SOBRE NÓS :
VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.
MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.
Redirecionamento
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sábado, 12 de agosto de 2017
DOUTRINÁRIA DO DIA 13/08 (DOMINGO) - 16:00: "SERVO DE TODOS" DO LIVRO LUZ DO MUNDO - PELO ESPÍRITO DA SRA. AMÉLIA RODRIGUES – PALESTRANTE: CARLOS MIQUELE
quarta-feira, 12 de julho de 2017
DOUTRINÁRIA DO DIA 13/07 (QUINTA-FEIRA) - 20:00: "SEMEADORES GALILEUS" DO LIVRO LUZ DO MUNDO - PELO ESPÍRITO DA SRA. AMÉLIA RODRIGUES – PALESTRANTE: AVELI MODESTO
quarta-feira, 28 de junho de 2017
DOUTRINÁRIA DO DIA 29/06 (QUINTA-FEIRA) - 20:00: "O ESPERADO" DO LIVRO LUZ DO MUNDO - PELO ESPÍRITO DA SRA. AMÉLIA RODRIGUES – PALESTRANTE: ERICSON MENDONÇA
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
DOUTRINÁRIA DE HOJE (14/12 - QUARTA-FEIRA - 16:00): "O LEGADO DA TOLERÂNCIA" DO LIVRO LUZ DO MUNDO - PELO ESPÍRITO DA SRA. AMÉLIA RODRIGUES – PALESTRANTE: PIEDADE BRASIL
A perene madrugada inebriava aquelas vidas.
Dias assinalados pela apoteose da esperança, inundados de amor, em que a cornucópia da misericórdia derramava bênçãos em abundância, constituíam uma quadra que jamais a Terra experimentara nos seus fastos passados ou voltaria a gozar no futuro...
A paisagem dos corações cada vez se multiplicava pela presença dos aflitos e angustiados que se atropelavam na expectativa de fruir os resultados felizes daqueles momentos, que, talvez, fossem interrompidos logo mais...
As conjunturas da política dominante e ignominiosa do usurpador estrangeiro produziam sulcos de revolta no solo das almas, e os bajuladores armavam ciladas nas bocas torpes dos representantes da comunidade, procurando pôr a perder o Pomicultor Sublime Onde Êle surgia, à semelhança de radiosa luz, atraía necessitados do corpo e da alma. Suas sementes de amor eram espalhadas fartamente em tentativas constantes de futura fecundação abençoada.
Os convidados ao colégio da fraternidade, que conviviam na Sua intimidade, armazenavam os grãos da vida, aprimorando a terra íntima do espírito para fecundá-los oportunamente.
Não compreendiam, porém, em toda a magnitude a grandeza da Mensagem que Êle espalhava em fortuna farta.
Assim, repontavam ciúmes em forma de zelo exacerbado, — queixas injustificáveis, — todas essas bagatelas da pequenez humana na planície das paixões, sem forças para superarem os óbices, galgando por fim o planalto da compreensão geral.
A Boa Nova seguia triunfalmente e muitos que dela se beneficiavam saíam a comunicar a outros corações o milagre da sua claridade lenificadora.
As narrações exaltadas competiam com os ódios que explodiam resultantes do despeito gratuito dos comensais da politicagem religiosa e da administração ingrata.
* * *
— Senhor, eis que encontramos um homem pelo caminho que curava em Teu Nome, expulsando Espíritos infelizes, — revelou, expedito, João, retornando de pequena viagem. (*)
— E que fizeste? — Inquiriu Jesus.
— Repreendemo-lo — protestou o discípulo inexperiente. — Expusemos que êle não tinha o direito de usar o Teu nome, pois que não privava contigo, não formava no grupo dos nossos. E fi-lo, defendendo os nossos objetivos para que os propósitos de elevação em que nos empenhamos não se entorpeçam através de pessoas incapazes de imprimir à própria vida a excelência da lição que nostransmite.
Brilhavam em júbilo os olhos do jovem companheiro, excessivamente zeloso quanto ao futuro do Evangelho nascente.
Jesus, porém, fitou-o com infinita bondade, admoestando-o, benigno:
— Fizeste mal; pois todo aquele que não é contra nós é por nós.
"Se alguém em meu nome expulsa Espíritos maus, asserenando obsessos e acalmando obsessores, cultivando nas almas o pólen da saúde que se con verte em pomar de tranquilidade, não poderá voltar-se contra nós, depois, assacando calúnias e no futuro erguendo-nos acusações. A palavra de amor é moeda de paz para aquisição do continente das almas."
