SOBRE NÓS :
VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.
MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.
Redirecionamento
quinta-feira, 16 de julho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE 16/07/2015, 20:00 - IDE E PREGAI - LIVRO: AVE LUZ - PALESTRANTE: VIRGÍLIO BORBA
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espiritismo,
evangelho segundo o espiritismo,
petromar,
stella mares
Local:
Stella Maris, BA, Brasil
quarta-feira, 15 de julho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE 15/07/2015 - OS FALSOS PROFETAS - CAPÍTULO XXI DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITÍSMO - Palestrante: João Moisés
Haverá falsos cristos e falsos profetas
•
Conhece-se a árvore pelo fruto
• Missão dos profetas
• Prodígios dos falsos
profetas
• Não creais em todos os Espíritos
• Instruções dos Espíritos: Os
falsos profetas – Caracteres do verdadeiro profeta – Os falsos profetas da
erraticidade – Jeremias e os falsos profetas
Conhece-se a árvore pelo fruto
1. A árvore que produz maus
frutos não é boa e a árvore que produz bons frutos não é má; porquanto, cada
árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos nos espinheiros,
nem cachos de uvas nas sarças. O homem de bem tira boas coisas do bom tesouro
do seu coração e o mau tira as más do mau tesouro do seu coração; porquanto, a
boca fala do que está cheio o coração. (Lucas, 6:43 a 45.)
2. Guardai-vos dos falsos
profetas que vêm ter convosco cobertos de peles de ovelha e que por dentro são
lobos rapaces. Conhecê-los-eis pelos seus frutos. Podem colher-se uvas nos
espinheiros ou figos nas sarças? Assim, toda árvore boa produz bons frutos e
toda árvore má produz maus frutos. Uma árvore boa não pode produzir frutos maus
e uma árvore má não pode produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bons
frutos será cortada e lançada ao fogo. Conhecê-la-eis, pois, pelos seus frutos.
(Mateus, 7:15 a 20.)
3. Tende cuidado para que alguém
não vos seduza; porque muitos virão em meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e
seduzirão a muitos.
Levantar-se-ão muitos falsos
profetas que seduzirão a muitas pessoas; e porque abundará a iniquidade, a
caridade de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim se salvará.
Então, se alguém vos disser: “O Cristo está aqui, ou está ali”, não acrediteis
absolutamente; porquanto falsos cristos e falsos profetas se levantarão e farão
grandes prodígios e coisas de espantar, ao ponto de seduzirem, se fosse
possível, os próprios escolhidos. (Mateus, 24:4, 5, 11 a 13, 23 e 24; Marcos,
13:5, 6, 21 e 22.)
Missão dos profetas
4. Atribui-se comumente aos
profetas o dom de adivinhar o futuro, de sorte que as palavras profecia e
predição se tornaram sinônimas. No sentido evangélico, o vocábulo profeta tem
mais extensa significação. Diz-se de todo enviado de Deus com a missão de
instruir os homens e de lhes revelar as coisas ocultas e os mistérios da vida
espiritual. Pode, pois, um homem ser profeta, sem fazer predições. Aquela era a
ideia dos judeus, ao tempo de Jesus. Daí vem que, quando o levaram à presença
do sumo sacerdote Caifás, os escribas e os anciães, reunidos, lhe cuspiram no
rosto, lhe deram socos e bofetadas, dizendo: “Cristo, profetiza para nós e dize
quem foi que te bateu.” Entretanto, deu-se o caso de haver profetas que tiveram
a presciência do futuro, quer por intuição, quer por providencial revelação, a
fim de transmitirem avisos aos homens. Tendo-se realizado os acontecimentos
preditos, o dom de predizer o futuro foi considerado como um dos atributos da
qualidade de profeta.
Prodígios dos falsos profetas
5. “Levantar-se-ão falsos cristos
e falsos profetas, que farão grandes prodígios e coisas de espantar, a ponto de
seduzirem os próprios escolhidos.” Estas palavras dão o verdadeiro sentido do
termo prodígio. Na acepção teológica, os prodígios e os milagres são fenômenos
excepcionais, fora das Leis da Natureza. Sendo estas exclusivamente, obra de
Deus, pode Ele, sem dúvida, derrogá-las, se lhe apraz; o simples bom senso,
porém, diz que não é possível haja Ele dado a seres inferiores e perversos um
poder igual ao seu, nem, ainda menos, o direito de desfazer o que Ele tenha
Haverá falsos cristos e falsos profetas feito. Semelhante princípio não no pode
Jesus ter consagrado. Se, portanto, de acordo com o sentido que se atribui a
essas palavras, o Espírito do mal tem o poder de fazer prodígios tais que os
próprios escolhidos se deixem enganar, o resultado seria que, podendo fazer o
que Deus faz, os prodígios e os milagres não são privilégio exclusivo dos
enviados de Deus e nada provam, pois que nada distingue os milagres dos santos
dos milagres do demônio. Necessário, então, se torna procurar um sentido mais
racional para aquelas palavras. Para o vulgo ignorante, todo fenômeno cuja
causa é desconhecida passa por sobrenatural, maravilhoso e miraculoso; uma vez
encontrada a causa, reconhece-se que o fenômeno, por muito extraordinário que
pareça, mais não é do que aplicação de uma Lei da Natureza. Assim, o círculo
dos fatos sobrenaturais se restringe à medida que o da Ciência se alarga. Em
todos os tempos, homens houve que exploraram, em proveito de suas ambições, de
seus interesses e do seu anseio de dominação, certos conhecimentos que possuíam,
a fim de alcançarem o prestígio de um pseudopoder sobre-humano, ou de uma
pretendida missão divina. São esses os falsos cristos e falsos profetas. A
difusão das luzes lhes aniquila o crédito, donde resulta que o número deles
diminui à proporção que os homens se esclarecem. O fato de operar o que certas
pessoas consideram prodígios não constitui, pois, sinal de uma missão divina,
visto que pode resultar de conhecimento cuja aquisição está ao alcance de
qualquer um, ou de faculdades orgânicas especiais, que o mais indigno não se
acha inibido de possuir, tanto quanto o mais digno. O verdadeiro profeta se
reconhece por mais sérios caracteres e exclusivamente morais. Não creais em
todos os Espíritos 6. Meus bem-amados, não creais em qualquer Espírito;
experimentai se os Espíritos são de Deus, porquanto muitos falsos profetas se
têm levantado no mundo. (João, 1a Epístola, 4:1.)
