SOBRE NÓS :

VISÃO: Ser uma Instituição voltada para a excelência nos estudos da Doutrina Espírita, visando com isso atender, de uma forma humanitária, a todos que necessitem.

MISSÃO: Exercer o que preconiza a Doutrina Espírita, visando auxiliar na mudança individual do ser, como também, do coletivo.

Redirecionamento

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (08/12 - QUINTA-FEIRA - 20:00): "A FALÊNCIA DA ANTIGA FÉ RELIGIOSA" DO LIVRO REFLEXÕES ESPÍRITAS PELO ESPÍRITO DO SR. VIANNA DE CARVALHO – PALESTRANTE: EMILSON PIAU

Os filósofos racionalistas dos séculos XVIII e XIX vaticinaram, pessimistas, o descrédito, a falência da fé religiosa, porque, então, era destituída da mínima estrutura de lógica para resistir às investidas do bom-senso e das conquista científicas.
Fé lavrada na base audaciosa de decretos medievais e bulas esdrúxulas, que soterrou, por séculos a fio, as esperanças humanas da liberdade de consciência e de ação, ao tempo em que postergou as admiráveis realizações do progresso, fator inevitável no fenômeno da evolução e da destinação humana. 

Submeteu a cultura à ignorância, o fato à fantasia, escravizou, matou centenas de milhares de vidas, fomentou guerras cruéis, extorquiu e amealhou tesouros fabulosos, não obstante pregando a luz, a liberdade, a vida, a paz, a pobreza, assim escarnecendo da inteligência e do inevitável imperativo da razão humana.

Tentou impedir o raciocínio e impôs-se, a ferro e fogo, a sucessivas gerações enquanto o sopro da renovação varria as suas construções opulentas e frias, que se apresentavam indiferentes ao destino das multidões esfaimadas e desorientadas.

Formulando teses bem urdidas sobre o reino dos Céus, facultava banquetearem-se os seus príncipes, nobres e apaniguados no reino da Terra, a que sempre concedeu primazia e disputou com sofreguidão.

A partir da Reforma Protestante, e mesmo um pouco antes, com os Descobrimentos, depois com a Renascença e o dealbar dos primeiros avanços na área da Astronomia, da Física e da Química, surgiram as brechas nos seus alicerces fortes, que começaram a arrebentar- se, embora tentando silenciar as vozes que proclamavam as extraordinárias conquistas da Vida.

São irrefreáveis as leis do progresso, e o homem, destinado à glória estelar, mesmo com sacrifício, após elaborar o cárcere e as algemas da aflição, liberta-se, a pouco e pouco, avançando no rumo da sua destinação luminosa.

Sentindo o brilho da inteligência e o apelo da fé, ao invés de amparar o seu próximo, explorou-o, ne passado, tripudiando sobre a sua ingenuidade, tomando-se, depois, vítima da própria agressividade.

As construções sustentadas sobre os dogmas arbitrários, e as leis injustas que formulou ruíram, cobrindo de desalento aqueles que nelas confiaram, ferindo-os fundamente.

Desmascaradas as maquinações, a realidade desponta, poderosa, e conclama o pensamento a uma revisão histórica, a uma releitura do seu acervo cultural, com discernimento científico, a fim de eliminar as superstições e fetiches que privilegiavam uns, em detrimento de outros.

O estridor inexorável do Conhecimento, qual cinzel insuperável que gasta o bloco de mármore frio do orgulho, nele insculpe a sabedoria e o amor, de modo a assinalarem o novo momento da Humanidade, ávida de liberdade, de justiça, de paz, sem as sombras e os bloqueios da dominação medieval do passado.

Ainda remanescem algumas daquelas situações lamentáveis, decorrentes dos períodos infelizes, em que essa fé cega reinava arbitrária e soberana, como sequelas que degeneram em anarquia e descrença, violência e cinismo que ora varrem o Ocidente, considerado, equivocadamente, cristão.

