SOBRE NÓS :

VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.

MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.

Redirecionamento

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 03/08 (QUINTA-FEIRA) - 20:00: "REVELAÇÕES FANTASIOSAS" DO LIVRO REFLEXÕES ESPÍRITAS PELO ESPÍRITO DO SR. VIANNA DE CARVALHO – PALESTRANTE: JOANNA GALO

O desenvolvimento intelecto-moral do homem faz-se lentamente, atravessando períodos delicados na área psicológica, que deixam marcas demoradas nos temperamentos de formação frágil.

Graças a isso, não obstante as conquistas tecnológicas da atualidade, permanece expressivo número de indivíduos com arcabouço infantil, experimentando insegurança e terríveis temores.

Apresentando, às vezes, avantajada estrutura física e demonstrando inegável tirocínio racional, debatem-se em estados conflitivos de desequilíbrio, que os levam a neuroses perturbadoras e a distonias de vária ordem.

Alarga-se neles o período infantil, e, apesar da maturidade orgânica nos variados processos da idade cronológica, prosseguem cultivando os mitos que os embalaram ou perturbaram naquela fase.

Aspiram por uma existência ideal, sem confrontos ideológicos, sem aflições, e propõem relacionamentos perfeitos por parte dos outros, a si próprios justificando as debilidades e limitações. Tomam-se, deste modo, de difícil trato, no inter-relacionamento social, malogrando nas uniões conjugais e fugindo às responsabilidades familiares.

Aparentemente se apresentam lúcidos e bem-postos, nas chamadas classes mais elevadas, sem que difiram dos mais simples e necessitados, nos seus temores, conflitos e complexos.

Diante dos desafios que propõem o crescimento íntimo, complicam a própria atividade e derrapam nas depressões ou fogem para a agressividade da violência, em cujos mecanismos, consciente ou inconscientemente, escondem a timidez, os medos, a fraqueza moral.

Convidados à fé religiosa, apegam-se aos mitos, que vitalizam, repetindo as fantasias da infância. E quando a lógica lhes demonstra o desvalor desse atavismo, dizem-se cépticos, indiferentes... No entanto, permanecem vulneráveis ao fantástico, ao fantasioso, ao milagreiro, ao aterrador, adotando crenças extravagantes na área das revelações espirituais. Preferem as informações atemorizantes, as profecias de horror e destruição, os intercâmbios com seres intergaláticos, assim transmudando os conflitos em auto-afirmação, concedendose os privilégios de haverem sido escolhidos, selecionados para o conhecimento de verdades que os outros não têm mérito para conhecer e privar.

São nomeados missionários, eleitos, seres superiores encarregados da preparação da Era Nova, os que serão poupados às terríveis calamidades, devendo ficar no corpo e ser transferidos para a quarta ou outra dimensão qualquer, para círculos vibratórios elevados, na frágil forma física.

Morrer, apavora-os. Querem a imortalidade material.

Deixam transparecer que a morte biológica é uma desgraça e que a organização terrena deve ser poupada a qualquer preço, recomendando alimentação especial, providências para uma conduta original, enquanto se utilizam do verbo amar como chave mágica, para facultar a solução de todos os problemas...

Sem dúvida, o amor é a solução, conforme o propôs Jesus, no entanto sem exotismo, sem especificidades de prerrogativas perniciosas.

A morte ou transformação carnal é inevitável, e a mudança do ser, em trânsito pelas faixas vibratórias da evolução, será sempre no campo espiritual da energia e não da forma perecível, construída para o período correspondente às necessidades da reencarnação.

A prevalência de larga faixa da humanidade no período infantil tem permitido que mentes inquietas, sob condução infeliz de espíritos perversos ou frívolos, aflijam e atemorizem com frequência os insensatos, os crédulos e os presunçosos com profecias macabras de destruição do planeta, de aniquilamento da vida sob devastações nucleares ou sísmicas...

A insânia do homem pode levá-lo a uma ação alucinada, utilizando-se do ignoto poder que a inteligência lhe facultou, na área da tecnologia sem ética, porém a vida é imperecível, a Criação é de sabor eterno e o bem é a meta final.

