SOBRE NÓS :

VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.

MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.

Redirecionamento

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

DOUTRINÁRIA DE HOJE (04/05 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "MANIFESTAÇÕES DEPOIS DA MORTE" DO LIVRO O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR DO SR. LÉON DENIS – PALESTRANTE: ANTONIO PEROBA

"A Natureza não dá saltos" verifica-se mais uma vez. A morte não é um salto; é a separação e não a dissolução dos elementos que constituem o homem terrestre, é a passagem do mundo visível ao mundo invisível, cuja delimitação é puramente arbitrária e devida simplesmente à imperfeição dos nossos sentidos. A vida de cada um de nós no Além é o prolongamento natural e lógico da vida atual, o desenvolvimento da parte invisível do nosso ser. Há concatenação no domínio psíquico, como no domínio físico.
Nas duas ordens de aparições, quer dos vivos exteriorizados, quer dos defuntos, é sempre, como vimos, a forma fluídica, o veículo da alma, reprodução ou, antes, esboço do corpo físico, que se concretiza e se torna perceptível para os sensitivos. A Ciência, depois dos trabalhos de Becquerel, Curie, Le Bon, etc., familiariza-se de dia para dia com os estados sutis e invisíveis da matéria, numa palavra, com os fluidos utilizados pelos Espíritos nas suas manifestações, e que os espíritas bem conhecemos. Graças às descobertas recentes, a Ciência pôs-se em contato com um mundo de elementos, de forças, de potências, cuja existência nem sequer imaginava, e mostrou-se-lhe afinal a possibilidade de formas de existência durante muito tempo ignoradas. 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

DOUTRINÁRIA DE HOJE (20/04 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "AS MISSÕES, A VIDA SUPERIOR" DO LIVRO O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR DO SR. LÉON DENIS – PALESTRANTE: MÁRIO MELO

Todo espírito desejoso de progredir trabalhando na obra de solidariedade universal recebe dos espíritos mais elevados uma missão particular, apropriada a suas aptidões e a seu grau de adiantamento.
Uns têm a tarefa de acolher os humanos em seu retorno à vida espiritual, de guiá-los, de ajudá-los a se desembaraçar dos fluidos espessos que os envolvem; outros são encarregados de consolar, de instruir as almas sofredoras e atrasadas. Espíritos químicos, físicos, naturalistas, astrônomos, prosseguem em suas pesquisas, estudam os mundos, suas superfícies, suas profundezas ocultas, atuam, em toda parte, sobre a matéria sutil, que usam em preparações e à qual imprimem modificações, objetivando trabalhos que a Humanidade dificilmente conceberia. Outros aplicam-se às artes, ao estudo do Belo sob todas as suas formas. Espíritos menos adiantados ajudam os primeiros em suas tarefas variadas, servindo-lhes de auxiliares.

Um grande número de espíritos se consagra aos habitantes da Terra e dos outros planetas, estimulando-os em suas pesquisas, reerguendo as coragens abatidas, guiando os hesitantes ao caminho do dever. Os que 
praticam a medicina e possuem o segredo dos fluidos curativos, reparadores, ocupam-se, mais especialmente, dos doentes.

Bela, entre todas, é a missão dos espíritos de luz. Descem dos Espaços celestes para trazer às humanidades os tesouros de sua ciência, de sua sabedoria, de seu amor. Sua tarefa é um sacrifício constante, pois o contato com os mundos materiais lhes é penoso; mas eles afrontam todos os sofrimentos por devotamento a seus protegidos, a fi m de assisti-los em suas provas e derramar, em seus corações, intuições boas e firmes.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

DOUTRINÁRIA DE HOJE (13/04 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "DEVER E LIBERDADE" DO LIVRO O PORQUÊ DA VIDA - SR. LÉON DENIS – PALESTRANTE: CÉSAR PINHA