Sem terem absorvido o espírito do Cristo, os povos • e nações que se diziam e afirmavam seguir-Lhe a Doutrina, apenas adaptaram-se à formalística religiosa, que foi estabelecida pelas Igrejas do passado, esquecendo-se totalmente da promoção e dignifícação da criatura humana, da elaboração de leis justas e compatíveis com as necessidades da evolução, antes gerando guerras, extorsões e condenando as pessoas às condições mínimas de vida, sem respeito, nem liberdade, em fragorosos atentados à Vida e aos ensinos do Mestre.

Constatada, pelas atuais gerações, fraude de Deus, isto é, o artifício de usar-Lhe o nome para ocultar a hediondez e o aviltamento moral daqueles que se afirmam Seus servidores, a descrença ganhou as ruas do mundo, estimulando os vícios e a desordem geral, apregoando a decadência dos valores éticos sobre os quais a sociedade erigiu as suas edificações. Proclamou-se, então, a seguir, que o matrimônio, a família, o amor e o respeito pela vida são páginas ultrapassadas da história do homem e que somente o gozo desenfreado, o poder arbitrário, a força argentária e o sexo em desalinho, podem e devem conduzir os destinos humanos em substituição aos anteriores conteúdos morais da sociedade...

Nesse báratro, porém, surpreendendo os profetas da Era da loucura e da geração sem rumo, a dor escarnece das suas arremetidas e os conduz a paroxismos e frustrações inesperadas, tomando-os galés nas barcas da ilusão com as quais pretendiam singrar os mares da existência corporal. Uma sensação de vazio domina-os, e o desencanto atormenta-os, sem conceder-lhes perspectivas de equilíbrio nas filosofias imediatistas do comportamento que abraçam. A onda do desespero cresce e os modismos sucedem-se, sem resultado, deixando-os mais pessimistas e vencidos. 

A alma, que havia sido expulsa dos seus painéis mentais, lentamente volta a apresentar-se como indestrutível na sua realidade intrínseca, e a sua presença na vida se faz tão preponderante, que passa a ser reexaminada sob óptica nova.

A escala de valores éticos e humanos é revista, e surge uma fé estribada nos fatos, induzindo a novo e inesperado comportamento emocional e social.

Cansado da descrença, da ilusão e de si mesmo, o homem moderno indaga à ciência a respeito da própria imortalidade e recebe como resposta que esta é a única realidade inevitável, fatalista. Utilizando-se de instrumentos sensíveis, quais a mediunidade humana ligada a delicados aparelhos eletrônicos, demonstram- lhe a sobrevivência do espírito à morte corporal, e a sua destinação, que é a conquista da felicidade, da perfeição.

Diante das evidências, que suportam e vencem todas as cargas de cepticismo que se lhe opõem, a fé inata, sempre presente nos seres, irrompe, ilumina-se com os testemunhos da razão e reassume o seu papel superior na construção do homem novo e da nova sociedade.

O homem redescobre-se e constata que a sua existência na Terra não transcorre ao azar, e que há, em tudo, um fatalismo inevitável, estabelecido por Deus, que será logrado em breve, médio, ou longo prazo, conforme a opção de cada qual.

O progresso moral é impostergável, nesse conjunto de Leis, e as aparentes defecções, quedas e recuos no quadro da civilização, constituem momentâneos estágios para consolidação das bases do pensamento, que sempre arrebenta as algemas com que a ignorância e a prepotência tentam retê-lo. Liberado, permite que os excessos do oposto se assenhoreiem das mentes antes aprisionadas, após o que retomam ao equilíbrio, à conduta saudável.

O Espiritismo, porque descomprometido com as Igrejas, os grupos políticos e os interesses sociais, objetivando o homem e seu progresso, é o portador da nova ética que é a mesma de Jesus-Cristo, porém consentânea com os tempos atuais, inaugurando a fé pela razão e o sentimento religioso através da consciência responsável e atuante, na construção do presente digno, pensando no futuro pleno.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (07/12 - QUARTA FEIRA - 16:00): "AS BEM AVENTURAÇAS" DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - PALESTRANTE: HUMBERTO VASCONCELOS

As Bem-aventuranças, dentro do Sermão da Montanha, é um longo discurso de Jesus que pode ser lido no Evangelho de São Mateus.

