão de querer ser o que imaginamos que somos. Essa é a pior
ilusão, a autoimagem falsa e superdimensionada de nós mesmos. Essa auto ilusão é
sustentada por uma “cultura de convenções” acerca do que seja ser espírita, um
resquício do velho hábito religioso de criar “estampas” pelas quais serão
reconhecidos os seguidores de alguma doutrina. Nesse caso, a ilusão
desenvolvida chama-se “ideia de grandeza”. Muitas pessoas desejariam sair
prontas para testemunho após pequenos exercícios de espiritualização no
centro espírita, entretanto, por ignorarem sua real condição espiritual, fazem
da casa doutriná- ria um templo de aquisição da angelitude imediata. Querem
sair prontos e perfeitos das tarefas e estudos, quando o objetivo de tais
iniciativas é capacitar de valores intelecto-morais para repensar caminhos e
encontrar respostas para as encruzilhadas da alma, nas refregas da existência.
O que é essa autoimagem falsa? Uma construção mental que se torna a referência
para nossas movimentações perante a vida. É uma cristalização mental, uma
irradiação que cria uma rotina escravizante nos sentimentos permitindo-nos
viver somente as emoções em uma “faixa de segurança”, a fim de não perdermos o
status da criatura que supomos ser e queremos que os outros acreditem que
somos. O que pensamos sobre nós, portanto, determina a imagem mental indutora
dos valores íntimos. Se o raciocínio sofre distorções da ilusão, então
viveremos sem saber quem somos. Como é construída essa autoimagem? Através das
vivências intelecto-afetivas de todos os tempos dessa criação. Onde ela
permanece? No corpo mental. Sua maior expressão é conhecida pelas operações do
departamento da imagina- ção no reino da mente. Quer dizer que além da
autoimagem temos um “eu real”, diferente do “eu crístico”, que ainda não
conhecemos? Sim. Temos um “eu real” que estamos tentando ignorar há milênios. Essa
“parcela” de nós é a “sombra” da qual queremos fugir. Todavia, o contato com
essa “zona incons- ciente” revela-nos não só motivos de dor e angústia mas
igualmente, a luz que ignoramos estar em nossa intimidade à espera de nossa
vontade para utilizá-la. Aqui chamamos a atenção dos nossos parceiros de ideal
para o cuidado com o processo da reforma interior. Existe muita idealização
confundindo aprendizes que imaginam estar dando “saltos evolutivos” em direção
a esse “eu real”, entretanto, em verdade, estão se movimentante na esfera do
“eu idealizado”... Poderia explicar mais profundamente essa questão dos “saltos
evolutivos”? É um tipo de ilusão que normalmente assalta os religiosos de todos
os tempos. Imaginam- -se muito melhorados a partir do contato com alguma
diretriz ou prática religiosa e, então, passam a viver uma vida idealizada, um
projeto de “vir-a-ser”. É uma ilusão de que se está fazendo a renovação, apenas
uma idealização. Uma forma de comportar desconectada do sentimento, um adorno
moral para nossas atitudes; é o discurso sem a vivência. O nome mais conhecido
deste comportamento é puritanismo. Como distinguir idealização de mudança
verdadeira? Na idealização pensamos o que somos e, como consequência, vivemos o
que gostaríamos de ser, mas ainda não somos. E o hábito das aparências. Na
reforma íntima sentimos o que somos, e como consequência vivemos a realidade do
que somos com harmonia, ainda que nos causem muitos desconfortos. É o processo
da educação paulatina. Na idealização vive-se em permanente conflito por se
tratar, em parte, de uma negação da realidade, enquanto na reforma autêntica a
criatura consegue penetrar os meandros dos “sentimentos-causais”, encontrando
uma convivência pacífica consigo e aceitando-se sem se acomodar em direção a melhoras
mensuráveis. Como vencer nossas ilusões? Dessa pegando da falsa autoimagem
falsas que fazemos de nós mesmos. Desapaixonando-se do “eu”. Para isso somente
autoconhecimento. Havendo esse desapego, conseguiremos libertar os sentimentos
para novas experiências com o mundo e consequentemente com nosso “eu profundo”.
Isso desencadeará um processo de resgate de nós mesmos, venceremos a condição
de reféns de nosso passado escravizante, saindo da “roda viciosa das emoções”
perturbadoras, quais sejam o medo, a culpa e a insegurança. O processo da
desilusão custa sorver o fel da angústia de saber quem somos, e carregar o peso
do sacrifício de cuidar dessa personalidade nova que renasce exuberante.
Independente do quão doloroso seja, é preferível experimentá- la no corpo a ter
que purgá-la na vida espiritual. Assinalemos alguns exercícios de desapego
dessa paixão que nutrimos pela imagem irreal que criamos de nós mesmos: • Fazer
as pazes com as imperfeições. • Abandonar os estereótipos e aprender a se
valorizar com respeito. • Descobrir sua singularidade e vivê-la com gratidão. •
Coragem para descobrir seus desejos, tendências e sentimentos. • Exercitar a
autoaceitação através do perdão. • Munir-se de informações sobre a natureza de
suas provas. • Aprender a ouvir com atenção o que se passa à sua volta. •
Dominar o perfeccionismo nutrindo a certeza de que ser falível não nos torna
mais inferiores. • Valorizar afetivamente as suas vitórias. • Descobrir
qualidades, acreditar nelas e colocá-las a serviço das metas de crescimento.