Quem é que, nas horas de silêncio e recolhimento, nunca interrogou à natureza e ao seu próprio coração, perguntando-lhes o segredo das coisas, o porquê da vida, a razão de ser do universo? Onde está aquele que jamais procurou conhecer seu destino, levantar o véu da morte, saber se Deus é uma ficção ou uma realidade? Não seria um ser humano, por mais descuidado que fosse, se não tivesse considerado, algumas vezes, esses tremendos problemas. A dificuldade de os resolver, a incoerência e a multiplicidade das teorias que têm sido feitas, as deploráveis conseqüências que decorrem da maior parte dos sistemas já divulgados, todo esse conjunto confuso, fatigando o espírito humano, os têm relegado à indiferença e ao ceticismo.



Portanto, o homem tem necessidade do saber, da luz que esclareça, da esperança que console, da certeza que o guie e sustente. Mas tem também os meios para conhecer, a possibilidade de ver a verdade se destacar das trevas e o inundar de sua benfazeja luz. Para isso, deve se desligar dos sistemas preconcebidos, descer ao fundo de si mesmo, ouvir a voz interior que nos fala a todos, e que os sofismas não podem enganar: a voz da razão, a voz da consciência.

Assim tenho feito. Por muito tempo refleti, meditei sobre os problemas da vida e da morte e com perseverança sondei esses profundos abismos. Dirigi à Eterna Sabedoria um ardente apelo e Ela me respondeu, como sempre responde a todos.


Com o espírito animado do amor ao bem, provas evidentes e fatos da observação direta vieram confirmar as deduções do meu pensamento, oferecer às minhas convicções uma base sólida e inabalável. Após haver duvidado, acreditei, após haver negado, vi. E a paz, a confiança e a força moral desceram em mim. Esses são os bens que, na sinceridade de meu coração desejoso de ser útil aos meus semelhantes, venho oferecer àqueles que sofrem e se desesperam.

Jamais a necessidade de luz fez-se sentir de maneira mais imperiosa. Uma imensa transformação se opera no seio das sociedades. Após haver sido submetido, durante uma longa seqüência de séculos, aos princípios da autoridade, o homem aspira cada vez mais a libertar-se de todo entrave e a dirigir a si próprio. Ao mesmo tempo em que as instituições políticas e sociais se modificam, as crenças religiosas e a fé nos dogmas se tornam enfraquecidas. É ainda uma das conseqüências da liberdade em sua aplicação às coisas do pensamento e da consciência. A liberdade, em todos os domínios, tende a substituir a coação e o autoritarismo e a guiar as nações para horizontes novos. O direito de alguns torna-se o direito de todos; mas, para que esse direito soberano esteja conforme com a justiça e traga seus frutos, é preciso que o conhecimento das leis morais venha regulamentar seu exercício. Para que a liberdade seja fecunda, para que ofereça às ações humanas uma base certa e durável, deve ser complementada pela luz, pela sabedoria e pela verdade. A liberdade, para os homens ignorantes e viciosos, não seria como uma arma possante nas mãos da criança? A arma, nesse caso, freqüentemente se volta contra aquele que a porta e o fere.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (29/09 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "AS VIDAS SUCESSIVAS" DO LIVRO O PORQUÊ DA VIDA, SR. LÉON DENIS – PALESTRANTE: EMILSON PIAU

Dissemos que, para esclarecer o seu futuro, o homem devia antes de tudo aprender a conhecer-se. Para se caminhar com segurança, é necessário saber aonde se vai. É conformando seus atos com as leis superiores que o homem trabalhará eficazmente pelo seu próprio melhoramento e pelo da sociedade. O que precisamos é discernir essas leis, determinar os deveres que lhes são inerentes, prever as conseqüências das nossas ações.

Quando se compenetrar da grandeza da sua missão, o ser humano saberá desprender-se melhor daquilo que o rebaixa e abate; saberá governar-se criteriosamente, preparar pelos seus esforços a união fecunda dos homens numa grande família de irmãos.