Consolando os corações com a esperança e a certeza da vitória, quanto iluminando as mentes através do conhecimento, o Espiritismo vem conclamar todos os homens ao raciocínio, à fé que se fundamenta nos fatos e enfrenta a razão em todas as épocas, permanecendo inalteráveis os seus postulados. Facultando o progresso — que estimula pelo trabalho constante — alarga a capacidade do entendimento fraternal, e, libertando da ignorância das Leis da Vida, toma o homem otimista e saudável, emulando-o à conquista dos valores espirituais. Grato à Terra — sua mãe — auxilia-a e embeleza-a, ajudando-a a ascender na escala dos mundos sem utópicas aspirações imediatas de alcançar as galáxias remotas, esses ninhos e pousos da Eternidade, que nos contemplam no Infinito.

Unam-se os homens de fé e rompam as cadeias do período infantil e mítico, e trabalhem pelo mundo melhor, que podem iniciar, desenvolver e promover, esparzindo a luz da alegria, as bênçãos da felicidade, e, vivendo em amor como verdadeiros irmãos que são, ajudem-se reciprocamente, fiéis ao dever da caridade, evitando os exotismos, originalidades e comportamentos especiais, absurdos.

Jesus é o Governador da Terra e o Seu é o comando da sabedoria, no qual, o amor e o conhecimento se completam a benefício dos seus habitantes.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 13/06 (TERÇA-FEIRA) - 20:00: "A VIDA CAUSAL" DO LIVRO REFLEXÕES ESPÍRITAS PELO ESPÍRITO DO SR. VIANNA DE CARVALHO – PALESTRANTE: LUCIANO CRISPIM

Causam estranheza, muitas vezes, as afirmativas sobre a vida espiritual, dentro da óptica de realidades antes somente atribuídas à movimentação terrestre.
Quando os Espíritos nos reportamos a cidades e colônias, vegetação e clima, veículos e estudos, escola e campus universitários no mais além, são inúmeras as pessoas que creditam os informes à imaginação exaltada dos médiuns ou à mediocridade cultural dos desencarnados. Preferem a negativa, mantendo uma atitude mental céptica, quando não zombeteira...

Aceitam a realidade física na condição de única e legítima, sem se darem conta de como deve ser a vida além das vibrações orgânicas do campo material.

Antes, admitiam o céu e o inferno como lugares estanques, dimensionados e localizados conforme as tradições teológicas. Liberando-se da crença ancestral e ortodoxa, refugiaram-se em infundada suspeita que mais facilmente nega o que desconhece, em mecanismo inconsciente de fuga irracional.

Não obstante, multiplicam-se os campos vibratórios na Terra e em sua volta, onde a vida estua dentro de condições próprias, das quais, a conhecida no mundo é sua cópia imperfeita. Certamente que, na mesma proporção, nas faixas inferiores as construções são pálidas, primitivas amostragens do que hoje frui a sociedade tecnológica.

Tomando-se a vida espiritual como sendo a primeira, portanto, a causal, a terrena é inevitável decorrência materializada por aqueles que procedem do país de origem trazendo reminiscências e evocando as paisagens de onde vieram.

Em toda parte a mente é o fator propiciatório para qualquer realização. Antes da ação, vibra a idéia que programa e plasma.

O campo mental delineia e constrói tudo quanto mais tarde se corporifica no mundo das formas.

Da mesma maneira, fora do corpo, o espírito age condensando a energia, que assume expressão material, sem dúvida mais tênue do que aquela que fere os sentidos sensoriais.

Considere-se, ao mesmo tempo, que o moderno conceito sobre a matéria molda-a ao capricho dos átomos, por sua vez, partículas de energia condensada, independentes e circunscritas aos campos vibratórios e de força nos quais se movimentam.

Face a essa condição da matéria, a energia é o elemento causai no qual se manifesta a vida e se modelam todas as expressões que se aglutinam na área das formas.

