SOBRE NÓS :

VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.

MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.

Redirecionamento

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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 12/10 (QUINTA-FEIRA) - 20:00: "PLENIFICAÇÃO INTERIOR" - DO LIVRO: O HOMEM INTEGRAL - PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: DILSON MOURA

Problemas sexuais

Herança animal predominante em a natureza humana, o instinto de reprodução  da espécie exerce um papel de fundamental importância no comportamento dos seres. Funcionando por impulsos orgânicos nos irracionais, expressa­se como  manifestação propiciatória à fecundação nos ciclos orgânicos, periódicos, em ritmos equilibrados de vida. 

No homem, face ao uso, que nem sempre obedece à finalidade precípua da perpetuação das formas, experimenta agressões e desvios que o desnaturam, tornando­se, o sexo, fator de desditas e problemas da mais variada expressão. 

Face à sensação de prazer que lhe é inata, a fim de atrair os parceiros para a comunhão reprodutora, torna­se fonte de tormentos que delineiam o futuro da criatura. 

...

Ninguém se sente pleno, no mundo, acreditando­se haver logrado tudo quanto desejava. 

A aspiração natural e calma para atingir um próximo patamar, faz­se estímulo para o progresso do indivíduo e da sociedade. 

Os problemas sexuais, por isto mesmo, devem ser enfrentados sem hipocrisia, nem cinismo, fora de padrões estereotipados por falsa moralidade, tampouco levados à conta de pequeno significado. São dificuldades e, como tais, merecem consideração, tempo e ação especializada.


Relacionamentos perturbadores

Os indivíduos de temperamento neurótico, tornam­se incapazes de manter um relacionamento estável. Pela própria constituição psicológica, são perturbadores  de afetividade obsessiva e, porque inseguros, são desconfiados, ciumentos, por conseqüência depressivos ou capazes de inesperadas irrupções de agressividade. 

Os conflitos de que são portadores os levam a uma atitude isolacionista, resultado da insatisfação e constante irritabilidade contra tudo e todos. Crêem não merecer o amor de outrem e, se tal acontece, assumem o estranho comportamento de acreditar que os outros não lhes merecem a afeição, podendo traí­los ou abandoná­los na primeira oportunidade. Quando se vinculam, fazem­se absorventes, castradores, exigindo que os seus afetos vivam em caráter  de exclusividade para eles. São, desse modo, relacionamentos perturbadores, egocêntricos. 

...

O amor, porém, entre duas ou mais pessoas somente será pleno, se elas estiverem no mesmo nível. 

A solução, para os relacionamentos perturbadores, não é a separação, como supõem muitos. 

Rompendo­se com alguém, não pode o indivíduo crer­se livre para um outro tentame, que lhe resultaria feliz, porquanto o problema não é a da relação em si, mas do seu  estado íntimo, psicológico. Para tanto, como  forma de equacionamento, só a adoção do amor com toda a sua estrutura renovadora, saudável, de plenificação, consegue o êxito almejado, porquanto, para onde ou para quem o indivíduo se transfira, conduzirá toda a sua memória social, o seu comportamento e o que é. Desse modo, transferir­se não resolve problemas. Antes, deve solucionar­se para trasladar­se, se for o caso, depois.


Manutenção de propósitos

O homem é um ser muito complexo. Somatório das suas experiências passadas tem, no inconsciente, um completo arquivo da raça, da cultura, das tradições que lhe influem no comportamento. 

Por outro lado, a educação, os hábitos, os fenômenos psicológicos e fisiológicos estão a alterá­lo a cada momento. 

Do acúmulo destes valores resultam­lhe as aspirações, as tendências e anseios, seus conflitos, ansiedades e realizações.

...

O homem se queixa que o autoconhecimento exige despesa de energia face ao desgaste que o esforço provoca. Talvez não seja necessária uma luta como a que se trava em outras atividades. A manutenção dos conflitos produz muito  mais consumpção de forças. Basta uma atitude de desvalorização dos problemas, como quem deixa cair um fardo simplesmente, ao invés de empenhar­se por atirá­lo fora. 

A manutenção dos propósitos de renovação e de auto­aprimoramento é resultado de uma aceitação normal e de todo momento, da necessidade de autodescobrir­se, morrendo para as constrições e ansiedades, os medos e rotinas do cotidiano. Desta ação consciente, de que se impregna, o homem se plenifica interiormente, sem neurose ou outros quaisquer fenômenos psicóticos, perturbadores da personalidade e da vida.

Leis cármicas e felicidade

Nas experiências psicológicas de amadurecimento da personalidade, na busca da plenitude, a incerteza é indispensável, pois que ela fomenta o crescimento, o progresso, significando insatisfação pelo já conseguido. 

A certeza significaria, neste sentido, a cessação de motivos e experiências, que são sempre renovadores, facultando a ampliação dos horizontes do ser e da vida. 

Graças à incerteza, que não representa falta de fé, os erros são mais facilmente reparáveis e os êxitos mais significativos. Ela ajuda na libertação, pois que a presença do apego, no sentimento, gera a dor, a angústia. Este último, que funciona como posse algumas vezes, como sensação de segurança e proteção noutras ocasiões, desperta o medo da perda, da solidão, do abandono.

...

As leis cármicas são a resposta para que alguns indivíduos fruam hoje o que a outros falta, ao mesmo tempo são a esperança para aqueles que lutam e anelam, acenando­lhes a Possibilidade próxima de aquisição dos elementos que felicitam.

Idear a felicidade sem apego e insistir para consegui­la; trabalhar as aspirações íntimas, harmonizando­as com os limites do equilíbrio; digerir as ocorrências desagradáveis como parte do processo; manter­se vigilante, sem tensões nem receios e se dará o amadurecimento psicológico, liberativo dos carmas de insucesso, abrindo espaço para o auto­encontro, a paz plenificadora.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 10/10 (TERÇA-FEIRA) - 20:00: "A BUSCA DO SENTIDO EXISTENCIAL" DO LIVRO AMOR, IMBATÍVEL AMOR - PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: ROBSON CUNHA

Existir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmos.
A existência humana é uma síntese de múltiplas experiências evolutivas, trabalhadas pelo tempo através de automatismos que se transformam em instintos e se transmudam nas elevadas expressões do sentimen­to e da razão.

À medida que os automatismos biológicos se con­vertem em impulsos dirigidos — ressalvados alguns que permanecerão sem a contribuição da consciência — o ser psicológico passa a sobressair, conduzindo, de iní­cio, a carga dos atavismos que deverão ser remaneja­dos, diluindo aqueles de natureza perturbadora e apri­morando aqueloutros que se transformarão em fontes de alegria, de prazer e de paz...

Simultaneamente, a razão abandona as brumas da ignorância que a entorpece — qual cascalho que envolve a gema preciosa — e se delineiam objetivos e sentido existencial. Enquanto não surge essa ne­cessidade, o primarismo predomina, e o ser, não obstante em estágio de humanidade, apenas reage, sem saber agir, ambiciona sem discernir para que, agride ou deprime-se, por desconhecer o valor da luta saudável, sempre desafiadora para a conquista do progresso. Somente então, surgem as interrogações que fazem parte da busca do sentido existenci­al a) para que viver? b) por que lutar? c) como desenvolver essa capacidade de perseverar até al­cançar a meta?

A vida é inerente a tudo, e tentar explicar-lhe a cau­sa, o motivo do Primeiro Movimento que lhe deu ori­gem, é perder-se em elucubrações filosóficas e religio­sas desnecessárias. Aceitar-lhe a realidade sem discus­são, que se apresenta como fuga psicológica para o seu enfrentamento, é o primeiro passo.