Este discurso pode ser considerado como um resumo dos ensinamentos de Jesus.

Mahatma Gandhi disse: "se toda a literatura espiritual da Humanidade perecesse, e só se salvasse o Sermão da Montanha, nada estaria perdido".

As bem-aventuranças representam o mais violento contraste entre os padrões do homem material e o ideal do ser espiritual.

Elas englobam uma série de situações, humanas, em que no momento que você olha para elas parece que é prejuízo. Mas atado a esse prejuízo, a sempre uma situação bonita sendo prometida.

Bem-aventurado. Qual é a tradução disso? Bem-encaminhado, feliz.


  • Imaginem chamar felizes os pobres de espírito, felizes os que choram, felizes os injustiçados, felizes os que sofrem perseguição,...

  • Quanto masoquismo e ironia!

  • Existe uma aparente contradição...

  • Jesus proclama felizes, precisamente, aqueles que o mundo considera infelizes.

  • Jesus ensinou o avesso daquilo que os homens pensavam

  • Essa contradição só pode ser superada e resolvida, se a gente chega ao final da frase, e percebe que a última palavra está sempre conectada com a primeira.

  • Bem-aventurado o que sofre, porque se alegrarão, porque deles é o reino dos Céus.

  • Vai fazendo sempre está comparação.

  • Sugere que tudo aquilo que é colocado como bem aventurado, se bem vivido, bem experimentando, o resultado final desse processo é a bem aventurança.

  • A proposta de Jesus para a nossa vida passa o tempo todo, não pela solução mágica das situações, mas pela proposta de um processo, parte por parte.

  • Se estiver amargurado hoje, então encare está amargura de maneira positiva tenha um olhar diferenciado, e ao olhar com tranqüilidade, sem desespero, você começará a compreende – lá.

  • Começará a sentir de forma diferente, aos poucos ela vai deixando de ser um peso e você alcança a leveza... que é o oposto da amargura.

  • Ninguém consegue chegar ao resultado, se não passar pelo duro processo de construção desse resultado.

  • É por isso que o contexto das bem-aventuranças nos ata a um contexto de promessas.

  • Vive bem o sofrimento de hoje, pois você vai conseguir chegar ao resultado bonito, que o sacrifício propõe...

  • Descubra aquilo que você está sofrendo hoje, identifique nisso, uma oportunidade de se transformar numa pessoa melhor.

  • A águia Americana

  • A águia perde o poder de caçar aos 40 anos, ela toma uma decisão, ela de refugia nas montanhas, nas alturas das pedras, próximos a penhascos, e entra num processo de regeneração, ela bate o bico nas pedras, para que ele caia aquela casca velha, então nasce uma casca nova, para ser um novo bico, com um bico novo ele começa um processo doloroso, de retirar as garras (Unhas) velhas dos pés, então nascem unhas novas, então com um bico novo e garras novas, ela começa a arrancar as penas velhas, todo processo dura (6) seis meses, todo processo de restauração, depois desse tempo, ela vive mais pelo menos mais 40 anos.


BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO, POIS QUE DELES É O REINO DOS CÉUS.
Não é aquele que é pobre do ponto de vista material; não é aquele que se deprecia; não é aquele que é covarde; não é aquele que esconde seu talento. Os "pobres em espírito" são os que têm a modéstia em afirmar que nada sabem que reconhecem as suas fraquezas e estão constantemente buscando o seu aperfeiçoamento e a lapidação das suas imperfeições.

BEM-AVENTURADOS QUE CHORAM, POIS QUE SERÃO CONSOLADOS.
Os que choram se encontram envolvidos num processo de crescimento. Eles serão consolados quando o valor projetado, perdido, for recuperado. Agora, os que não aceitam os períodos de dificuldades, que se revoltam e vivem reclamando de tudo e de todos, está recusando o débito do resgate, muitas vezes acaba gerando males não programados e amarguras desnecessárias.