A morte, em liberando o ser espiritual dos limites do corpo físico, devolve-lhe a capacidade de movimentação na zona das ondas com as quais sintoniza, graças ás conquistas intelecto-morais que o sutilizam, ou sobrecarregam de vibrações propiciatórias para a sua vínculação.

Existem, portanto, cidades e conglomerados humanos — que variam como as conquistas morais e espirituais dos homens desencarnados — nas múltiplas esferas que circundam a Terra ou que lhe são próximas.

A vida que prossegue, impõe programas e disciplinas de educação, objetivando o futuro do ser espiritual, que tomará à reencarnação, promovendo-se, reparando males, proporcionando o progresso do seu próximo e da própria mãe-Terra, em seu processo de evolução.

De acordo com as conquistas ou atentados realizados, o espírito permanece vinculado à dinâmica a que se acostumou, ascendendo em experiências superiores, ou estagiando em redutos de dor reparadora e de sofrimento liberativo.

São incontáveis as estâncias de luz e paz, nas quais o trabalho individual e comunitário se desenvolve, e onde se inspiram os habitantes do mundo, recambiados em parcial desdobramento, pelo sono, para aprendizados; de onde partem os missionários do amor e do conhecimento conduzindo os recursos para favorecer a vida terrena; em cujos educandários e oficinas de estudos são ministrados cursos, e realizadas experiências de combate ao erro, à dor e às calamidades que um dia se materializarão na Terra, em forma de bênçãos para os homens que se demoram na retaguarda...

Igualmente, são inumeráveis os recintos de refazimento pela aflição e de despertamento para a responsabilidade, sob o guante de inomináveis processos reeducativos.

Afirmando com extraordinária sabedoria essa realidade, elucidou Jesus que “ na casa do Pai há muitas moradas”, aludindo à presença da vida em muitos pontos do Sistema Solar e fora dele, como também a esses núcleos de vida espiritual, nos quais estagiam os apóstolos do bem, profetas e santos que ali vão periódica e frequentemente, qual o acontecimento narrado pelo apóstolo Paulo, quando foi “ arrebatado até ao terceiro céu".

segunda-feira, 29 de maio de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 30/05 (TERÇA-FEIRA) - 20:00: "CIÊNCIA E ESPIRITISMO" DO LIVRO REFLEXÕES ESPÍRITAS PELO ESPÍRITO DO SR. VIANNA DE CARVALHO – PALESTRANTE: ROBSON CUNHA

A Ciência, vencendo os tabus e os atavismos da ignorância, vem desvendando os mistérios da Natureza e desvelando as leis que engrandecem a vida.
O Espiritismo, rompendo os véus do preconceito e das superstições, penetra no âmago das questões intrincadas do existir, revelando o mundo causal e invisível de onde procede e para onde retoma a vida real.

A Ciência, colocando as suas sondas e lâminas no macro como no microcosmo, interpreta os enigmas da criação e explica os fenômenos da vida organizada na Terra.

O Espiritismo, trabalhando com as forças parafísicas do ser, desdobra para o homem a ética-moral de comportamento que o conduz à felicidade mediante a correta utilização dos recursos que lhe estão à disposição.

A Ciência prolongou a vida humana, modificou a paisagem do planeta, propiciou comodidades, facultou altos vôos para a inteligência e para a imaginação.

O Espiritismo demonstrou que a longevidade física, por mais larga, é sempre breve ante a eternidade do ser
espiritual, trabalhando o homem para usar as conquistas da tecnologia sem perder ou menosprezar os títulos da dignidade e do amor.

No auge das incursões da Ciência no embelezamento da vida e explicação das leis universais, Chalemel Lacour exclamou: — “Ciência e razão, eis os meus deuses”, provocando, na Academia de Letras de Paris, vivos aplausos por parte dos utopistas e gozadores.

Logo depois, no mesmo recinto, Francis Chalmers, após reflexões profundas, afirmou:—“ Não conheço um só exemplo que comprove o êxito da ciência enxugando as lágrimas que nascem no coração.”

A Ciência, sem o suporte da fé religiosa, que se estriba no fato e na razão, perde-se em devaneios, detectando os efeitos que não bastam para explicar a realidade dos fenômenos.