Paulo, o apóstolo da renovação, nos indica uma sublime recomendação que nos
compele a meditar na natureza de nossos sentimentos em torno da mensagem do
amor; sugerimos que esse seja nosso roteiro na vitória sobre as ilusões: “olhai
para as coisas segundo as aparências? Se alguém confia em si mesmo que de
Cristo, pense outra vez isto consigo”... II Coríntios, 10: 7
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, 24/09, AS 20:00 - REVELAÇÃO PELA DOR DO LIVRO : O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR - LEON DENIS - PALESTRANTE: DANILO CRUZ
Revelação
pela dor
É principalmente perante o sofrimento que se
mostra a necessidade, a eficácia de uma crença robusta, poderosamente assente,
ao mesmo tempo, na razão, no sentimento e nos fatos, e que explique o enigma da
vida, o problema da dor. Que consolações podem o materialismo e o ateísmo
oferecer ao homem atacado de um mal incurável? Que dirão para acalmar os
desesperos, preparar a alma daquele que vai morrer? De que linguagem usarão com
o pai e com a mãe ajoelhados diante do berço do filhinho morto, com todos
aqueles que vêem descer à cova os esquifes dos entes queridos? Aqui se mostra
toda a pobreza, toda a insuficiência das doutrinas do Nada. A dor não é somente
o critério, por excelência, da vida, o juiz que pesa os caracteres, as consciências,
e dá a medida da verdadeira grandeza do homem. É também um processo infalível
para reconhecer o valor das teorias filosóficas e das doutrinas religiosas. A
melhor será, evidentemente, a que nos conforta, a que diz por que as lágrimas
são quinhão da humanidade e fornece os meios de estancá-las. Pela dor
descobre-se com mais segurança o lugar onde brilha o mais belo, o mais doce
raio da verdade, aquele que não se apaga. Se o universo não é mais do que um
campo fechado, unicamente acessível às forças caprichosas e cegas da Natureza,
uma odiosa fatalidade nos esmaga; se não há nele nem consciência, nem justiça,
nem bondade, então a dor não tem sentido, não tem utilidade, não comporta
consolações; só resta impor silêncio ao nosso coração despedaçado, porque seria
pueril e vão importunar os homens e o Céu com os nossos lamentos! Para todos
aqueles cuja vida é limitada pelos estreitos horizontes do materialismo, o
problema da dor é insolúvel; não há esperança para aquele que sofre. Não é
verdadeiramente coisa estranha a impotência de tantos sábios, filósofos,
pensadores, há milhares de anos, para explicarem e consolarem a dor, para no-la
fazerem aceitar quando é inevitável? Uns a negaram, o que é pueril; outros
aconselharam o esquecimento, a distração, o que é vão e covarde, quando se
trata da perda dos que amamos. Em geral, têm-nos ensinado a temê-la, a receá-la
e detestá-la. Bem poucos a têm compreendido, bem poucos a têm explicado. Por
isso, em torno de nós, nas relações cotidianas pobres, banais e infantis se têm
tornado as palavras de simpatia, as tentativas de consolação prodigalizadas
àqueles que a desgraça tocou! Que frias palavras nos lábios, que falta de calor
e de luz nos pensamentos e nos corações! Que fraqueza, que inanidade nos
processos empregados para confortar as almas enlutadas, processos que antes
lhes agravam e redobram os males, a tristeza. Tudo isso resulta unicamente da
obscuridade que envolve o problema da dor, dos falsos dados vulgarizados pelas
doutrinas negativistas e por certas filosofias espiritualistas. Com efeito, é
próprio das teorias errôneas desanimarem, acabrunharem, ensombrarem a alma nas
horas difíceis, em vez de lhe proporcionarem os meios de fazer frente ao
destino com firmeza. “E as religiões?” podem perguntar-nos. Sim, sem dúvida, as
religiões acharam socorros espirituais para as almas aflitas; todavia, as
consolações que oferecem assentam numa concepção demasiadamente acanhada do fim
da vida e das leis do destino, como já por nós foi suficientemente demonstrado.
As religiões cristãs, principalmente, compreenderam o papel grandioso do
sofrimento, mas exageram-no, desnaturam-lhe o sentido. O paganismo exprimia a
alegria; seus deuses coroavamse de flores e presidiam às festas; entretanto, os
estóicos e, com eles, certas escolas secretas, consideravam já a dor como
elemento indispensável à ordem do mundo. O Cristianismo glorificou-a,
deificou-a no pessoa de Jesus. Diante da cruz do Calvário, a humanidade achou
menos pesada a sua. A recordação do grande supliciado ajudou os homens a sofrer
e a morrer; todavia, levando as coisas ao extremo, o Cristianismo deu à vida, à
morte, à Religião, a Deus, aspectos lúgubres, às vezes terrificantes. É
necessário reagir e restituir as coisas a seus termos, porque, em razão dos
próprios excessos das religiões, estas vêem a cada dia restringir-se o seu
império. O materialismo vai conquistando pouco a pouco o terreno que elas têm
perdido; a consciência popular se obscurece e a noção do dever desfaz-se por
falta de uma doutrina adaptada às necessidades do tempo e da evolução humana.