Mas, quão longe estamos desse estado de coisas!

Ainda que a Humanidade avance na via do progresso, pode-se entretanto dizer que a imensa maioria de seus membros caminha através da vida como no meio duma noite escura, ignorando-se a si mesma, nada sabendo do fim real da existência.

Trevas espessas velam a razão humana. Os pálidos e enfraquecidos raios da verdade que lhe chegam, são impotentes para esclarecer as vias sinuosas percorridas pelas inumeráveis legiões que estão em caminho, e não conseguem fazer resplandecer a seus olhos o alvo ideal e longínquo.

Ignorante dos seus destinos, vacilando sem cessar entre o prejuízo e o erro, o homem maldiz às vezes a vida. Curvado ao seu fardo, inculpa os seus semelhantes das provações que suporta e que são quase sempre ocasionadas pela sua imprevidência. Revoltado contra Deus, a quem acusa de injustiça, ele chega algumas vezes, na sua loucura e no seu desespero, a desertar do combate salutar, da única luta que pode fortificar sua alma, esclarecer seu julgamento, prepará-lo para trabalhos de ordem mais elevada. Por que o homem desce, fraco e desarmado, à grande arena onde se entrega sem repouso, sem descanso, à eterna e gigantesca batalha? É porque a Terra é um degrau inferior na escala dos mundos. Nela residem apenas espíritos principiantes, isto é, almas nas quais a razão começa a despontar. A matéria reina soberanamente sobre o mundo. Curva-nos ao seu jugo, limita nossas faculdades, refreia nossos impulsos para o bem, nossas aspirações para o ideal.

Assim, para discernir o porquê da vida, para perceber a lei suprema que rege as almas e os mundos, é necessário saber libertar-se das influências grosseiras, desligar-se das preocupações de ordem material, de todas as coisas passageiras e mutáveis que encobrem nosso espírito, obscurecem nossas apreciações. É elevando-nos, pelo pensamento, acima dos horizontes da vida, fazendo abstração do tempo e do espaço, pairando de alguma sorte acima das minúcias da existência, que entreveremos a verdade.

Por um esforço da vontade, abandonemos por um instante a Terra, elevemo-nos a essas alturas extraordinárias. Então se desenrolará para nós o imenso panorama das idades inumeráveis e dos espaços ilimitados. Assim como o soldado, perdido no meio da peleja, só vê confusão ao seu redor, enquanto que o general, cujo olhar abrange todas as peripécias da batalha, calcula e prevê os resultados; assim como o viajante extraviado nos desfiladeiros pode, ao subir a montanha, vê-los formar um conjunto grandioso, assim também a alma humana, das alturas elevadas em que paira, longe dos ruídos da Terra, longe das suas misérias, descobre a harmonia universal.

A mesma coisa que lhe parecia aqui contraditória, inexplicável, injusta, então se harmoniza e o esclarece; as sinuosidades do caminho desaparecerão; tudo se une, se encadeia; ao espírito deslumbrado aparece a ordem majestosa que regula o curso das existências e a marcha do Universo.

Dessas alturas luminosas, a vida não é mais, aos nossos olhos, como o é para os da multidão, a vã procura de satisfações efêmeras, mas sim um meio de aperfeiçoamento intelectual, de elevação moral; uma escola onde se aprendem a docilidade, a paciência, o dever. E essa vida, para ter proveito, não pode ser isolada. Fora dos seus limites, antes do nascimento e depois da morte, vemos, numa espécie de penumbra, desdobrar-se multidão de existências através das quais, à custa do trabalho e do sofrimento, conquistamos gradualmente, palmo a palmo, o diminuto saber e as qualidades que possuímos, assim também conquistaremos o que nos falta: uma razão perfeita, uma ciência sem lacunas, um amor infinito por tudo o que vive.