Negando a Deus, a Causa Fundamental, não logra preencher o vazio da emoção, nem enxugar as lágrimas do coração.

Certamente que anestesia a dor, corrige imperfeições, elucida problemas, no entanto não consola o amor que se sente frustrado ante a ingratidão, o crime, a saudade de quem se transferiu do corpo para a Vida... Nem consegue equacionar os dramas do sentimento, da afetividade, as aptidões e tendências dos destinos humanos...

O Espiritismo é o elo de segurança entre a ciência e a religião, a fé e a razão, a virtude e a ação.

Aprofundando-se nas origens da própria vida, o Espiritismo demonstra a lógica de existir, no processo de evolução e interpreta todos os problemas que se demoram como incógnitas, sem fugir à razão nem ao bom-senso, antes baseando-se nestes, erigindo o edifício do saber com os alicerces do conhecimento e a argamassa da fé.

Eis por que a Ciência, sem a Religião, frustra os altos ideais do homem e a Religião, sem a Ciência como suporte, não passa de pretexto para o fanatismo, que não se justifica e sequer suporta as experiências dolorosas da própria vida.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

DOUTRINÁRIA DE HOJE (23/02 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "TECNOLOGIA E PSICONÁUTICA" DO LIVRO REFLEXÕES ESPÍRITAS PELO ESPÍRITO DO SR. VIANNA DE CARVALHO – PALESTRANTE: DILSON MOURA

A adoção de uma filosofia existencial sem nenhum suporte espiritualista responde por inúmeros desatinos humanos.

Queira-se ou não, cada pessoa possui, consciente ou inconscientemente, um comportamento filosófico que se expressa no seu modo de ser, de viver, nos interesses aos quais se subordina, nas aspirações que persegue, nas reações que expressa.

Mesmo quem se diga entregue à indiferença pelo que lhe aconteça, assume uma corrente ideológica que lhe caracteriza a posição pensante.

Imediatistas-utilitaristas, reacionários-dialéticos, pessimistas, negadores por sistema ou por acomodação, cepticistas, cínicos, gozadores, padecem de hipertrofia do sentimento, caminhando sem dar-se conta ou propositadamente para a alienação ou para o suicídio, por não encontrarem as finalidades básicas e enobrecedoras da vida, que lhes pesa como um fardo desagradável, esmagador...

O Espiritualismo é a fonte do ideal no qual se haurem valores e recursos para uma existência feliz, oferecendo metas para as lutas adquirirem sentido e os acontecimentos subordinarem-se às lógicas confortadoras, que estruturam as resistências morais do homem para os inevitáveis enfrentamentos da evolução de que não se pode eximir.

Situar, no corpo, o mecanismo e o fatalismo da vida é uma forma de miopia psíquica, impeditiva da visão legítima do processo transcendente que a todos comanda, impelindo-nos para os altiplanos da realidade insuperável.

A vida física, não obstante os tesouros da inteligência e do sentimento, e por isto mesmo, se não obedecesse a uma programação que antecede ao berço e que prossegue além do túmulo, seria destituída de sentido e de significado.

Este breve espaço de tempo entre o começo e o fim do corpo, na dimensão da eternidade, não seria mais do que uma aberração cósmica, gerando o discernimento e a emoção, no formidando laboratório da natureza, mediante leis absurdas do acaso para, de imediato, a tudo aniquilar, reduzindo ao caos dos princípios.

Colocação dessa natureza atenta contra a inteligência, que sabe procederem os efeitos de causas equivalentes, não podendo o caos gerar a ordem, nem o acaso o equilíbrio matemático e harmônico das galáxias, como das moléculas que constituem as formas vivas em complexos mecanismos, ou as aglutinações inanimadas que se subordinam a transformações e mutações numa escala de, até este momento, impenetráveis combinações...

O movimento puisante do Universo, ínsito em todas as expressões vibratórias, resulta de um poder pensante que o elaborou através de perfeita programação, com finalidade adrede estabelecida.