Diremos, por isso, aos sacerdotes de todas as religiões: Alargai o círculo de
vossos ensinamentos; dai ao homem uma noção mais extensa de seus destinos, uma
vista mais clara do Além, uma idéia mais elevada do alvo que ele deve atingir.
Fazei-lhe compreender que sua obra consiste em construir por suas próprias
mãos, com a ajuda da dor, a sua consciência, a sua personalidade moral, e isso
através do infinito do tempo e do espaço. Se, na hora atual, vossa influência
se enfraquece, se vosso poder está abalado, não é por causa da moral que
ensinais, é por causa da insuficiência de vossa concepção da vida, que não
mostra nitidamente a justiça nas leis e nas coisas e, por conseguinte, não
mostra Deus. Vossas teologias encerraram o pensamento num círculo que o abafa;
fixaram-lhe uma base demasiadamente restrita e, sobre essa base, todo o
edifício vacila e ameaça desabar. Cessai de discutir textos e de oprimir as
consciências; saí das criptas onde sepultastes o pensamento; caminhai e agi!
Ergue-se, cresce e se alastra uma nova doutrina, que vem ajudar o pensamento a
executar sua obra de transformação. Esse novo espiritualismo contém todos os
recursos necessários a consolar as aflições, enriquecer a filosofia, regenerar
as religiões, atrair conjuntamente a estima do discípulo mais humilde e o
respeito do gênio mais altivo. Pode ela satisfazer aos mais nobres impulsos da
inteligência e às aspirações do coração, explica, ao mesmo tempo, a fraqueza
humana, o lado obscuro e atormentado da alma inferior entregue às paixões e
proporciona-lhe os meios de elevar-se ao conhecimento e à plenitude.
Finalmente, constitui o remédio moral mais poderoso contra a dor. Na explicação
que dá, nas consolações que vem oferecer ao infortúnio, acha-se a prova mais
evidente, mais tocante de seu caráter verídico e de sua solidez inabalável.
Melhor que qualquer outra doutrina filosófica ou religiosa, revela-nos o grande
papel do sofrimento e ensina-nos a aceitá-lo. Fazendo dele um processo de
educação e reparação, mostra-nos a intervenção da justiça e do amor divinos em
nossas próprias provações e males. Em vez dos desesperados, que as doutrinas
negativistas fazem de nós, em vez de decaídos, de réprobos ou malditos, o
Espiritismo apresenta, nos desgraçados, simples aprendizes, simples neófitos
que a dor ilumina e inicia, candidatos à perfeição, à felicidade. Dando à vida
um alvo infinito, o novo Espiritualismo oferece-nos uma razão de viver e de
sofrer que nos faz reconhecer meritório se viva e sofra, numa palavra, um objetivo
digno da alma e digno de Deus. Na desordem aparente e na confusão das coisas,
mostra-nos a ordem que, lentamente, se vai esboçando e realizando, o futuro que
se vai elaborando no presente e, acima de tudo, a manifestação de uma imensa e
divina harmonia! E vede as conseqüências desse ensinamento. A dor perde o seu
aspecto terrífico; deixa de ser um inimigo, um monstro temível; torna-se um
auxiliar e o seu papel é providencial. Purifica, engrandece e refunde o ser em
sua chama, reveste-o de uma beleza que não se lhe conhecia. O homem, a
princípio admirado e inquieto com o seu aspecto, aprende a conhecê-la, a
apreciá-la, a familiarizar-se com ela; acaba quase por amá-la. Certas almas
heróicas, em vez de se afastarem dela, de a evitarem, vão-lhe ao encontro para
nela livremente se embeberem e regenerarem. O destino, em virtude de ser
ilimitado, prepara-nos possibilidades sempre novas de melhoramento. O
sofrimento é apenas um corretivo aos nossos abusos, aos nossos erros, incentivo
para a nossa marcha. Assim, as leis soberanas mostram-se perfeitamente justas e
boas; não infligem a ninguém penas inúteis ou imerecidas. O estudo do universo
moral enchenos de admiração pelo poder que, mediante o emprego da dor,
transforma pouco a pouco as forças do mal em forças do bem, faz sair do vício a
virtude, do egoísmo o amor! Daí em diante, certo do resultado de seus esforços,
o homem aceita com coragem as provas inevitáveis. Pode vir a velhice, a vida
declinar e rolar pelo declive rápido dos anos; sua fé ajuda-o a atravessar os
períodos acidentados e as horas tristes da existência. À medida que esta decai
e se vai envolvendo de névoas, vai-se fazendo mais viva a grande luz do Além e
os sentimentos de justiça, de bondade e de amor, que presidem ao destino de
todos os seres, tornam-se para ele força nas horas de desalento e tornam-lhe
mais fácil a preparação para a partida. * Para o materialista e até para muitos
crentes, o falecimento dos seres amados cava entre eles e nós um abismo que
nada pode encher, abismo de sombra e treva onde não brilha nenhum raio, nenhuma
esperança. O protestante, incerto do destino deles, nem mesmo por seus mortos
ora. O católico, não menos ansioso, pode recear para os seus o juízo que para
sempre separa os eleitos dos réprobos. Aí está, porém, a nova doutrina com suas
certezas inabaláveis. Para aqueles que a têm adotado, a morte, como a dor, não
traz pavores. Cada cova que se abre é uma porta de libertação, uma saída franca
para a liberdade dos Espaços; cada amigo que desaparece vai preparar a morada
futura, balizar a estrada comum em que todos nos havemos de reunir; só
aparentemente há separação. Sabemos que essas almas não nos deixarão para
sempre; íntima comunhão pode estabelecer-se entre elas e nós. Se suas
manifestações na ordem sensível encontram obstáculos, podemos pelo menos
corresponder-nos com elas pelo pensamento. Conheceis a lei telepática; não há
grito, lágrima, apelo de amor, que não tenha sua repercussão e sua resposta.