E desejando expressar de maneira inolvidável o significado da tolerância e da caridade, prosseguiu:
— O servidor do Evangelho deve fiscalizar com sincera acuidade as nascentes íntimas dos sentimentos de modo a cercear no começo os adversários cruéis, que são o egoísmo e o orgulho, a inveja e o ciúme com toda a corte de nefandos sequazes. . . Os inimigos de fora não conseguem atingir o homem, senão exteriormente, pois que só alcançam a forma, sem lobrigarem mudar a constituição intrínseca do ser. Vinculado ao ideal superior da vida a que se entrega, o discípulo sincero compreende os que dormem no amolecimento das paixões, desculpa os perseguidores e não receia que outros corações, também, fascinados pela luz da verdade, desejem integrar-se no lídimo ideal da solidariedade a benefício de todos. Dia virá em que a Mensagem da Boa Nova se espalhará pelos múltiplos campos do mundo em formosa semeadura de abnegação, convocando multidões ao ministério excelso. Irmanados no ideal do serviço, todos aqueles que nos não combaterem ajudar-nos-ão, contribuindo eficientemente para a colheita dos resultados valiosos.
Como se se alongasse pelos confins dos tempos, pressentindo as dores acerbas e as lutas árduas pela implantação do Reino de Deus entre os homens, o Mestre concluiu:
— Irromperão em catadupas violentas os rios do sofrimento, de quando em quando, arrebentando represas e correndo destruidores com o objetivo de esmagar os que estejam à frente, em nome das paixões irrefreáveis, ou em caudais contínuas ameaçando arrastar os que teimem em suportar-lhes o ímpeto. .. Eu estarei vigilante, porém, acima das vicissitudes, socorrendo os timoneiros da fé e recolhendo os náufragos... No entanto, as desagregações internas, as disputas intestinas pela supremacia de uns em detrimento de outros, as lutas pela herança, esgrimindo as armas nefastas das guerras surdas e as intrigas sutis, serão mais danosas do que as agressões que procedam do mundo contra o nosso ideal de amor...
"Interliguem-se todos aqueles que sonham com a imortalidade, os que me amam, afastando barreiras e derrubando obstáculos para que mais rapidamente se implantem as realidades do amor e do perdão no solo das vidas...
"Ninguém se escandalize nunca, por encontrar fora da grei o mensageiro da saúde, o intermediário do bem, porque aparentemente estejam desvinculados das linhas conhecidas do serviço.
"Meu Pai dispõe de recursos que nos escapam e como é o Autor de tudo e de todos, cumpra cada um irrestritamente com o seu dever, transferindo para Êle, o Senhor de todos nós, os resultados do nosso trabalho."
Silenciou, tranquilo, e uma aragem de confraternização penetrou melhor nos homens que O escutavam, no reduzido grupo da amizade, como se avaliassem as responsabilidades que lhes cabiam.
Face ao dever maior, a tolerância é medida de justo progresso, tradutora das conquistas realizadas pelo discípulo fiel e afervorado da Verdade, no serviço redentor.
(*) Marcos 9:38 a 42.
Nota da Autora espiritual.
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
DOUTRINÁRIA DE HOJE (13/12 - TERÇA-FEIRA - 20:00): "MULTIDÃO DE SOFRIMENTOS" DO LIVRO LUZ DO MUNDO - PELO ESPÍRITO DA SRA. AMÉLIA RODRIGUES – PALESTRANTE: CÉSAR PINHA
Sempre estava Jesus cercado pela multidão. Entardecia...
A multidão representava as enfermidades e mazelas que Lhe eram conduzidas pelos magotes humanos, assinalados pela dor.
Em todos os tempos o sofrimento é a cobrança do pretérito culposo dos atormentados em lapidação benéfica para a própria redenção, em clima de urgência.
A lepra, ingrata e hedionda, procede do espírito que exterioriza a degenerescência dos tecidos sutis, exsudando as misérias íntimas na faina incessante da purificação. Assim a cegueira e a surdez, a paralisia e a mudez, o câncer e tantos outros suplícios expressam o limite imposto ao devedor na faculdade cujo uso foi mal aplicado, fazendo o ser calceta em si mesmo, carecente de imediata reparação.
A falta do órgão ou membro, a desarmonia da faculdade ou função representam sempre a cobrança que chega em forma de controle e educação, predispondo o ser para a liberdade.