Atavicamente, porém, amarrado à aceitação ou negativa do componente espiritual — fator precípuo da organização humana — o homem não se permitiu incursionar pelos labirintos internos da personalidade, do próprio ser, de modo a desvendar-se encontrando os fundamentos psíquicos estruturais, nos quais se apóia a forma física.

Por necessidades imediatas pôs-se a excursionar, descuidado do mundo íntimo, esquecido dos valores éticos, que lhe interessavam quando legalmente aplicados, sem o componente sentido moral que os vitaliza. Como consequência, conquistou terras, apossou-se de recursos transitórios, venceu óbices climatéricos e geológicos, escravizou pessoas, mas não se conquistou a si mesmo.

Lentamente venceu as distâncias físicas—emocionalmente longe de si próprio e do seu próximo — encurtou os espaços, saiu da Terra, deambulou pela Lua e retomou, esvaziado de sentido e significado para a vida...

O ônibus espacial Colúmbia volveu à Terra sob aplausos que, no entanto, não abafaram o pranto dos órfãos e das viúvas de guerra, dos mutilados  nem dos doentes, dos alienados ou dos famintos, nem os astronautas encontraram o equilíbrio entre os violentos, os delin- quentes, os necessitados, os discriminados, os infelizes... Sofisticados computadores de precisão os trouxeram de volta ao campo terreno, quase sem perigo e com alto índice de segurança—que já não se conseguem ffuir nas mas das cidades, nas sociedades ou nos lares, cada dia transformados em fortalezas para se impedirem assaltos, agressões, latrocínios...

Muitas conquistas e poucas realizações libertadoras, são o saldo destes dias.

O homem prossegue, entretanto, na condição de enigma que necessita ser desvendado.

A chave, todavia, para decifrá-lo, está nele mesmo no seu mundo íntimo, aguardando-o, quando, cansado das excursões, encorajese a proceder à inevitável viagem interna, ao aprofundamento interior.

A Ciência Nuclear, através das eminentes autoridades que investigam a matéria, reconhece que a mesma é apenas “ uma pequena porção da realidade” no campo imenso da energia ainda indevassada, sendo, o visível, modesta condensação reveladora do invisível.

Os logros da Ciência e da Tecnologia que, aparentemente, negaram a alma e a vida espiritual, quando, em verdade apenas desmitificaram os enxertos e superstições que as encobriam, foram, atualmente, a partir de Hertz com o descobrimento das oscilações eletromagnéticas, de Crookes com a matéria radiante, de Rõntgen com os raios de natureza desconhecida, alcançando, em largos passos, a declaração de Einstein a respeito das imensas energias contidas pela matéria, e trazendo o pensamento de volta ao espírito, embora sob outras denominações.

Os milagres técnicos superam os sonhos da ciência- fícção, sem resolverem os dramas da emoção humana.

Ao lado de todas essas conquistas, repentinamente, o Espiritualismo emergiu como resposta aos intrigantes problemas e questões que a mente começou a suscitar, insatisfeita com as realizações externas, que os não aclaravam satisfatoriamente.

O sentido e a finalidade da vida passam a ser o Espírito imortal.

Suporte seguro para o Espiritualismo moderno é a Doutrina Espírita, pelo empenho científico a que se afervora por demonstrar a realidade do princípio espiritual, sua origem, seu crescimento, seus labores, seu destino...

O Espiritismo é substituto das técnicas das viagens exteriores — valiosas, sem qualquer dúvida, mas não únicas — oferecendo os preciosos recursos para as conquistas imprescindíveis, as mais importantes, que se encontram através da Psiconáuiica, de que se fez pioneiro desde Allan Kardec.

Trabalhando com os mecanismos internos, a Psiconáutica utilizará os engenhos da técnica, que confirmam as incontroversas nascentes da vida, que se encontram no Mundo da energia ou realidade do espírito. A natureza é muito mais do que os singelos conceitos de espaço e tempo, matéria e casualidade, possuindo expressões independentes, que as alteram e as transformam.