BEM-AVENTURADOS OS FAMINTOS E OS SEQUIOSOS DE JUSTIÇA, POIS QUE SERÃO SACIADOS.
Ai dos indiferentes, dos acomodatícios, dos covardes, dos servis, que em proveito próprio aplaudem a injustiça.

BEM-AVENTURADOS OS QUE SOFREM PERSEGUIÇÃO PELA JUSTIÇA, POIS QUE É DELES O REINO DOS CÉUS.
Refere-se aos idealistas que ousaram enfrentar as limitações e os preconceitos de suas épocas. Geralmente estas pessoas são atacadas, caluniadas, encarceradas e até mortas, por defenderem suas opiniões e ponto de vista, mas ficaram para sempre na História como precursoras de novas idéias que contribuíram para reformular a Ciência, a Religião, as Artes, a sociedade.        

BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO BRANDOS, PORQUE POSSUIRÃO A TERRA.
Com as mudanças previstas em nosso planeta, não mais reencarnarão pessoas rebeldes, perversas e violentas. Os brandos e pacíficos herdarão a Terra, porque continuarão a viver nela em busca do seu processo evolutivo, e não mais de quitação de dívidas do passado. Ser manso não significava ser um covarde servil, mas um crente na bondade de Deus e na benignidade do universo, mesmo quando a alma vive imersa no sofrimento e não vê razão para isso. Essa regra exprimia a aceitação da vontade de Deus.

BEM-AVENTURADOS OS QUE SÃO MISERICORDIOSOS, PORQUE OBTERÃO MISERICÓRDIA.
Ser misericordioso é, acima de tudo, suportarmos os defeitos daqueles que nos rodeiam, de não guardarmos qualquer ressentimento, não alimentarmos desejos de vingança, e estarmos sempre dispostos a servir, mesmo sabendo que não obteremos nada em troca e teremos que suportar ingratidão alheia.

BEM-AVENTURADOS OS QUE TÊM PURO O CORAÇÃO, PORQUANTO VERÃO A DEUS.
Ter o coração puro é não dar abrigo a paixões inferiores, tais como: o ódio, a inveja, o orgulho, a maledicência,... As paixões inferiores turvam a visão espiritual.  

BEM-AVENTURADOS OS PACÍFICOS, PORQUE SERÃO CHAMADOS FILHOS DE DEUS.
Um pacificador para fazer jus à recompensa de ser chamado de filho de Deus deve ser pacífico, ainda que injuriado e perseguido.

BEM-AVENTURADOS SOIS VÓS, QUANDO VOS INJURIAREM E VOS PERSEGUIREM E, MENTINDO, DISSEREM TODO O MAL CONTRA VÓS POR MINHA CAUSA. ALEGRAI-VOS E REGOZIJAI-VOS, PORQUE SERÁ GRANDE A VOSSA RECOMPENSA NOS CÉUS, POIS FOI ASSIM QUE PERSEGUIRAM OS PROFETAS, QUE VIERAM ANTES DE VÓS.

Aos olhos de Deus mais vale ser odiado do que odiar, ser ofendido do que ofender, ser perseguido do que perseguir.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (06/12 - TERÇA-FEIRA - 20:00): "SIGAMOS A PAZ" DO LIVRO FONTE VIVA PELO ESPÍRITO SR. EMMANUEL - PALESTRANTE: JERÔNIMO SILVA

“Busque a paz e siga-a”. - Pedro. (1 Pedro, 3:11).
Há muita gente que busca a paz; raras pessoas, porém, tentam segui-la.

Companheiros existem que desejam a tranqüilidade por todos os meios e suspiram por ela, situando-a em diversas posições da vida; contudo, expulsam-na de si mesmos, tão logo lhes confere o Senhor as dádivas solicitadas.

Esse pede a fortuna material, acreditando seja a portadora da paz ambicionada, todavia, com o aparecimento do dinheiro farto, tortura-se em mil problemas, por não saber distribuir, ajudar, administrar e gastar com simplicidade.