E como a dor tem sido a característica da vida humana, Jesus estava sempre cercado pela multidão.
Eram os atormentados de ontem ora envergando as marcas e manchas do passado, na condição de atormentados atuais, buscando, sequiosos, a água lustral do Evangelho do Reino, para lavarem as imundícies da imperfeição.
Cercado pela multidão Êle abria os braços e descerrava os lábios, socorrendo e falando...
A voz modulada em musicalidade divina derramava lições de vida em urgente profilaxia, de modo a que todo aquele que pudesse recuperar-se não tornasse aos erros trânsatos, a fim de não se acumpliciar com o crime, do que decorre sempre mais graves e danosos compromissos. E as mãos misericordiosas libertavam das amarras limitadas do padecimento, facultando agilidade e meios de crescimento superior aos beneficiados.
A multidão buscava-O sempre ansiosa...
Dos Seus lábios recolhia pérolas em luz, gemas em claridade incomparável para iluminar a senda de percalços e pedrouços. E das Suas mãos recebia o vigor em dádivas de saúde, que renovavam as peças gastas e os implementos orgânicos em desconsêrto, produzindo o refazimento e a paz.
Amava-O a multidão; ao menos necessitava d'Êle avidamente e O seguia.
Procediam de todos os rincões e se caracterizavam não raro, pela severidade e aspereza dos conceitos que, semelhantes a látego em brasa punitiva, azorragavam com doestos e ameaçavam com longas e penosas correções...
Há pouco escutara-se a Voz do Batista e a sua figura austera derramava o verbo abrasador, conclamando ao arrependimento e ao aproveitamento da hora, antes que se fizesse tarde.
Êle, porém, Aquêle suave Rabi, era a mansuetude e a abnegação. Quando o semblante se Lhe fazia grave, a meiguice e a dor exteriorizavam todo o Seu amor e ao mesmo tempo refletia as Suas esperanças, penetrando no porvir, em cujo curso incessante dos tempos o homem encontraria a paz...
Era o mês de Nisan. A tarde caía suave e calma.
A notícia da cura da sogra de Simão, cuja febre repreendida pelos Seus lábios se evadira, atraia a multidão dos necessitados.
Carreados por ventos brandos, aromas sutis balsamizavam a tarde em festa de luz.
A praia amiga, referta de esperanças, suspirando nos corações ansiosos dos homens, ali representava todos os tempos: o ontem e o amanhã da dor perseguindo a paz...
Êle aproximou-se e começou a curar.
Luz Divina em sombra densa, Sua aura reativava as forças fracas, recompondo os desgastes e desalinhos dos infelizes.
O espetáculo da alegria espontânea explodindo, comovia, e a reconstrução da saúde ante o olhar esgaseado de surpresa dos comensais do sofrimento, a rearticulação das faculdades psíquicas dos antes atormentados, os espíritos imundos expulsos pelo Seu magnetismo fascinavam, e, num crescendo, avolumavam-se as emoções à Sua volta. .. (*)
As vozes extremunhadas dos obsessores desligados das vítimas, gritavam:
— "Tu és o Filho de Deus!"
Êle, porém, sereno e pulcro, respondia:
— "Eu vos proíbo de falar. Afastai-vos daqui ..."
No desabrochar natural das alegrias, uma pausa fêz-se espontânea durante o sublime repasto da esperança. Êle, então, falou com eloquência e magnitude: .
— Todos os males promanam do espírito. Tende tento!
"O espírito é a fonte gentil e abundante onde nascem a enfermidade e a saúde, o destino e o porvir de cada ser, conforme se acumulam nas nascentes os atos que padronizam as futuras necessidades. Enquanto o homem não mergulhar na intimidade_dos seus problemas para solucioná-los à luz da razão e do amor, não conseguirá o lenitivo da
"Sois o "sal da Terra". O valor dele é mantido enquanto conserva o sabor.
"Sois a luz" da oportunidade, enquanto marchardes espargindo bênçãos e distribuindo esperanças.
"Deus, Nosso Pai, é o Criador, mas o homem, ascendendo, é o autor da sua dita ou desgraça.
"Inutilmente buscareis fora a saúde se não a mantiverdes retida no âmago do espírito, cuja perda se transforma em incessante aflição e maior tormento.
"A saúde, a seu turno, é oportunidade de evolução e de responsabilidade para com a vida.