Na gênese da vida, portanto, encontra-se o Espírito, e somente pelo seu conhecimento, e vivência das leis que alimentam o mundo causal-espiritual, o homem se encontrará consigo mesmo e será feliz, na experiência existencial da filosofia espírita.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

DOUTRINÁRIA DE HOJE (26/01 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "A FALÊNCIA DO MATERIALISMO" DO LIVRO REFLEXÕES ESPÍRITAS PELO ESPÍRITO DO SR. VIANNA DE CARVALHO – PALESTRANTE: EMILSON PIAU

O homem moderno tem medo. Porque teme, agride, enclausurado no “eu”. Cansado das utopias que elege, procura evasões que o levam a corredores escuros e sem saídas.
Apesar de tudo isto, nas sombras que se adensam sobre a Humanidade luz a compassiva promessa de Jesus a respeito do futuro, fulgurando na imortalidade em triunfo, de que ninguém se exime, e que, a pouco e pouco, fortalece os pilotis da crença espiritual cambaleante, soerguendo o edifício da civilização e lançando as seguras diretrizes para o reequilíbrio da criatura ante si mesma, o seu próximo, a vida e Deus.
Essa ingente e colossal tarefa, quase não percebida pelos que estão anestesiados na ilusão do momento, cabe ao Espiritismo, que apresenta as características do Consolador e cumpre as determinações sancionadas por Jesus. Pouco importa a dimensão da faina que todos devemos desenvolver. Desde a mais modesta à m

terça-feira, 11 de outubro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (11/10 - TERÇA-FEIRA - 20:00): "GRATIDÃO A ALLAN KARDEC" DO LIVRO REFLEXÕES ESPÍRITAS PELO ESPÍRITO DO SR. VIANNA DE CARVALHO – PALESTRANTE: JERÔNIMO SILVA

Quando as ciências se afirmavam e a fé cega cedia lugar à razão, ele soube arrancar dos fenômenos curiosos das mesas girantes uma doutrina integral.

Portador de sensibilidade acurada, mantendo um alto senso crítico, dotado de inteligência rara, Allan Kardec mergulhou o bisturi da investigação no organismo da morte e estabeleceu a linha direcional para o comportamento humano responsável em torno da imortalidade.

Ele não se deteve no umbral das investigações, fascinado pelas informações espirituais que lhe chegaram. Tampouco permitiu se apaixonar, em momento nenhum, pelas conquistas enobrecedoras.

Perquiriu, com raciocínio claro, examinou com imparcialidade, investiu o tempo e a vida na busca da Verdade, para brindar à Humanidade com o Consolador que Jesus Havia prometido.

Dotado de uma óptica invulgar, soube esperar as gemas dos seixos, os diamantes estelares dos pedregulhos, com eles formando um colar de rara beleza para adornar a vida, tornando-a bem-aventurada.

Investindo o que havia de mais precioso no conhecimento, para que a Doutrina Espírita pudesse sobreviver à marcha do progresso, examinou os mais intrigantes problemas do comportamento humano à luz da reencarnação, oferecendo uma filosofia pragmática, alicerçada no cartesianismo, facultando no futuro enfrentar com altivez a derrocada da ética e da cultura, qual ocorre nestes dias.

Confrontou os dogmas religiosos com a realidade da Ciência, e, fazendo-os implodir, propôs a religião do amor universal tendo por fundamento as bases essenciais de todas elas, com os seus componentes confirmados pela investigação científica, do que resultou uma saudável filosofia comportamental.

Profetizou a evolução da humanidade e o papel que o Espiritismo deveria desempenhar na transformação do homem.

Advertiu todos aqueles que se adentrassem no comportamento espírita para que examinassem em profundidade a Doutrina, não se deixando embair pelas idéias fantasistas ou pelas profecias de arrastamento, sem conteúdo.

E hoje, quando o Espiritismo sensibiliza milhões de vidas, o seu Movimento parecer deperecer, perdendo em qualidade o que adquire em quantidade.

Adeptos precipitados tentam enxertar conceitos supersticiosos no organismo impoluto da Doutrina que dispensa apêndices, permanecendo ideal conforme foi legada por Allan Kardec.