7. Os fenômenos espíritas, longe
de abonarem os falsos cristos e os falsos profetas, como a algumas pessoas
apraz dizer, golpe mortal desferem neles. Não peçais ao Espiritismo prodígios,
nem milagres, porquanto ele formalmente declara que os não opera. Do mesmo modo
que a Física, Química, a Astronomia, a Geologia revelaram as leis do mundo
material, o Espiritismo revela outras leis desconhecidas, as que regem as
relações do mundo corpóreo com o mundo espiritual, leis que, tanto quanto
aquelas outras da Ciência, são Leis da Natureza. Facultando a explicação de
certa ordem de fenômenos incompreendidos até o presente, ele destrói o que
ainda restava do domínio do maravilhoso. Quem, portanto, se sentisse tentado a
lhe explorar em proveito próprio os fenômenos, fazendo-se passar por messias de
Deus, não conseguiria abusar por muito tempo da credulidade alheia e seria logo
desmascarado. Aliás, como já se tem dito, tais fenômenos, por si sós, nada
provam: a missão se prova por efeitos morais, o que não é dado a qualquer um
produzir. Esse um dos resultados do desenvolvimento da ciência espírita;
pesquisando a causa de certos fenômenos, de sobre muitos mistérios levanta ela
o véu. Só os que preferem a obscuridade à luz, têm interesse em combatê-la; mas
a verdade é como o Sol: dissipa os mais densos nevoeiros. O Espiritismo revela
outra categoria bem mais perigosa de falsos cristos e de falsos profetas, que
se encontram, não entre os homens, mas entre os desencarnados: a dos Espíritos
enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudossábios, que passaram da Terra para
a erraticidade e tomam nomes venerados para, sob a máscara de que se cobrem,
facilitarem a aceitação das mais singulares e absurdas ideias. Antes que se
conhecessem as relações mediúnicas, eles atuavam de maneira menos ostensiva,
pela inspiração, pela mediunidade inconsciente, audiente ou falante. É
considerável o número dos que, em diversas épocas, mas, sobretudo, nestes
últimos tempos, se hão apresentado como alguns dos antigos profetas, como o
Cristo, como Maria, sua mãe, e até como Deus. João adverte contra eles os
homens, dizendo: “Meus bem-amados, não acrediteis em todo Espírito; mas
experimentai se os Espíritos são de Deus, porquanto muitos falsos profetas se
têm levantado no mundo.” O Espiritismo nos faculta os meios de experimentá-los,
apontando os caracteres pelos quais se reconhecem os bons Espíritos, caracteres
sempre morais, nunca materiais.
É à maneira de se distinguirem
dos maus os bons Espíritos que, principalmente, podem aplicar-se estas palavras
de Jesus: “Pelo fruto é que se reconhece a qualidade da árvore; uma árvore 20
Nota de Allan Kardec: Ver, sobre a maneira de se distinguirem os Espíritos: O
livro dos médiuns, 2a Parte, cap. XXIV e seguintes. haverá falsos cristos e
falsos profetas a árvore boa não pode produzir maus frutos, e uma árvore má não
os pode produzir bons.” Julgam-se os Espíritos pela qualidade de suas obras,
como uma árvore pela qualidade dos seus frutos.
Instruções dos Espíritos
Os falsos profetas
8. Se vos disserem: “O Cristo
está aqui”, não vades; ao contrário, tende-vos em guarda, porquanto numerosos
serão os falsos profetas. Não vedes que as folhas da figueira começam a
branquear; não vedes os seus múltiplos rebentos aguardando a época da floração;
e não vos disse o Cristo: “Conhece-se a árvore pelo fruto?” Se, pois, são
amargos os frutos, já sabeis que má é a árvore; se, porém, são doces e saudáveis,
direis: “Nada que seja puro pode provir de fonte má.” É assim, meus irmãos, que
deveis julgar; são as obras que deveis examinar. Se os que se dizem investidos
de poder divino revelam sinais de uma missão de natureza elevada, isto é, se
possuem no mais alto grau as virtudes cristãs e eternas: a caridade, o amor, a
indulgência, a bondade que concilia os corações; se, em apoio das palavras,
apresentam os atos, podereis então dizer: Estes são realmente enviados de Deus.
Desconfiai, porém, das palavras melífluas, desconfiai dos escribas e dos
fariseus que oram nas praças públicas, vestidos de longas túnicas. Desconfiai
dos que pretendem ter o monopólio da verdade! Não, não, o Cristo não está entre
esses, porquanto os que Ele envia para propagar a sua santa doutrina e
regenerar o seu povo serão, acima de tudo, seguindo-lhe o exemplo, brandos e
humildes de coração; os que hajam, com os exemplos e conselhos que
prodigalizem, de salvar a Humanidade, que corre para a perdição e pervaga por
caminhos tortuosos, serão essencialmente modestos e humildes. De tudo o que
revele um átomo de orgulho, fugi, como de uma moléstia contagiosa, que corrompe
tudo em que toca. Lembrai-vos de que cada criatura traz na fronte, mas
principalmente nos atos, o cunho da sua grandeza ou da sua inferioridade. Ide,
portanto, meus filhos bem-amados, caminhai sem tergiversações, sem pensamentos
ocultos, na rota bendita que tomastes. Ide, ide sempre, sem temor; afastai,
cuidadosamente, tudo o que vos possa entravar a marcha para o objetivo eterno.
Viajores, só por pouco tempo mais estareis nas trevas e nas dores da provação,
se abrirdes o vosso coração a essa suave doutrina que vos vem revelar as leis
eternas e satisfazer a todas as aspirações de vossa alma acerca do desconhecido.
Já podeis dar corpo a esses silfos ligeiros que vedes passar nos vossos sonhos
e que, efêmeros, apenas vos encantavam o espírito, sem coisa alguma dizerem ao
vosso coração. Agora, meus amados, a morte desapareceu, dando lugar ao anjo
radioso que conheceis, o anjo do novo encontro e da reunião! Agora, vós que bem
desempenhado haveis a tarefa que o Criador confia às suas criaturas, nada mais
tendes de temer da sua justiça, pois Ele é pai e perdoa sempre aos filhos
transviados que clamam por misericórdia. Continuai, portanto, avançai
incessantemente. Seja vossa divisa a do progresso, do progresso contínuo em
todas as coisas, até que, finalmente, chegueis ao termo feliz da jornada, onde
vos esperam todos os que vos precederam. – Luís. (Bordeaux, 1861.)
Caracteres do verdadeiro profeta
9. Desconfiai dos falsos profetas. É útil em
todos os tempos essa recomendação, mas, sobretudo, nos momentos de transição em
que, como no atual, se elabora uma transformação da Humanidade, porque, então,
uma multidão de ambiciosos e intrigantes se arvoram em reformadores e messias.
É contra esses impostores que se deve estar em guarda, correndo a todo homem
honesto o dever de os desmascarar. Perguntareis, sem dúvida, como
reconhecê-los. Aqui tendes o que os assinala: Somente a um hábil general, capaz
de o dirigir, se confia o comando de um exército. Julgais que Deus seja menos
prudente do que os homens? Ficai certos de que só confia missões importantes
aos que Ele sabe capazes de as cumprir, porquanto as grandes missões são fardos
pesados que esmagariam o homem carente de forças para carregá-los. Em todas as
coisas, o mestre há de sempre saber mais do que o discípulo; para fazer que a
Humanidade avance moralmente e intelectualmente, são precisos homens superiores
em inteligência e em moralidade. Por isso, para essas missões são sempre
escolhidos Espíritos já adiantados, que fizeram suas provas noutras
existências, visto que, se não fossem superiores ao meio em que têm de atuar,
nula lhes resultaria a ação. Isto posto, haveis de concluir que o verdadeiro
missionário de Deus tem de justificar, pela sua superioridade, pelas suas
virtudes, pela grandeza, Haverá falsos cristos e falsos profetas pelo resultado
e pela influência moralizadora de suas obras, a missão de que se diz portador.