"Buscai antes o amor e fazei todo o bem possível, para vos conservardes em paz. O amor é a candeia acesa e o bem o combustível que a mantém.
"Pacificai-vos para que vos conduzais em espírito de sabedoria, fazendo longos e proveitosos os vossos dias de júbilo na Terra e felizes, mais tarde, nos Céus."
Clara manhã. Sua presença apagava a noite sugando-a com beijos de luminosidade libertadora. E por onde andava, lá estava a multidão aflita e Êle prosseguia disseminando a saúde, por ser o Excelente Mensageiro da Vida.
Ao longe o sol declinava, caindo além dos montes, adornando a paisagem de ouro fulgurante no ar, e todos, tocados pela Sua misericórdia, os antes aflitos, debandaram na direção do lar, deixando a meditar, em profundo recolhimento sob o fulgor das primeiras estrelas, o Filho do Altíssimo.. .
(*) Lucas 5:40-41.
Nota da Autora espiritual.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
domingo, 30 de outubro de 2016
DOUTRINÁRIA DE HOJE (30/10 - DOMINGO - 16:00): "E ÊLE DORMIA" DO LIVRO LUZ DO MUNDO PELO ESPÍRITO DA SRA. AMÉLIA RODRIGUES – PALESTRANTE: WELLINGTON BALBO
Duas vezes por ano, janeiro-fevereiro e março-abril, sobre as águas do mar generoso da Galiléia cintilam mais cedo as estrelas. (*)
Antes que o poente de ouro desapareça de todo perpassam os suaves favônios enquanto coruscam os astros no firmamento.
Aquêle mar cercado pelos povoados como conchas brancas nas bordas, piscoso e amado tornar-se-ía por todo o sempre o cenário incomparável que emolduraria a Sua pessoa na epopéia das Boas Novas.
Ali, nas claras manhãs ou nos entardeceres festivos, a Sua voz musicava com esperança os espíritos enfraquecidos nas lutas e os alentava.
Milhares de homens, mulheres e crianças naquelas paragens receberam das Suas mãos sublimes as fartas concessões da saúde, as dadivosas bênçãos do reconforto.
Seus lábios se entreabrindo traçaram as inconfundíveis diretrizes da legislação do amor — o fundamento essencial do Seu Messianato!
Mutilados do corpo e da alma, atormentados na forma e na essência, recorreram vezes incontáveis ao Seu concurso e receberam o auxílio lenificador de que careciam.
Nas águas plácidas e nas areias encharcadas, estavam sempre ao alcance os barcos para as jornadas às outras terras, ou para poder evadir-se, quando a insaciável avidez do povo teimava por tocá-Lo, na ânsia incontida de recolher mais auxílios e incessantes socorros...
Antes que o poente de ouro desapareça de todo perpassam os suaves favônios enquanto coruscam os astros no firmamento.
Aquêle mar cercado pelos povoados como conchas brancas nas bordas, piscoso e amado tornar-se-ía por todo o sempre o cenário incomparável que emolduraria a Sua pessoa na epopéia das Boas Novas.
Ali, nas claras manhãs ou nos entardeceres festivos, a Sua voz musicava com esperança os espíritos enfraquecidos nas lutas e os alentava.
Milhares de homens, mulheres e crianças naquelas paragens receberam das Suas mãos sublimes as fartas concessões da saúde, as dadivosas bênçãos do reconforto.
Seus lábios se entreabrindo traçaram as inconfundíveis diretrizes da legislação do amor — o fundamento essencial do Seu Messianato!
Mutilados do corpo e da alma, atormentados na forma e na essência, recorreram vezes incontáveis ao Seu concurso e receberam o auxílio lenificador de que careciam.
Nas águas plácidas e nas areias encharcadas, estavam sempre ao alcance os barcos para as jornadas às outras terras, ou para poder evadir-se, quando a insaciável avidez do povo teimava por tocá-Lo, na ânsia incontida de recolher mais auxílios e incessantes socorros...
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
DOUTRINÁRIA DE HOJE (13/10 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "PESCADOR DE HOMENS" DO LIVRO LUZ DO MUNDO - PELO ESPÍRITO DA SRA. AMÉLIA RODRIGUES – PALESTRANTE: ELMO COSTA
Aquêle fim de maio estava ardente, fenômeno comum naquela quadra do ano. Logo o Astro-Rei fazia incidir diretamente o seu facho de luz, e calor asfixiante atormentava, desafiador.