Vive-se, e isso é incontestável. Negá-lo, significa anular-se, anestesiar a capacidade de pensar.

Viver da melhor forma possível é o desafio imedi­ato. Viver bem — desfrutando dos recursos que a Natu­reza e a inteligência proporcionam — para bem viver — realizações internas com o desenvolvimento ético ade­quado, que proporcionam bem-estar interior —, eis a ra­zão por que lutar.

Tal conquista sempre se consegue mediante o es­forço da não aceitação comodista, partindo-se para a luta de crescimento pessoal e de transformação ambi­ental, que facultam a existência feliz.

O próprio esforço, na mínima realização vitoriosa, contribui para o favorecimento da capacidade de se prosseguir conquistando as metas que, ao serem alcan­çadas, oferecem outras novas, que podem proporcionar melhores condições de plenitude e de integração na Consciência Cósmica.

Cada etapa vencida, portanto, mais capacita o ser para as porvindouras que lhe cumpre conquistar. Ex­perimentada uma vitória, surgem motivações especi­ais para o prosseguimento das lutas que acenam con­quistas mais significativas, particularmente no íntimo, quando o ser psicológico desabrocha e predomina so­bre o conjunto fisiológico.

Joana de Ângelis - Psicografado por Divaldo franco

terça-feira, 5 de setembro de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 05/09 (TERÇA-FEIRA) - 20:00: "CONQUISTA DO PRAZER" DO LIVRO AMOR, IMBATÍVEL AMOR - PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: ROBSON CUNHA

A cultura hedonista tem-se direcionado exclusivamente para o culto do prazer, principalmente aquele que se adquire com o menor esforço.

Ninguém, entretanto, consegue viver em harmonia consigo próprio, sem a auto-realização, sem a conquista das metas que facultam essa emoção estimuladora e vital.

Não obstante, a vida possui outros significados de profundidade, outras realizações que, certamente, resultarão em prazer ético, estético, espiritual. Como conseqüência, a proposta hedonista falha no seu próprio conteúdo, que seria tornar a vida uma busca de prazer incessante.

São inevitáveis as ocorrências do desgaste orgânico, do conflito psicológico, do distúrbio mental, das dificuldades financeiras, sociais, existenciais.

A própria dor faz parte do processo que integra a criatura no contexto da sociedade, sem cujo contributo desapareceriam os esforços para o auto-aprimoramento, a iluminação pessoal, o progresso geral.

A emoção de dor constitui mecanismo da vida, que deve ser atendida sem disfarce, porqüanto o próprio crescimento do ser depende das experiências que ela proporciona.

Quando o estoicismo propôs a resignação diante da dor, Atenas se encontrava sob imensos desafios políticos e morais.

Renascendo várias vezes na História e trazendo a sua contribuição para a felicidade da criatura humana, a partir de Boécio, que o vinculou à proposta cristã vigente, esteve no pensamento de René Descartes, de Montaigne e de outros, convidando à reflexão e à coragem em quaisquer circunstâncias. Todavia, embora seja valiosa essa contribuição, a resignação sem uma imediata  ou simultânea ação que conduza o ser a libertar-se da injunção dolorosa, pode fazê-lo derrapar numa atitude masoquista, perturbadora.

A atitude estóica deve ser seguida pelo esforço de vencer o sofrimento, criando situações diferentes que gerem prazer, proporcionando motivação para prosseguir a existência corporal, què é de grande importância para a vida em si mesma.

Intermediando as duas conceituações filosóficas, o idealismo de Sócrates e Platão constitui-se como uma condição indispensável para a plenitude do prazer que pode ser conseguido mediante a consciência tranqüila, que se torna fruto de um coração pacificado em razão das ações de nobreza realizadas. 

sábado, 26 de agosto de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 27/08 (DOMINGO) - 16:00: "RESPEITO PELA VIDA" DO LIVRO LIBERTAÇÃO PELO AMOR PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ANGELIS - PALESTRANTE: BENÍCIO RIOS

O respeito pela vida abrange o sentimento de alta consideração por tudo quanto existe.

Não apenas se detém na pessoa, mas sim em todas as expressões da natureza.
Quando não existe essa manifestação, os valores éticos se enfraquecem e todos os anelos superiores perdem a significação.

A criatura humana, impulsionada por ilusões da conquista do sucesso aparente, tem-se esquecido disso, sem se dar conta da gravidade de tal atitude.

O egoísmo avassalador tem controlado os sentimentos, impondo o seu interesse, em detrimento de todos os valores mais dignos.

Os membros da sociedade têm sido separados lamentavelmente, dividindo-se em classes medidas pelos recursos sociais, econômicos, porém nunca morais.

Surge, então, um inevitável abismo entre os seres. Reações de animosidade convertem-se em ódios insanos, abrindo campo para as batalhas da violência doméstica e urbana.

Mais adiante, apresentam-se como atos de terrorismo e como guerras nefandas.

Alguns acreditam que possuindo dinheiro e desfrutando de projeção política ou social, serão capazes de conseguir afeição e companheirismo.
Amargo engano.

Afeto e amizade não se compram, nem tampouco se impõem. Alguns deixam-se seduzir por esses recursos transitórios.

Iludem-se pensando que a criatura pode ser confundida pelo que possui e não pelo que realmente é.

Essas fantasias, porém, são passageiras, porque as riquezas trocam de mãos rapidamente.

A beleza e o poder não adornam por longos anos as mesmas frontes.
Tocadas pela brisa do tempo, elas desaparecem a olhos vistos, e cedem lugar à verdadeira essência dos seres.

Ninguém consegue ser feliz individualmente no deserto por onde perambula.

Tentando ignorar essa verdade, muitos valem-se de subterfúgios infelizes.
Buscam no álcool, nas drogas químicas, na baixeza emocional e sexual, a fuga da solidão e do desconforto em que vivem.

Eis aí outro equívoco que leva as pessoas a tragédias ainda mais dolorosas.
A vida só se faz digna e próspera, quando se estrutura na pedra fundamental do respeito.

O respeito pela vida eleva o padrão de conduta, dignificando aqueles a quem é direcionado e elevando moralmente quem o observa.

A honestidade, por sua vez, indispensável no sucesso dos relacionamentos humanos, proporciona confiança e bem-estar aos seres.

Elabore uma lista de desafios íntimos que o levam a situações embaraçosas.

Trabalhe item a item, cada dia, experimentando as indescritíveis alegrias que decorrem do respeito pela vida.

Você redescobrirá o amor e a satisfação de repartir e de compartilhar os júbilos com o próximo.

Constatará o resultado decorrente da renovação íntima que você se dispôs a realizar.

Respeitando a vida, você passará a ser respeitado e estimado por todas as expressões dela própria.

Notará em você mesmo a indescritível satisfação de estar em paz com a própria consciência.

Lembre-se: a vida é sublime concessão de Deus e jamais poderá ser desconsiderada, por quem quer que seja.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 20/08 (DOMINGO) - 16:00: "COMPORTAMENTOS AUTODESTRUTIVOS" DO LIVRO AMOR, IMBATÍVEL AMOR - PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: JORGE TRINDADE

A falta de iniciativa e o medo constituem fatores relevantes para a instalação dos comportamentos autodestrutivos, decorrência natural da insegurança pessoal e da hostilidade social presente na competitividade da sobrevivência humana.
Conflitos autopunitivos da consciência de culpa não superados apresentam-se de forma patológica, contribuindo para a ausência de autoestima e compulsão auto-exterminadora. Nem sempre porém, assumem a tendência para o suicídio direto, manifestando-se, entretanto, de maneira mascarada, como desinteresse pela existência, ausência de objetivos para lutar, atitudes pessimistas...

