SOBRE NÓS :

VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.

MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.

Redirecionamento

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segunda-feira, 12 de junho de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 13/06 (TERÇA-FEIRA) - 20:00: "A VIDA CAUSAL" DO LIVRO REFLEXÕES ESPÍRITAS PELO ESPÍRITO DO SR. VIANNA DE CARVALHO – PALESTRANTE: LUCIANO CRISPIM

Causam estranheza, muitas vezes, as afirmativas sobre a vida espiritual, dentro da óptica de realidades antes somente atribuídas à movimentação terrestre.
Quando os Espíritos nos reportamos a cidades e colônias, vegetação e clima, veículos e estudos, escola e campus universitários no mais além, são inúmeras as pessoas que creditam os informes à imaginação exaltada dos médiuns ou à mediocridade cultural dos desencarnados. Preferem a negativa, mantendo uma atitude mental céptica, quando não zombeteira...

Aceitam a realidade física na condição de única e legítima, sem se darem conta de como deve ser a vida além das vibrações orgânicas do campo material.

Antes, admitiam o céu e o inferno como lugares estanques, dimensionados e localizados conforme as tradições teológicas. Liberando-se da crença ancestral e ortodoxa, refugiaram-se em infundada suspeita que mais facilmente nega o que desconhece, em mecanismo inconsciente de fuga irracional.

Não obstante, multiplicam-se os campos vibratórios na Terra e em sua volta, onde a vida estua dentro de condições próprias, das quais, a conhecida no mundo é sua cópia imperfeita. Certamente que, na mesma proporção, nas faixas inferiores as construções são pálidas, primitivas amostragens do que hoje frui a sociedade tecnológica.

Tomando-se a vida espiritual como sendo a primeira, portanto, a causal, a terrena é inevitável decorrência materializada por aqueles que procedem do país de origem trazendo reminiscências e evocando as paisagens de onde vieram.

Em toda parte a mente é o fator propiciatório para qualquer realização. Antes da ação, vibra a idéia que programa e plasma.

O campo mental delineia e constrói tudo quanto mais tarde se corporifica no mundo das formas.

Da mesma maneira, fora do corpo, o espírito age condensando a energia, que assume expressão material, sem dúvida mais tênue do que aquela que fere os sentidos sensoriais.

Considere-se, ao mesmo tempo, que o moderno conceito sobre a matéria molda-a ao capricho dos átomos, por sua vez, partículas de energia condensada, independentes e circunscritas aos campos vibratórios e de força nos quais se movimentam.

Face a essa condição da matéria, a energia é o elemento causai no qual se manifesta a vida e se modelam todas as expressões que se aglutinam na área das formas.

A morte, em liberando o ser espiritual dos limites do corpo físico, devolve-lhe a capacidade de movimentação na zona das ondas com as quais sintoniza, graças ás conquistas intelecto-morais que o sutilizam, ou sobrecarregam de vibrações propiciatórias para a sua vínculação.

Existem, portanto, cidades e conglomerados humanos — que variam como as conquistas morais e espirituais dos homens desencarnados — nas múltiplas esferas que circundam a Terra ou que lhe são próximas.

A vida que prossegue, impõe programas e disciplinas de educação, objetivando o futuro do ser espiritual, que tomará à reencarnação, promovendo-se, reparando males, proporcionando o progresso do seu próximo e da própria mãe-Terra, em seu processo de evolução.

De acordo com as conquistas ou atentados realizados, o espírito permanece vinculado à dinâmica a que se acostumou, ascendendo em experiências superiores, ou estagiando em redutos de dor reparadora e de sofrimento liberativo.

São incontáveis as estâncias de luz e paz, nas quais o trabalho individual e comunitário se desenvolve, e onde se inspiram os habitantes do mundo, recambiados em parcial desdobramento, pelo sono, para aprendizados; de onde partem os missionários do amor e do conhecimento conduzindo os recursos para favorecer a vida terrena; em cujos educandários e oficinas de estudos são ministrados cursos, e realizadas experiências de combate ao erro, à dor e às calamidades que um dia se materializarão na Terra, em forma de bênçãos para os homens que se demoram na retaguarda...

Igualmente, são inumeráveis os recintos de refazimento pela aflição e de despertamento para a responsabilidade, sob o guante de inomináveis processos reeducativos.

Afirmando com extraordinária sabedoria essa realidade, elucidou Jesus que “ na casa do Pai há muitas moradas”, aludindo à presença da vida em muitos pontos do Sistema Solar e fora dele, como também a esses núcleos de vida espiritual, nos quais estagiam os apóstolos do bem, profetas e santos que ali vão periódica e frequentemente, qual o acontecimento narrado pelo apóstolo Paulo, quando foi “ arrebatado até ao terceiro céu".

quinta-feira, 7 de julho de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (07/07 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "A DESGRAÇA REAL" DO LIVRO JESUS E O EVANGELHO À LUZ DA PSICOLOGIA PROFUNDA PELO ESPÍRITO DA SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: LUCIANO CRISPIM

Bem-aventurados os humildes, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Mateus 5:6
Desgraça é todo acontecimento funesto, desonroso, que aturde e desarticula os sentimentos, conduzindo a estados paroxísticos, desesperadores.