Tirai também esta outra consequência: se, pelo seu caráter, pelas suas
virtudes, pela sua inteligência, ele se mostra abaixo do papel com que se
apresente, ou da personagem sob cujo nome se coloca, mais não é do que um
histrião de baixo estofo, que nem sequer sabe imitar o modelo que escolheu.
Outra consideração: os
verdadeiros missionários de Deus ignoram-se a si mesmos, em sua maior parte;
desempenham a missão a que foram chamados pela força do gênio que possuem,
secundado pelo poder oculto que os inspira e dirige a seu mau grado, mas sem
desígnio premeditado.
Numa palavra: os verdadeiros
profetas se revelam por seus atos, são adivinhados, ao passo que os falsos
profetas se dão, eles próprios, como enviados de Deus. O primeiro é humilde e
modesto; o segundo, orgulhoso e cheio de si, fala com altivez e, como todos os
mendazes, parece sempre temeroso de que não lhe deem crédito. Alguns desses
impostores têm havido, pretendendo passar por apóstolos do Cristo, outros pelo
próprio Cristo, e, para vergonha da Humanidade, hão encontrado pessoas assaz
crédulas que lhes creem nas torpezas. Entretanto, uma ponderação bem simples
seria bastante a abrir os olhos do mais cego, a de que se o Cristo reencarnasse
na Terra, viria com todo o seu poder e todas as suas virtudes, a menos se
admitisse, o que fora absurdo, que houvesse degenerado. Ora, do mesmo modo que,
se tirardes a Deus um só de seus atributos, já não tereis Deus, se tirardes uma
só de suas virtudes ao Cristo, já não mais o tereis. Possuem todas as suas virtudes
os que se dão como o Cristo? Essa a questão. Observai-os, perscrutai-lhes as
ideias e os atos e reconhecereis que, acima de tudo, lhes faltam as qualidades
distintivas do Cristo: a humildade e a caridade, sobejando-lhes as que o Cristo
não tinha: a cupidez e o orgulho. Notai, ademais, que neste momento há, em
vários países, muitos pretensos Cristos, como há muitos pretensos Elias, muitos
João ou Pedro e que não é absolutamente possível sejam verdadeiros todos. Tende
como certo que são apenas criaturas que exploram a credulidade dos outros e
acham cômodo viver à custa dos que lhes prestam ouvidos. Desconfiai, pois, dos
falsos profetas, máxime numa época de renovação, qual a presente, porque muitos
impostores se dirão enviados de Deus. Eles procuram satisfazer na Terra à sua
vaidade; mas uma terrível justiça os espera, podeis estar certos. – Erasto.
(Paris, 1862.)
Os falsos profetas da
erraticidade
10. Os falsos profetas não se
encontram unicamente entre os encarnados. Há-os também, e em muito maior
número, entre os Espíritos orgulhosos que, aparentando amor e caridade, semeiam
a desunião e retardam a obra de emancipação da Humanidade, lançando-lhe de
través seus sistemas absurdos, depois de terem feito que seus médiuns os
aceitem. E, para melhor fascinarem àqueles a quem desejam iludir, para darem
mais peso às suas teorias, se apropriam sem escrúpulo de nomes que só com muito
respeito os homens pronunciam. São eles que espalham o fermento dos
antagonismos entre os grupos, que os impelem a isolarem-se uns dos outros e a
olharem-se com prevenção. Isso por si só bastaria para os desmascarar, pois,
procedendo assim, são os primeiros a dar o mais formal desmentido às suas
pretensões. Cegos, portanto, são os homens que se deixam cair em tão grosseiro
embuste. Há, porém, muitos outros meios de serem reconhecidos. Espíritos da
categoria em que eles dizem achar-se têm de ser não só muito bons, como também
eminentemente racionais. Pois bem: passai-lhes os sistemas pelo crivo da razão
e do bom senso e vede o que restará. Convinde, pois, comigo, em que, todas as
vezes que um Espírito indica, como remédio aos males da Humanidade ou como meio
de conseguir-se a sua transformação, coisas utópicas e impraticáveis, medidas
pueris e ridículas; quando formula um sistema que as mais rudimentares noções
da Ciência contradizem, não pode ser senão um Espírito ignorante e mentiroso.
Por outro lado, crede que, se nem sempre os indivíduos apreciam a verdade, esta
é apreciada sempre pelo bom senso das massas, constituindo isso mais um
critério. Se dois princípios se contradizem, achareis a medida do valor
intrínseco de ambos, verificando qual dos dois encontra mais ecos e simpatias.
Fora, com efeito, ilógico admitir-se que uma doutrina cujo nú- mero de adeptos
diminua progressivamente seja mais verdadeira do que outra que veja o dos seus
em contínuo aumento. Querendo que a verdade chegue a todos, Deus não a confina
num círculo acanhado: fá-la surgir em diferentes pontos, a fim de que por toda
a parte a luz esteja ao lado das trevas. Repeli sem condescendência todos esses
Espíritos que se apresentam como conselheiros exclusivos, pregando a separação
e o insulamento. São quase sempre Espíritos vaidosos e medíocres, que procuram
impor-se a homens fracos e crédulos, prodigalizando-lhes exagerados louvores, a
fim de Haverá falsos cristos e falsos profetas os fascinar e de tê-los dominados. São,
geralmente, Espíritos sequiosos de poder e que, déspotas públicos ou nos lares,
quando vivos, ainda querem vítimas para tiranizar depois de terem morrido. Em
geral, desconfiai das comunicações que trazem um caráter de misticismo e de
singularidade, ou que prescrevem cerimônias e atos extravagantes. Há sempre,
nesses casos, motivo legítimo de suspeição. Estai certos, igualmente, de que quando
uma verdade tem de ser revelada aos homens, é, por assim dizer, comunicada
instantaneamente a todos os grupos sérios, que dispõem de médiuns também
sérios, e não a tais ou quais, com exclusão dos outros. Nenhum médium é
perfeito, se está obsidiado; e há manifesta obsessão quando um médium só é apto
a receber comunicações de determinado Espírito, por mais alto que este procure
colocar-se. Conseguintemente, todo médium e todo grupo que considerem
privilégio seu receber as comunicações que obtêm e que, por outro lado, se
submetem a práticas que tendem para a superstição, indubitavelmente se acham
presas de uma obsessão bem caracterizada, sobretudo quando o Espírito dominador
se pavoneia com um nome que todos, encarnados e desencarnados, devem honrar e respeitar
e não permitir seja declinado a todo propósito. É incontestável que, submetendo
ao crivo da razão e da lógica todos os dados e todas as comunicações dos
Espíritos, fácil se torna rejeitar a absurdidade e o erro. Pode um médium ser
fascinado, e iludido um grupo; mas a verificação severa a que procedam os
outros grupos, a ciência adquirida, a alta autoridade moral dos diretores de
grupos, as comunicações que os principais médiuns recebam, com um cunho de
lógica e de autenticidade dos melhores Espíritos, justiçarão rapidamente esses
ditados mentirosos e astuciosos, emanados de uma turba de Espíritos
mistificadores ou maus. – Erasto, discípulo de Paulo. (Paris, 1862.) (Veja-se,
na Introdução, item II: Controle universal do ensino dos Espíritos. O livro dos
médiuns, 2a Parte, cap. XXIII, Da obsessão.)