Noutras ocasiões, a freqüente ingestão das vibrações perniciosas do mau humor, do ressentimento, da rebeldia sistemática, do ódio, do ciúme desenvolvem transtornos psíquicos que terminam por desarmonizar as células, comprometer os órgãos e conduzir à morte.

Diversas enfermidades têm causalidade psicossomática, que culminam em verdadeiros desastres orgânicos.

Na raiz de toda doença há sempre componentes psíquicos ou espirituais, que são heranças decorrentes da Lei de causa e efeito, procedentes de vidas transatas, que imprimiram nos genes os fatores propiciadores para a instalação dos distúrbios na área da saúde.

A vida moderna, geradora de estresses e angústias, por sua vez também desencadeia mecanismos de ansiedade e de fobias várias, que desgastam os núcleos do equilíbrio psicológico com lamentáveis disfunções dos equipamentos físicos.

As pressões contínuas que decorrem do trabalho, dos compromissos sociais, das necessidades econômicas, da tensão emocional e dos impositivos psíquicos, desestabilizam o ser humano, que se torna vítima fácil de falsas necessidades de fugas, como recurso de buscar a paz, engendrando comportamentos autodestrutivos.

Desequipado psicologicamente para os enfrentamentos incessantes e sentindo-se incapaz para acompanhar e absorver o desenvolvimento tecnológico e toda a parafernália dos divertimentos que induzem ao consumismo rigoroso e insensato, o indivíduo de temperamento tímido perturba-se, desistindo de prosseguir, ou se engaja na loucura generalizada, auto-destruindo-se igualmente através da excitação e da insatisfação, da competitividade com os seus intervalos de fastio e amargura, buscando, nos alcoólicos, no tabaco, no sexo e nas drogas os estímulos e as compensações para substituírem o cansaço, o tédio e a saturação diante do que já haja conseguido.

A velocidade que assinala os acontecimentos hodiernos supera as suas resistências emocionais, e deixa-se conduzir, a princípio, sem dar-se conta do excesso da carga psíquica, para depois automatizar-se, sem reservar-se períodos para o auto-refazimento, para a renovação, para o encontro consigo mesmo e uma análise tranqüila das metas em desenvolvimento, elaborando e seguindo uma escala de valores legítimos, a fim de não consumir as horas e as forças nas buscas impostas pelo contexto social, no qual se encontra, e que não lhe correspondem às aspirações íntimas. 

A existência terrena é portadora de valiosa contribuição ética, estética, intelectual, espiritual, e não somente dos impositivos materiais e das satisfações ligeiras do ego sem a compensação do Self.

São muitos os mecanismos que levam à autodestruição, dentre os quais, a fadiga pelo adquirir e poder acompanhar tudo; estar envolvido nas armadilhas criadas pelo mercado devorador que desencadeia inquietação; a quantidade de propostas perturbadoras pela mídia, que aturde; o excesso de ruídos em toda parte, que desorienta, e a superpoluição nos centros urbanos, que desenvolve os instintos violentos e agressivos, eliminando quase as possibilidades para a aquisição da beleza, do entesouramento da paz, de ensanchas de autorealização.

O ser humano é a medida das suas aspirações e conquistas, sem o que a mediocridade o vence.

Cada meta desenvolvida propicia a compensação da vitória e o estímulo para novas realizações. Quando isso não ocorre, os insucessos mal interpretados levam-no à desarmonia, da qual procedem os fatores inibidores para novos tentames com a desistência do esforço e a perda da capacidade para recomeçar.

É justo não se desfalecer jamais. Toda ascensão impõe sacrifício, toda libertação resulta de esforço.

A ruptura das algemas psicológicas responsáveis pelo desprezo de si mesmo, pelo acabrunhamento e autonegação torna-se de urgência, a fim de favorecer a visão clara da realidade e os meios hábeis para bem vivê-la. Cada momento propicia renascimento, quando se está vigilante para fazê- lo.

Na impossibilidade de mudar-se a vida moderna, melhor explicando, os fatores negativos que conduzem aos conflitos — desde que existem valiosos contributos para a sua valorização, aquisição do seu significado, crescimento interior e progresso individual como geral — cumpre se criem condições próprias para enfrentá-la, se elaborem programas pessoais para a auto-realização e bem-estar, não se deixando atormentar com as imposições secundárias, desde que percam o significado de que desfrutam...

Exercícios físicos e rítmicos — natação, caminhada, ciclismo, de acordo com a eleição de cada qual —, ao lado de exercícios mentais — boa leitura, música inspiradora, conversações instrutivas, relacionamentos estimulantes, orações, meditação, ajuda ao próximo — são excelentes terapias para a redescoberta do significado existencial e da vida, aceitando sem estresse as imposições contemporâneas, decorrentes do processo da evolução científicotecnológica.

A existência enriquecida de ideais deve ser utilizada mediante os diversos recursos hodiernos para transformar o tumulto em harmonia, a doença em saúde e a tendência à autodestruição em prolongamento da vida sob a égide do amor que a tudo deve comandar, inspirar e vencer. Face à sua presença e vitalidade, o mundo se modifica e o ser se liberta, plenificando-se. 

sábado, 15 de julho de 2017

DOUTRINARIA DO DIA 16/07 (DOMINGO) - 16:00: "RESIGNAÇÃO" DO LIVRO FLORAÇÕES EVANGÉLICAS, PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS - PALESTRANTE: CARMEM POLITANO

Na atual conjuntura intelectual do  planeta e considerando-­se o clima de rebeldia que irrompe virulenta por toda a parte, a resignação para os aficcionados da violência e do  prazer é manifestação patológica que tipifica as personalidades anômalas.
Diante do conceito disparatado e frágil, muitos se auto-­afirmam pelos desmandos, quando convidados às paisagens da reflexão, pelo sofrimento, gerando males muito mais danosos do que aqueles dos quais pretendem fugir.

Porque os seus planos colimam resultados diversos aos que aguardavam, atiram­se ao desalento, quando não partem para as reações abastardantes da crueldade ou do cinismo. 

Se as enfermidades chegam, exasperam­Se, bandeando  para a revolta, intoxicando­se interiormente com as emanações venenosas do inconformismo. 

Quando os insucessos lhes drenam as ambições desmedidas, desgarram se para os “sonhos róseos” dos estupefacientes e barbitúricos. 

Diante das necessárias provações que os colocariam nas corretas engrenagens da máquina da vida, vituperam, ferozes e se destroçam nos abusos do sexo e do álcool, em dissipações inomináveis a que se arrojam. 

Suas resistências são  todas comandadas pelos impulsos da ira ou  da insatisfação, distantes das reações construtivas da inteligência que discerne, lógica e produz. 

A resignação para eles é cobardia moral no entanto, fogem à realidade até que a desencarnação os surpreende tardiamente com as realidades verdadeiras da vida, das quais se afastaram, encetando a partir daí longos períodos de sombra, dor e desassossego inimaginável.

* * *

Tu que ouviste a voz da mansuetude do Cristo e que te encorajaste face à grandeza da Sua vida, resigna­te, fortalecendo o ânimo, ante qualquer cometimento que te produza dor e que seja rotulado como desgraça ou infortúnio. 

Nada ocorre por capricho pernicioso da vida. Recebemos conforme damos, assim como colhemos consoante a qualidade dos grãos que ensementamos.