Não somente aqueles que se apresentam trágicos, mas também inúmeros outros que dilaceram o ser íntimo, conspirando contra as  aspirações  do  ideal  e  do  Bem,  da  fraternidade  e da  harmonia íntima.

Chegando   de   surpresa,   estiola   a   alegria,   conduzindo   ao corredor escuro da aflição.

Somente  pode  avaliar  o  peso  de  angústias  aquele  que  lhes experimenta o guante cruel.

Há, no entanto, desgraças e desgraças. As primeiras são as que irrompem    desarticulando    a    emoção    e    desestruturando a existência física e moral da criatura que, não raro, sucumbe ante a  sua  presença;  e  aqueloutras,  que  não  são  identificadas  por  se constituírem  consequências  de  atos  infelizes,  arquitetados  por quem  ora  lhes  padece  os  efeitos  danosos.  Essas,  sim,  são  as desgraças reais.

Há  ocorrências  que  são  enriquecedoras  por  um  momento, trazendo alegrias e benesses, para logo depois se converterem em tormentos e sombras, escassez e loucura. No entanto, quando se é  responsável pela  infelicidade  alheia,  ao  trair-se  a confiança,  ao caluniar-se,  ao  investir-se  contra  os  valores  éticos  do  próximo, semeando  desconforto  ou  sofrimento,  levando-o  ao  poste  do sacrifício,  ou  à  praça  do  ridículo,  a  isso  chamaremos  desgraça real,   porque   o   seu   autor   não   fugirá   da   própria   nem da Consciência Cósmica.

Assim  considerando,  muitos  infortúnios  de  hoje  são bênçãos, pelo   que   resultarão   mais   tarde,   favorecendo   com   paz   e recuperação  o  déspota  e  infrator  de  ontem,  em  processo  de reparação do mal praticado.

Sob  outro  aspecto,  o  prazer  gerado  na  insensatez,  os  ganhos desonestos, as posições de relevo que se fixam no padecimento de outras  vidas,  o  triunfo  que  resulta  de  circunstâncias  más  para outrem,  os  tesouros  acumulados  sobre  a  miséria  alheia,  os sorrisos  da  embriaguez  dos  sentidos,  o  desperdício e  abuso  ante tanta  miséria,  constituem  fatores  propiciadores  de dolorosos efeitos,   portanto,   são   desgraças   inimagináveis,   que   um   dia ressurgirão em copioso pranto, em angústias acerbas, em solidão e  deformidade  de  toda ordem, pela  necessidade  de expungir-se e reeducar-se  no  respeito  às  Leis  soberanas  da  Vida  e  aos  valores humanos desrespeitados.

O Homem-Jesus não poucas vezes chamou a atenção para essa desgraça,  não  considerada,  e  para  a  felicidade,  por  enquanto envolta em problemas, mas única possibilidade de ser fruída por definitivo.

Todos os que choram os famintos e os sequiosos de justiça, os padecentes    de    perseguições,    todos    momentaneamente    em angústia,  logo  mais  receberão  o  quinhão  do  pão,  da paz,  da vitória,   se   souberem   sofrer   com   resignação,   após   haverem resgatado   os   compromissos   infelizes   a   que   se   entregaram anteriormente, e geradores da situação atual aflitiva.

Aqueles,  porém,  que  sorriem  na  loucura  da  posse,  que  se locupletam  sobre  os  bens  da  infâmia  e  da  cobiça,  que  são aplaudidos  pelas  massas  e  anatematizados  pela  consciência, oportunamente  serão  tomados  pelas  lágrimas,  pela  falta,  pelo tormento...

São   inderrogáveis   as   Leis   da   Vida,   constituindo   ordem   e harmonia no Universo.

O  Homem-Jesus,  não  poucas  vezes,  diante  dos  falsamente venturosos,    dominadores    de    um    dia,    assim    como    dos amargurados  e  desditosos,  chorou  o  pranto  da  compaixão  e  da misericórdia,  por  conhecer  as  causas  desencadeadoras  de  uma como  de  outra  conduta,  no  futuro  chegando  ou  no  presente agindo, inexoravelmente.

No Horto das Oliveiras misturou Suas lágrimas com a sudorese sanguinolenta  pela  dor  experimentada  e  por  compaixão  pelos Seus algozes, que não sabiam o que estavam fazendo.