Jeremias e os falsos profetas
11. Eis o que diz o Senhor dos Exércitos: “Não
escuteis as palavras dos profetas que vos profetizam e que vos enganam. Eles
publicam as visões de seus corações e não o que aprenderam da boca do Senhor.”
— Dizem aos que de mim blasfemam: “O Senhor o disse, tereis paz; e a todos os
que andam na corrupção de seus corações: ‘Nenhum mal vos acontecerá.’” — Mas
qual dentre eles assistiu ao conselho de Capítulo XXI Deus? Qual o que o viu e
escutou o que Ele disse? Eu não enviava esses profetas; eles corriam por si
mesmos; Eu absolutamente não lhes falava; eles profetizavam de suas cabeças. Eu
ouvi o que disseram esses profetas que profetizavam a mentira em meu nome,
dizendo: “Sonhei, sonhei.” — Até quando essa imaginação estará no coração dos
que profetizam a mentira e cujas profecias não são senão as seduções do coração
deles? Se, pois, este povo, ou um profeta, ou um sacerdote vos interrogar e
disser: “Qual o fardo do Senhor?” Dir-lhe-eis: “Vós mesmos sois o fardo e Eu
vos lançarei bem longe de mim”, diz o Senhor. (Jeremias, 23:16 a 18, 21, 25, 26
e 33.) É dessa passagem do profeta Jeremias que quero tratar convosco, meus
amigos. Falando pela sua boca, diz Deus: “É a visão do coração deles que os faz
falar.” Essas palavras claramente indicam que, já naquela época, os charlatães
e os exaltados abusavam do dom de profecia e o exploravam. Abusavam, por
conseguinte, da fé simples e quase cega do povo, predizendo, por dinheiro,
coisas boas e agradáveis. Muito generalizada se achava essa espécie de fraude
na nação judia, e fácil é de compreender-se que o pobre povo, em sua
ignorância, nenhuma possibilidade tinha de distinguir os bons dos maus, sendo
sempre mais ou menos ludibriado pelos pseudoprofetas, que não passavam de
impostores ou fanáticos. Nada há de mais significativo do que estas palavras:
“Eu não enviei esses profetas e eles correram por si mesmos; não lhes falei e
eles profetizaram.” Mais adiante, diz: “Eu ouvi esses profetas que profetizavam
a mentira em meu nome, dizendo: “Sonhei, sonhei.” Indicava assim um dos meios
que eles empregavam para explorar a confiança de que eram objeto. A multidão,
sempre crédula, não pensava em lhes contestar a veracidade dos sonhos, ou das
visões; achava isso muito natural e constantemente os convidava a falar. Após
as palavras do profeta, escutai os sábios conselhos do apóstolo João, quando
diz: “Não acrediteis em todo Espírito; experimentai se os Espíritos são de
Deus”, porque, entre os invisíveis, também há os que se comprazem em iludir, se
se lhes depara ocasião. Os iludidos são, está-se a ver, os médiuns que se não
precatam bastante. Aí se encontra, é fora de toda dúvida, um dos maiores
escolhos em que muitos funestamente esbarram, mormente se são novatos no
Espiritismo. É-lhes isso uma prova de que só com muita prudência podem
triunfar. Aprendei, pois, antes de tudo, a distinguir os bons e os maus
Espíritos, para, por vossa vez, não vos tornardes falsos profetas. – Luoz,
Espírito protetor. (Carlsruhe, 1861.)
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segunda-feira, 13 de julho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA MUSICAL DE 14/07/2015 TERÇA- FEIRA - Caçador de Mim - Milton Nascimento - PALESTRANTE: Sandra Almeida
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sexta-feira, 10 de julho de 2015
CAMPANHA - "PRECISAMOS COMPRAR A CASA SEDE DO NOSSO CENTRO ESPÍRITA" !
URGENTEEEEEEEE
A Escola da Doutrina Espírita Caminho Da Luz, seguindo a conduta espírita e orientação dos mentores da Casa, precisou decidir sobre a compra do imóvel onde funciona a sua Sede, através da sua Diretoria, pois o proprietário do mesmo não quer renovar o contrato de aluguel, necessitando vendê-lo.
Como informamos anteriormente, o nosso Centro Espírita – Escola da Doutrina Espírita Caminho da Luz, é uma instituição registrada no Cartório do 3º OFÍCIO DE REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS, sob CNPJ de Nº E 17.598.027/0001-20, tem Estatuto de Funcionamento, e administradores com responsabilidade civil.
É uma entidade sem fins lucrativos que realiza e desenvolve atividades sociais , visando auxiliar as pessoas da comunidade, buscando contribuir para a melhoria individual e coletiva, e para isso, conta com as doações e donativos dos seus frequentadores, que promovem a manutenção mensal da Sede e Atividades Sociais.
HOJE, sexta-feira (10/07), às 19:00 horas, realizaremos uma reunião com todos os trabalhadores , frequentadores da Casa e todos da comunidade de Stella Mares/Flamengo/Ipitanga/Pedra do Sol/Itapoan, interessados em ajudar nessa empreitada, pois não queremos, nem poderemos "fechar nossas portas"!.
A Pauta da Reunião será a situação do imóvel onde está instalada a Instituição, e montar estratégias para a compra do imóvel.
Aguardamos você, com idéias, sugestões e contribuições!
UNIDOS SOMOS +
A UNIÃO FAZ A FORÇA, JUNTE-SE A NÓS!
Obs: Por favor. repasse nas suas Redes Sociais!
Gratos
ALFABETIZAÇÃO PARA ADULTOS - NOVO SERVIÇO OFERECIDO PELA ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ
A ESCOLA DA DOUTRINA ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ VEM CONVOCAR À TODOS PARA A NOVA ATIVIDADE QUE SERÁ DESENVOLVIDO PELO CENTRO:
* ALFABETIZAÇÃO PARA ADULTOS
* TODAS AS QUARTAS FEIRA
* TURNO VESPERTINO
SE VOCÊ CONHECE ALGUÉM QUE AINDA NÃO É ALFABETIZADO, INDIQUE NOSSO CENTRO.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE HOJE : DOENÇAS DA ALMA DO LIVRO: AMOR IMBATÍVEL AMOR - PALESTRANTE: VERA MONTANO . Lembrando que a partira das 19:00 temos, Atendimento Fraterno e Passe Individual...