Resignação significa coragem e força na voragem do desespero. Somente os cristãos autênticos e os homens possuidores de elevados ideais se fazem capazes de resignar­se quando o desalento e a alucinação já se apossaram de outros seres.

Os que se encastelam nas chacinas e nos desvãos da anarquia, dizendo­se superiores, são meninos medrincas, que não dispõem de energias para se reorganizarem e prosseguirem na atitude reta. 
Se te convidam ao revide — resigna­te e ora. 
Se te convocam ao ódio — resigna­te e confia. 
Se te afrontam com agressões — resigna­te e agradece a Deus. 

Os dias sempre e inevitavelmente se sucedem para bons e maus, e ninguém se eximirá jamais ao amanhã que a todos alcança, refletindo na claridade forte e pujante do tempo a manifestação — resposta dos nossos atos nas mesmas expressões com que desde hoje as produzimos. 

Resignação, também, é vida, e vida abundante, na direção da vida eterna.


“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobr ecarregados,  que eu vos aliviar ei.
(Mateus, 11:28) 


“O sentimento do dever cumprido vos dar á r epouso ao Espírito e resignação.  O cor ação bate então melhor, a alma se asser ena e o corpo se forr a aos  desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais  profundamente golpeado é o Espírito”.  
O Espírito De Verdade
(O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Capítulo 6º — Item 8)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 06/07 (QUINTA-FEIRA) - 20:00: "A BUSCA DA REALIDADE" - CAP. 3 DO LIVRO O HOMEM INTEGRAL - PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: VERA MONTANO


Autodescobrimento

O esforço para a aquisição da experiência da própria identidade humanizada leva o indivíduo ao processo valioso do autodescobrimento. Enquanto empreende a tarefa do trabalho para a aquisição dos valores de consumo isola­se, sem contribuir eficazmente para o bem­estar do grupo social, no qual se movimenta. 
...
A aquisição da verdade amadurece o homem, que a elege e habitua­se à sua força libertadora, pois que, somente há liberdade real, se esta decorre daquela que o torna humilde e forte, aberto a novas conquistas e a níveis superiores de entendimento.


Consciência ética

O homem é o único “animal ético” que existe. Não obstante, um exame da sociedade, nas suas variadas épocas, devido à agressividade bélica, à indiferença pela vida, à barbárie de que dá mostras em inúmeras ocasiões, nos demonstre o  contrário. Somente ele pode apresentar  uma “consciência criativa”, pensar em termos de abstrações como a beleza, a bondade, a esperança, e cultivar  ideais de enobrecimento. Essa consciência ética nele existe em potencial, aguardando que seja desenvolvida mediante e após o autodescobrimento, a aquisição de valores que lhe proporcionem o senso de liberdade para eleger  as experiências que lhe cabem vivenciar.

...
A consciência ética é a conquista da iluminação, da lucidez intelecto­moral, do dever solidário e humano. Ela proporciona uma criatividade construtiva ilimitada, que conduz à santificação, na fé e na religião; ao heroísmo, na luta cotidiana e nas batalhas profissionais; ao apogeu, na arte, na ciência, na filosofia, pelo empenho que enseja em favor de uma plena identificação com o ideal esposado. São Vicente de Paulo, Nietzsche, Allan Kardec, Freud, Schweitzer, Cézanne são exemplos diversos de homens que adquiriram um estado de consciência ética aplicada em favor da humanidade.


Religião e religiosidade

No caleidoscópio do comportamento humano há, quase sempre, uma grande preocupação  por mais parecer do que ser, dando origem aos homens­  espelhos, aqueles que, não tendo identidade própria, refletem os modismos, as imposições, as opiniões alheias. Eles se tornam o que agrada às pessoas com quem convivem, o ambiente que no seu comportamento neurótico se instala. Adota­se uma fórmula religiosa sem que se viva de forma equânime dentro dos cânones da religião. É a experiência da religião sem religiosidade, da aparência social sem o  correspondente emocional que trabalha em favor da auto­realização, O conceito de Deus se perde na complexidade das fórmulas vazias do culto externo, e a anifestação da fé íntima desaparece diante das expressões ruidosas, destituídas dos componentes espirituais da meditação, da reflexão, da entrega. Disso resulta uma vida esvaziada de esperança, sem convicção de profundidade, sem madureza espiritual. A religião se destina ao conforto moral e à preservação dos valores espirituais do homem, demitizando a morte e abrindo­lhe as portas aparentemente indevassáveis à percepção humana. 
...
A religiosidade é uma conquista que ultrapassa a adoção de uma religião; uma realização interior lúcida, que independe do formalismo, mas que apenas se consegue através da coragem de o homem emergir da rotina e encontrar a própria identidade.

terça-feira, 16 de maio de 2017

DOUTRINÁRIA DE HOJE (16/05 - TERÇA-FEIRA - 20:00): "TORMENTOS MODERNOS" DO LIVRO AMOR, IMBATÍVEL AMOR PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: ROBSON WITZKE

Os avanços da ciência aliados à tecnologia favoreceram a vida com incomparáveis contribuições: higiene e saúde, comodidade e prazer, facilidade de locomoção e de cultura, programas de solidariedade e apoio, mais amplos recursos de fraternidade e inter-relacionamentos pessoais...
A globalização tornou-se inevitável, ganhando-se distâncias com velocidades expressivas e participando-se das ocorrências que têm lugar nos mais diferentes pontos do globo.

Baniram da Terra várias endemias, erradicaram doenças cruéis, alteraram a face do planeta, melhorando-lhe inumeráveis condições...

Não obstante, os nobres e úteis avanços não conseguiram impedir a violência urbana; as guerras, cada vez mais destruidoras; a miséria econômica e social; os fenômenos sísmicos; o surgimento de novas e calamitosas enfermidades; a corrupção de vários matizes, que campeia desenfreada; os crimes hediondos assim como a pena de morte, a eutanásia, o aborto, o suicídio, a traição...

Aprofundaram a sonda na psique do ser humano e desvelaram muitos enigmas que antes desvairavam, oferecendo recursos terapêuticos par minimizar e mesmo sanar muitos transtornos. Todavia, não puderam evitar distúrbios neuróticos e de pânico, as depressões profundas e outras tantas patologias tormentosas da mente...

A admirável conquista da ecologia ressalta este período, preservando a vida vegetal, animal, o meio ambiente com valiosas contribuições em favor do planeta em pré-agonia.

Apesar disso, a vida humana perece pela fome, pelo abandono, por diversas doenças que ainda não foram vencidas, pelo desrespeito de que é vítima...

Ocorre que o homem interior ainda não se fez conquistar. As valiosas realizações de fora aprisionaram-no, por outro lado, no limite das horas, no volume esmagador dos compromissos, na multiplicidade das realizações para a sobrevivência, estressando-o ou fazendo-o indiferente ao seu próximo, tornando-o arrogante ou aturdido, falto de ideais superiores e abarrotado de coisas sem significado real.

As exigências sociais tiraram-lhe a naturalidade, e os anseios de triunfos externos desestruturam-no, tornando-se-lhe importantes os valores que se fazem conhecidos, embora escravizem, em detrimento daqueloutros que permanecem não vistos e que são libertadores.

O temor detém-no no lar, cercado de tecnologia, mas, isolado da convivência com outras pessoas, longe do calor humano que produz relacionamentos motivadores.

A exigüidade de tempo não lhe propicia mais a reflexão, levando-o a agir e a reagir por impulsos. Escasseiam-lhe os momentos para si mesmo, interiormente, em espaços mentais e emocionais de oração, de meditação, de refazimento de forças exauridas nos embates contínuos.

