SOBRE NÓS :

VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.

MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.

Redirecionamento

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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 26/10 (QUINTA-FEIRA) - 20:00: "SÃO CHEGADOS OS TEMPOS" DO LIVRO A GÊNESE, CAP. XVIII – PALESTRANTE: EMILSON PIAU

São chegados os tempos, dizem-nos de todas as partes, marcados por Deus, em que grandes acontecimentos se vão dar para regeneração da humanidade. Em que sentido se devem entender essas palavras proféticas? 

Para os incrédulos, nenhuma importância têm; aos seus olhos, nada mais exprimem que uma crença pueril, sem fundamento. Para a maioria dos crentes, elas apresentam qualquer coisa de místico e de sobrenatural, parecendo-lhes prenunciadoras da subversão das leis da natureza. São igualmente errôneas ambas essas interpretações: a primeira, porque envolve uma negação da Providência; a segunda, porque tais palavras não anunciam a perturbação das leis da natureza, mas o cumprimento dessas leis.



quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

DOUTRINÁRIA DE HOJE (26/01 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "A FALÊNCIA DO MATERIALISMO" DO LIVRO REFLEXÕES ESPÍRITAS PELO ESPÍRITO DO SR. VIANNA DE CARVALHO – PALESTRANTE: EMILSON PIAU

O homem moderno tem medo. Porque teme, agride, enclausurado no “eu”. Cansado das utopias que elege, procura evasões que o levam a corredores escuros e sem saídas.
Apesar de tudo isto, nas sombras que se adensam sobre a Humanidade luz a compassiva promessa de Jesus a respeito do futuro, fulgurando na imortalidade em triunfo, de que ninguém se exime, e que, a pouco e pouco, fortalece os pilotis da crença espiritual cambaleante, soerguendo o edifício da civilização e lançando as seguras diretrizes para o reequilíbrio da criatura ante si mesma, o seu próximo, a vida e Deus.
Essa ingente e colossal tarefa, quase não percebida pelos que estão anestesiados na ilusão do momento, cabe ao Espiritismo, que apresenta as características do Consolador e cumpre as determinações sancionadas por Jesus. Pouco importa a dimensão da faina que todos devemos desenvolver. Desde a mais modesta à m

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (29/09 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "AS VIDAS SUCESSIVAS" DO LIVRO O PORQUÊ DA VIDA, SR. LÉON DENIS – PALESTRANTE: EMILSON PIAU

Dissemos que, para esclarecer o seu futuro, o homem devia antes de tudo aprender a conhecer-se. Para se caminhar com segurança, é necessário saber aonde se vai. É conformando seus atos com as leis superiores que o homem trabalhará eficazmente pelo seu próprio melhoramento e pelo da sociedade. O que precisamos é discernir essas leis, determinar os deveres que lhes são inerentes, prever as conseqüências das nossas ações.

Quando se compenetrar da grandeza da sua missão, o ser humano saberá desprender-se melhor daquilo que o rebaixa e abate; saberá governar-se criteriosamente, preparar pelos seus esforços a união fecunda dos homens numa grande família de irmãos.

Mas, quão longe estamos desse estado de coisas!

Ainda que a Humanidade avance na via do progresso, pode-se entretanto dizer que a imensa maioria de seus membros caminha através da vida como no meio duma noite escura, ignorando-se a si mesma, nada sabendo do fim real da existência.

Trevas espessas velam a razão humana. Os pálidos e enfraquecidos raios da verdade que lhe chegam, são impotentes para esclarecer as vias sinuosas percorridas pelas inumeráveis legiões que estão em caminho, e não conseguem fazer resplandecer a seus olhos o alvo ideal e longínquo.

Ignorante dos seus destinos, vacilando sem cessar entre o prejuízo e o erro, o homem maldiz às vezes a vida. Curvado ao seu fardo, inculpa os seus semelhantes das provações que suporta e que são quase sempre ocasionadas pela sua imprevidência. Revoltado contra Deus, a quem acusa de injustiça, ele chega algumas vezes, na sua loucura e no seu desespero, a desertar do combate salutar, da única luta que pode fortificar sua alma, esclarecer seu julgamento, prepará-lo para trabalhos de ordem mais elevada. Por que o homem desce, fraco e desarmado, à grande arena onde se entrega sem repouso, sem descanso, à eterna e gigantesca batalha? É porque a Terra é um degrau inferior na escala dos mundos. Nela residem apenas espíritos principiantes, isto é, almas nas quais a razão começa a despontar. A matéria reina soberanamente sobre o mundo. Curva-nos ao seu jugo, limita nossas faculdades, refreia nossos impulsos para o bem, nossas aspirações para o ideal.