DÉCIMA PARTE
Capítulo 45
DOENÇAS DA ALMA
O ser psicológico é o perfeito
reflexo da sua realidade plena. Sendo Espírito imortal, conduz o seu patrimônio
evolutivo — resultado das experiências ancestrais — que se encarrega de modelar
os conteúdos delicados da sua personalidade, elaborando processos de harmonia
ou desequilíbrio que resultam dos condicionamentos armazenados no psiquismo
profundo. Arquiteto da própria vida, em cada realização elabora, conscientemente
ou não, os moldes que se lhe constituirão mecanismos hábeis para a movimentação
nos novos investimentos. Elaborado pela energia inteligente, que o torna
especial no complexo campo das vibrações que se agita no Universo, o
direcionamento que resulte da arte e ciência de pensar responderá pela formação
das estruturas psicológicas e físicas, psíquicas e orgânicas com as quais se
haverá nos empreendimentos futuros. Conforme pensa, constrói os delicados e
sutis implementos que se transformarão em força atuante no mundo das formas. Ao
mesmo tempo, exterioriza ondas específicas que se imprimem nos painéis mentais,
aí insculpindo os processos psíquicos que comandarão as futuras atividades. Em
razão disso, quando as elaborações mentais não possuem carga superior de
energia, elaborando imagens perniciosas e inferiores, plasmam-se nos refolhos
íntimos as estruturas que irão delinear a conduta, ensejando harmonia ou
abrindo espaço para a instalação de psicopatologias variadas, que se imprimirão
nas engrenagens do conglomerado genético, definidor, de certo modo, graças ao períspirito,
da futura estrutura do indivíduo. As enfermidades da alma, portanto, procedem
de condutas atuais como de anteriores, a que se permitiu o Espírito,
engendrando as emanações morbíficas, que ora se convertem em distúrbio de
natureza complexa, e que passam a exigir terapia conveniente quão cuidadosa. O
ser jamais se evade de si mesmo, do Eu interior, que sobrevive à decomposição
cadavérica e é responsável por todas as ocorrências existenciais, face à sua
causalidade e à sua destinação, que tem caráter eterno. Assim sendo, é
totalmente decepcionante uma análise do indivíduo somente sob o ponto de vista
orgânico, por mais respeitável seja a Escola de pensamento que se atenha a esse
estudo. A hereditariedade e os implementos psicossociais, socioeconômicos, os
fatores perinatais e outros são insuficientes para abarcar a realidade do ser
humano em toda a sua complexidade. A alma transcende as emanações neuronais,
possuindo uma realidade que resiste à disjunção cerebral e por essa razão,
podendo pensar sem os seus equipamentos supersensíveis, embora esses não
consigam elaborar o pensamento sem a sua presença. Felizmente, a antiga
presunção organicista vem cedendo lugar a concepções mais compatíveis com a
realidade, deixando à margem a imposição acadêmica ancestral, para se firmar no
testemunho dos fatos ine- equívocos da experimentação contemporânea. Nessa
investigação, séria e nobre, em torno do ser tridimensional: Espírito, períspirito
e matéria, se pode encontrar a psicogênese das enfermidades da alma, como
também defrontar as patogêneses que assinalam a criatura humana no seu
transcurso evolutivo. O ser profundo, autor de todos os acontecimentos em sua
volta, é o Espírito, seja qual for o nome que se lhe atribua.
46. MAU HUMOR - Realizando um
périplo que se inicia na forma de princípio inteligente, o Espírito cresce
insculpindo conquistas e desacertos no âmago da sua realidade, definindo
formas, contornos e conteúdos, à medida que avança na esteira multifária da
evolução. Cada etapa se assinala por específica realização que se lhe torna
patamar de sustentação para novo passo, crescendo, a pouco e pouco, no rumo da auto
conquista. O desenvolvimento psicológico ocorre-lhe lentamente, plasmando-se
através das experiências que lhe desabrocham as potências adormecidas e que são
elementos constitutivos da sua realidade transcendental. De acordo com a
iluminação, e o discernimento conseguido, adquire consciência de culpa em decorrência
dos atos praticados, transferindo para os novos cometimentos a necessidade de
recuperação da tranquilidade perdida, que é o recurso hábil para a saúde
integral. O ser essencial é amor, no entanto, no processo de despertamento da
sua potencialidade divina, adquire expressões não legítimas, que passam a
atormentá-lo, já que fazem parte do processo de maturação através de
negatividades, que são o desamor e as máscaras do ego, expressando-se como
pseudo-amor. Face a esses mecanismos, com frequência as insatisfações e
conflitos dão curso a estados desagradáveis de comportamento, que se podem
transformar em enfermidades da alma, ou, em razão de suas raízes profundas no
ser, exteriorizam-se como máscaras do ego, como negatividades, decorrentes dos
desequilíbrios da conduta anterior. O mau humor, que resulta de distúrbios
emocionais profundos ou superficiais, se instala de forma sutil e passa a
constituir uma expressão constante no comportamento do indivíduo. Pode
apresentar-se com caráter transitório ou tornar-se crônico, convertendo-se em
verdadeira doença, que exige tratamento continuado e de longo prazo. Por trazer
as matrizes inseridas nos tecidos sutis da realidade espiritual, transfere-se
do campo psíquico para a organização somática através da hereditariedade, que
responde pela sua fixação profunda, de caráter expiatório. Em casos tão graves,
a terapia psiquiátrica é convocada a auxiliar o paciente, que se lhe deve
entregar com cuidado, ao mesmo tempo alterando o modo de encarar a vida, o
mundo e as pessoas, mediante cujo esforço renovará as paisagens íntimas e
elaborará novos painéis que lhe darão cor e beleza existenciais. Caracteriza-se
o mau humor pela apatia que o indivíduo sente em relação às ocorrências do dia-a-dia,
à dificuldade para divertir-se, aos impedimentos psicológicos de atingir metas
superiores, de bem desempenhar a função sexual, negando-se à mesma ou
atirando-se desordenadamente na busca de satisfações além do limite, mediante
mecanismo de fuga em torno da própria problemática. Torna-se, dessa forma,
pessoa solitária, egoísta, amarga... Tais características podem levar a um
diagnóstico equivocado de depressão, que se caracteriza por alternâncias de
conduta, enquanto que no estado de humor negativo a conduta é qual uma linha
reta, desinteressante, sem emoção, permanecendo constante, enquanto que na
depressão a mesma desce em fase profunda ou ascende, podendo libertar-se com
relativa facilidade. O oposto, o excesso de humor, também expressa disfunção
orgânica, revelando-se em traços da personalidade em forma exagerada de
otimismo que não tem qualquer justificação de conduta normal, já que se torna
uma euforia, responsável pela alteração do senso da realidade. Perde-se, nesse
estado, o contorno do que é real e passa-se ao exagero, tornando-se
irresponsável em relação aos próprios atos, já que tudo entende como de fácil
manejo e definição. Em tal situação, quando irrompe a doença, há uma excitação
que conduz o paciente às compras, à agitação, à insônia, com dificuldades de
concentração. Certamente que um momento de euforia como outro de mau humor
fazem parte do processo de se estar saudável, de comportar-se bem, de
encontrar-se em equilíbrio. A permanência num como noutro comportamento é que
denota o desajuste, a disfunção, a desarmonia emocional. Diante de uma pessoa
mal-humorada, a primeira ideia que ocorre à família ou aos amigos, é a de
proporcionar-lhe divertimento, mudança de clima psicológico, levando-a a
sorrir, tentando gerar situação agradável ou cômica, que se lhe apresenta
perturbadora, insossa, já que não consegue biologica- mente produzir enzimas
propiciadoras do bem-estar. O distímico sente-se pior, em tal circunstância,
formulando um conceito de culpa perturbador, ao sentir-se responsável por estar
preocupando aqueles que o estimam e o cercam, tornando-se lhe o lazer proposto
uma experiência ainda mais traumática. Ante o insucesso, familiares e amigos
recuam e passam à agressão mediante apodos, denominando o enfermo como
preguiçoso, indiferente ao afeto que lhe é direcionado, como se ele pudesse
alterar de um para outro momento o estado de enfermidade. Somente a paciência
familiar e fraternal, o envolvimento afetivo natural, sem exageros momentâneos
nem pseudoterapêuticos, e, concomitantemente a assistência psiquiátrica podem
oferecer os resultados que se desejam, e que são logrados com vagar. A
consciência de culpa ínsita no Espírito impõe-lhe uma conduta mal- humorada,
produzindo organicamente os fenômenos exteriores, que podem ser diluídos
mediante uma alteração na conduta do enfermo, que se deve esforçar, certamente
com muito sacrifício, a fim de recuperar-se dos equívocos, encetando novos
compromissos edificantes, mediante os quais diminuirá a dívida moral, auto
liberando-se do fardo esmagador. Por outro lado, a bioenergia constitui valioso
recurso terapêutico, por agir nos tecidos sutis do períspirito do enfermo,
auxiliando na reconstrução das suas engrenagens específicas, alterando o campo
vibratório, que redundará em modificação expressiva na área neuronal. A
distimia e a euforia são, portanto, doenças da alma, que necessitam de
conveniente estudo e tratamento, por assaltarem um número cada vez maior de
pacientes, vitimados por si mesmos e pelos variados fatores exógenos que a
todos envolvem na atualidade.