Solidariedade admirável das almas por quem oramos e que oram por nós, permutas
de pensamentos vibrantes e de chamamentos regeneradores, que atravessam o
espaço e embebem os corações angustiados em radiações de força e esperança e
nunca deixam de chegar ao alvo! Julgáveis sofrer sozinhos, mas não é assim.
Junto de vós, em torno de vós e até na extensão sem limites, há seres que
vibram ao vosso sofrer e participam de vossa dor. Não a torneis demasiadamente
viva, por amor deles. À dor, à tristeza humana, deu Deus por companheira a
simpatia celeste, e essa simpatia toma, muitas vezes, a forma de um ser amado
que, nos dias de provação, desce, cheio de solicitude, e recolhe cada uma das
nossas dores para com elas nos tecer uma coroa de luz no espaço. Quantos
esposos, noivos, amantes, separados pela morte, vivem em nova união mais
apertada e infinita! Nas horas de aflição, o Espírito de um pai, de uma mãe,
todos os amigos do Céu se inclinam para nós e nos banham as frontes com seus
fluidos suaves e afetuosos; envolvem-nos os corações em tépidas palpitações de
amor. Como nos entregarmos ao mal ou ao desespero, em presença de tais
testemunhas, certos de que elas vêem as nossas inquietações, lêem nossos
pensamentos, nos esperam e se aprontam para nos receberem nos portões da
imensidade! Ao deixarmos a Terra, iremos encontrá-los todos e, com eles, ainda
maior número de Espíritos amigos, que havíamos esquecido durante a nossa estada
na Terra, a multidão daqueles que compartilharam das nossas vidas passadas e
compõem nossa família espiritual. Todos os nossos companheiros da grande viagem
eterna agrupar-se-ão para nos acolherem, não como pálidas sombras, vagos
fantasmas, animados de uma vida indecisa, mas na plenitude das suas faculdades
aumentadas, como seres ativos, continuando a interessar-se pelas coisas da
Terra, tomando parte na obra universal, cooperando em nossos esforços, em
nossos trabalhos, em nossos projetos. Os laços do passado reatar-se-ão com
maior força. O amor, a amizade, a paternidade, outrora esboçados em múltiplas
existências, cimentar-se-ão com os compromissos novos tomados, em vista do
futuro, a fim de aumentar incessantemente e de elevar à suprema potência os
sentimentos que nos unem a todos. E as tristezas das separações passageiras, o
afastamento aparente das almas, causados pela morte, fundir-se-ão em efusões de
felicidade no enlevo dos regressos e das reuniões inefáveis. Não deis, pois,
crédito algum às sombrias doutrinas que vos falam de leis ferrenhas, ou então
de condenação, de inferno e paraíso, afastando uns dos outros e para sempre
aqueles que se amaram. Não há abismo que o amor não possa encher. Deus, que é
todo amor, não podia condenar à extinção o sentimento mais belo, o mais nobre
de todos os que vibram no coração do homem. O amor é imortal como a própria
alma. Nas horas de sofrimento, de angústia, de acabrunhamento, concentrai-vos
e, por invocação ardente, atraí a vós os seres que foram, como nós, homens e
que são agora Espíritos celestes, e forças desconhecidas penetrarão em vós e
ajudar-vos-ão a suportar vossos males e misérias. Homens, pobres viajantes que
trilhais penosamente a subida dolorosa da existência, sabei que por toda parte
em nosso caminho seres invisíveis, poderosos e bons, caminham a nosso lado. Nas
passagens difíceis seus fluidos amparadores sustentam nossa marcha vacilante.
Abri-lhes vossas almas, ponde vossos pensamentos de acordo com os seus e logo
sentireis a alegria de sua presença; uma atmosfera de paz e bênção
envolver-vos-á; suaves consolações descerão para vós.