Assim, para discernir o porquê da vida, para perceber a lei suprema que rege as almas e os mundos, é necessário saber libertar-se das influências grosseiras, desligar-se das preocupações de ordem material, de todas as coisas passageiras e mutáveis que encobrem nosso espírito, obscurecem nossas apreciações. É elevando-nos, pelo pensamento, acima dos horizontes da vida, fazendo abstração do tempo e do espaço, pairando de alguma sorte acima das minúcias da existência, que entreveremos a verdade.

Por um esforço da vontade, abandonemos por um instante a Terra, elevemo-nos a essas alturas extraordinárias. Então se desenrolará para nós o imenso panorama das idades inumeráveis e dos espaços ilimitados. Assim como o soldado, perdido no meio da peleja, só vê confusão ao seu redor, enquanto que o general, cujo olhar abrange todas as peripécias da batalha, calcula e prevê os resultados; assim como o viajante extraviado nos desfiladeiros pode, ao subir a montanha, vê-los formar um conjunto grandioso, assim também a alma humana, das alturas elevadas em que paira, longe dos ruídos da Terra, longe das suas misérias, descobre a harmonia universal.

A mesma coisa que lhe parecia aqui contraditória, inexplicável, injusta, então se harmoniza e o esclarece; as sinuosidades do caminho desaparecerão; tudo se une, se encadeia; ao espírito deslumbrado aparece a ordem majestosa que regula o curso das existências e a marcha do Universo.

Dessas alturas luminosas, a vida não é mais, aos nossos olhos, como o é para os da multidão, a vã procura de satisfações efêmeras, mas sim um meio de aperfeiçoamento intelectual, de elevação moral; uma escola onde se aprendem a docilidade, a paciência, o dever. E essa vida, para ter proveito, não pode ser isolada. Fora dos seus limites, antes do nascimento e depois da morte, vemos, numa espécie de penumbra, desdobrar-se multidão de existências através das quais, à custa do trabalho e do sofrimento, conquistamos gradualmente, palmo a palmo, o diminuto saber e as qualidades que possuímos, assim também conquistaremos o que nos falta: uma razão perfeita, uma ciência sem lacunas, um amor infinito por tudo o que vive.

A imortalidade, semelhante a uma cadeia sem-fim, desenrola-se para cada um de nós na imensidade dos tempos. Cada existência liga-se, pela frente e por detrás, a vidas distintas e diferentes, porém solidárias umas das outras. O futuro é a conseqüência do passado. Gradualmente o ser se eleva e engrandece. Artista dos seus próprios destinos, o espírito humano, livre e responsável, escolhe sua estrada e, se esta é má, as pedras e os espinhos que o ferem produzirão o desenvolvimento da sua experiência, fortificarão a razão que vai despontando.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (14/07 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "MANIFESTAÇÕES DEPOIS DA MORTE" DO LIVRO O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR DO SR. LÉON DENIS – PALESTRANTE: EMILSON PIAU

"A Natureza não dá saltos" verifica-se mais uma vez. A morte não é um salto; é a separação e não a dissolução dos elementos que constituem o homem terrestre, é a passagem do mundo visível ao mundo invisível, cuja delimitação é puramente arbitrária e devida simplesmente à imperfeição dos nossos sentidos. A vida de cada um de nós no Além é o prolongamento natural e lógico da vida atual, o desenvolvimento da parte invisível do nosso ser. Há concatenação no domínio psíquico, como no domínio físico.


quinta-feira, 30 de junho de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (30/06- QUINTA-FEIRA - 20:00): "SEMENTEIRA E CONSTRUÇÃO" DO LIVRO FONTE VIVA PELO ESPÍRITO SR. EMMANUEL - PALESTRANTE: EMILSON PIAU

"Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus." - Paulo. (I Coríntios, 3: 9).
Asseverando Paulo a sua condição de cooperador de Deus e designando a lavoura e o edifício do Senhor nos seguidores e beneficiários do Evangelho que o cercavam, traçou o quadro espiritual que sempre existirá na Terra em aperfeiçoamento, entre os que conhecem e os que ignoram a verdade divina.

Se já recebemos da Boa Nova a lâmpada acesa para a nossa jornada, somos compulsoriamente considerados colaboradores do ministério de Jesus, competindo-nos a sementeira e a construção dele em todas as criaturas que nos partilham a estrada.

Conhecemos, pois, na essência, qual o serviço que a Revelação nos indica, logo nos aproximemos da luz cristã. 

Se já guardamos a bênção do Mestre, cabe-nos restaurar o equilíbrio das correntes da vida, onde permanecemos, ajudando aos que se desajudam, enxergando algo para os que jazem cegos e ouvindo alguma coisa em proveito dos que permanecem surdos, a fim de que a obra do Reino Divino cresça, progrida e santifique toda a Terra.

O serviço é de plantação e edificação, reclamando esforço pessoal e boa-vontade para com todos, porquanto, de conformidade com a própria simbologia do apóstolo, o vegetal pede tempo e carinho para desenvolver-se e a casa sólida não se ergue num dia.