47. SUSPEITAS INFUNDADAS - O
indivíduo, assinalado por consciência de culpa decorrente dos atos passados,
que não soube ou não os quis regularizar quando do périplo carnal, renasce
possuído por conflitos que procura ocultar, não conseguindo supera- los no
mundo íntimo. Assim sendo, projeta no comportamento suspeitas infundadas em
relação às pessoas com quem convive, sempre temendo ser identificado pelos
erros, desmascarado e trazido à realidade da reparação. Essa conduta aflige e
corrói os valores morais, trabalhando-o de maneira negativa e perturbadora, de
tal forma que o torna arredio, agressivo e infeliz, levando-o, não poucas
vezes, a situações vexatórias, neuróticas, por encontrar inimigos hipotéticos
em toda parte, assim experimentando o fardo da culpa, que o anatematiza e
procura manter oculta. Toda vez que se encontra no grupo social, e duas ou mais
pessoas dialogam, sorriem ou se tornam austeras, logo lhe surge a ideia
infeliz, a suspeita tormentosa, de que se referem à sua pessoa, que comentam
negativamente o seu comportamento, ou invejosas, inferiores, comprazem-se em
persegui-lo e malsinar as suas horas. Tal conduta patológica torna-se um cruel
verdugo para o paciente, que se afasta do meio social, sentindo-se rejeitado,
de alguma forma detendo-se em conflito persecutório ou de ambição exagerada de
grandeza, através de raciocínios lógicos, tombando num quadro paranoico. Nesse
estado torna-se refratário a qualquer ajuda, em se considerando bem, sem
apresentar necessidade de alguma espécie, ao que sobrepõe o ego doentio, que se
supõe superior. O ser humano é essencialmente sua conduta pregressa. Em cada
etapa existencial adquire compromissos que se transformam em asas de libertação
ou algemas vigorosas, passando a sofrer as consequências que se transferem de
uma para outra existência física, do que lhe decorrem inevitáveis efeitos morais.
Ninguém, portanto, no grande périplo da evolução, que possa atravessar o
processo de crescimento evadindo-se das responsabilidades estatuídas pelos
Supremos Códigos e impressas na Lei natural, vigente em toda parte, que é o
amor. Toda e qualquer agressão a essa realidade transforma-se em contingente
aflitivo, que atormenta até romper o elo retentor. Por outro lado, todas as conquistas
se transformam em mapas de elevação, apontando rumos para o Infinito e a
Plenitude. Uma análise, portanto, do ser integral, impõe a visão
reencarnacionista, propiciadora dos valores de engrandecimento, estruturando-o,
fortalecendo-o. Recupera em uma etapa o que perdeu na anterior, não
necessariamente na última experiência, senão naquela que permanece como peso na
economia da evolução, aguardando ressarcimento. Está, portanto, no passado do
Espírito, próximo ou remoto, a causa de qualquer transtorno psicológico,
psíquico e orgânico, por constituir alicerce profundo do inconsciente, no qual
se apoiam as novas conquistas e surgem os comportamentos decorrentes. A
psicoterapia desempenha um papel relevante ao lado dos portadores de suspeitas
infundadas, auxiliando-os no autodescobrimento e na valorização da sua
realidade, não das supostas qualidades que não existem, assim como das
acusações que supõem lhes são feitas, e totalmente destituídas de funda- mento.
Nesse contubérnio de inquietação, mentes desassociadas do corpo, que deambulam
no Mundo Causal, utilizam-se do conflito e passam a obsidiar o paciente,
enviando-lhe mensagens telepáticas mais infelizes, que se tornam uma forma de auto
pensamento, tão frequentes e contínuas se lhes fazem que deem surgimento a
processos alienantes muito graves e de consequências imprevisíveis. Eis porque
o Evangelho desempenha um papel fundamental como terapêutica em processos de
tal envergadura como noutros, auxiliando o paciente a libertar-se das
suspeições atordoantes e avassaladoras. Sob tal orientação, o da saúde
espiritual surge às possibilidades de praxiterapias valiosas, que se sustentam
na ação do bem ao próximo, na caridade para com ele, resultando em caridade
para com a pessoa mesma. Lentamente se vão instalando novos raciocínios, visão
mais dilatada da realidade que se apresenta e a recuperação do distúrbio
fazem-se com segurança, propiciando equilíbrio e bem-estar.