A imortalidade, semelhante a uma cadeia sem-fim, desenrola-se para cada um de nós na imensidade dos tempos. Cada existência liga-se, pela frente e por detrás, a vidas distintas e diferentes, porém solidárias umas das outras. O futuro é a conseqüência do passado. Gradualmente o ser se eleva e engrandece. Artista dos seus próprios destinos, o espírito humano, livre e responsável, escolhe sua estrada e, se esta é má, as pedras e os espinhos que o ferem produzirão o desenvolvimento da sua experiência, fortificarão a razão que vai despontando.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (25/08 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO" DO LIVRO O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR DO SR. LÉON DENIS – PALESTRANTE: AVELI MODESTO

Uma lei, já o dissemos, rege a evolução do pensamento, como a evolução física dos seres e dos mundos; a compreensão do Universo se desenvolve com os progressos do espírito humano. Essa compreensão geral do Universo e da vida foi expressa de mil maneiras, sob mil formas diversas no passado. Ela o é hoje em outros termos mais latos, e o será sempre com mais amplitude, à medida que a Humanidade for subindo os degraus de sua ascensão.

A Ciência vê alargar-se, sem cessar, seu campo de exploração. Todos os dias, com auxílio de seus poderosos instrumentos de observação e análise, descobre novos aspectos da matéria, da força e da vida; mas, o que esses instrumentos verificam já muito tempo havia que o espírito o discernira, porque o voo do pensamento precede sempre e excede os meios de ação da ciência positiva. Os instrumentos nada seriam sem a inteligência, sem a vontade que os dirige.

A Ciência é incerta e mutável, renova-se sem cessar. Os seus métodos, teorias e cálculos, com grande custo arquitetados, desabam ante uma observação mais atenta ou uma indução mais profunda, para darem lugar a novas teorias, que não terão maior estabilidade8. A teoria do átomo indivisível, por exemplo, que, há dois mil anos, servia de base à Física e à Química, é atualmente qualificada como hipótese e puro romance pelos nossos químicos mais eminentes. Quantas decepções análogas não têm demonstrado no passado à fraqueza do espírito científico, que só chegará à realidade quando se elevar acima da miragem dos fatos materiais para estudar as causas e as leis! 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (28/07 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "A DISCIPLINA DO PENSAMENTO E A REFORMA DO CARÁTER" DO LIVRO O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR DO SR. LÉON DENIS – PALESTRANTE: DILSON MOURA

O pensamento, dizíamos, é criador. Não atua somente em roda de nós, influenciando nossos semelhantes para o bem ou para o mal; atua principalmente em nós; gera nossas palavras, nossas ações e, com ele, construímos, dia a dia, o edifício grandioso ou miserável de nossa vida presente e futura. Modelamos nossa alma e seu invólucro com os nossos pensamentos; estes produzem formas, imagens que se imprimem na matéria sutil, de que o corpo fluídico é composto. Assim, pouco a pouco, nosso ser povoa-se de formas frívolas ou austeras, graciosas ou terríveis, grosseiras ou sublimes; a alma se enobrece, embeleza ou cria uma atmosfera de fealdade. Segundo ideal a que visa, a chama interior aviva-se ou obscurece-se. 
Não há assunto mais importante que o estudo do pensamento, seus poderes e ação. É a causa inicial de nossa elevação ou de nosso rebaixamento; prepara todas as descobertas da Ciência, todas as maravilhas da Arte, mas também todas as misérias e todas as vergonhas da Humanidade. Segundo o impulso dado, funda ou destrói as instituições como os impérios, os caracteres como as consciências. O homem só é grande, só tem valor pelo seu pensamento; por ele suas obras irradiam e se perpetuam através dos séculos. O Espiritualismo experimental, muito melhor que as doutrinas anteriores, permite-nos perceber, compreender toda a força de projeção do pensamento, que é o princípio da comunhão universal. Vemo-lo agir no fenômeno espírita, que facilita ou dificulta; seu papel nas sessões de experimentação é sempre considerável. A Telepatia demonstrou-nos que as almas podem impressionarse, influenciar-se a todas as distâncias; é o meio de que se servem as humanidades do Espaço para comunicarem entre si através das imensidades siderais. Em qualquer campo das atividades sociais, em todos os domínios do mundo visível ou invisível, a ação do pensamento é soberana; não é menor sua ação, repetimos, em nós mesmos, modificando constantemente nossa natureza íntima