Outro roga a bênção do casamento, mas, quando o Céu lha concede, não sabe ser irmão da companheira que o Pai lhe confiou, perdendo-se através das exasperações de toda sorte.

Outro, ainda, reclama títulos especiais de confiança em expressivas tarefas de utilidade pública, mas, em se vendo honrado com a popularidade e com a expectativa de muitos, repele as bênçãos do trabalho e recua espavorido.

Paz não é indolência do corpo. É saúde e alegria do espírito.

Se é verdade que toda criatura a busca, a seu modo, é imperioso reconhecer, no entanto, que a paz legítima resulta do equilíbrio entre os nossos desejos e os propósitos do Senhor, na posição em que nos encontramos.

Recebido o trabalho que a Confiança Celeste nos permite efetuar, é imprescindível saibamos usar a oportunidade em favor de nossa elevação e aprimoramento.

Disse Pedro: – “Busque a paz e siga-a.”

Todavia, não existe tranquilidade real sem Cristo em nós, dentro de qualquer situação em que estejamos situados, e a fórmula de integração da nossa alma com Jesus é invariável: - "Negue cada um a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me." Sem essa adaptação do nosso esforço de aprendizes humanos ao impulso renovador do Mestre Divino, ao invés de paz,  teremos sempre renovada guerra, dentro do coração.

Emmanuel
psicografia de Chico Xavier

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (30/11- QUARTA FEIRA - 16:00): "O PERDÃO" DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - PALESTRANTE: JERÔNIMO SILVA

Quantas vezes perdoarei ao meu irmão? Perdoá-lo-eis, não sete vezes, mas setenta vezes sete. Eis um desses ensinos de Jesus que devem calar em vossa inteligência e falar bem alto ao vosso coração. Comparai essas palavras misericordiosas com a oração tão simples, tão resumida, e ao mesmo tempo tão grande nas suas aspirações, que Jesus ensinou aos discípulos, e encontrareis sempre o mesmo pensamento. Jesus, o justo por excelência, responde a Pedro: Perdoarás, mas sem limites; perdoarás cada ofensa, tantas vezes quantas ela vos for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que nos torna invulneráveis às agressões, aos maus tratos e às injúrias, serás doce e humilde de coração, não medindo jamais a mansuetude; e farás, enfim, para os outros, o que desejas que o Pai celeste faça por ti. Não tem Ele de te perdoar sempre, e acaso conta o número de vezes que o seu perdão vem apagar as tuas faltas?

Ouvi, pois essa resposta de Jesus, e como Pedro, aplicai-a a vós mesmos. Perdoai, usai a indulgência, sede caridosos, generosos, e até mesmo pródigos no vosso amor. Daí, porque o Senhor vos dará; abaixai-vos, que o Senhor vos levantará; humilhai-vos, que o Senhor vos fará sentar à sua direita.

Ide, meus bem-amados, estudai e comentai essas palavras que vos dirijo, da parte daquele que, do alto dos esplendores celestes, tem sempre os olhos voltados para vós, e continua com amor a tarefa ingrata que começou há dezoito séculos. Perdoai, pois, os vossos irmãos, como tendes necessidade de ser perdoados. Se os seus atos vos prejudicaram pessoalmente, eis um motivo a mais para serdes indulgentes, porque o mérito do perdão é proporcional à gravidade do mal, e não haveria nenhum em passar por alto os erros de vossos irmãos, se estes apenas vos incomodassem de leve.

Espíritas, não vos olvideis de que, tanto em palavras como em atos, o perdão das injúrias nunca deve reduzir-se a uma expressão vazia. Se vos dizeis espíritas, sede-o de fato: esquecei o mal que vos tenham feito, e pensai apenas numa coisa: no bem que possais fazer. Aquele que entrou nesse caminho não deve afastar-se dele, nem mesmo em pensamento, pois sois responsáveis pelos vossos pensamentos, que Deus conhece. Fazei, pois, que eles sejam desprovidos de qualquer sentimento de rancor. Deus sabe o que existe no fundo do coração de cada um. Feliz aquele que pode dizer cada noite, ao dormir: Nada tenho contra o meu próximo.