Os medos assaltam-no, e a solidão na multidão asfixia-o.

domingo, 14 de maio de 2017

DOUTRINARIA DE HOJE (14/05 - DOMINGO - 16:00): "SEM PARAR" DO LIVRO FLORAÇÕES EVANGÉLICAS, PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS - EXPOSITOR: ALDECI ANDRADE

Agora que assumiste compromissos no movimento espírita, que te comove e abrasa, percebes. Registras, com a alma dorida, que os companheiros de ideal —  salvas expressivas exceções — ainda se encontram em dubiedade, face à decisão detransporem a aduana da luz.
Conquanto se digam espíritas, longe se encontram de manter as enobrecedoras atitudes do verdadeiro crente, aquele que, impregnado pela fé, pauta a conduta nas linhas da convicção esposada.

Antes supunhas que nos arraiais espiritistas a paz houvera feito morada... Pareciam­te resignados e felizes, lutadores intrépidos os novos discípulos do Evangelho. No entanto, observas como estão transidos de amargura, quando não rebelados, ante a dor, e interrogas: que fazem da fé clara e pura? Por  que ferem, quando conhecem de perto as realidades das leis de “causa e efeito?” Como se deixam conduzir pelos obsessores!...

Sem dúvida, porque em se, assenhoreando da fé, a fé sublimada deles não se assenhoreou.

Ficaram apenas mimetizados mas não penetrados. Apressados, não mergulharam realmente o espírito nas lides do conhecimento da Doutrina libertadora.

Alguns se fazem notados, mas não conseguiram as íntimas e reais transformações para melhor. Projetaram­se, sem se renovarem. E derrapam com facilidade nos mesmos equívocos, quando contrariados, sofridos ou simplesmente não considerados quanto se supõem merecedores...

São homens e preferem continuar a sê­lo, quando se poderiam tornar cristãos...

O Espiritismo é a doutrina do amor por  excelência e tem a caridade por meio e meta. Eles sabem disto, mas apenas sabem. Não vivem a vida que dizem saber e crer, por estarem acostumados a outra conduta. Mudaram de conceito religioso mas não de comportamento moral.

Não os estranhes, nem os censures para que não incidas nos erros deles. Sensibilizado pelas lições imortalistas que estudas, vive­as cordialmente, sejam quais forem as circunstâncias.

Repetidamente falarão os desencarnados sobre e contra os obsessores que perseguem e dificultam a obra do bem, detidos na Erraticidade inferior. E os há em número incontável.

Outros tantos, porém, estão em regime carnal, no domicilio orgânico.

Atenazam, perseguem, cruciam, afligem não porque estejam sob obsessões, mas porque são obsessores reencarnados. Procedem de baixos círculos vibratórios e a diferença existente é a da matéria que os envolve na Terra.

Certamente se fazem instrumentos dos outros — os desencarnados — por um fenômeno natural de afinidade, o que os tornam ainda mais violentos.

Diante disso, não acuses os Espíritos de mente atribulada que estagiam no Mundo Espiritual, tendo em vista aqueles que, ao teu  lado, no corpo, continuam acumpliciados com os antigos sequazes, em regime de conúbio espontâneo – Estes, os da caminhada carnal, atingir­te­ão mais vezes, por estarem domiciliados nas mesmas faixas vibratórias em que te demoras.

Acautela­te, orando e trabalhando incessantemente –  Não serás poupado, pois que o êxito da tua produção fraterna na Vinha do Senhor incomoda­os, irrita­os, e, na falta de argumentos justos, usarão estranhas armadilhas e conceitos infelizes para se realizarem ante a chuva de amargura e fel que desabe sobre a tua cabeça. Não obstante, prossegue, sereno e confiante.

* * *

Não apenas os sacerdotes e políticos em Israel, a soldadesca e os bandoleiros crucificados ao Seu lado, zombaram, sarcasticamente, de Jesus.

Não somente os estranhos conspiraram antes para colocarem­No perdido.

Foram os amigos invigilantes, os comensais do Seu  amor, aqueles que O conheciam e sabiam, que O entregaram, para logo após fugirem.

Diante dessa comovedora realidade, refugia­te n’Ele e compreende, integrando­te no Evangelho  Restaurado, a necessidade de viver pelo exemplo o Espiritismo que o descerra para ti e não olhes para trás, não reclames, não te defendas quando acusado, nem te justifiques — ama, e serve sem parar.

*

“Todavia, quem persever ar até o fim, esse ser á salvo”. (Mateus, 24:13) 

*

“A encarnação, aliás, pr ecisa ter um fim útil”. (O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Capítulo 4º — Item 26, parágrafo 3)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

DOUTRINÁRIA DE HOJE (21/02 - TERÇA-FEIRA - 20:00): "MARCO DIVISÓRIO" DO LIVRO FLORAÇÕES EVANGÉLICAS - PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: RICARDO GONÇALVES


Talvez possas evitá­-los. 

Surgem impulsionados por força descontroladas, por injunções negativas, produzindo acerbas dores de conseqüências quase sempre funestas. 

Na atualidade convulsionada por força tiranizantes que conspiram contra o equilíbrio geral, ocorrem inumeráveis e adversos, graças à densidade populacional e à expressiva soma de veículos que transitam pelas ruas do mundo, desabaladamente. 

Cada minuto as estatísticas registram expressões alarmantes de acidentados que resgatam, em agonias longas, velhos processos espirituais que os atingem, incoercível, inevitavelmente. 

Em face disso, refugia­te na oração e entrega­te às mãos sublimes do Cristo, facultando que os Seus mensageiros conduzam os teus passos com segurança e tranqüilidade pelas rotas em que tens de avançar na direção do futuro. 

Surpresas dolorosas espiam nas esquinas das ruas e se guardam nos alcouces das mentes alucinadas. 

Muitos daqueles que cruzam com os teus passos ou te provocam reações inesperadas estão ultrajados pelos Espíritos Infelizes, iguais a eles mesmos, atormentando­os, quanto atormentados se encontram. 

Não revides ante provocações, nem te estremunhes conduzindo vibrações molestas contigo. 

Raciocina crestamento tendo em vista que és valioso na economia do Planeta e que a tua vida é patrimônio de alta significação, que não deves arriscar nos jogos das frivolidades. 

O discípulo do Cristo é alguém em programa de reajustamento e renovação tropeçando com o passado culposo, que reaparece em mil apresentações conspirando contra a paz ou sugerindo reparação edificante mediante o teu esforço enobrecido. 

 

Acidentes, acidentados! 

Acidentes do trabalho quais bigorna e malho de aflições esfaceladoras, advertindo. 

Acidentes de veículos em desgovernos de equipamentos ou  desajustes emocionais dos seus condutores, ou surpresas do inesperado, gritando avisos que não podes deixar de examinar com respeito e atenção.

Acidentes nas multidões, em forma de agressão da ferocidade, da rapina, do terrorismo, da loucura de todo jaez em conúbio com a desagregação da esperança e da paz, como escarmento necessário. 

Acidentes da Natureza em maremotos e terremotos, furacões e calamidades, chamando o  homem à meditação dos substanciais quão Intransferíveis deveres de cuidar do espírito na sua oportunidade redentora, transitória, que passa célere.  

Acidentes da alma invigilante sob acúleos da insensatez e sobre pedrouços da desconsideração do patrimônio da vida carnal, nos quais, não raro, desperdiças os mais expressivos tesouros que se convertem em escassez dolorosa que conduz o desassisado às sombras do desespero tardio.