48 SÍNDROME DE PÂNICO - Em 1980
foi estabelecido como sendo uma entidade específica, diferente de outros
transtornos de ansiedade, aquele que passou a ser denominado como síndrome de
pânico, ou melhor elucidando, como transtorno de pânico, em razão de suas
características serem diferentes dos conhecidos distúrbios. A designação tem
origem no deus Pan, da Mitologia grega, caracterizado pela sua fealdade e forma
grotesca, parte homem, parte cabra, e que se com- prazia em assustar as pessoas
que se acercavam do seu habitat, nas montanhas da Arcádia, provocando-lhes o
medo. Durante muito tempo, esse distúrbio foi designado indevidamente como
ansiedade, síndrome de despersonalização, ansiedade de separação, hipocondria,
histeria, depressão atípica, agora fobia, até ser estudado devidamente por
Sigmund Freud, ao descrever uma crise típica de pânico em uma jovem nos Alpes
Suíços. Anteriormente, durante a guerra franco-austríaca de 1871, o Dr. Marion
Da Costa examinou pacientes que voltavam do campo de batalha apresentando
terríveis comportamentos psicológicos, com crises de ansiedade, insegurança,
medo, diarreia, vertigens e ataques, entre outros sintomas, e que foram
denominados como coração irritável, por fim tornando- se conhecido como
Síndrome de Da Costa, pela valiosa contribuição que ele ofereceu ao seu estudo
e terapia. A síndrome de pânico pode ocorrer de um para outro momento e atinge
qualquer indivíduo, particularmente entre os 10 a 40 anos de idade, alcançando,
na atualidade, expressivo índice de vítimas, que oscilam entre 1% e 2% da
população em geral. Na atualidade apresenta-se com alta incidência, levando
grande número de pacientes a aflições inomináveis. Existem fatores que
desencadeiam, agravam ou atenuam essa ocorrência e podem ser catalogados como
físicos e psicológicos. Já não se pode mais considerar como responsável pelos
distúrbios mentais e psicológicos uma causa unívoca, porém, uma série de
fatores predisponentes como ambientais, especialmente no de pânico. Entre os
primeiros se destacam os da hereditariedade, que se responsabilizam pela
fragilidade psíquica e pela ansiedade de separação. Tais fatores genéticos
facultam o desencadear da predisposição biológica para a instalação do
distúrbio de pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de
insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a instalação do pânico,
quando se dá qualquer ocorrência direta ou indireta, que se responsabiliza pelo
desencadeamento da crise. Acredita-se que a responsabilidade básica esteja no
excesso de serotonina sobre o Sistema Nervoso Central, podendo ser controlada a
crise mediante aplicação de drogas específicas tais clonazepam, não obstante
ainda seja desconhecido o efeito produzido em relação a esse neuro-receptor. O
surto ou crise é de efeitos alarmantes, por transmitir uma sensação de morte,
gerando pavor e desespero, que não cedem facilmente. A utilização de palavras
gentis, os cuidados verbais e emocionais com o paciente não operam o resultado
desejado, em razão da disfunção orgânica, que faculta a instalação da
ocorrência, embora contribuam para fortalecer no enfermo a esperança de
recuperação e poder trabalhar-se o psiquismo de forma positiva, que minora a
sucessão dos episódios devastadores. Não raro, o paciente, desestruturado
emocionalmente e vitimado pela sucessão das crises, pode desenvolver um estado
profundo de agora fobia ou derrapar em alcoolismo, toxicomania, como evasões do
problema, que mais o agravam, sem dúvida. É uma doença que se instala com mais frequência
na mulher, embora ocorra também no homem, e não se trata de um problema
exclusivamente con- temporâneo, resultado do estresse dos dias atuais, em razão
de ser conhecida desde a Grécia antiga, havendo sido, isto sim, melhor
identificada mais recentemente, podendo ser curada com cuidadoso tratamento
psiquiátrico ou psicológico, desde que o paciente se lhe submeta com tranquilidade
e sem a pressa que costuma acompanhar alguns processos de recuperação da saúde
mental. O distúrbio de pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as
Soberanas Leis e se reencarna com predisposição fisiológica, imprimindo nos
gens a necessidade da reparação dos delitos transatos que permaneceram sem
justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais, porém, da
divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o portador de
distúrbio de pânico não transfere por hereditariedade necessariamente a predisposição
aos seus descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor nos familiares
com essa disfunção explícita. Indispensável esclarecer que, embora a gravidade
da crise, o distúrbio de pânico não leva o paciente à desencarnação, apesar de
dar-lhe essa estranha e dolorosa sensação.
49. SEDE DE VINGANÇA - O
comportamento paranoico gera uma gama de aflições perturbadoras de grande
densidade, alienando o paciente que perde relativamente o contato com a
realidade objetiva. Deambulando pelos dédalos da insensatez, sente-se acuado
pelos conflitos, que transfere de responsabilidade, sempre acusando as demais
pessoas de o não entenderem e o perseguirem, empurrando-o para o in- sucesso, a
infelicidade... Afastando-se do conjunto social elabora mecanismos de desforço
como fenômeno de auto-realização, engendrando formas de constatar a
superioridade mediante a queda daquele que é considerado seu opositor. Nesse
estado de inquietação engendra formas de análise inadequada em torno da conduta
alheia, derrapando em maledicências, em exageros de in- formações que não
correspondem à realidade, culminando em calúnias, que possam caracterizar
imperfeição do seu opositor, situando-o em plano de inferioridade. Dessa forma,
quando o outro, o inimigo, experimenta qualquer dessas, tormento ou provação, o
enfermo que se lhe opõe experimenta uma alegria íntima muito grande como
compensação da inferioridade na qual estagia. Esse tormento faz-se tão cruel
que, não raro, o paciente torna-se algoz inclemente daquele que se lhe torna vítima.
Na raiz desse como de outros transtornos da personalidade encontram-se o
egoísmo exacerbado e o orgulho, que são os cânceres morais encarregados de
desorganizar o ser humano, tornando-o revel. A mente, concentrada no conteúdo
da mensagem que elabora, termina por influenciar os neurônios que lhe sofrem a
indução psíquica e passam a produzir substâncias equivalentes à qualidade de
onda, dando curso ao bem-estar ou aos conflitos perturbadores. Quando essa
indução é mais demorada e produz agravantes de efeitos danosos, transfere-se de
uma para outra existência, imprimindo nos tecidos sutis do perispírito os
prejuízos causados, que remanescem como provas ou expiações que assinalam
profundamente o ser espiritual. Face a essa razão, são impressas nos componentes
genéticos as necessidades de reparação, assinalando o Espírito com os
distúrbios a que deu lugar a sua conduta desastrosa. A sede de vingança é
lamentável conduta espiritual que termina por afligir aquele que a vitaliza
interiormente. Cabe ao indivíduo envidar todos os esforços para vencer esse
sentimento inferior, que lhe constitui motivo de demoradas angústias, porqüanto
é impossível desfrutar da infelicidade alheia, alegrando-se quando outrem
sofre. A aparente alegria, resultado da satisfação por sentir-se vingado, logo
se transforma em profunda frustração, por desaparecer-lhe o motivo existencial.
A vida tem definidas metas que constituem motivação para a sua experiência.
Quando desaparecem, o sentido existencial emurchece, se instalam as distonias, e
transtornos especiais tomam lugar na área do equilíbrio. Cabe ao infrator
desenvolver a coragem para entender que o problema não procede do exterior, de
outra pessoa, porém, dele mesmo, em razão dos seus conflitos, da sua limitada
percepção de consciência, em razão do trânsito em faixas primárias do
conhecimento. Todavia, resolvendo-se por adquirir a saúde emocional, cumpre-lhe
esforçar-se por reverter a situação, domando as más inclinações, dentre as
quais se destaca a sede de vingança. Lentamente, porém, com segurança, o amor
abre-lhe perspectivas dantes não imaginadas, que se vão ampliando até conseguir
a perfeita compreensão da luta que deve travar em seu mundo íntimo, a fim de auto
superar-se e encontrar a felicidade. Todo o esforço de educação pessoal em
superar as más inclinações constitui terapia valiosa para a saúde integral.