* Em meio às provações, as
verdades que acabamos de recordar não nos dispensam das emoções e das lágrimas;
seria contra a Natureza. Ensinam-nos pelo menos a não murmurarmos, a não
ficarmos acabrunhados sob o peso da dor, afastam de nós os funestos pensamentos
de revolta, de desespero ou de suicídio que muitas vezes enxameiam no cérebro
dos niilistas. Se continuamos a chorar, é sem amargura e sem blasfêmia. Mesmo
quando se trata do suicídio de mancebos arrebatados pelo ardor de suas paixões,
diante da dor imensa de uma mãe, o Neo-Espiritualismo não fica impotente,
derrama também a esperança nos corações angustiados, proporcionando-lhes, pela
oração e pelo pensamento ardente, a possibilidade de aliviarem essas almas, que
flutuam nas trevas espirituais entre a Terra e o espaço, ou permanecem
confinadas, por seus fluidos grosseiros, aos meios em que viveram; atenua-lhes
a aflição, dizendo-lhes que nada há de irreparável, nada definitivo no mal.
Toda evolução contrariada retoma seu curso quando o culpado pagou sua dívida à
justiça. Em tudo essa doutrina nos oferece uma base, um ponto de apoio, donde a
alma pode levantar o vôo para o futuro e se consolar das coisas presentes com a
perspectiva das futuras. A confiança e a fé em nossos destinos projetam em
nossa frente uma luz que ilumina o carreiro da vida, fixa-nos o dever, alarga
nossa esfera de ação e nos ensina como devemos proceder com os outros. Sentimos
que há no universo uma força, um poder, uma sabedoria incomparáveis e sentimos
também que nós mesmos fazemos parte dessa força e desse poder de que
descendemos. Compreendemos que as vistas de Deus sobre nós, seu plano, sua
obra, seu objetivo, tudo tem princípio e origem no seu amor. Em todas as coisas
Deus quer nosso bem e para alcançá-lo segue caminhos, ora claros, ora
misteriosos, mas constantemente apropriados a nossas necessidades. Se nos
separa daqueles que amamos, é para fazer-nos achar mais vivas as alegrias do
regresso. Se deixa que passemos por decepções, abandonos, doenças, reveses, é
para obrigar-nos a despregar a vista da Terra e elevá-la para Ele, a procurar
alegrias superiores àquelas que podemos provar neste mundo. O universo é
justiça e amor. Na espiral infinita das ascensões, a soma dos sofrimentos,
divina alquimia, converte-se, lá em cima, em ondas de luz e torrentes de
felicidade. Não tendes notado no âmago de certas dores um travo particular e
tão característico em que não é possível deixar de reconhecer uma intervenção
benfazeja? Algumas vezes a alma ferida vê brilhar uma claridade desconhecida,
tanto mais viva quanto maior é o desastre. Com um só golpe da dor levanta-se a
tais alturas onde seriam necessários vinte anos de estudos e esforços para
chegar. Não posso resistir ao desejo de citar dois exemplos, entre muitos
outros que me são conhecidos. Trata-se de dois indivíduos que depois foram meus
amigos, pais de duas meninas encantadoras que eram toda a sua alegria neste
mundo e que a morte arrebatou brutalmente em alguns dias. Um é oficial superior
na Região de Leste. Sua filha mais velha possuía todos os dotes de inteligência
e de beleza. De caráter sério, desprezava, de bom grado, os prazeres da sua
idade e tomava parte nos trabalhos de seu pai, escritor, militar e publicista
de talento. Havia-lhe ele dedicado, por essa razão, um afeto que ia até ao
culto. Em pouco tempo uma doença irremediável arrebatava a donzela à ternura
dos seus. Entre os seus papéis foi encontrado um caderno com o seguinte título:
“Para meu pai quando eu já não existir.” Posto que gozasse de perfeita saúde no
momento em que traçara essas páginas, tinha o pressentimento de sua morte
próxima e dirigia ao pai consolações comovedoras. Graças a um livro que este
descobriu na secretária da filha, entramos em relações. Pouco a pouco,
procedendo com método e persistência, fez-se médium vidente e hoje possui, não
somente a graça de estar iniciado nos mistérios da sobrevivência, mas também a
de tornar a ver muitas vezes a filha perto de si e de receber os testemunhos do
seu amor. Yvonne (Espírito) comunica-se igualmente com seu noivo e com um de
seus primos, oficial subalterno no Regimento de seu pai. Essas manifestações
completam-se e verificam-se umas pelas outras e são também percebidas por dois
animais domésticos, assim como o atestam as cartas do general.
O segundo caso é o do negociante
Debrus, de Valence, cuja única filha, Rose, nascida muitos anos depois do
matrimônio, era ternamente amada. Todas as esperanças do pai e da mãe
concentravam-se na filha estimada; mas, aos doze anos, foi a menina bruscamente
atacada de uma meningite aguda, que a levou. Inexprimível foi o desespero dos
pais e a idéia do suicídio mais de uma vez visitou o espírito do pobre pai.