Ao longe, as encostas do Galaad, com revérberos de cobre luzido vencendo as brumas secas, são muralhas naturais e altaneiras na paisagem fronteiriça ao Lago.
Àquela hora, porém, soprava uma brisa amena, diluindo as névoas da madrugada, enquanto albatrozes e pelicanos se demoram sobre as pedras negras que se adentram pelas águas piscosas com reflexos de prata.
O recorte curvo da praia estava apinhado pela mole ansiosa, que a acorrera desde cedo, para ouvi-Lo e rogar-Lhe a bênção do socorro para as múltiplas aflições de que se via possuída.
Nos dias anteriores aquela voz ecoara pelas regiões ribeirinhas como um canto de esperança, em cuja melodia as concessões do amor divino eram moduladas em convites amenos que chegaram aos ouvidos dos homens sofredores.
Todos, portanto, necessitados e curiosos, desejavam vê-Lo de perto e receberam o benefício que Suas mãos esparziam em abundância.
A Natureza estava calma e as ansiedades vibravam nos corações.
* * *
A noite fora longa e infrutífera.
Eles estiveram por todas as horas a atirar as redes e recolhê-las vazias. As águas generosas também tinham seus caprichos. Aquela era uma noite de cansaço e desaire.
Sem luar os barcos encalhavam nos bancos de areia e todo o esforço daqueles homens ofegantes redundara improfícuo.
Retornavam aos penates do dia, corpos moídos, olhos ardendo, modorrentos e mal humorados...
O magote humano na praia parecia um borrão colorido e móvel, contrastando com as areias alvas.
Duas barcas foram deixadas vazias e as redes começaram a ser distendidas nas varas de sustentação da praia.
"Apertado pela multidão que ouvia a palavra de Deus..." (*)
.. . Entrando numa delas em que se encontrava Simão, o seu proprietário, falou, um pouco mais ao povo expectante.
Seu verbo de luz clarificava as consciências inquietas e asserenava os espíritos em turbulência.
Sua silhueta de braços abertos bordada de ouro no contraste com o dia fulgurante, parecia a de uma ave sublime que estivesse prestes a alçar vôo buscando rumos ignotos.
Havia n'Êle um poderoso magnetismo que Lhe acompanhava as palavras conhecidas e comuns, encadeadas como outrem jamais antes as enunciara, e que tocava com estranho e vigoroso poder balsamizante. Algumas penetravam como punhais; outras rociavam como perfume precioso de lavanda no ar...
Depois de haver consolado o povo que O buscara, voltou-se para Simão e disse:
— "Faze-te ao largo e lança as redes para a pesca."
— Mas retornamos de lá, agora, Senhor, sem nada conseguir.
— Não recalcitres, Simão.
A barca desliza cantando sobre a crista das ondas levemente encrespadas, e, ao ritmo do vento que perpassa e inflama as velas coloridas, se distância, avançando com celeridade.
— Recolhe os panos — ordena, gentil, — e atira as redes.
— Aí estivemos, Amigo — elucida o pescador — e tentamos até o cansaço; nossos esforços redundaram inúteis. "Porém, sobre a tua palavra, lançarei as redes."
As redes imensas em forma de tarrafas circulares, com chumbos amarrados às pontas, se abrem no ar em leque formoso e batem sobre as águas, mergulhando as malhas resistentes, desenroladas dos braços vigorosos que as sustinham.
Logo puxadas se apresentam abarrotadas, quase arrebentando a tecedura forte.
O espanto, a algaravia e a explosão de júbilos dos homens espoucam em alacridade infantil.
A carga abundante é levantada para bordo e a barca próxima é chamada, aos gritos, em socorro...
* * *
Na popa, recortando o disco solar esfuziante, o Mestre contempla aqueles homens de alma infantil, crestados pelas lutas diárias, inundados de alegria, emocionados até o pranto.
"Sim, ama-os — medita o Desconhecido Mestre. — Viera ter com eles para que pudessem ascender ao Pai. Ser-lhe-ia necessário sofrê-los, dar-se em totalidade de oferenda, caminhar ao lado deles, assisti-los e perdoá-los sempre. Sim, amava-os!"
Longe, neles, estavam as ansiedades espirituais. Desprovidos, por enquanto, de entendimentos, se atiravam ávidos ao dia-a-dia, na pesca, na conquista do pão.. . Seria necessário dilatar-lhes a percepção, ampliar-lhes os horizontes...
Simão ergueu os olhos úmidos e fitou-O.