* * * 

Em Jesus encontrarás a segurança inabalável e na Sua mensagem de amor terás sempre o manancial de sustentação capaz de ajudar­te, lenindo sofrimentos da tua alma e preparando­te para o retorno, através da desencarnação, que a seu turno é acidente orgânico da máquina que se nega a prosseguir, libertando o prisioneiro, o  qual, na vida espiritual, seguirá tranqüilo e feliz ou  ficará retido na aflição desconcertante de que não se desejou desvincular.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (04/10 - TERÇA-FEIRA - 20:00): "PASSAPORTE PARA A VIDA" DO LIVRO OFERENDA PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: HIDELMO PASSOS


Na pauta das tuas atividades e reflexões diárias, inclui a questão da morte como de primacial importância. Mesmo que transites num corpo jovem e harmonioso, nenhuma garantia possuis quanto à sua durabilidade. Se a madureza das forças já caracteriza a tua jornada, de menos tempo dispões, desde que encetaste a marcha. Caminhando com os passos exauridos da senectude, já defrontas o pórtico da imortalidade em triunfo, que a todos aguarda e recebe. Em qualquer condição que te encontres: na saúde, na doença, na juventude, na velhice, convives com a morte do corpo físico, desde que o estado fisiológico, de forma alguma serve de parâmetro para considerar a dimensão da vida. Os acidentes de vária procedência, revelando-se em forma de infortúnios, chamam, a cada dia, os jovens, deixando os idosos; convocam os sadios, em detrimento dos enfermos, reconduzindo-os ao país da vida-além-da-vida.
Morrer é transformar-se molecularmente, abandonar o pesado envoltório material para movimentar-se em diferente faixa vibratória.
A morte é apenas o passaporte para a vida.
Incorporando ao cotidiano o programa de preparação para a morte, encontrarás alento para enfrentar as vicissitudes e vencer os impedimentos que, não poucas vezes, repontam pela senda redentora.
Sempre defrontarás a morte nos sucessos da vida e descortinarás a vida após o deslinde pela morte.
Aqui, é um filho querido que te precede, ou um irmão a quem te vincular pela consangüinidade carnal que se transfere do corpo; ali, é um esposo afeiçoado que rompeu as barreiras da forma somática, ou um genitor extremoso, que foi conduzido à vida nova; acolá, é um amigo que se desvencilhou dos liames fisiológicos ou um conhecido que não esperavas viajasse tão cedo e seguiu no veículo da desencarnação...
A surpresa estará presente no teu dia-a-dia, em relação aos que partem fazendo-te considerar, mesmo que não o queiras, a fragilidade da enfibratura física.
Nesse comenos, quiçá, chega o instante em que será a tua vez, o momento de abandonar o escafandro material, a fim de respirares outra atmosfera e habitares noutra faixa de vibração.
Não te deixes atemorizar pela morte nem a desconsiderares.
Ante alguém querido que rumou para o país da sobrevivência, refugia-te na oração e mergulha o pensamento na confiança irrestrita em Deus.
Lene a saudade, que a ausência dele te impõe, através da memória dos momentos felizes que fruíste ao lado desse afeto, hoje fisicamente distante... Ele receberá a tua mensagem emocional pelo telefonema do pensamento e também se renovará. Sentir-se-á evocado pelo teu carinho e estabelecerá um intercâmbio com que te nutrirará de esperança face ao reencontro que se dará oportunamente.
Colhido pela partida inesperada de um ser amado, não te revoltes, expelindo o ácido do desespero ou atirando espículos de blasfêmias injustificáveis, com ambas as atitudes atormentando-te e mais afligindo aquele que necessita das tuas reservas de forças psíquicas e morais, a fim de renovar-se e prosseguir em paz.
Todos que se encontram no corpo físico, deixa-lo-ão, atravessando a aduana da morte, na direção da imortalidade em plenitude de vida.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (06/09 - TERÇA-FEIRA - 20:00): "OFERENDA" DO LIVRO OFERENDA PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: JERÔNIMO SILVA

"Quando falharam as técnicas mais preciosas, na solução dos afligentes problemas humanos, torna-se indispensável a oferenda de amor que se haure no Evangelho, como fórmula salutar para os tremendos sofrimentos que crescem, ameaçando-nos a todos”.
Joanna de Ângelis


quinta-feira, 21 de julho de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (21/07 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "ESCÂNDALOS" DO LIVRO JESUS E O EVANGELHO À LUZ DA PSICOLOGIA PROFUNDA PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: AMANDA BURGOS

Ev. Cap. VIII - Item 12 Ai do mundo por causa dos escândalos! Mateus, 18:7 
Tudo   aquilo   quanto   violente   o   equilíbrio,   o   estabelecido, constitui  um  escândalo,  uma  irreverência  atentatória  contra  a ordem.  Como  consequência,  os  efeitos  do  ato  danoso produzem ressonância,  desarmonizando  o  indivíduo  e,  com  ele,  o  grupo social no qual se encontra situado.

Por   constituir   um   desequilíbrio   daquele   que   o   pratica,   o escândalo,   sob   o   ponto   de   vista   da   Psicologia   Profunda,   é manifestação da sombra que permanece em vertiginosa expansão no  ser  humano,  gerando  vícios  e  hábitos  mórbidos  que  levam  a desaires  profundamente  perturbadores,  já  que  terminam  por afetar aqueles que lhe compartem a convivência, a afetividade. 

Invariavelmente,  nesse  caso,  é  de  natureza  íntima  e  ninguém toma conhecimento, porque permanece agindo no lado escuro da personalidade,       fomentando       distúrbios       emocionais       e comportamentais   de   variado   porte,   que   se   transformam   em conflitos de consciência quando defrontados com o ético, o social e o espiritual.

Quase sempre o indivíduo mergulhado na sombra, de que tem dificuldade  de  se  libertar,  disfarça  as  imperfeições  projetando  a imagem  irreal  de  um  comportamento  que  está  longe  de  possuir, mas  que  se  torna,  não  raro,  severo  para  com  os  demais  e  muito tolerante para com os próprios erros.

Estabelecida essa transferência psicológica de conduta, passa a viver em torvelinho de paixões e tormento de aflições que procura disfarçar com habilidade. 

domingo, 10 de julho de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (10/07 - DOMINGO - 16:00): "O JUGO LEVE" DO LIVRO JESUS E O EVANGELHO À LUZ DA PSICOLOGIA PROFUNDA PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: LEANDRO BRESSY


Jesus  humanizado  é  o  grande  médico  das  almas,  que  as conhecendo em profundidade,  apresenta  a  terapia recuperadora, ao    tempo    que    oferece    a    libertadora,    que    evita    novoscomprometimentos.

Conhecendo  a  causalidade  que  desencadearia  as  aflições,  que são consequências funestas das ações anteriores infelizes que as geraram,  propõe  como  recurso  melhor,  para  a  total  liberação  do seu   contingente   perturbador,   a   conquista   da   luz   interna, superando toda a sombra que campeia nas consciências.

Essa claridade incomparável capaz de anular todos os prejuízos e  evitar  novas  projeções  de  sofrimentos  é  o  cultivo  do  amor, 29 sustentado pela oração que se converte em canal de irrigação da energia que procede de Deus e vitaliza a criatura humana.

Com  esse  recurso  incomparável,  a  docilidade  no  trato  com  o semelhante permite que as Forças espirituais que promanam das imarcescíveis regiões da plenitude alcancem a intimidade daquele que  ora,  nele  produzindo  o  milagre  da  harmonia  e  da  claridade interior permanentes.