quinta-feira, 14 de julho de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (14/07 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "MANIFESTAÇÕES DEPOIS DA MORTE" DO LIVRO O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR DO SR. LÉON DENIS – PALESTRANTE: EMILSON PIAU

"A Natureza não dá saltos" verifica-se mais uma vez. A morte não é um salto; é a separação e não a dissolução dos elementos que constituem o homem terrestre, é a passagem do mundo visível ao mundo invisível, cuja delimitação é puramente arbitrária e devida simplesmente à imperfeição dos nossos sentidos. A vida de cada um de nós no Além é o prolongamento natural e lógico da vida atual, o desenvolvimento da parte invisível do nosso ser. Há concatenação no domínio psíquico, como no domínio físico.


quinta-feira, 12 de maio de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (12/05- QUINTA-FEIRA - 20:00): "JUSTIÇA E PROGRESSO" DO LIVRO O PORQUÊ DA VIDA PELO ESPÍRITO DA SR. LÉON DENIS – PALESTRANTE: CAMILA GOES

A lei superior do Universo é o progresso incessante, a ascensão dos seres até Deus, foco das formas mais rudimentares da vida; por uma escala infinita, por meio de transformações inumeráveis, nos aproximamos dele. No íntimo de cada alma está depositada o germe de todas as faculdades, de todas as potências, competindo-nos, portanto o dever de fazê-las frutificar pelos nossos esforços e
trabalhos. Entendida por esse modo, a nossa obra é a do adiantamento e da felicidade futura. O favoritismo não tem mais razão de ser. A justiça irradia sobre o mundo; se todos houverem lutado e sofrido, todos serão salvos.

Da mesma forma se revela aqui, em toda a sua grandeza, a necessidade da dor, sua utilidade para o adiantamento dos seres. Cada globo que rola pelo espaço é um vasto laboratório onde a substância espiritual é incessantemente trabalhada. Assim como o mineral bruto, sob a ação do fogo ou das águas, se transforma pouco a pouco em metal puro, assim também a alma, incitada pelo aguilhão da dor, se modifica e fortalece. É no meio das provações que se retemperam os grandes caracteres. A dor é a purificação suprema, a fornalha onde se fundem os elementos impuros que nos maculam: o orgulho, o egoísmo, a indiferença. É a única escola onde se depuram as sensações, onde se aprendem a piedade e a resignação estóica. Os gozos sensuais, prendendo-nos à matéria, retardam a nossa elevação, enquanto o sacrifício e a abnegação nos liberam com antecedência desta espessa atmosfera, preparando-nos para outra ordem de coisas e para uma ascensão mais elevada. A alma, purificada, santificada pelas provas, vê cessar suas encarnações dOlorosas. Deixa para sempre as esferas materiais e eleva-se na escala magnífica dos mundos felizes. Percorre o campo ilimitado dos espaços e das idades. Cada conquista que fizer sobre suas paixões, cada passo que der para diante, fará alargar os seus horizontes e aumentar a sua esfera de ação; perceberá cada vez mais distintamente a grande harmonia das leis e das coisas, concorrendo nelas de um modo mais íntimo e eficaz. Então, o tempo desaparece para ela, os séculos escoam-se como se fossem segundos. Unida a suas irmãs, companheiras da eterna viagem, continua assim o seu progresso intelectual e moral no seio de uma luz sempre em aumento.