Cobrou, porém, ânimo devido a alguns conhecimentos que tinha do Espiritismo e
teve a alegria de tornar-se médium. Atualmente, comunica com a filha sem
intermediário, livremente e com segurança. Esta intervém freqüentes vezes na
vida íntima dos seus e produz, às vezes, ao redor deles, fenômenos luminosos de
grande intensidade. Uns e outros nada sabiam do Além e viviam numa culpada
indiferença a respeito dos problemas da vida futura e do destino. Agora, fez-se
para eles a luz. Depois de haverem sofrido, foram consolados e consolam, por
sua vez, os outros, trabalhando por difundir a verdade em volta de si,
impressionando todos os que deles se aproximam pela elevação de suas vistas e
pela firmeza de suas convicções. Suas filhas voltaram-lhes transfiguradas e
radiantes. E eles chegaram a compreender por que Deus os havia separado e como
lhes prepara uma vida comum na luz e na paz dos espaços. Eis a obra da dor!
* Para o materialista, convém repeti-lo, não
há explicação para o enigma do mundo nem para o problema da dor. Toda a
magnífica evolução da vida, todas as formas de existência e de beleza
lentamente desenvolvidas no decurso dos séculos, tudo isto, a seus olhos, é
devido ao capricho de um acaso cego e não tem outra saída além do nada. No fim
dos tempos será como se a humanidade nunca tivesse existido. Todos os seus
esforços para elevar-se a um estado superior, todas as suas queixas,
sofrimentos, misérias acumuladas, tudo se desvanecerá como uma sombra, tudo
terá sido inútil e vão. Nós, porém, que temos a certeza da vida futura e do
mundo espiritual, em vez da teoria da esterilidade e do desespero, vemos no
universo o imenso laboratório onde se afina e apura a alma humana, através das
existências alternativamente celestes e terrestres. O objetivo das últimas é um
só: a educação das Inteligências associadas aos corpos. A matéria é um
instrumento de progresso: o que nós chamamos o mal, a dor, é simplesmente um
meio de elevação. O “eu” é coisa odiosa, tem-se dito; todavia, permita-se-me
uma confissão. De cada vez que o anjo da dor me tocou com a sua asa, senti
agitarem-se em mim potências desconhecidas, ouvi vozes interiores entoarem o
cântico eterno da vida e da luz; agora, depois de ter compartilhado de todos os
males de meus companheiros de viagem, bendigo o sofrimento. Foi ele que amoldou
meu ser, que me fez obter um critério mais seguro, um sentimento mais exato das
altas verdades eternas. Minha vida foi mais de uma vez sacudida pela desgraça,
como o carvalho pela tempestade; mas, nenhuma prova deixou de me ensinar a
conhecer-me um pouco mais, a tomar maior posse de mim. Chega a velhice;
aproxima-se o termo da minha obra. Após cinqüenta anos de estudos, de trabalho,
de meditação, de experiência, é-me grato poder afirmar a todos aqueles que
sofrem, a todos os aflitos deste mundo que há no universo uma justiça
infalível. Nenhum de nossos males se perde; não há dor sem compensação,
trabalho sem proveito. Caminhamos todos através das vicissitudes e das lágrimas
para um fim grandioso fixado por Deus e temos a nosso lado um guia seguro, um
conselheiro invisível para nos sustentar e consolar. Homem, meu irmão, aprende
a sofrer, porque a dor é santa! Ela é o mais nobre agente da perfeição.
Penetrante e fecunda, é indispensável à vida de todo aquele que não quer ficar
petrificado no egoísmo e na indiferença. Esta é uma verdade filosófica: Deus
envia o sofrimento àqueles a quem ama. “Eu sou escravo – dizia Epicteto –,
aleijado, um outro Irus em pobreza e miséria e, todavia, amado dos deuses.”
Aprende a sofrer. Não te direi: procura a dor. Mas, quando ela se erguer
inevitável em teu caminho, acolhe-a como uma amiga. Aprende a conhecê-la, a
apreciar-lhe a beleza austera, a entender-lhe os secretos ensinamentos. Estuda-lhe
a obra oculta. Em vez de te revoltares contra ela ou de ficares acabrunhado,
inerte e fraco debaixo de sua ação, associa tua vontade, teu pensamento ao alvo
a que ela visa, procura tirar dela, em sua passagem por tua vida, todo o
proveito que ela pode oferecer ao espírito e ao coração. Esforça-te por seres a
teu turno um exemplo para os outros; por tua atitude na dor, pelo modo
voluntário e corajoso por que a aceites, por tua confiança no futuro, torna-a
mais aceitável aos olhos dos outros. Numa palavra, faze a dor mais bela. A
harmonia e a beleza são leis universais e nesse conjunto a dor tem o seu papel
estético. Seria pueril enraivecermo-nos contra esse elemento necessário à
beleza do mundo. Exaltemo-la antes, com vistas e esperanças mais elevadas! Vejamos
nela o remédio para todos os vícios, para todas as decadências, para todas as
quedas! Vós todos que vergais sob o peso do fardo de vossas provações ou que
chorais em silêncio, aconteça o que acontecer, nunca desespereis. Lembrai-vos
de que nada sucede debalde, nem sem causa; quase todas as nossas dores vêm de
nós mesmos, de nosso passado e abrem-nos os caminhos do Céu. O sofrimento é um
iniciador; revela-nos o sentido grave, o lado sério e imponente da vida. Esta
não é uma comédia frívola, mas uma tragédia pungente; é a luta para a conquista
da vida espiritual e, nessa luta, o que há de maior é a resignação, a
paciência, a firmeza, o heroísmo. No fundo, as lendas alegóricas de Prometeu,
dos Argonautas, dos Niebelungem, os mistérios sagrados do oriente não têm outro
sentido. Um instinto profundo faz-nos admirar aqueles cuja existência não é
senão um combate perpétuo contra a dor, um esforço constante para escalarem as
abruptas ladeiras que conduzem aos cimos virgens, aos tesouros inviolados; e
não admiramos somente o heroísmo que se patenteia, as ações que provocam o
entusiasmo das multidões, mas também a luta obscura e oculta contra as
privações, a doença, a miséria, tudo o que nos desata dos laços materiais e das
coisas transitórias. Dar tensão às vontades; retemperar os caracteres para os
combates da vida; desenvolver a força de resistência; afastar da alma da
criança tudo o que pode amolentá-la; elevar o ideal a um nível superior de
força e grandeza – eis o que a educação moderna deveria adotar como objetivo
essencial; mas, em nossa época, tem-se perdido o hábito das lutas morais para
se procurarem os prazeres do corpo e do espírito; por isso a sensualidade
extravasa de nós, os caracteres aviltam-se, a decadência social acentua-se.