O  Homem-Jesus,  absolutamente  lúcido  e  conhecedor  do  Selfque  lhe  mantinha  a  organização  humana,  era  todo  luz,  não havendo qualquer espaço sombra, o lado escuro que devesse ser penetrado,  a  fim  de  erradicar  mazelas,  desde  que  o houvera superado  em  experiências  multifárias  nas  Esferas  Superiores  de onde provinha.

Encarnando-se   na   Terra,   não   fugiu   ao   confronto   com as imposições   dominantes   entre   os   Seus   coevos,   mantendo--se imperturbável,   mas   não   insensível   aos   seus   desmandos   e irreflexões,  loucuras  e  infantilidades  evolutivas, razão  por  que procurava  extirpar  do  cerne  das  vidas  que  O  buscavam  os agentes geradores das aflições que as esmagavam, e os levavam à hediondez,  ao  crime,  à  mentira,  ao  ódio,  novos  desencadeadores de futuras inquietações.

O  Seu  fardo  se  fazia  leve,  porque  estruturado  em  claridade diamantina,  sem qualquer  contingente de  tormento,  ensejando o alívio  imediato  ao  penetrar  na  projeção  do  Seu  pensamento irradiante que cindia toda treva.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (07/07 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "A DESGRAÇA REAL" DO LIVRO JESUS E O EVANGELHO À LUZ DA PSICOLOGIA PROFUNDA PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: LUCIANO CRISPIM

Bem-aventurados os humildes, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Mateus 5:6
Desgraça é todo acontecimento funesto, desonroso, que aturde e desarticula os sentimentos, conduzindo a estados paroxísticos, desesperadores.

Não somente aqueles que se apresentam trágicos, mas também inúmeros outros que dilaceram o ser íntimo, conspirando contra as  aspirações  do  ideal  e  do  Bem,  da  fraternidade  e da  harmonia íntima.

Chegando   de   surpresa,   estiola   a   alegria,   conduzindo   ao corredor escuro da aflição.

Somente  pode  avaliar  o  peso  de  angústias  aquele  que  lhes experimenta o guante cruel.

Há, no entanto, desgraças e desgraças. As primeiras são as que irrompem    desarticulando    a    emoção    e    desestruturando a existência física e moral da criatura que, não raro, sucumbe ante a  sua  presença;  e  aqueloutras,  que  não  são  identificadas  por  se constituírem  consequências  de  atos  infelizes,  arquitetados  por quem  ora  lhes  padece  os  efeitos  danosos.  Essas,  sim,  são  as desgraças reais.

Há  ocorrências  que  são  enriquecedoras  por  um  momento, trazendo alegrias e benesses, para logo depois se converterem em tormentos e sombras, escassez e loucura. No entanto, quando se é  responsável pela  infelicidade  alheia,  ao  trair-se  a confiança,  ao caluniar-se,  ao  investir-se  contra  os  valores  éticos  do  próximo, semeando  desconforto  ou  sofrimento,  levando-o  ao  poste  do sacrifício,  ou  à  praça  do  ridículo,  a  isso  chamaremos  desgraça real,   porque   o   seu   autor   não   fugirá   da   própria   nem da Consciência Cósmica.

Assim  considerando,  muitos  infortúnios  de  hoje  são bênçãos, pelo   que   resultarão   mais   tarde,   favorecendo   com   paz   e recuperação  o  déspota  e  infrator  de  ontem,  em  processo  de reparação do mal praticado.

Sob  outro  aspecto,  o  prazer  gerado  na  insensatez,  os  ganhos desonestos, as posições de relevo que se fixam no padecimento de outras  vidas,  o  triunfo  que  resulta  de  circunstâncias  más  para outrem,  os  tesouros  acumulados  sobre  a  miséria  alheia,  os sorrisos  da  embriaguez  dos  sentidos,  o  desperdício e  abuso  ante tanta  miséria,  constituem  fatores  propiciadores  de dolorosos efeitos,   portanto,   são   desgraças   inimagináveis,   que   um   dia ressurgirão em copioso pranto, em angústias acerbas, em solidão e  deformidade  de  toda ordem, pela  necessidade  de expungir-se e reeducar-se  no  respeito  às  Leis  soberanas  da  Vida  e  aos  valores humanos desrespeitados.

O Homem-Jesus não poucas vezes chamou a atenção para essa desgraça,  não  considerada,  e  para  a  felicidade,  por  enquanto envolta em problemas, mas única possibilidade de ser fruída por definitivo.

Todos os que choram os famintos e os sequiosos de justiça, os padecentes    de    perseguições,    todos    momentaneamente    em angústia,  logo  mais  receberão  o  quinhão  do  pão,  da paz,  da vitória,   se   souberem   sofrer   com   resignação,   após   haverem resgatado   os   compromissos   infelizes   a   que   se   entregaram anteriormente, e geradores da situação atual aflitiva.

Aqueles,  porém,  que  sorriem  na  loucura  da  posse,  que  se locupletam  sobre  os  bens  da  infâmia  e  da  cobiça,  que  são aplaudidos  pelas  massas  e  anatematizados  pela  consciência, oportunamente  serão  tomados  pelas  lágrimas,  pela  falta,  pelo tormento...

São   inderrogáveis   as   Leis   da   Vida,   constituindo   ordem   e harmonia no Universo.

O  Homem-Jesus,  não  poucas  vezes,  diante  dos  falsamente venturosos,    dominadores    de    um    dia,    assim    como    dos amargurados  e  desditosos,  chorou  o  pranto  da  compaixão  e  da misericórdia,  por  conhecer  as  causas  desencadeadoras  de  uma como  de  outra  conduta,  no  futuro  chegando  ou  no  presente agindo, inexoravelmente.

No Horto das Oliveiras misturou Suas lágrimas com a sudorese sanguinolenta  pela  dor  experimentada  e  por  compaixão  pelos Seus algozes, que não sabiam o que estavam fazendo.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (16/06 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "DIVERSIDADE DE MORADAS" DO LIVRO JESUS E O EVANGELHO À LUZ DA PSICOLOGIA PROFUNDA PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: MANOEL MESSIAS

"...Há muitas moradas na casa de meu Pai." - João, (cap. XIV, v. 2)
A ingenuidade medieval explicava que as estrelas fulgurantes no Infinito eram lâmpadas mágicas para iluminarem a noite por misericórdia de Deus. O conceito geocêntrico do Universo expressava o limite imposto pelo grau de desenvolvimento cultural e intelectual dos seres ainda presos aos interesses da sobrevivência em ambiente físico, social, político e religioso hostil e castrador das expressões de liberdade, de conhecimento e de felicidade que sempre se encontram ínsitos nos seres humanos.

Os dogmas perversos naquela cultura ainda primitiva, na qual predominava a força do poder temporal, mesclado com o religioso disfarçado nas sombras coletivas dos dominadores, impediam a compreensão do ensinamento de Jesus que procedia de outras Esferas, portanto, de uma feliz morada que a mente humana de então não dispunha de meios para entender. Vivendo níveis de consciência muito primitivos, em sono e com leves sonhos, não era possível alcançar outros degraus, em razão do conhecimento e do pensamento se deterem nos estágios primitivo e mitológico, que constituíram base para o estabelecimento de alguns princípios religiosos mais compatíveis com as necessidades existenciais relacionando-os interpretativamente com as propostas morais e espirituais neotestamentárias.