A invigilância de alguns simpatizantes procura adaptar crendices ultramontanas ao texto doutrinário, para acomodar interesses imediatos e vazios, por falta de coragem para arrostar as conseqüências da fé na sua legitimidade.

O Espiritismo sobrepõe-se-lhes, porque nenhum exotismo pode fazer parte do seu contexto.

Teimam introduzir no seu conteúdo superior práticas que, embora respeitáveis, são do Orientalismo, não se coadunando com a tecedura da verdade de que Allan Kardec se fez intermediário consciente.

A Doutrina Espírita, não obstante, respeitando todos os comportamentos religiosos e éticos da Humanidade, permanece acima de qualquer conotação suspeita ou desfiguração nas suas bases. Portanto, a Codificação Espírita se mantém inamovível, num todo granítico, iluminando o pensamento e explicando a causalidade da vida e a realidade do homem.

O mediunismo desorganizado e sensacionalista atrai a atenção para os fenômenos corriqueiros da saúde e da fantasia, de certo modo tentando transformar o Espiritismo em uma seita de significado impreciso.

Cabe, desse modo, ao espírita consciente tolerar, mas não ser conivente; respeitar, mas não concordar com as tentativas de intromissão de seitas, de práticas, de crendices e superstições que fizeram a glória da ignorância nas gerações passadas, poupando a Doutrina Espírita desse vandalismo injustificável, ao mesmo tempo convidando todos a uma releitura das suas bases em confronto com os avanços do conhecimento hodierno, para que se reafirme a indestrutibilidade dos seus ensinamentos, confirmados, a cada momento, pelas conquistas da razão, da tecnologia e da ciência.

O Espiritismo é a Doutrina que vem de Jesus por meio dos imortais, codificada pelo pensamento ímpar de Allan Kardec para assinalar a era do Espírito imortal e permanecer traçando as diretrizes para as gerações do futuro que nos cumpre, desde agora, preservar mediante uma conduta saudável, impoluta e compatível com os postulados que fulguram nesse colosso, que é o Espiritismo, a Doutrina libertadora dos novos tempos.

A tarefa de esclarecer os homens e orientá-los, sem medo nem tergiversações, é emergente, dando prosseguimento ao ministério iniciado por Allan Kardec, que se propagará como centelha crepitante em combustível que a aguarda, para dar-se o grande amanhecer moral e espiritual para onde marchamos, nosso futuro próximo e libertador.

domingo, 31 de julho de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (31/07 - DOMINGO - 16:00): "HOMENAGEM A ALLAN KARDEC" DO LIVRO REFLEXÕES ESPÍRITAS PELO ESPÍRITO DO SR. VIANNA DE CARVALHO – PALESTRANTE: WAGNER SANTANA

A Europa ainda se encontrava nos estertores da destruição da ignorância lograda pela Enciclopédia e pelas propostas extraordinárias dos precursores da Revolução Francesa, que estrugiria no dia 14 de julho de 1789. Podiam-se ouvir as vozes nobres de Voltaire, de Jean-Jacques Rousseau e as lições de sabedoria a verte- ram das obras dos eminentes pensadores que estabeleciam as bases da Era Nova, quando as ambições humanas propuseram a necessidade da modificação das estruturas políticas que predominaram em França, derrubando a Casa dos Bourbons, que cedeu lugar à Frateminade, à Liberdade e à Igualdade, inscrevendo no mare magnum das paixões os direitos humanos que ainda permanecem desrespeitados...
Escutava-se a palavra libertadora da Razão e inebriavam-se os corações ante as circunstâncias novas, que pareciam destruir os teimosos bastiões do dogmatismo, degenerando em intolerâncias mais terríveis do que aquelas que se pretendiam combate Ensombrada, a França parecia sentir raiar um novo dia, quando as tubas guerreiras de Napoleão Bonaparte assentaram os seus arraiais em Paris,
preparando-o para reunir as forças destroçadas e, sob o seu comando conduzir o País ao grandioso fanal. Inspirado pelos ideais de Mirabeau, de Danton, ele restaura os elevados anseios da Igualdade, sem conseguir fugir às injunções de seu destino histórico...