Em toda parte, porém, vemos pedreiros que clamam contra o peso do tijolo e da areia e cultivadores que detestam as exigências de adubo e proteção à planta frágil.

O ensinamento do Evangelho, contudo, não deixa margem a qualquer dúvida. 

Se já conheces os benefícios de Jesus, és colaborador dele, na vinha do mundo e na edificação do espírito humano para a Eternidade.

Avança na tarefa que te foi confiada e não temas. Se a fé representa a nossa coroa de luz, o trabalho em favor de todos é a nossa bênção de cada dia.

Emmanuel
psicografia de Chico Xavier

quinta-feira, 31 de março de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (31/03 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "DO ESPÍRITO EM SUAS RELAÇÕES" DO LIVRO A LOUCURA SOB NOVO PRISMA - SR. BEZERRA DE MENEZES – PALESTRANTE: EMILSON PIAU


Até hoje, a Ciência só conhece a loucura que resulta, de um modo permanente, da perturbação do pensamento, com sua sede no cérebro.

Podem variar causas e formas, mas o estado patológico do indivíduo é sempre o mesmo: a loucura caracterizada pela perturbação mental e pela sede no cérebro.

Sem que o cérebro sofra, não pode haver, para a Ciência, o fenômeno psíquico-patológico da loucura.

Esta é a doutrina corrente - esta é a lei invariável para a Ciência.

Entretanto, o célebre alienista Esquirol atesta a existência de casos, por ele observados, de loucura sem a mínima lesão cerebral - e essa afirmação do ilustre sábio é robustecida pela observação de outros não menos considerados no mundo científico.

Está, pois, verificado que há loucura com e sem lesão cerebral; e, portanto, que há dois casos bem distintos de loucura - ou que há loucura de duas espécies.

É intuitivo que, dependendo o pensamento do cérebro, como órgão produtor, segundo uns; como órgão transmissor, segundo outros; mas órgão essencial, segundo todos, é evidente que um caso de loucura, com lesão daquele órgão, não pode ser o mesmo que o deloucura sem lesão dele.

Se a variedade das causas pode conformar-se com unidade da espécie mórbida, o mesmo não se dá com variedade de condições da sede ou do órgão essencial.

Assim, havendo casos de naturezas diferentes, e de rigor que constituam espécies distintas.

Estas espécies se determinam pela presença ou ausência da lesão cerebral.

A alienação que resulta da alteração do órgão do pensamento, não é a mesma coisa que aquela em que o órgão em questão se acha em seu perfeito estado fisiológico.

Mas, como é isto, se o cérebro é órgão do pensamento?

Coincidindo a loucura ou alienação mental com qualquer estado patológico do cérebro, o fato é da mais simples compreensão. O olho doente produz necessariamente a perturbação da visão.

A loucura, porém, ou alienação mental, coincidindo com o mais perfeito estado fisiológico do cérebro, isto, sim, não é fácil de entrar na compreensão humana. O olho perfeitamente são não se compadece com a perturbação da visão.

Sendo assim - e em face da lei: órgão são, função perfeita; órgão doente, função perturbada - é óbvio que a Ciência explica a loucura com lesão do cérebro, mas não a loucura sem tal lesão.

A questão não pode, por muito tempo, ficar insolúvel, principalmente afetando, como afeta, a parte mais sensível da natureza humana.

A loucura apaga a luz da razão e reduz o homem à triste condição animal.

Importa, pois, empenhar todas as forças intelectuais da Humanidade na solução do problema de máxima importância para ela.

Eu vou - mais confiante na luz que baixa do Alto sobre todo aquele que procura a verdade e o bem de boa vontade, do que nas pequeninas forças da minha obscura mentalidade - eu vou tentar o máximo esforço no intuito de resolver o problema da loucura em sua nova face, isto é, a loucura sem lesão cerebral.

Compreende-se quanto importa a prática diferençar uma espécie da outra, para não confundi-las no mesmo tratamento, sendo elas de naturezas diferentes.

Meu plano é determinar a natureza especial da loucura sem lesão cerebral, estabelecer as bases de um diagnóstico diferencial de uma para outra espécie, e oferecer os meios curativos deste gênero desconhecido de loucura.

Para a determinação da natureza da nova espécie de loucura, é indispensável resolver as seguintes questões preliminares:
l.º: Existe a alma? Qual a sua natureza?
2.º: Como se relaciona a alma com o corpo?
3.º: Qual a origem do pensamento?
4.º: Quais as relações do pensamento com o cérebro?

Dividirei este trabalho em duas partes: uma filosófica, que compreenderá a solução destas quatro questões - donde a explicação da loucura sem lesão do cérebro; outra, científica, que compreende o diagnóstico e o tratamento, precedidos de um estudo da natureza do gênero especial de loucura, com que ora me ocupo.
"Cave ne cadas." 


Trecho "Ao Leitor" do livro "A Loucura sob Novo Prisma" 
Adolfo Bezerra de Menezes