SOBRE NÓS :

VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.

MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.

Redirecionamento

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

DOUTRINÁRIA DO DIA 02/08 (QUARTA-FEIRA) - 16:00: "A PALAVRA ENFERMA" DO LIVRO MINUTOS COM CHICO XAVIER DE JOSÉ CARLOS DE LUCCA – PALESTRANTE: JAIRO MOREIRA

A palavra que fere agride primeiramente quem a profere. Quando pronunciamos palavras ofensivas, carregadas de ódio, raiva, irritação ou ironia, formamos em torno de nós um campo de vibrações negativas que poderá afetar nossa saúde, e ainda atrair energias negativas equivalentes. Não nos esqueçamos de que os semelhantes se atraem.

domingo, 6 de novembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (06/11- DOMINGO - 16:00): "ESCLARECE AMANDO" DO LIVRO MINUTOS COM CHICO XAVIER DE JOSÉ CARLOS DE LUCCA– PALESTRANTE: JAIRO MOREIRA

SE TENS O CONHECIMENTO EXATO DISSO OU DAQUILO,NÃO MENOSPREZES QUEM O IGNORE.QUE SERÁ DE TUA VERDADE SE NÃO UTILIZAR PARA CONSTRUIR OU ABENÇOAR?
(meimei)

A orientação espiritual nos aponta o caminho da utilização do nosso saber para construir e abençoar,nunca para menosprezar aqueles que ignoram aquilo que sabemos.

Precisamos ter cuidado com o orgulho do saber.É falsa a idéia de superioridade quando analisada pelo critério da intelectualidade.Não somos superiores ao outro somente pelo fato de termos lido mais do ele.Poderemos ter mais cultura,não há dúvida,mas isso não quer dizer mais amor e mais evolução espiritual.Chico Xavier não chegou a concluir o ensino fundamental,mas foi um dos homens mais sábios do planeta terra.Além do mais,por maior que seja o nosso conhecimento,o que não sabemos é ainda maior.O verdadeiro sábio sabe que nada sabe.O pseudossábio nem imagina o que ainda desconhece.

Nosso saber deve ser um motivo de amparo ao ignorante,nunca o ridicularizá-lo.A única diferença entre o culto e o ignorante talvez seja a oportunidade que o primeiro teve de se intelectualizar,oportunidade esta,que foi concedida por Deus,exatamente,para que ele servisse de auxílio ao ignorante.

Enquanto o culto se preocupava em adquirir um livro,o analfabeto trabalhava se sol a sol para levar alimento aos filhos.

Muitos homens inteligentes que passaram pela terra,e que abusaram do conhecimento que tinham em prejuízo do próximo,aportaram no além com grandes conflitos de consciência e hoje se acham reencarnados com graves enfermidades mentais,a fim de se reeducarem interiormente.É assim que poderemos entender as palavras do Instrutor Espiritual Ferdinando:O homem abusa de sua inteligência,como de todas as suas faculdades,mas não lhe faltam lições,advertindo-o de que uma poderosa mão pode retirar-lhe o que ela lhe deu.

domingo, 14 de agosto de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (14/08 - DOMINGO - 16:00): "O MANCEBO RICO" DO LIVRO PRIMÍCIAS DO REINO PELO ESPÍRITO DA SRA. AMÉLIA RODRIGUES – PALESTRANTE: JAIRO MOREIRA