Nesse terrível momento, quando o insigne Corso se prepara para ser coroado Imperador dos franceses, no dia 2 de dezembro de 1804, na Catedral Gótica de Notre- Dame, a Divina Providência faz que mergulhe nas sombras da Terra o eminente Espírito de Jan Huss, que se dera em sacrifício, no século XV, em favor da libertação do Evangelho de Jesus. Reencarnando-se, em Lyon, a 3 de outubro desse ano de 1804, recebeu o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail, que trouxe a indeclinável tarefa de modificar as estruturas do conhecimento e abrir espaços para a restauração do pensamento do Cristo, conforme Ele e os Seus Discípulos o haviam vivido, dezenove séculos antes, na Palestina.

Quando a filosofia altera sua estrutura com Hegel, Marx e Engels, estabelecendo a desnecessidade da alma para a interpretação da vida e a compreensão do Universo; no momento em que Florens e Cuvier declaram nunca haver encontrado a alma nas centenas de cadáveres que dissecaram, no instante em que Broussais, Bouillaud, zombaram da alma imortal e Moleschot, Buchner e Karl Vogt afirmam que o espírito é uma exsudação cerebral, surge Allan Kardec com a força demolidora da lógica e da razão, apoiando-se na linguagem insuperável dos fatos, para firmar a Causalidade do
Universo, a preexistência da alma ao corpo e a sua sobrevivência ao túmulo, apresentando uma ciência ímpar, resultado de laborioso trabalho de investigação fundamentada na experiência e que resistirá ao pessimismo, à perseguição e ao descrédito.

Fazendo renascer uma filosofia comportamental superior, o Professor Rivail, agora sob o pseudônimo de Allan Kardec, propõe, em O Livro dos Espíritos, uma ética nobre e fornece as respostas para os graves problemas da Humanidade, que não foram equacionados por Edipo, concebido na tragédia de
Sófocles, interpretando a Esfinge... Propondo, para a Humanidade, uma segura diretriz filosófica, Kardec restaura o Evangelho de Jesus que permanecia encarcerado no dogmatismo e asfixiado nos tecidos sombrios da intolerância como da superstição.

A Doutrina Espírita chega para iluminar as consciências humanas e propor uma revolução de amor nos corações, estabelecendo comportamentos de felicidade, quando a esperança já havia abandonado as vidas. A morte bate, então, em retirada, cedendo lugar à Vida, que canta um hino de Imortalidade, adornando as experiências humanas, que se engrandecem e se eternizam em bênçãos de consolação e de paz.

Passados cento e oitenta e cinco anos do evento grandioso, que é a reencarnação de Allan Kardec, a Humanidade contempla, no Espiritismo, os ideais de um Mundo Novo, no qual o amor unirá todas as criaturas como verdadeiros irmãos conduzindo-os à plenitude. Os avanços da Ciência e da
Tecnologia contemporânea não conseguiram alterar a estrutura da Doutrina que os ilumina, remontando às causas, enquanto aquelas somente explicam os seus efeitos.

Vanguardeiro do progresso, Kardec é o pensador e o cientista que mais penetrou a sonda da indagação no organismo das Leis, e ofereceu as extraordinárias lições morais que se derivam da Lei Natural ou de Amor, que é Universal, porque promana de Deus, o Criador.

Hoje, quando o homem alunissa com facilidade e as suas bólides espaciais saem da Terra e do Sistema Solar para tentar compreender e interpretar as origens da Vida, a Codificação Espírita permanece inamovível, num todo granítico, iluminando o pensamento e explicando a causalidade da vida e a realidade do homem. Evocando o extraordinário Mensageiro dos Céus, no transcurso do seu
aniversário natalício, nós, os Espíritos-espíritas que militamos nas atividades do Consolador, unimos nossas vozes em um coro para dizermos com os companheiros encarnados que o amam:
— Glória a ti, Allan Kardec! Aqueles que te amamos, te homenageamos e saudamos, conforme faziam os cristãos primitivos antes do holocausto em homenagem a Jesus.
(Brasília, 30 de outubro de 1989— 1® Congresso Internacional de Espiritismo)