Ergamos os pensamentos, os corações, as vontades! Abramos nossas almas aos
grandes sopros do espaço! Levantemos nossas vistas para o futuro sem limites;
lembremo-nos de que esse futuro nos pertence, nossa tarefa é conquistá-lo.
Vivemos em tempos de crise. Para que as inteligências se abram às novas
verdades, para que os corações falem, serão necessários avisos ruidosos; serão
precisas as duras lições da adversidade. Conheceremos dias sombrios e períodos
difíceis. A desgraça aproximará os homens; só a dor verdadeiramente lhes faz
sentir que são irmãos. Parece que as sociedades seguem um caminho orlado de
precipícios. O alcoolismo, a imoralidade, o suicídio, o crime e a anarquia
fazem as suas devastações. A cada instante surgem escândalos, despertando
curiosidades novas, remexendo o lodo onde fermentam as corrupções; o pensamento
rasteja. A alma da França, que foi muitas vezes a iniciadora dos povos, o seu
guia na via sagrada, sofre por sentir que vive num corpo viciado. Ó alma viva
da França, separa-te desse invólucro gangrenado, evoca as grandes recordações,
os altos pensamentos, as sublimes inspirações do teu gênio. Porque o teu gênio
não está morto, dormita. Amanhã despertará! A decomposição precede a renovação.
Da fermentação social sairá outra vida, mais pura e mais bela. Ao influxo da
Idéia Nova, a sociedade humana encontrará de novo a crença e a confiança.
Levantar-se-á maior e mais forte para realizar sua obra neste mundo.
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DO DIA 23/09 - QUARTA FEIRA - DESIGUALDADE DAS RIQUEZAS - CAP 16 - 07 DO EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITÍSMO - Palestrante: Alcione Monteiro
sábado, 19 de setembro de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE AMANHÃ, DOMINGO, 20/09 - CAPÍTULO 17 ANTE À DOR DO LIVRO FLORAÇÕES EVANGÉLICAS - PALESTRANTE: Renilda Lemos
CAPÍTULO 17
ANTE À
DOR
Quando a alma mergulhou na carne
referta de vibrações, desejou transmitir toda a musicalidade que conduzia
virgem, e para que o tumulto do ambiente não lhe perturbasse a evocação,
perdeu, paulatinamente, os registros auditivos para somente escutar nas telas
da mente os acordes sublimes da natureza e de Deus — e Beethoven ficou surdo!
Para expressar a melancolia suave e a pungente saudade de algo que não se pode
identificar, Chopin experimentou a amargura do coração perdido entre desejos e
decepções. Destinado a ferir as cordas da emoção e tangê-las com habilidade, o
espírito retornou ao palco de antigas lutas para defrontar-se com inimigos
acirrados e vencê-los através da auto-doação, enchendo a Terra de musicalidade
superior. Inquieto, todavia, fraquejando sem cessar, Schumann deixou-se
arrastar pela caudal da obsessão, conquanto fizesse incomparável legado,
através do Lied e das nobres melodias para piano - * * * Oh! dor bendita,
libertadora de escravos, discreta amiga dos orgulhosos, irmã dos santos,
mensageira da verdade, tanto necessitamos do teu concurso, que se nos afiguras
um anjo caído, a serviço da misericórdia para sustentar nos na luta redentora! Ensina-nos
a descobrir a rota da humildade para avançarmos com acerto.