Ninguém há que se considere sem necessidade dessa avaliação pessoal e do consequente
esforço para consegui-la.
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terça-feira, 7 de julho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE TERÇA (07/07) ÀS 20:00 - MÚSICA "MAIS UMA VEZ" DE RENATO RUSSO - PALESTRANTE: AMANDA BURGOS
Mais Uma Vez
Renato Russo
Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o Sol já vem
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o Sol já vem
Nunca deixe que lhe digam
Que não vale a pena acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
quinta-feira, 2 de julho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE QUINTA FEIRA (02/07) - JOÃO BATISTA NA VISÃO ESPÍRITA - PALESTRANTE: SUZY MOREAU
JOÃO BATISTA, O PRECURSOR
João Batista nasceu seis meses antes de Jesus. Era filho de Zacarias, sacerdote "da classe de Abias", um dos 24 que serviam no Templo de Jerusalém, e de Isabel, uma das "filhas de Arão". Era parente próximo de Maria de Nazaré.
Certo dia, enquanto Zacarias fazia as oferendas no Templo, foi saudado por Gabriel (Espírito) - o mesmo que anunciou a Maria o nascimento de Jesus - o qual disse que o casal teria um filho, ao qual seria dado o nome de João e que viria "preparar ao Senhor um povo bem disposto".
Zacarias não acreditou no anúncio do Espírito, por duas razões: Isabel era estéril e os dois já estavam avançados em idade. As Escrituras dizem que como castigo, Zacarias ficou mudo até a criança nascer. Mas, convenhamos, foi uma determinação providencial da Espiritualidade, afinal, se ele duvidou da comunicação, por certo que não teria uma atitude conveniente diante do fato.
O nome dele não era João Batista. Ele ficou conhecido como João, o Batista, porque batizava nas águas do Rio Jordão. Interessante notar que os judeus não tinham sobrenome. O menino era chamado "filho de fulano" (ben, em hebraico e bar, em aramaico). Exemplo: Yesua ben José; ou Yesua bar José, ou seja, Jesus filho de José. No caso de João: Yochanan (João) ben Zacarias; ou João bar Zacarias, isto é: João Filho de Zacarias.
Quando seus pais morreram, João passou a viver em um santuário essênio, tendo se iniciado em seus ensinamentos, mas os Manuscritos de Qumrã não se referem a ele. Jesus disse que Ele foi o profeta Elias, em vida anterior ("E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça") ; ("E os seus discípulos o interrogaram, dizendo:
Porque dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas. Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem. Então compreenderam os discípulos que lhes falara de João, o Batista")
João Batista pregava às margens do Rio Jordão, em Betânia, alertando para a vinda próxima do Messias e insistindo no refazimento espiritual, endireitando os caminhos morais e aprimorando os impulsos mentais com humildade e paciência.
seu batismo tinha o significado de um compromisso de mudança interior - reforma íntima, mas esclarecia que batizava com água para o arrependimento, e observava: (" ... vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcatas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito santo, e com fogo").
O batismo do Espírito - o batismo com fogo, que deve-se buscar incessantemente, é o que devemos ministrar aos nossos filhos e entes queridos, através da evangelização, à proporção que eles forem atingindo a idade que lhe permita assimilar os ensinamentos de Jesus em espírito e verdade.
Emmanuel, na resposta à questão 298 do livro O Consolador (FEB), psicografado por Francisco Cândido Xavier, esclarece: "Os espiritistas sinceros, na sagrada missão de paternidade, devem compreender que o batismo, aludido no Evangelho, é o da invocação das bênçãos divinas para quantos a eles se reúnem no instituto santificado da família".
Altamirando Carneiro - Jornal O semeador
quarta-feira, 1 de julho de 2015
TEMA DA DOUTRINÁRIA DE QUARTA-FEIRA (01/07) ÀS 16:00 - RECONHECE-SE O CRISTÃO PELAS SUAS OBRAS DO EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO. PALESTRANTE: ADILSON FREITAS
Reconhece-se o Cristão pelas suas Obras
"Não basta apelar para Jesus, exclamando Senhor,Senhor! Quando não se segue os preceitos por ele ensinados.
De nada adianta implorar a ajuda de Deus, se não se busca melhorar e superar a si mesmo, se não se torna mais caridoso, nem mais indulgente com os semelhantes. Não são cristãos verdadeiros aqueles que apenas se comprazem em atos exteriores de devoção, ou que se encastelam nas muralhas do egoísmo, do orgulho, da cupidez e de outras paixões degradantes, ou que não fazem nada por ninguém.
Quando Jesus recomenda edificar a casa sobre a rocha, refere-se à necessidade de ter uma diretriz segura no desenvolvimento da vida, vivenciar o bem, o amor ao próximo no pensamento e na ação.Aquele que possui uma fé consolidada pela razão e inspirada no amor não pode ser inoperante. Por outro lado, o indivíduo invigilante, vacilante, que toma conhecimento dos ensinamentos evangélicos, mas que vive fechado em si mesmo, esse construiu a sua casa sobre a areia movediça, e qualquer tribulação terrena a faz esmorecer.
Esse é um cristão apenas de nome, mas que não vive em si mesmo a essência dos ensinamentos de Jesus, pois não despertou para a legria da interioridade e do dar de si. Cristão não é um rótulo, mas uma vivência. O Evangelho não é para ser lido e guardado na estante, ele tem que ser vivido, aplicado em toda a vida de relação. Para se tornar um cristão digno de ser chamado como tal é imprescindível revelar-se pelas suas obras, em qualquer circunstância da vida. Cristão, na verdadeira acepção da palavra, não é somente aquele que guarda os ensinamentos de Jesus nas expressões mais sinceras do coração, que se torna dócil, compreensível, misericordioso, mas aquele que também busca motivos edificantes que realmente ergam o reino da interioridade sobre alicerces que o sustentem.
De nada adianta viver uma vida de contemplação, ou passar o dia rezando, se não dinamizarmos o nosso interior na alegria de dar de si com amor ao próximo. Os Espíritos, em sua essência divina, não foram criados para permanecer em repouso, mas para dinamizar suas potências no trabalho, no exercício da caridade, sendo agentes e transformadores do meio em que vivem.
A fé verdadeira é dinâmica, e não estática. Quando Jesus afirma que "reconhece-se uma boa árvora pelos seus frutos"(Mt 7:20), é indispensável questionar quais os frutos que produzimos, e se beneficiam de fato nossos irmãos.As diversas encarnações representam oportunidades vastíssimas para a prática do bem, cabe a nós gerarmos os frutos e transubstanciá-los em natureza divina."
ESE- Cap.XVIII- Item 16
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