Perdoar aos inimigos é pedir perdão para si mesmo; perdoar aos amigos é dar prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar que se melhora. Perdoai, pois, meus amigos, para que Deus vos perdoe. Porque, se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se guardardes até mesmo uma ligeira ofensa, como quereis que Deus esqueça que todos os dias tendes grande necessidade de indulgência? Oh, infeliz daquele que diz: Eu jamais perdoarei, porque pronuncia a sua própria condenação! Quem sabe se, mergulhando em vós mesmos, não descobrireis que fostes o agressor? Quem sabe se, nessa luta que começa por um simples aborrecimento e acaba pela desavença, não fostes vós a dar o primeiro golpe? Se não vos escapou uma palavra ferina? Se usaste de toda a moderação necessária? Sem dúvida o vosso adversário está errado ao se mostrar tão suscetível, mas essa é ainda uma razão para serdes indulgentes, e para não merecer ele a vossa reprovação. Admitamos que fosseis realmente o ofendido, em certa circunstância. Quem sabe se não envenenastes o caso com represálias, fazendo degenerar numa disputa grave aquilo que facilmente poderia cair no esquecimento? Se dependeu de vós impedir as conseqüências, e não o fizestes, sois realmente culpado. Admitamos ainda que nada tendes a reprovar na vossa conduta, e, nesse caso, maior o vosso mérito, se vos mostrardes clemente.

Mas há duas maneiras bem diferentes de perdoar: há o perdão dos lábios e o perdão do coração. Muitos dizem do adversário: “Eu o perdôo”, enquanto que, interiormente, experimentam um secreto prazer pelo mal que lhe acontece, dizendo-se a si mesmo que foi bem merecido. Quantos dizem: “Perdôo”, e acrescentam: “mas jamais me reconciliarei; não quero vê-lo pelo resto da vida”! É esse o perdão segundo o Evangelho? Não. O verdadeiro perdão, o perdão cristão, é aquele que lança um véu sobre o passado. É o único que vos será levado em conta, pois Deus não se contenta com as aparências: sonda o fundo dos corações e os mais secretos pensamentos, e não se satisfaz com palavras e simples fingimentos. O esquecimento completo e absoluto das ofensas é próprio das grandes almas; o rancor é sempre um sinal de baixeza e de inferioridade. Não esqueçais que o verdadeiro perdão se reconhece pelos atos, muito mais que pelas palavras.

terça-feira, 29 de novembro de 2016



DOUTRINÁRIA DE HOJE (29/11 - TERÇA - 20:00): "CIZÂNIA" DO LIVRO FLORAÇÕES EVANGÉLICAS- PELO ESPÍRITO DO SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: ROBSON WITZKE




domingo, 27 de novembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (27/11 - DOMINGO - 16:00): "LÂMPADAS, RECEPTORES E TRANSMISSOR" DO LIVRO FLORAÇÕES EVANGÉLICAS- PELO ESPÍRITO DO SRA. JOANNA DE ÂNGELIS – PALESTRANTE: RAILDA CHETTO

“Os fariseus, tendo­se retirado, entenderam­se entre si para enredálo com as  suas próprias palavras”
(Mateus, 22:15) 



“Sem levar em conta as vicissitudes ordinárias da vida, a diversidade dos gostos, dos pendores e das necessidades, é esse também um meio de vos aperfeiçoardes, exercitando­vos na caridade. Com efeito, Só a poder de  concessões e sacrifícios mútuos, podeis conservar a harmonia entre elementos tão diversos”
Espírito Protetor

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (23/11- QUARTA FEIRA - 16:00): "OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS" DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - PALESTRANTE: OSVALNICE REGINA

CONSTANTINO
Espírito Protetor, Bordeaux, 1863

O trabalhador da última hora tem direito ao salário.Mas, para isso, é necessário que se tenha conservado com boa-vontade à disposição do Senhor que o devia empregar, e que o atraso não seja fruto da sua preguiça ou da sua má vontade. Tem direito ao salário, porque, desde o alvorecer, esperava impacientemente aquele que, por fim, o chamaria ao labor. Era trabalhador, e apenas lhe faltava o que fazer.