O momento era de profunda significação. Sabia, por estranha intuição, que um dia defrontaria a Realidade, e a encontrava agora. 
O apelo pairava vibrando em derredor: - “Vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro no céu; vem, e segue-me”. 
Aquela voz penetrava como um punhal afiado e impregnava qual perfume de nardo. 
Havia um magnetismo inconfundível naqueles olhos severos e profundos como duas estrelas engastadas na face pálida do amanhecer. 
Tinha sede de paz. 
Embora repousasse em leito de madeiras preciosas incrustados de ébano e lápis-lazúli, se banqueteasse em repastos opíparos, cuidasse do corpo com massagens de óleos e ungüentos raros, envolvendo-o em tecidos de linho leve, e suas arcas estivessem abarrotadas de gemas e ouro, sabia-se infeliz, sentia-se infeliz. Faltava-lhe ALGO que não se consegue facilmente. 
Hesitava, no entanto. 
Sua vivenda era luxuosa, seus pertences valiosos e vazio o seu coração. 
Confragia-se e angustiava-se, ignorando as nascentes da melancolia renitente que lhe dissipava sonhos e esperanças sob guante de inenarrável amargura. 
Buscava as competições em Cesaréia, todavia ignorava se essa busca representava uma realização ou fuga. 
Agora, pela primeira vez, sentia-se arrebatado. 
A meiguice e a ordem daquela vez, enunciada por aquele Homem, ecoavam como cascatas em desalinho nos abismos do espírito. 
Interiormente gritava: “Irei contigo, Senhor, mas...” 
Hesitava, sim, e a hora não comportava dubiedades. 
Todo àquela hora era importante,; mais do que isso: vital! 
- Permite-me primeiro – conseguiu articular, vencendo a emoção que o transfigurava – competir em Cesaréia, logo mais, disputando para Israel os triunfos dos jogos... 
-Não posso esperar. O Reino dos Céus começa hoje e agora para o teu espírito. Não há tempo a perder. 
- Aguardei muito essa ocasião e ela se avizinha, com a chegada do período das competições... Exercitei-me, contratei escravos que me adestraram... aos partos comprei, por uma fortuna, duas parelhas de fogos cavalos... os jogos estão próximos... 
- Renuncia, e segue-me! 
Quem era Ele, que assim lhe falava? Que poder exercia sobre sua vontade? Por qual sortilégio o dominava?!... Gostaria de fugi ou deixar-se arrastar, estava perturbado; ignorada sofreguidão o aniquilava... 
A horizontalidade das aflições humanas contemplava a verticalidade da sublimação divina: o cotidiano deparava com o infinito; o vale fitava o abismo das alturas e se perdia na imensidão. 
O homem e o Filho do Homem se defrontavam. 
O diálogo parecia impossível, reduzindo-se a um monólogo atormentante para o moço diante daquele Homem. 
Vencendo irresistível temor, continuou o príncipe afortunado: 
- Não receio dar o que possuo: dinheiro, ouro, gemas, títulos, se possível, pois sei que estes se gastam mui facilmente, mas... 
- ...Dá-me a ti próprio e eu te oferecerei a ventura sem limite. 
Que alto prêmio! Que pesado tributo! – pensou desanimado. 
Era muito jovem e muitos confiavam nele. Possivelmente Israel lucraria com os seus lauréis e triunfos. Príncipe, tinha pela frente as avenidas do poder a que se afervorava, PODER que no momento se destituída de qualquer valor. 
Os vens, poderia ofertá-los, sim. Porém a fortuna da juventude, os tesouros vibrantes da vaidade atendida e dos caprichos sustentados, as honras de família resguardadas pela tradição, os corifeus agradáveis e bajuladores, oh! seria necessário renunciar-se a isso tudo? – interrogava-se, inquieto. 
- Sim! – respondeu-lhe, sem palavras, com os olhos fulgurantes. 
Sofria naqueles minutos a soma dos sofrimentos que experimentara a vida toda. 
O ar cantava leves murmúrios enquanto as tulipas do campo teciam um manto sutil, rescendendo aromas. 
O Rabi, em silencio, aguardava. E ele, em perplexidade, lancinava-se. 
O diálogo tornara-se realmente impossível. 
Subitamente, o príncipe de qualidade, num átimo de minuto, lembrou-se que amigos o aguardavam na cidade. Compromissos esperavam-no. Deveria debater os detalhes finais para a corrida na grande festa da semana entrante. 
Acionado por estranho vigor, que dele se apossou repentinamente, fitou o Messias sereno e triste, balbuciando com voz apagada: 
- Não posso. Não posso seguir-Te agora... Perdoa-me, se me amas! 
E saiu quase a correr. 
O Mestre sentou-se e se encheu de profundo sofrimento. 
Era assim, sempre assim que Ele ficava após a deserção dos convidados ao Banquete da Luz. A expressão de mansuetude e perdão que lhe brilhava nos olhos mergulhava em lágrimas, agasalhada em leves tons de amargura. 
Assim O encontraram os discípulos. Interrogado, respondeu: 
- “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas”! 
Uma semana depois Cesaréia era a capital do ócio, do prazer. 
Ao som alegre de trompas e fanfarras começavam as festas públicas. 
As quadrigas estão na linha de partida. Os fogosos corcéis, adquiridos aos partos, oriundos da Dalmácia, de Tiro, Sidon e da Arábia, empinam, lustrosos, ajaezados. Ao sinal dispram, sob estrondosa ovação. 
Chicotes vibram no ar, mãos firmes nas rédeas, os guias e condutores dão velocidade aos carros frágeis. A celebridade prende a respiração em todos os peitos. 
A expectativa fala sem voz na pulsação da tarde ardente e empoeirada. 
Numa manobra menos feliz, um carro vira e um corpo tomba na arena, despedaçado pelas patas velozes, em disparada. 
O moço rico sente as entranhas abertas, o suor e o sangue em pastas de lama, a respiração esterotrada... 
Enquanto escravos precipites arrastam-no na pista, foge mentalmente a cena brutal que o esmaga, e entre as névoas que lhe sombreiam os olhos parece vê-LO. 
Silenciando os gritos na concha acústica tem a impressão de escutá-LO. 
- Renuncia a ti mesmo, vem, e segue-ME. 
- Amigo!... 
Dois braços o envolvem veludosos e transparentes. 
Apesar da face deformada e lavada pelas lágrimas, o suor e o sangue, ele dá a impressão de sorrir.