* * * A dor é a mensageira da
esperança que após a crucificação do Justo vem ensinando como se pode avançar
com segurança. Recebamo-la, pacientes, sejam quais forem às circunstâncias em
que a defrontemos nesta hora de significativas transformações para o nosso
espírito em labor de sublimação. O sofrimento de qualquer natureza, quando
aceito com resignação — e toda aflição atual possui as suas nascentes nos atos
pretéritos do espírito rebelde — propicia renovação interior com amplas
possibilidades de progresso, fator preponderante de felicidade. A dor faculta o
desgaste das imperfeições, propiciando o descobrimento dos valiosos recursos,
inexoráveis, aliás do ser. Após a lapidação fulgura a gema. Burilada a aresta
ajusta-se a engrenagem. Trabalhado, o metal converte-se em utilidade. Sublimado
pelo sofrimento reparador o espírito liberta-se. * “De tal modo brilhe a vossa
luz diante dos homens, para que êles vejam as vossas boas obras e glorifiquem a
vosso Pai que está nos Céus. Mateus: capítulo 5º, versículo 16. *
“Daí se segue que nas pequenas coisas, como
nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. Os sofrimentos
que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal”. Capítulo
5º — Item 5.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
CELEBRANDO OS 05 ANOS DA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE, 17/09, AS 20:00 - SACRIFÍCIO, CAPÍTULO 27 DO LIVRO FLORAÇÕES EVANGÉLICAS - JOANA DE ANGELIS - PALESTRANTE: Wenceslau Alonso
CAPÍTULO 27
SACRIFÍCIO
Não cogites de eliminar da órbita
das atividades a que te vinculas, objetivando a redenção do próprio espírito, o
sacrifício, que é cantinho de redenção. Todos os pés que transitam pelas
dificuldades aprendem a contornar obstáculos e a vencer impedimentos. As mãos
que se calejam no afã sublime da produtividade perdem a sensibilidade às coisas
vãs que agradam a cobiça e a insensatez, e o corpo, em geral, disciplinado pela
continência e educado na contenção, transforma-se em veículo dúctil e nobre ao
cumprimento dos deveres superiores da vida. Sacrifício é, também, atestado
inequívoco de devoção ao bem e à verdade. Examina a história dos crucificadores
e vê-los-ás triunfantes sob o aplauso da ilusão enlouquecida, carregados em
triunfo momentaneamente, enquanto os crucificados permanecem em silêncio. Logo,
porém, êles passam e aquêles que foram as suas vítimas levantam-se do olvido
para perpetuarem, através do martírio de que foram instrumento, os ideais
nobilitantes da vera Humanidade. * * * Falar-te-ão da necessidade de poupares
as tuas energias quando aplicadas ao Bem; conclamar-te-ão à inutilidade do nada
e à vaidade enganosa, como explicando a nulidade do investimento homem, nos
turbulentos dias da atualidade; estimular-te-ão emoções grosseiras, o cultivo
de idiossincrasias, fazendo-te aferrado ao azedume, à intolerância e à
perniciosidade. Outras bõcas apresentarão aos teus ouvidos os convites da
felicidade, qual estupefaciente que absorvido produz o sonho ilusório,
antecedendo o despertar da crua e inditosa realidade... Quando, porém,
fascinado pela quimera perceberes o engôdo em que caíste e desejares retornar;
quando descobrires que tudo não passou de um sonho de loucura acalentado numa
hora de angústia; ao perceberes que estes na Terra e que por enquanto o Planêta
se mantém sob o fragor das provações e o sôpro dos sofrimentos e desejares
buscar aquêles que foram comparsas da tua desdita, possivelmente não os
encontrarás receptivos nem ateveis ao teu lado... Consultados dir-te-ão: “Não
sabias? Que esperavas do mundo, tu que emboscaste o Cristo no coração e o
atiraste fora, no lôdo da paixão? Agora, caro amigo, é contigo”. Verificarás,
então, somente na via da soledade, o pêso do remorso e o travo de amargura sem
nome. Nessa hora, todavia, com sacrifício te imporás o recomêço difícil e
necessário. Sacrifica-te, pois, antes, renunciando, não cedendo ao mal,
olvidando vaidades e superstições. Sacrifica à vida a tua vida para que a paz
te entesoure as moedas da harmonia interior. Chegarás, depois, à conclusão do
porque Ele, teu Amigo Divino, preferiu o sacrifício a todo instante, desde as
palhas úmidas de um estábulo pobre, às jornadas a pé sob sol causticante, o
encontro e a convivência com as pessoas mal cheirosas dos caminhos, em regime
de misericórdia para com os 60 pecadores e infelizes até a hora da cruz de
ignomínia e de horror, sacrificandose sempre para a fulguração perene como Rei
Excelso em plena Glória Solar. * “O reino dos céus é tomado à fôrça, e os que
se esforçam, são os que o conquistam”. Mateus: capítulo 11º, versículo 12.
* “O verdadeiro devotamento consiste em não
temer a morte, quando se trate de ser útil, em afrontar o perigo, em fazer, de
antemão e sem pesar, o sacrifício da vida se fôr necessário” Capítulo 5º — Item
29, parágrafo 2.
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
HOJE É O GRANDE DIA, 16/09/2015 - 05 ANOS DE CELEBRAÇÃO DA FUNDAÇÃO DA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ! VENHA CELEBRAR CONOSCO...
terça-feira, 15 de setembro de 2015
SEMANA COMEMORATIVA 05 ANOS DA ESCOLA - TEMA DA DOUTRINÁRIA MUSICAL DE HOJE, 15/9 : COMO UMA ONDA - MUSICA DE LULU SANTOS, INTERPRETADA POR TIM MAIA - PALESTRANTE : Antônio José
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