Se tivesse, entretanto, recusado o trabalho a qualquer hora do dia; se tivesse dito: “Tenham paciência; gosto de descansar. Quando soar a última hora, pensarei no salário do dia. Que me importa esse patrão que não conheço e não estimo? Quanto mais tarde, melhor!” Nesse caso, meus amigos, não receberia o salário do trabalho, mas o da preguiça.

Que dizer, então, daquele que, em vez de simplesmente esperar, tivesse empregado as suas horas de trabalho para cometer estrepolias? Que tivesse blasfemado contra Deus, vertido o sangue de seus semelhantes, perturbado as famílias, arruinado homens de boa-fé, abusado da inocência? Que tivesse, enfim, se lançado a todas as ignomínias da humanidade? O que será dele? Será suficiente dizer, à última hora: “Senhor usei mal o meu tempo; empregai-me até o fim do dia, para que eu faça um pouco, um pouquinho que seja da minha tarefa, e pagai-me o salário do trabalhador de boa-vontade!”? Não, não! Porque o Senhor lhe dirá: “Não tenho agora nenhum trabalho para ti. Esperdiçaste o teu tempo, esqueceste o que havias aprendido, não sabes mais trabalhar na minha vinha. Cuida, pois, de aprender de novo, e quando te sentires mais bem disposto, vem procurar-me e te franquearei as minhas terras, onde poderás trabalhar a qualquer hora do dia”.

Bons espíritas, meus bem-amados, todos vós sois trabalhadores da última hora. Bem orgulhoso seria o que dissesse. “Comecei o trabalho de madrugada e só o terminarei ao escurecer”. Todos vieram quando chamados, uns mais cedo, outros mais tarde, para a encarnação cujos grilhões carregais. Mas há quantos e quantos séculos o Senhor vos chamava para a sua vinha, sem que aceitásseis o convite? Eis chegado, agora, o momento de receber o salário. Empregai bem esta hora que vos resta. Não vos esqueçais de que a vossa existência, por mais longa que vos pareça, não é mais do que um momento muito breve na imensidade dos tempos que constituem para vós a eternidade.

HENRI EINE
Paris, 1863

Jesus amava a simplicidade dos símbolos. Na sua vigorosa expressão, os trabalhadores da primeira hora são os Profetas, Moisés, e todos os iniciadores que marcaram as diversas etapas do progresso, continuadas através dos séculos pelos Apóstolos, os Mártires, os Pais da Igreja, os Sábios, os Filósofos, e, por fim, os Espíritas. Estes, que vieram por último, foram entretanto anunciados e preditos desde o advento do Messias. Receberão, pois, a mesma recompensa. Que digo? Receberão uma recompensa maior. Últimos a chegar, os Espíritas aproveitam o trabalho intelectual dos seus antecessores, porque o homem deve herdar do homem, e porque os trabalhos e seus resultados são coletivos: Deus abençoa a solidariedade.

dos antigos revivem hoje, ou  reviverão amanhã, para acabar a obra que haviam começado. Mais de um patriarca, mais de um profeta, mais de um discípulo do Cristo, e de um divulgador da fé cristã se encontram, entre vós. Ressurgem mais esclarecidos, mais adiantados, e já não trabalham mais nos fundamentos, mas na cúpula do edifício. Seu salário será, portanto, proporcional ao mérito da obra.

reencarnação, esse belo dogma, eterniza e precisa a filiação espiritual. O Espírito, chamado a prestar contas do seu mandato terreno, compreende a continuidade da tarefa interrompida, mas sempre retomada. Vê e sente que apanhou no ar o pensamento de seus antecessores. Reinicia a luta, amadurecido pela experiência, para ainda mais avançar. E todos, trabalhadores da primeira e da última hora, de olhos bem abertos sobre a profundidade da Justiça de Deus, não mais se queixam, mas se põem a adorá-lo.