Sem recursos para libertara espírito que vivifica da letra que mata, os teólogos mantinham as mentes encarceradas na sujeição às palavras e aos decretos audaciosos de reis e papas dominadores, antes que aos nobres postulados libertadores da consciência livre de peias, conforme Jesus viera ensinar, estabelecendo o primado do Espírito como fundamental para o progresso da Humanidade. A Terra, então, considerada como centro do Universo, era o núcleo fundamental do pensamento cultural e religioso, estabelecendo que o reino dos Céus se desenhava em torno do globo como se fosse também um dos áulicos girando a sua volta, sempre acima, porque abaixo se encontrava o Inferno de punição eterna, compatível com a sombra coletiva encarregada de coibir o desenvolvimento e o comportamento da sociedade.

O homem, escravo de outros homens, mesmo que vivendo em liberdade, encontrava-se-lhes submetido e servil, sem o direito de alcançar a própria identidade confundida nos conflitos ancestrais que o inconsciente coletivo e individual liberava em contínua aflição. A Terra, segundo a mentalidade religiosa daqueles dias, era um vale de lágrimas, um lugar de desterro, naturalmente para alguns - aqueles que eram submetidos indefensos - enquanto aqueloutros que assim se expressavam locupletavam-se nos gozos ou deixavam-se arrebatar pelos conflitos masoquistas em que se consumiam, perdidos nos transtornos emocionais e sexuais que os perturbavam. 

Tornavam-se cruéis, em consequência, impondo castrações dolorosas que ainda remanescem através dos tempos em inúmeras condutas individuais e de diferentes grupos sócio-culturais. A cristologia em que se fundamentava a Igreja antiga e ainda permanece, apesar das atuais conquistas indiscutíveis da astrofísica, considerando Jesus-Deus - em total embriaguez conceptual que se opõe à realidade de Jesus-Homem, Filho e não Pai, não se diluindo no mistério da Santíssima Trindade, próprio ao pensamento mítico ancestral - considerava que essas moradas poderiam ser identificadas como o Paraíso, o Purgatório e o Inferno, para onde eram recambiadas as almas após a morte física de acordo com a sua fidelidade ou o não cumprimento dos postulados evangélicos.

A pobreza e aridez desse pensamento fanático olvidava ou condenava todos os povos nos quais as propostas de Jesus não haviam chegado e onde, por sua vez, predominavam os excelentes ensinos também libertadores de Krishna, Buda, Lao-Tsé, Confúcio, Hermes Trismegisto e muitos outros missionários do Bem e do Amor, cujas vidas expressavam a grandiosa anterioridade de sua procedência. Seus ministérios eram significativos e prenunciavam o momento de Jesus, que lentamente se inscreveria nos tempos afora ampliando aqueles ensinamentos que O precederam.

Na perspectiva da psicologia profunda, todos eles foram libertadores das sombras coletiva e individual, sulcando o solo do ego para deixar que desabrochasse o 'Self' e todas suas implicações na consciência geral. Psicoterapeutas especiais preconizavam o amor e a sabedoria como métodos essenciais para a plenitude, embora sob diferentes colocações que, sem dúvida, conduzem à mesma unidade do pensamento condutor da Divindade.

Intuídos pela percepção extra-sensorial e alcançando o estágio numinoso, contribuíram decisivamente para o adiantamento espiritual de milhões de vidas que se encontravam na ignorância da realidade e alteraram o comportamento geral, deixando marcas especiais de entendimento das Divinas Leis e da Regência do Cosmo.

Disciplinando a vontade mediante experiências psíquicas vivas e intercâmbio seguro com os Espíritos, alcançaram a Realidade e embriagaram-se de alegria no corpo, de que se utilizavam momentaneamente a fim de retornarem ao estado de plenitude definitiva que haviam antegozado.

Na meditação e na educação dos instintos conseguiram desprender-se parcialmente dos elos retentivos da matéria, mesmo enquanto a habitavam, trazendo das Esferas Vivas por onde transitavam as mais belas lições de harmonia e de felicidade, que constituíam motivo e atração para o retorno após a execução dos compromissos vivenciados no mundo.

Jesus o sabia, e denominou-os como ovelhas que não pertencem a este rebanho, referindo-se aos presunçosos contemporâneos que se atribuíam a paternidade divina com desdém pelos demais povos que, certamente teriam outra ascendência, o que constitui um absurdo, partindo-se do pressuposto que Deus é Pai e Criador de tudo e de todos.

A existência terrena deve ser vivenciada com prazer e emoção, face à riqueza de experiências que oferece, auxiliando o Espírito a desenovelar-se das faixas inferiores das paixões. Não se trata do prazer que se afigura como vício, crime ou hediondez, mas da conduta daquele que o frui, não se deixando devorar pelo hedonismo imediatista, mas experienciando o júbilo dos gozos que estimulam ao avanço e compensam os cansaços e desaires dos empreendimentos humanos.

Jesus-Homem não apresentou métodos, técnicas, condutas especiais para conseguir-se o reino. Ele é tudo isso, viveu todas essas expressões, apontando as muitas moradas que existem na Casa do Pai. Referiu-se, indubitavelmente, aos mundos habitados que povoam o Universo, graças aos milhões de galáxias que surgem umas e se consomem outras absorvidas pelos buracos negros, exaltando a incomparável e insuperável glória da Criação.

Quanto mais primitivo o princípio espiritual, mais grosseiro é o mundo em que deve habitar, a fim de experimentar o desabrochar dos conteúdos psíquicos nele jacentes, que se vão desenvolvendo conforme os fatores mesológicos e circunstanciais, guiado pelo fatalismo da evolução que nele existe, ascendendo na escala da evolução e transferindo-se de um para outro conforme a necessidade do seu progresso que jamais se encontra estanque.

Mundos, sim, existem que podem ser considerados infernais, tendo-se em vista as condições de habitabilidade, para onde são recambiados os Espíritos calcetas e renitentes que sintonizam com o seu psiquismo, ali depurando-se dos instintos mais asselvajados, porém, ascendendo depois a outras estâncias purgatoriais, menos severas e mais compatíveis com o programa de desenvolvimento espiritual até alcançar aqueles que são felizes onde não mais existem dores nem vazios existenciais, infortúnios ou ambições inúteis.

O bem e o mal - essa dualidade luz a sombra - em que se debate o Espírito humano, representam o futuro e o passado de cada ser humano no trânsito evolutivo. O primeiro, à luz da psicologia profunda, é o auto-encontro, a liberação do lado escuro plenificado pelo conhecimento da verdade, enquanto o outro são as fixações do trânsito pelos instintos primários, que ainda vicejam nos sentimentos e na conduta, aguardando superação.

Examinando-se o planeta terrestre onde se debatem as forças do bem e do mal, constatamos ser ele uma escola de provas e de depurações cujas lições de aprimoramento ocorrem mediante o império do sofrimento, mas que podem converter-se ao impositivo do amor em conquistas permanentes, felicitadoras.

Na razão direta em que o 'SELF' predomina sobre o ego, e as lições de Jesus são essenciais a essa mudança, a essa superação de paixões, menos materializado se torna o Espírito, que aprende a aspirar mais altas especulações e conquistas ambicionando o infinito. Procedente de outra morada ditosa e superior à terrestre, denominada como reino dos céus, Jesus-Homem, exemplo de amor e de abnegação, sem subterfúgios e com decisão veio convidar as Suas criaturas a seguí-Lo, pois que, somente assim alcançariam Deus pelo conhecimento e pelo sentimento, integrando-se no psiquismo superior que d'Ele dirmana.

Com toda justeza, portanto, considerando a ignorância humana, e elucidando quanto à necessidade da plenitude, explicitou que há muitas moradas na casa de meu Pai, em convite subliminar, ao mesmo tempo direto, para que todos se empenhassem por alcançá-las.

Joanna de Ângelis