Ouvira-O antes e O acompanhara desde Bèthabara, de volta de Jerusalém, mas não entendera tudo quanto Êle falara.
Explodindo de emoção inesperada, baldoou o homem do mar:
— "Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador", e prorrompeu em pranto espontâneo. — A confissão ingênua, a alma desnudada, o coração ardente falavam daquele timoneiro que amava o mar e nele encontrava a segurança e a vida.
O plâncton que chegava trazido pelas correntes subterrâneas do Jordão, ali favorecia a piscosidade das águas e êle conhecia aquelas correntezas e os mistérios do Lago que era seu berço e o amigo com quem confidenciava nas noites longas e doridas de soledade...
"Aquêle homem, no entanto, donde o conhecia? — refletiu num átimo, vencido pela força daquela voz que ordenava sem impor e ninguém desconsiderava, e daquela face... — Êle lhe parecia tão fraco e era tão forte! Não sendo um pescador, como soubera e pudera tanto?!" — "Simão, não temas: de ora em diante seráspescador de homens."
A mensagem ecoou na sua alma, em linguagem singular; pescador, sim, o era. "Pescador de homens!", que seria ?• Tranquilizou-se, porém.
Toda uma festa de sons dominou-o e êle fremiu ao peso de desconhecidas vibrações. Desejou recusar, dizer da pequenez e miserabilidade, não pôde fazê-lo. Imobilizado naquele momento que parecia uma eternidade — ausência do tempo e anulamento do espaço — sentiu-se impossibilitado de cingi-Lo ou postar-se-Lhe aos pés.
A garganta seca, estreitada, estrangulou-lhe a voz.
Chorou, e, no íntimo, reflexionou: sabes o que fazes, Senhor!
* * *
As notícias alcançam as praias.
Há uma revoada de inusitada alegria em todos corações.
Novos grupos afluem. As carpas estremecem, ainda, em reflexos automáticos e o contentamento se generaliza.
Pedro, João, Tiago e André que participaram mais de perto do acontecimento experimentam, todavia, desconhecido pressentimento, que os seguirá desde então... Não poderiam definir o que lhes passava, Relancearam o olhar em volta, e encontraram o Rabi, afastado, que fitava aquele amado Lago de Genesaré, enquanto o ar pesado do dia vitorioso abafava.
Pescador de homens!
* * *
Desde então, abandonaram tudo, mesmo o mar amigo, e avançaram na direção do porvir sob o Seu comando, e depois foram conduzidos por Simão a "pescar homens".
(*) Lucas 5: 1 a 11 Nota da Autora espiritual.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
DOUTRINÁRIA DE HOJE (27/09 - TERÇA-FEIRA - 20:00): "ENSINA-NOS A ORAR" DO LIVRO LUZ DO MUNDO - PELO ESPÍRITO DA SRA. AMÉLIA RODRIGUES – PALESTRANTE: ROBSON CUNHA
"De uma feita, estava Jesus orando em certo lugar; quando terminou, um dos seus discípulos pediu; Senhor, ensina-nos a orar como também João ensinou aos seus discípulos" (Lucas 11:1).
Os primeiros seguidores de Jesus observaram seus hábitos de oração. Eles o viram freqüentemente procurando um lugar deserto para falar com seu Pai. Numa ocasião dessas, eles pediram sua ajuda. Também desejamos comunicar- nos com Deus como seu filho estava fazendo. "Senhor, ensina-nos a orar" (Lucas 11:1).
Jesus fez como eles pediram. Ele os ensinou como orar, tanto por suas palavras como por seu exemplo. Ele orava freqüentemente, fervorosamente e com grande fé naquele que estava ouvindo aquelas orações. Através do exemplo de sua vida, ele está ainda nos ensinando a orar.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
DOUTRINÁRIA DE HOJE (23/08 - TERÇA-FEIRA - 20:00): "O REINO DIFERENTE" DO LIVRO LUZ DO MUNDO PELO ESPÍRITO DA SRA. AMÉLIA RODRIGUES – PALESTRANTE: ROBSON CUNHA
terça-feira, 19 de julho de 2016
domingo, 17 de julho de 2016
DOUTRINÁRIA DE HOJE (17/07 - DOMINGO - 16:00): "BOA NOVA" DO LIVRO LUZ DO MUNDO PELO ESPÍRITO DA SRA. AMÉLIA RODRIGUES – PALESTRANTE: OSVALNICE REGINA
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