Este é um dos verdadeiros sentidos dessa parábola, que encerra, como todas as que Jesus dirigiu ao povo, as linhas do futuro, e também, através de suas formas e imagens, a revelação dessa magnífica unidade que harmoniza todas as coisas no universo, dessa solidariedade que liga todos os seres atuais ao passado e ao futuro.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (22/11 - TERÇA-FEIRA - 20:00): "FALTAS" DO LIVRO JUSTIÇA DIVINA PELO ESPÍRITO SR. EMMANUEL - PALESTRANTE: ARIVAL NETO

Reunião pública de 6-2-61
1ª Parte, cap. VII, § 27

É possível que o constrangimento do companheiro tenha surgido do gesto impensado de tua parte.
O gracejo impróprio ou o apontamento inoportuno teria tido o efeito de um golpe.
Decerto, não alimentaste a intenção de ferir, mas a desarmonia partiu de bagatela, agigantando-se em conflito de grandes proporções.

De outras vezes, a mente adoece, conturbada.
Teremos ofendido, realmente.
A cólera ter-nos-á cegado o discernimento e brandimos o tacape da injúria.
Pretendemos aconselhar e cortamos o coração de quem ouve.
Alegando franqueza, envenenamos a língua.
No pretexto de consolar, ampliamos chagas abertas.
E começa para logo a distância e a aversão.

*

Se a consciência te acusa, repara a falta enquanto é cedo.
Chispa de fogo gera incêndio.
Leve alfinetada prepara a infecção.
Humildade é caminho.
Entendimento é remédio.
Perdão é profilaxia.
Muitas vezes, loucura e crime, dispersão e calamidade nascem de pequeninos desajustes acalentados.

Não hesites rogar desculpas, nem vacile apagar-te, a favor da concórdia, com aparente desvantagem particular, porquanto, na maioria dos casos de incompreensão, em que nos imaginamos sofrer dores e ser vítimas, os verdadeiros culpados somos nós mesmos. 

domingo, 20 de novembro de 2016

DOUTRINÁRIA DE HOJE (20/11 - DOMINGO - 16:00): "SE FOSSE UM HOMEM DE BEM TERIA MORRIDO" CAP V DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - PALESTRANTE: WAGNER SANTANA

FÉNELON
Sens, 1861
Dizeis freqüentemente, ao falar de um malvado que escapa a um perigo: Se fosse um homem de bem, teria morrido. Pois bem, ao dizer isso, estais com a verdade, porque, efetivamente, Deus concede muitas vezes, a um espírito ainda jovem na senda do progresso, uma prova mais longa que a um bom, que receberá, em recompensa ao seu mérito, o favor de uma prova tão curta quanto possível. Assim, pois, quando empregais este axioma, não duvideis de que estais cometendo uma blasfêmia.

Se morrer um homem de bem, vizinho de um malvado, apressai-vos a dizer: Seria bem melhor se tivesse morrido aquele. Cometeis então um grande erro, porque aquele que parte terminou a sua tarefa, e o que ficou talvez nem a tenha começado. Por que, então, quereis que o mau não tenha tempo de acabá-la, e que o outro continue preso à gleba terrena? Que diríeis de um prisioneiro que, tendo concluído a sua pena, continuasse na prisão, enquanto se desse à liberdade a outro que não tinha direito? Ficai sabendo, pois, que a verdadeira liberdade está no desprendimento dos laços corporais, e que enquanto estais na Terra, estais em cativeiro.

Habitue-vos a não censurar o que não podeis compreender, e crede que Deus é justo em todas as coisas. Freqüentemente, o que vos parece um mal é um bem. Mas as vossas faculdades são tão limitadas, que o conjunto do grande todo escapa aos vossos sentidos obtusos. Esforçai-vos por superar, pelo pensamento, a vossa estreita esfera, e à medida que vos elevardes, a importância da vida terrena diminuirá aos vossos olhos. Porque, então, ela vos aparecerá como um simples incidente, na infinita duração da vossa existência espiritual, a única verdadeira existência.